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quinta-feira, 9 de julho de 2026

A MISSÃO DO DESTRUIDOR


Lúcifer e seus seguidores travaram guerra contra os anjos de Deus no Céu dos Céus.

Lembre-se do que dissemos: os acontecimentos de uma realidade são espelhados na realidade inferior. O que aconteceu na batalha celeste foi espelhado no nosso universo através da luta da matéria contra a anti matéria. Na nossa realidade dimensional, tratou-se da luta do universo por existir.

A batalha aconteceu em diferentes níveis de realidade: a batalha do exército de Lúcifer contra os anjos fiéis a Deus se refletiu em nosso universo nos eventos calamitosos da criação material.

Enquanto os fiéis anjos de Deus lutavam uma épica batalha nos campos do sublime mundo acima do Lago das Águas Primordiais, paralelamente, e de forma correspondente, a matéria e a anti matéria lutavam nos céu do nosso universo.

Na guerra que definiu o banimento do inimigo de Deus e de seus comparsas, o universo inteiro entrou em colapso.

Se essa Guerra angélica não existisse, também não existiria a batalha na expansão da totalidade do espaço temporal. E se não houvesse aniquilação de matéria e anti matéria, certamente o nosso universo não existiria da forma que é.

Quanto tempo se passou entre o Big Bang e a queda de Lúcifer na onda de expansão? Difícil de definir, mas, com certeza não demorou mais que alguns segundos pela perspectiva do observador que fitava os eventos da criação.

Os eventos do conflito da matéria contra a anti matéria nos faz pensar que o plano de Deus corria um sério risco de não ter dado certo. Todavia pensar assim é um imenso erro de nossos limitados pensamentos.

Podemos afirmar com toda certeza que esse sempre foi o plano de Deus. O Eterno usou o trabalho de Lúcifer nos momentos iniciais da criação do universo.

A Batalha dos Anjos criou o reflexo da realidade manifestada e isso foi o que Deus planejou, desde muito antes.

Deus nunca foi surpreendido por nada ou por ninguém. Ele é quem sabe o fim desde o começo.

O Universo foi projetado para ser o que é, e da forma que é.

Segundo Agostinho de Hipona “O Demônio não pode fazer mais do que lhe é permitido por Deus”, e Martinho Lutero repete a mesma conclusão quando afirma que “O diabo é o diabo de Deus”.

No fim das contas o diabo não fez nada além do era pra ser feito.

O diabo não sabia de nada, mas Deus sabia de tudo!

Enquanto Lúcifer lutava, pensado que teria chance de lograr vitória, Deus ria de sua arrogância e enquanto sorria, o Criador usava seu rival para o estabelecimento dos seus propósitos eternos.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 7 de junho de 2026

COSMOGONIA GREGA - PARTE II

 


... O homem capitalista e pós-moderno, supostamente culto e arrogante em sua definição de si mesmo certamente percebe os deuses gregos e suas histórias, apenas como matéria prima de roteiro de filmes ou de enredo dos quadrinhos da Marvel ou da DC Comics. Lotam cinemas a procura de mirabolantes cenas de ação, sem constatar no roteiro, nenhum conhecimento transcendente a ser absorvido. Se bem que, quem entende a filosofia aplicada nos filmes e absorve a essência dos gibis o faz porque em certo nível de inteligência conhece e aprecia a aventura fabulosa dos soberanos do panteão.

"Tenha em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações. Tudo isso é posto em sua mão como sua herança, para que você a receba, honre, acrescente a ela e, um dia, fielmente, deposite-a nas mãos de seus filhos” (Albert Einstein).

Passemos à forma como os gregos descrevem a criação, a partir da dança sangrenta dos deuses.

Para os gregos, no início tudo estava imerso na escuridão e nada existia; havia apenas o Caos. Segundo Hesíodo, no princípio surgiu o Vazio e do Caos nasceram Gaia, Tártaro (o abismo), Eros (o amor), Érebo (as trevas) e Nix (a noite).

Note que todos os elementos contidos na criação segundo o relato de Gênesis capítulo 1 estão também presentes no relato grego. E não somente nos relatos da cultura clássica; cosmogonias do oriente também revelam similaridades com os elementos fundamentais do surgimento do universo.

O caos inicial se organizou na linha do tempo, revelando assim os primeiros deuses e deusas.

Gaia criou o Mundo. A Mãe-Terra teve um filho, a quem chamou de Urano, que era o céu. Urano se uniu à sua mãe, gerando doze filhos, com formas humanas, mas gigantes em estatura.

Foram seis titãs e seis titânides.

A descrição desses titãs nos faz lembrar o Gênesis: “Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama” (Gn 6:4).

Enquanto os filhos dos deuses se uniam a seus pares gerando os valentes do passado, a natureza continuava sua lenta evolução. Com a chuva nasceram as plantas e os animais. Não somente o reino animal e vegetal se desenvolveu; das águas primordiais surgiram diversos monstros e seres fabulosos, de todos os tamanhos e formas.

Na cosmogonia grega, as águas de Gaia estão no centro da criação, produzindo vida animal e vegetal, muito similar à forma como é pontuado pela Bíblia.

