Perceba um exemplo concreto: a massa existente em um pequeno botão de
paletó, quando convertida em energia, gera potencial capaz de abastecer a
cidade de Brasília por pelo menos dois anos.
A potência da fissão nuclear é provavelmente o maior poder construtivo e
ao mesmo tempo destrutivo que a humanidade possui em suas mãos. Uma porção de urânio do tamanho de um pacote
de farinha se transformou em uma bomba nuclear que destruiu a cidade de
Hiroshima, no Japão.
Na época, Einstein escreveu uma carta para o presidente Franklin
Roosevelt alertando que talvez os nazistas estivessem desenvolvendo armas
atômicas. Todavia, para surpresa do mundo, aconteceu o contrário. Quem primeiro
criou as bombas atômicas foram os americanos; foram eles que não souberam usar
a ciência que estava à disposição.
"Com grandes poderes vêm
grandes responsabilidades"
(Tio Ben, álter ego do Homem-Aranha; um personagem de Stan Lee). A destruição
das cidades japonesas deixou para a posteridade uma questão filosófica que não
pode nunca ser esquecida: que os grandes conhecimentos da humanidade devem ser
guardados hermeticamente e nunca depositados nas mãos erradas; e quem detém o
conhecimento deve ter responsabilidade no seu uso, cuidando para não jogar
pérolas aos porcos.
Para facilitar a compreensão acerca da imensa quantidade de energia
contida na matéria, tomemos como exemplo uma das fontes de energia mais
utilizadas no mundo. Em condições de uso
normal, a partir da tecnologia presente nos motores a combustão, a gasolina é
capaz de gerar 33 milhões de joules para cada litro utilizado. A queima desse
combustível, no interior do motor, gera calor e produz gases combustíveis,
provocando o objetivo final, que é o movimento do veículo. Infelizmente, existe muita perda de energia
nesse processo, sendo que apenas uma insignificante parte do potencial daquele
1 litro de gasolina se transforma em energia que pode ser efetivamente
utilizada.
Entretanto, se existisse uma tecnologia capaz de ‘esmagar’ os átomos
presentes na ligação química que compõe a gasolina (C8H18), e retirar dela a
totalidade de sua energia, estaríamos diante da solução definitiva para todos
os problemas de energia do planeta para todo o sempre.
Entenda que usando um reator nuclear em substituição a um motor a
combustão, cada litro de gasolina nos produziria 70.000.000.000.000.000 joules
(setenta quatrilhões de joules)! Isso é o equivalente a 2 bilhões de vezes mais
energia que aquela produzida pelo motor a combustão.
Explicando: se o seu veículo roda 10 quilômetros por litro, ele passaria
a rodar 20 bilhões de quilômetros com o mesmo litro de gasolina.
Imagine uma pessoa roda dez mil quilômetros por mês. Ao final de um ano,
esse cidadão se deslocou por 120 mil quilômetros. Se essa pessoa dirigisse seu
veículo por 70 anos fazendo sempre essa mesma média de quilometragem anual, ela
teria, ao fim de sua vida rodado oito milhões e quatrocentos mil quilômetros.
Perceba que 8.400.000 km não significa nem mesmo 1% do potencial de
apenas 1 litro de combustível. Com o combustível que sobrou, o veículo ainda
teria autonomia para atender no mínimo 100 gerações após a dele.
Isso seria o fim da dominação da indústria do petróleo!
Mas porque essa tecnologia inda não foi desenvolvida? Esse é um problema
que pode ser discutido sob a premissa de diversos posicionamentos políticos,
econômicos e tecnológicos. Todavia, para esse momento vamos nos ater apenas à
tecnologia.
Para as tecnologias existentes, transformar todo o potencial de um átomo
em energia é algo praticamente impossível. O motivo é que, até então, os
equipamentos desenvolvidos, conseguem quebrar alguns poucos tipos de átomos,
sendo limitados a elementos radioativos e a elementos leves.
Por causa da equivalência entre massa e energia, proposta pela equação E
= mc², sob a ação mecânica do movimento, a energia que um objeto possui é
acrescentado à sua massa. Em outras palavras, esta energia dificulta o aumento
de velocidade desse objeto.
A 10% da velocidade da luz a massa de um objeto é 0,5% maior do que a
massa estática. Na medida em que a velocidade aumenta, a energia produzida é
creditada como massa, e de forma exponencial. A 90% da velocidade da luz, a
massa do objeto seria mais que duplicada.
Na medida em que um objeto se desloca cada vez mais próximo da
velocidade da luz, sua massa aumenta, sempre mais rapidamente, de forma que se
gasta cada vez mais energia para aumentar ainda mais a sua velocidade, porém
nunca alcançando a velocidade da luz, porque sua massa teria atingido o
infinito e pela equivalência de massa e energia estaria gastando uma quantidade
infinita de energia para que pudesse atingi-la.
Por essa razão, qualquer objeto do mundo físico está para sempre
confinado, pela Relatividade, a se movimentar a velocidades mais baixas que a
velocidade da luz.
Apenas a luz, ou outras ondas que não tenham massa intrínseca pode se
mover nessa velocidade.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
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