domingo, 11 de janeiro de 2026

NEM TUDO É RELATIVO - PARTE 1

O espaço é relativo, o tempo é relativo, até mesmo a matéria é relativa!

Aprendemos com Antoine Lavoisier (1743 - 1794) que: "Na Natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma". Esta é a Lei da Conservação das Massas.

Pelo postulado de Lavoisier podemos afirmar que o que hoje é manga, amanhã pode ser tecido de pele humana e no próximo dia poderá ser adubo para florestas de eucalipto que se transformarão nas folhas de papel que compõe o livro que está em suas mãos.

Tudo é relativo, exceto a luz.

Segundo Albert Einstein a velocidade da luz é uma constante imutável: 299.792.458 metros por segundo (duzentos e noventa e nove milhões e setecentos noventa e dois mil e quatrocentos e cinquenta e oito metros por segundo). Para facilitar, dizemos que a luz viaja a 300 mil km por segundo.

E = MC²

Essa é a famosa equação que mostra a equivalência entre a massa e a energia. Nessa fórmula:

E representa energia

M representa a massa

C representa a velocidade da luz no vácuo.

E=mc² se tornou, possivelmente a mais famosa equação de todos os tempos. Até mesmo quem não tem nenhuma formação acadêmica em física ou qualquer outra ciência exata já ouviu falar dela.

Essa equação simples mudou a forma como pensamos sobre energia e nos possibilitou inúmeros avanços no campo da tecnologia, além de formular possibilidades no campo da mecânica quântica e da viagem no tempo.

Entre outras coisas, essa equação prevê que nada pode se deslocar com velocidade superior à velocidade da própria luz. Considerando que velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km/s, a Relatividade postula que caso uma massa consiga acelerar além dessa velocidade, ela conseguiria ultrapassar a barreira do tempo e do espaço.

Dentro das inúmeras possibilidades oferecidas pelo uso da equação de Einstein está a especulação sobre viagens no tempo.

De acordo com astrofísico americano Richard Gott, autor do livro Time Travel in Einstein’s Universe (Viagem no Tempo no Universo de Einstein, ainda inédito no Brasil), “na verdade, os astronautas já estão viajando para o futuro”. Segundo Gott, as velocidades desses deslocamentos em foguetes espaciais ainda são muito baixas em relação à velocidade da luz, e é devido a essas ‘baixas velocidades’, que a sensação de avanço no tempo é praticamente imperceptível.

“Quem mais avançou no tempo, até hoje, foi o cosmonauta russo Sergei Avdeyev. Como permaneceu em órbita 748 dias, voltou 50 avos de segundo mais jovem do que se tivesse ficado no chão. Ou seja, ele viajou 50 avos de segundo para o futuro” (Richard Gott). Segundo o astrofísico, uma viagem de apenas 24 anos a uma velocidade próxima à velocidade da luz, seria suficiente para, no retorno do aventureiro, encontrar a terra 1 000 anos no futuro...


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com




 

Nenhum comentário:

Postar um comentário