Conforme relatado pela Torá, a produção de vida marinha é uma ordem de serviço delegada por Deus às águas do grande oceano (Gn 1.20,21).

Entre os seres fantásticos produzidos pelas águas, havia três gigantes imortais com um só olho no meio da testa. Os Ciclopes: Arges, Brontes e Estéropes, ao nascerem foram trancados no submundo.

Por causa dos enormes poderes dos Ciclopes, Urano, senhor dos céus, contrariando a vontade de Gaia, foi muito mal para eles. A Mãe-Terra não gostou disso e produziu no seu íntimo um profundo rancor pela atitude de Urano.

Cronos é o mais jovem dos titãs, filho de Urano, com Gaia, a Mãe-Terra. Muito tempo depois, motivado pela ambição, o jovem titã derrotou o próprio pai se tornando o maioral entre os deuses. Para essa façanha, Cronos contou com ajuda de sua mãe.

A Mãe-Terra amava os Ciclopes e por isso nunca perdoou a Urano pelo que ele fez a eles. Motivada por vingança, Gaia encorajou os Titãs, liderados por Cronos a se revoltarem contra o Pai. Houve uma sangrenta batalha onde os Titãs foram os vencedores.

No calor da batalha caíram três gotas do sangue de Urano sobre a terra. O sangue de Urano em contato com Gaia trouxe vida às Eríneas, que eram espíritos de vingança, com cabeça de cão e asas de morcego. Esses espíritos perseguiam assassinos, principalmente aqueles que matavam os próprios familiares.

O sangue de Urano também caiu no mar e assim nasceu Afrodite, que segundo a mitologia é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade. Na versão contada por Hesíodo, Cronos cortou os órgãos genitais de seu pai e arremessou-os no mar. Da espuma formada no mar, Afrodite se ergueu sobre as águas. Saiu do caos para a claridade da luz.

Cronos se tornou o rei dos titãs e o grande deus do tempo, sobretudo quando o tempo é visto regendo os destinos de forma inexpugnável.

Cronos é sempre reconhecido por seu aspecto destrutivo, pois o tempo a tudo devora, levando a vida, os sonhos e as esperanças de todos.

O senhor do tempo se casou com sua irmã Rhea e dessa união lhes nasceram seis filhos. Cronos, sendo avisado por um oráculo de que um de seus filhos o mataria, resolveu agir ‘preventivamente’ matando a todos os seus filhos assim que nasciam.

De maneira muito peculiar, Chronos engolia seus filhos assim que saiam para o mundo. Com o intuito de salvar o seu sexto filho, Rhea ludibriou Cronos, dando a ele uma pedra enrolada em roupa de bebê.

A criança sobrevivente era Zeus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 4 de junho de 2026

COSMOGONIA GREGA - PARTE 1

 


A fantástica luta dos deuses babilônicos nos remete aos elementos que são similares na cosmogonia grega. Entenda que a essência das histórias sempre se repete, revelando que todos beberam da mesma fonte.

Assim como os homens, a religião dos homens tem origem em um lugar comum.

Os mitos vão se repetir trocando o cenário, o figurino, o nome dos personagens e até mesmo o relato das histórias, todavia o sentido sempre é o mesmo pendendo elogios ao bem ou ao mal.

O que hoje tomamos por mito, dentro de algum limite ainda não demarcado pela história, um dia foi fato.

Pelo peso das pegadas, podemos constatar que alguém passou por aquele lugar. Uma pegada profunda carimbada na superfície de uma rocha encontrada por um arqueólogo, nos leva a concluir que aquela marca não se formou espontaneamente. Sabemos pelo tamanho da pegada que o ser que passou por ali possui tamanho e peso de realidade suficiente para registar na tela do tempo a sua existência real naquele momento da história.

Figuras fantásticas, gigantes, monstros incríveis e civilizações de alta tecnologia realmente existiram, caso contrário não haveriam tantas pegadas carimbadas no tecido do tempo.

Os gregos, postulado que são os pais da filosofia ocidental, se tornaram peritos na arte de produzir conhecimento. Dado ao colossal catálogo de produção erudita, eles elaboraram uma linguagem própria, através da criação de novas palavras que exprimissem o sentido mais depurado do que se queria dizer.

Por isso há no idioma grego múltiplas palavras para designar o sentido e a razão do conhecimento. São vocábulos de caráter específicos que atuam como uma sintonia fina, depurando o significado.

É natural que as histórias do panteão se alinhem com as ciências da Grécia clássica.

Os deuses significavam e geravam significado em todas as direções da produção acadêmica. E a produção do conhecimento passava pelo panteão que de forma sinérgica, por sua vez, passava pela filosofia.

O conhecimento entendido como filho da crença ou opinião pessoal era denominado de ‘doxa’, de onde surgem as palavras: ‘doxologia’, ‘ortodoxo’, ‘heterodoxo’, ‘paradoxo’, entre outras. O conhecimento entendido como resultado do aperfeiçoamento do trabalho físico-intelectual era denominado ‘techné’. Enquanto ‘techné’ é o aperfeiçoamento das artes e ofícios manifestos no mundo visível, ‘epistéme’ era uma definição vinculada ao mundo das ideias, pois buscava as causas e explicação imaterial dos efeitos visíveis na natureza.

