segunda-feira, 8 de junho de 2026

Maria, mãe de Tiago


Entre as mulheres que aparecem discretamente nos evangelhos está Maria, identificada como mãe de Tiago, filho de Alfeu — chamado em alguns textos de Tiago, o menor — e também de José.

Embora não apareça em longos relatos ou discursos, seu nome surge em momentos extremamente importantes da narrativa do Evangelho.

Ela é mencionada entre as mulheres que estavam presentes durante a crucificação de Jesus Cristo. Enquanto muitos discípulos se dispersaram por medo ou confusão, algumas mulheres permaneceram observando aqueles acontecimentos dramáticos. Entre elas estava Maria, mãe de Tiago.

O Evangelho de Marcos 15:40 registra que ela estava ali, contemplando à distância o momento em que Jesus entregava sua vida.

Mas sua presença não termina na observação da cruz.

Após o sepultamento, ela também aparece entre as mulheres que foram ao túmulo na manhã do primeiro dia da semana para ungir o corpo de Jesus. Foi nesse contexto que elas receberam o anúncio surpreendente de que Cristo havia ressuscitado.

Assim, Maria, mãe de Tiago, esteve presente em dois momentos decisivos da história do evangelho: 

a crucificação e a descoberta do túmulo vazio.

Seu papel nas Escrituras é discreto, mas significativo. Ela não aparece ensinando multidões ou realizando grandes atos públicos. Ainda assim, permaneceu fiel nos momentos em que muitos se afastaram.

Ela nos ensina que a verdadeira devoção nem sempre aparece nos holofotes da história. Muitas vezes, ela se revela simplesmente na decisão de permanecer presente, mesmo nos momentos mais difíceis da fé.

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