Ainda uma última palavra era usada para definir um conhecimento que laborava para além da mente humana, um estado de consciência que dá à experiência a sutil propriedade de reconhecer a verdade através da viagem ao interior do interior, estabelecendo relação com o âmago do ser.

Esse tipo de conhecimento foi chamado pelos gregos de ‘gnosis’, e sem alteração cultural, o tempo preservou essa definição.

‘Gnosis’ é a sabedoria gerada pela iluminação do espírito, lugar onde acontece os fenômenos de relacionamento com o divino e as inspirações do mundo das ideias.

Na senda da ‘Gnosis’ deve-se dar o primeiro passo, que é a busca pela santidade, no sentido de se separar ou se afastar dos prazeres que prendem o homem à matéria. É a radical mudança da ênfase da vida mundana para o aperfeiçoamento do mundo interior, do cosmos exterior para o microcosmo.

É a fuga consciente das correntes que te prendem ao mundo devastado, para o reino da paz, lugar interior que os cabalistas chamam de ‘ponto no coração’ e os cristãos chamam de “a paz que excede todo entendimento” (Fl 4.7).

...Continuação em breve...


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 21 de maio de 2026

ZEUS, LÚCIFER E ADÃO

 

Zeus foi o sexto filho de seus pais; um paralelo torto com o Adão bíblico, que foi formado do barro, no sexto dia da criação.

O chamado Deus do Trovão foi criado na terra, longe do Olimpo, assim como o Adão bíblico, criado fora do jardim, longe do Éden.

Nesse sentido, o Olimpo é o paralelo grego do Jardim do Éden.

Em similitude com a história de Adão, que após passar um tempo fora do jardim, foi levado por Deus ao Éden, também Zeus, quando em estado de consciência ‘adulta’ regressou ao céu para sua vitória e posterior estabelecimento como soberano do Olimpo.

O relato grego conta que após muitos anos, tornando-se ‘homem feito’, Zeus regressou disfarçado e colocou uma poção mágica na bebida de Cronos, o levando à morte.

Ao traçarmos um paralelo entre a Bíblia e o relato grego percebemos que a figura de Adão é misturada à figura de Lúcifer para formar o conceito da personalidade do mito de Zeus; que Zeus é o resultado da combinação das histórias de criação e evolução desses dois personagens.

No afã de se livrar do veneno dado por Zeus, Cronos cuspiu com vida as crianças que haviam sido engolidas. Eram as deusas: Héstia, Demeter e Hera e os irmãos Hades e Poseidon.

A história de Zeus é o relato às avessas da própria história de Lúcifer temperada com a história do primeiro homem.

Após a morte de Cronos, Zeus libertou os Ciclopes. Esses, em forma de agradecimento criaram para Zeus e seus irmãos, algumas armas de poder ilimitado: Relâmpagos e Raios para Zeus arremessar, um Tridente para Poseidon governar os mares e produzir terríveis tempestades, e finalmente o Elmo do Terror, um capacete mágico que conferia a Hades o poder de ficar invisível.

Por não aceitarem o governo de Zeus, a maior parte dos Titãs e dos Gigantes se posicionaram do lado do falecido Cronos. Houve terrível batalha onde os deuses mais novos saíram vitoriosos sobre os deuses antigos.

Os Titãs foram banidos e castigados, sendo que um deles, chamado Atlas, foi condenado a segurar eternamente os Céus sobre as costas.

Após a vitória sobre os Titãs, Zeus se tornou o absoluto senhor dos céus e governante supremo de todos os deuses.

A Poseidon foi conferido o governo dos Oceanos enquanto Hades passou a governar o Submundo.

 

Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 10 de maio de 2026

DEUS E ZEUS

Nos tempos de Cristo, a filosofia grega era o conceito de cosmogonia mais aceito nas rodas de discussão teológica e a língua dos helenos era o idioma mais falado.

O Evangelho foi semeado em um tempo em que os conceitos culturais eram helenizados, por isso, principalmente o Apóstolo Paulo, ao ensinar a mensagem do Evangelho tinha todo o cuidado de fundamentar a exposição a partir da conceituação grega, levando o ouvinte a compreender e aceitar a pregação do Cristo crucificado.

Jesus Cristo não deixou passar em branco a afronta que a teogonia grega representava ao Deus de Israel. Usando sua posição de Filho do Deus Altíssimo, Jesus deu o troco, desbancando os maiorais do panteão.

YHWH é o verdadeiro Deus do Trovão, pois assim a Bíblia o identifica. “Deus veio de Temã, e do monte de Parã o Santo. A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor. E o resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força” (Hb 3.3,4). “As nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para outra parte. A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o mundo; a terra se abalou e tremeu” (Sl 77:17,18).

O deus do trovão da Grécia foi desafiado, quando a voz do Deus do Trovão de Israel estrondeou o céu, balançando os pilares da abóboda ao identificar o seu Filho Primogênito.

A mesma voz que no Gênesis disse “Haja”, por duas vezes fez calar a voz do Zeus grego, que nada disse, emudecido diante do poder do Deus Soberano.

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:16,17).

Zeus, conhecido como a ‘Águia do Olimpo’ foi afrontado pela singela Pomba do Espírito.

“E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo” (Mt 17:5,6).

Diante do Filho de Deus, o panteão grego se curvou calado.

Os irmãos de Zeus também levaram o troco da afronta.

Poseidon, o deus dos mares foi obrigado a suportar o peso do Filho de Deus que caminhou sobre suas águas, e como se não bastasse, Jesus também acalmou a tempestade que culturalmente estava sob sua jurisdição.

Em outra ocasião, demonstrando que não era somente o Deus da superfície das águas, Jesus ordenou que um peixe mordesse o anzol certo, usando o dinheiro de Poseidon para pagar o imposto por ele e por seu discípulo.

Por fim, com a intenção de decretar definitivamente seu controle sobre os oceanos, que os gregos pensavam ser de Poseidon, Jesus ordenou que os peixes enchessem as redes dos pescadores, segundo a sua palavra.

Hoje lemos despretensiosamente sobre os milagres que Jesus realizou tendo os oceanos com pano de fundo. Todavia para os gregos, essas mesmas histórias ecoavam como uma afronta aos seus deuses, e mais, demonstrava que o Galileu era superior aos deuses do Olimpo.

Hades também não ficou de fora da humilhação.

Segundo a narrativa grega, Hades tinha o poder da invisibilidade, mas o que parece é que ele usava esse ‘poder’ o tempo todo, afinal, ninguém nunca o viu no mundo real. Todavia, o Filho de Deus, para desbancar Hades, mesmo sem o elmo do terror, usou seu poder para ficar invisível por duas vezes. “E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem. Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se” (Lc 4:29,30). “Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou” (Jo 8.59).

A palavra grega, que no Novo Testamento é usada para inferno é “Hades”. Hades também é a palavra usada para significar o nome do lugar denominado por ‘mansão dos mortos’.

Para demonstrar sua completa e irrestrita superioridade ao panteão grego, Jesus fez assim: como Hades passou ‘invisível’ pela história, o Mestre foi afrontá-lo em sua própria casa, assim talvez, por lá ele estivesse sem o elmo!

Após sua morte e antes de sua ressurreição Jesus desceu àquilo que os poetas descreviam como o reino de Hades.  “Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens. Que significa ‘ele subiu’, senão que também descera às profundezas da terra? Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas” (Ef 4:8-10). “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pd 3:18,19).

Para o grego daquele tempo, ter um primeiro contato com essas verdades era no mínimo uma experiência chocante. No primeiro momento eles consideravam aquelas histórias como loucura. Mas em contrapartida, quando eram alcançados pelo Evangelho, aquelas histórias se tornavam suas prediletas.

Imagine uma pessoa criada dentro do sistema religioso da filosofia grega! Quando essa pessoa se convertia ao cristianismo aceitando suas verdades, imediatamente ela percebia a superioridade de Cristo sobre seus antigos deuses. Essa era a maior satisfação produzida pela acertada decisão de assumir o Evangelho como regra de vida.

 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com

 

domingo, 3 de maio de 2026

COSMOGONIA EGÍPCIA

 

Hermópolis, Tebas, Heliópolis e Mênfis eram as maiores cidades do Egito antigo e cada uma possuía um sistema sacerdotal independente. Motivados por uma disputa de natureza política e religiosa, muito parecida com a concorrência entre as denominações de confissão protestante de hoje, cada grupo de sacerdotes lutavam entre si para fazer com que seus deuses e dogmas fossem impostos sobre as demais cidades.

Por causa dessa disputa existem divergências nos relatos da criação egípcio, contudo sem estabelecer contradições profundas na teologia deles.

Para entender a motivação dos egípcios basta olhar para as denominações cristãs da atualidade, que se dividiram em milhares de subprodutos da mesma confissão de fé, sem afetar profundamente a teologia mais básica. Esses novos crentes continuam acreditando nas posições fundamentais da teologia cristã, mas diferem entre si por questões dogmáticas, buscando a razão de suas exposições nas entrelinhas dos textos das Escrituras.

Tal qual sacerdotes egípcios da antiguidade, por causa da vaidade pessoal de seus líderes, grupos de católicos e evangélicos se reúnem em volta de um tratado doutrinário e dogmático, passando impor seus pensamentos àqueles que, por serem mais idiotizados pelo sistema religioso, serão ‘presas’ fáceis de abater.

Esses cães religiosos preparam um cozido a base de leite para as crianças e carne para os adultos. Temperam tudo com boas pitadas de superstição. Os esfomeados espirituais, por não julgarem a qualidade da comida e a intenção do cozinheiro, vendem por baixo preço o direito de sua primogenitura.

Spinoza dizia que “não há meio mais eficaz para dominar a multidão do que a superstição”; e quando a superstição tem uma boa explicação teórica associada a uma pseudo experiência transcendental fica fácil arrancar gritos apaixonados, danças acalouradas e cada centavo da carteira de dinheiro.

Essa é a guerra civil existente entre as congregações cristãs que são concorrentes no mercado da fé. Todas motivadas pela ambição e fanatismo.

Tudo começa na figura de um sacerdote que não concorda com o governo da igreja local a qual pertence. Por possuir o poder sedutor de falar na mente de alguns, esse sacerdote toma ares de profeta de um novo começo.

Com o advento do profeta dos amotinados, o que vem depois é a elevação de uma nova placa denominando um novo grupo de congregados, que por se acharem com mais razão que os outros, passam a agir como prosélitos, celebrando a estupidez da distorção da mensagem unificadora do Evangelho de Jesus Cristo.

O mundo mudou muito desde a idade do bronze, todavia o homem antigo é o mesmo da idade do módulo lunar, movido pelos mesmos sentimentos egoístas de sempre.

O que motivava o sacerdote egípcio é o mesmo sentimento que motiva muitos sacerdotes cristãos da atualidade: a riqueza material, a superioridade intelectual, a vaidade espiritual, mas principalmente o estabelecimento do poder sobre os demais.


 Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


domingo, 26 de abril de 2026

HERMÓPOLIS


 

Agostinho de Hipona satirizava a curiosidade que o homem tem em conhecer o que havia na aurora dos tempos: “O que havia antes da Criação?” Ele respondia: “O Inferno, para lá jogar as pessoas que fazem esta pergunta”.

Na grande cidade de Hermópolis o relato da criação estava focado exatamente nisso: na natureza do universo antes da criação.

Segundo aquela cosmogonia, no início de tudo haviam as Águas Primordias que eram representadas pela Ogdóade - um conjunto de oito deuses.

Masculino e Feminino era entendido como a base da criação.

O deus Nun era a parte masculina da deusa Naunet e eles representavam a própria Água Primordial.

O deus Hu era a parte masculina da deusa Hauhet e representavam as infinitas dimensões da Água.

Os deuses Amon e Amonet representavam a natureza intangível e oculta do mundo invisível, em paradoxo com o mundo manifestado onde os seres vivos existiam e se reproduziam.

Kuk e Kauket eram a manifestação da escuridão presente.

Os oito deuses e deusas eram divididos em masculino e feminino, sendo simbolicamente representados como criaturas aquáticas. Os machos eram representados na forma de sapos e as fêmeas na forma de cobras.

No meio das águas primordiais nasceu uma ilha, que foi chamada de Ilha das Chamas ou Ilha do Fogo. Água e fogo se misturam para formar a primeira porção seca e a atmosfera.

Nesta ilha os deuses da Ogdóade colocaram um ovo, do qual nasceu o deus Ré, responsável pela criação do mundo. Segundo a explicação, mais tarde a cidade de Hermópolis foi construída sobre essa ilha.

Os elementos da cosmogonia de Hermópolis citam alguns elementos da Cosmogonia Bíblica, provando mais uma vez que tudo partiu da mesma fonte.

Assim como na Bíblia, o relato de Hermópolis afirma que foram as Águas Primordiais, que numa mistura de água e fogo formaram todo o universo. Podemos também observar a existência da figura do Ovo de Ré, que conforme os egípcios é o elemento fundamental para a criação do mundo.

Perceba que o Ovo de Ré é uma distorção do que as Escrituras denominam como Pão Vivo que desceu do céu, Jesus Cristo o criador de todas as coisas.

 

Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 19 de abril de 2026

HELIÓPOLIS

 

Segundo o relato da criação da cidade de Heliópolis, no princípio, Num era as águas do caos.

Com o passar do tempo, a colina Ben-Bem que era formada de lodo, se ergueu dessas águas e no seu topo apareceu o primeiro deus, Atum. Assim como nas outras cosmogonias, aqui também o mundo manifestado surge das águas primordiais.

A tosse de Atum expeliu Shu que era o deus do ar e Tefnut, a deusa da umidade. Shu e Tefnut geraram dois filhos, Nut, a deusa do céu e Geb, o deus da terra.

Nut e Geb se juntaram e tiveram quatro filhos: Osíris, Isís, Seth e Néftis.

Osíris se tornou o deus da terra. Sua irmã Isís foi a sua rainha. Osíris teve um filho com Ísis chamado Hórus.

Motivado por imensa inveja, Seth, que havia se tornado o deus do deserto, um dia matou o seu irmão Osíris.  Após sua morte, Osíris foi para o submundo e nesse período Seth tornou-se rei da terra. Hórus partiu para vingar a morte do seu pai e retomar o trono.

Iniciou-se uma grande batalha e os confrontos sangrentos duraram por muito tempo.

Em um duelo, Seth arrancou um olho de Hórus.

A batalha entre tio e sobrinho nunca teve um vencedor e duraria por milhares de anos.

Sabedores dessa situação, os deuses interromperam as intermináveis batalhas e ambos foram convocados ao tribunal. Ainda assim as batalhas não cessaram, e o derramamento de sangue prosseguiu de forma muito pior.

Outra sessão de julgamento foi realizada tendo opiniões divididas entre os jurados. Os partidários de Seth alegavam que por ser mais velho que Hórus, ele deveria assumir o trono. Os partidários de Hórus defendiam que o filho de Osíris, por ser o legítimo herdeiro deveria ser o soberano.

Thoth, o deus da escrita, que mais tarde foi identificado na história egípcia como Hermes Trismegisto, interveio no conflito decidindo que o justo seria que o governo do Egito fosse dado a Hórus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 12 de abril de 2026

MÊNFIS


 

A cosmogonia de Mênfis era centralizada em Ptah, o deus patrono dos artesãos, ferreiros, escultores e armadores. Ptah era o arquétipo da habilidade peculiar que o artesão possui de projetar materiais elegantes a partir de matéria bruta.

Bem diferente dos outros relatos egípcios, em Mênfis contava-se que tudo foi criado a partir do poder do demiurgo, sem manipulação do mundo físico.

Segundo Platão, demiurgo é o artesão divino ou o princípio organizador que, a nível universal, sem tanger a realidade manifestada, modela e organiza toda a matéria, partindo do caos preexistente, culminando na manifestação por imitação, de modelos perfeitos existentes dentro do plano eterno.

Na teologia dessa cosmogonia, tudo o que Ptah desejava fazer, pelo poder de seus pensamentos, eram trazidos à existência. Foi assim que ele criou tudo o que existe, inclusive os outros deuses.

Aparentemente trata-se de uma cosmogonia simples sem o arrojo das batalhas épicas e do luxo peculiar à figura dos deuses egípcios. Todavia, a teologia presente no conceito da criação em Menfis alude à simplicidade da forma como YHWH criou todas as coisas usando um complexo sistema de forças naturais e uma espetacular organização atômica.

Naquele tempo, essa semelhança teve um papel importante no sentido de atender muito bem a demanda de confundir a mente dos homens que não tinham uma definição clara de quem era o Deus Invisível.

Ptah tinha características que, em tese, o igualavam ao Deus de Israel.

Paulo afirma que “Deus dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se elas já existissem” (Rm 4:17). Em Hebreus o escritor afirma que “Pela fé compreendemos que o Universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi produzido a partir daquilo que não se vê” (Hb 11.3). Toda a Bíblia está cheia de afirmações acerca da criação que nos remete à forma usada para descrever a criação pelo demiurgo egípcio. “Pois ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo surgiu” (Sl 33.9).

Shakespeare já havia avisado: "O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém". Repetindo a constatação frente a outras tradições religiosas da antiguidade, percebemos retalhos da verdade na tradição egípcia. São retalhos significativos que certificam que eles não possuíam toda a verdade. Possuíam meias verdades. E meias verdades são mentiras cem por cento.

Acerca dos falsos deuses egípcios, afrontados pelo Grande EU SOU, quando da libertação do povo de Israel das terras do faraó, a seu tempo profetizou Jeremias: “Digam-lhes isto: ‘Esses deuses, que não fizeram nem os céus nem a terra, desaparecerão da terra e de debaixo dos céus’. Mas foi Deus quem fez a terra com o seu poder, firmou o mundo com a sua sabedoria e estendeu os céus com o seu entendimento. Ao som do seu trovão, as águas no céu rugem, e formam-se nuvens desde os confins da terra. Ele faz os relâmpagos para a chuva e dos seus depósitos faz sair o vento. Esses homens todos são estúpidos e ignorantes; cada ourives é envergonhado pela imagem que esculpiu. Suas imagens esculpidas são uma fraude, elas não têm fôlego de vida. São inúteis, são objetos de zombaria. Quando vier o julgamento delas, perecerão” (Jr 10:11-15).

O texto bíblico tem uma intenção clara: afrontar os deuses e seguidores da religião egípcia que ainda existiam nos tempos de Jeremias.



Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

sábado, 17 de dezembro de 2016

O VATICANO E OS MÉTODOS DE CIRO DA PÉRSIA

Esdras 1:1-4

1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá.
Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e edifique a casa do Senhor Deus de Israel (ele é o Deus) que está em Jerusalém.

3 E todo aquele que ficar atrás em algum lugar em que andar peregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, com ouro, com bens, e com gados, além das dádivas voluntárias para a casa de Deus, que está em Jerusalém.



Deus está atuando nos bastidores da história controlando tudo.

E PARA HONRAR SEU POVO DEUS USA TUDO QUE ESTÁ EM VOLTA. ATÉ MESMO  O ÍMPIO.

Será que Ciro, o Imperador Persa havia se convertido ao Deus verdadeiro?
Pelas palavras dele, conforme lemos no texto do escriba, podemos até ser tentados a pensar que sim! Todavia o desenrolar da história nos confirma que o interesse de Ciro era outro.

O Cilindro de Ciro, que é um documento histórico real, encontrado em escavações arqueológicas registra que Ciro reedificou templos e restaurou os deuses antigos aos seus lugares de origem.
Todos os templos que o Império da Babilônia destruiu foram reconstruídos por Ciro. 
Não somente o templo de Israel! 
Ciro reedificou  e reconstruiu todos os templos de todas as religiões daquela época.
E Ciro, na expectativa de cair na graça de ‘todos os deuses’ decretava uma ordem depois da restituição de cada templo para cada respectivo deus: 

“POSSAM TODOS OS DEUSES QUE EU RECOLOQUEI EM SEUS SANTUÁRIOS RECEBER UMA ORAÇÃO DIÁRIA A MEU FAVOR.”

Honrando todos os deuses, Ciro pensava poder contar com a ajuda de todos eles.

NÃO MUDOU MUITA COISA DESDE O TEMPO DE CIRO! 
HOJE, TUDO ESTÁ DO MESMO JEITO.

Acontece que o império religioso que domina o mundo de hoje já está em quase todos os países do mundo. 
Em cada país que esse Império chega, ele constrói templos e assimila o costume 
religioso local. Produz o que a ciência da religião chama de Sincretismo Religioso, que nada mais é do que "a fusão de diferentes doutrinas para a formação de uma nova, seja de caráter filosófico, cultural ou religioso. O sincretismo mantém características típicas de todas as suas doutrinas-base, sejam rituais, superstições, processos, ideologias" (https://www.significados.com.br/sincretismo/)

Se em um determinado país, o principal deus é um homem com o corpo todo cravado de flechas, esse reino constrói um templo e coloca a imagem desse deus local, alterando sua história e adequando a crença local à cultura base de sua teologia.
Se em outro lugar, o deus que tem mais devotos é uma mulher com uma criança no colo, não importa! Esse novo Império mundial faz um templo e o consagra a essa divindade.
Se em outra paragem o deus local for uma imagem encontrada no fundo de um rio, esse reino também constrói um templo e motiva a adoração a essa deusa. 

Esse reino invisível redescobriu a fórmula de Ciro da Pérsia. Uma forma sutil de passar sua dominação aceitando todos os deuses e impondo um sincretismo velado, tudo em nome de deus.


O VATICANO NÃO INVENTOU A RODA. NÃO FEZ NADA DE NOVO. 
APENAS COPIOU A FÓRMULA DE CIRO.
EM CADA LUGAR COLOCA UM TEMPLO TOTALMENTE AMBIENTADO COM A IDOLATRIA LOCAL E ASSIM MANTEM O GOVERNO RELIGIOSO, QUE EVOLUI PARA O POLÍTICO, QUE EVOLUI PARA O MILITAR, E ASSIM O VATICANO ESTABELECE SEU DOMÍNIO.

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“continua...”

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M.e. César de Aguiar

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domingo, 4 de dezembro de 2016

ASTAROTE CONTINUA ATUANDO NO MUNDO MODERNO

1 Samuel 31:8-10

8 Sucedeu, pois, que, vindo os filisteus no outro dia para despojar os mortos, acharam a Saul e a seus três filhos estirados na montanha de Gilboa.

9 E cortaram-lhe a cabeça, e o despojaram das suas armas, e enviaram pela terra dos filisteus, em redor, a anunciá-lo no templo dos seus ídolos e entre o povo.

10 E puseram as suas armas no templo de Astarote, e o seu corpo o afixaram no muro de Bete-Sã.

Esse texto retirado das Escrituras Sagradas nos dá uma ideia da influencia religiosa sobre os negócios políticos. Tudo se tratava de religião! E toda guerra era travada em nome de alguma divindade.

As guerras transcendiam os campos de batalha, e quando os exércitos se chocavam, era muito mais que espadas e paredes de escudos. Era uma batalha entre deuses que exigiam uma porção de território, onde iriam exercer suas influências sobre os homens.

Quando o exército perdedor sangrava nos vales, a vitória não pertencia ao país ou ao exército que hasteava a bandeira. A vitória pertencia ao deus que protegia esse exército.
No caso específico desse texto das Escrituras, Israel perdeu a batalha. E isso significava que o Deus de Israel havia perdido. Mas não foi o povo filisteu que ganhou. Os louros e despojos de guerra foram dedicados à deusa que era adorada na Filístia. Astarote venceu!

Mas quem é Astarote?

Astarote é o nome assumido por uma entidade do reino das trevas, que no mundo antigo se apresentava como a principal divindade do sexo feminino. Ela era adorada na Síria, Fenícia e toda a terra de Canaã. Seus adoradores a cultuava como deusa-lua e era conhecida como uma consorte de Baal, que nessa antiga mitologia era o deus mais difundido e se apresentava como deus-sol.

Essa divindade pagã é frequentemente representada na forma de figura feminina desnuda, com órgãos sexuais rudemente exagerados.

Para construção de suas imagens de escultura e pintura cuneiforme, sua apresentação era feita principalmente como uma deusa da fertilidade.

O culto a Astarote era a celebração da fertilidade, sendo que a parte mais destacada do ritual em sua adoração consistia em orgias sexuais nos templos e nos altos de montanhas devotados à adoração ao deus Baal. Nos locais de culto a Baal, o culto a Astarote consistia em sexo ao ar livre, onde homens e mulheres cultuavam aos deuses, prostituindo-se. A cerimônia objetivava celebrar a fertilidade usando o sexo como simbologia.

Existe um provérbio antigo que fala acerca do perigo de não se ser eficiente em matar uma cobra – o perigo da cobra mal matada. Segundo a sabedoria do provérbio esse ser se volta contra quem o feriu e passa a viver em função de infernizar e perseguir.
Josué e os Juízes que vieram após ele foram ineficazes em tomar definitivamente a Terra de Canaã. E por causa da ineficácia da conquista, a adoração a Astarote sobreviveu e atormentou Israel por longas gerações.

Quando Deus mandou tomar a terra e matar todos os seus habitantes, não se tratava apenas de tomada de terras e riquezas. Tratava-se principalmente de limpeza étnica e purificação da terra através da eliminação da semente da serpente. Ao eliminar os povos pagãos, Israel estava destruindo todos os falsos deuses que imperavam naquele lugar.
Josué foi o comandante mais pulso firme que existiu, mas ele sozinho não conseguiu terminar a tarefa, e seus sucessores fizeram acordos ao invés de destruir.

Assim que Josué morreu, o culto a Astarote foi reestabelecido com muita força e muitas famílias hebreias trouxeram ídolos pagãos para dentro de suas casas.

Juízes 2:12-14

12 E deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o Senhor à ira.

13 Porquanto deixaram ao Senhor, e serviram a Baal e a Astarote.

14 Por isso a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e os entregou na mão dos espoliadores que os despojaram; e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor; e não puderam mais resistir diante dos seus inimigos.

Israel não cumpriu a lição de casa. Deus mandou eliminar a todos os pagãos de Canaã, todavia Israel levantou a bandeira da paz e fez acordos com os pagãos. Isso custou caro não somente ao povo de Israel. A desobediência dos hebreus custou caro a toda a humanidade, e por causa da ineficiência em obedecer o comando de Deus, a deusa Astarote e seu amante Baal continuam ativos no mundo até os dias de hoje. Esses deuses das trevas mudaram de nome, de aparência e de estratégia, como sempre fizeram ao longo da história. Todavia, nos dias de hoje eles estão mais fortes do que nunca. Astarote e Baal, usando nomes e aparência diferentes estão infiltrados na cultura, na política e na religião.

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M.e. César de Aguiar

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sábado, 3 de dezembro de 2016

OS ANJOS QUE NÃO SE CURVARAM A LÚCIFER

Com a queda da Velha Serpente, houve um arrastão em todas as castas hierárquicas em cada respectiva dimensão anjélica. 

No comando da rebelião, Lúcifer arrastou consigo membros de todos os níveis de criação com exceção de dois níveis.

Dois níveis de criação não foram seduzidos pelos ardis do Querubim rebelado.


LÚCIFER NÃO ARRASTOU NENHUM SERAFIM!

Os Serafins são seres superiores aos Querubins. Ou seja, os Serafins sempre estiveram acima de Lúcifer. Sempre foram mais poderosos e mais próximos de Deus. 

Como os Serafins são o primeiro nível de criação, esses seres maravilhosos se consomem totalmente em cada pronuncia da palavra SANTO. A vida dos Serafins está intimamente ligada à fonte do Trono divino. 

Serafins não viveriam longe de Deus!

Quando eles inspiram o “ar”, o folego que penetra seus “pulmões” é o “aroma” que emana diretamente do Trono de Deus. Enquanto eles pronunciam: Santo, Santo, Santo..., esse “ar” vai acabando. 

Os Serafins vivem em eterno êxtase diante do trono do Todo Poderoso. Continuamente eles pronunciam a palavra SANTO. Eles fazem isso contiuamente e enquanto lhes restam até o último fôlego de vida. No momento em que o “ar” que está em seus "pulmões" se acaba, e quando não suportam mais, e quando estão à beira da morte, os Serafins precisam desesperadamente de mais “ar”. Nesse momento, involuntariamente eles inspiram o "ar da glória" do Todo Poderoso e continuam pela eternidade clamando: "SANTO, SANTO, SANTO". 
Se um Serafim estiver distante do Trono da Glória, lá não haverá o "ar" que o mantém vivo. Longe de Deus a existência do Serafim chega ao fim.

Por esse motivo Lúcifer não arrastou nenhum Serafim consigo.



LÚCIFER NÃO ARRASTOU NENHUM TRONO!

Os Tronos são limitados a 72 membros. 
24 membros em Yetzirah – O Mundo da Formação, 
24 membros em Briah -  O Mundo da  Criação, e
24 membros em Atziluth – O Mundo da Emanação.

Conforme o texto bíblico, o número de Tronos não reduziu com a queda de Lúcifer. Isso nos leva a afirmar que Lúcifer não arrastou nenhum Trono.

Quando Lúcifer diz: “colocarei meu trono acima do trono de Deus”, ele se referia a um anjo dessa hierarquia, e não como muitos pensam que seria um lugar ou coisa para se sentar.

Isaías 14.13 – “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte”.

Com toda certeza, Lúcifer assediou um membro do Coro dos Anciãos (outro nome para a hierarquia dos Tronos), mas esse não se deixou levar pela sedução do Inimigo de Deus. 

Dessa forma Lúcifer levou consigo outro membro dos querubins, que na hierarquia da trevas foi rebaixado a um Trono. 

Lúcifer era um Querubim. 
Como ele não conseguiu convencer um Trono a se rebelar com ele, Lúcifer convenceu um membro de sua hierarquia para ser seu lacaio imediato. 
Esse lacaio imediato de Lucifer era um Querubim que teve sua patente rebaixada para a patente de Trono e que leva consigo a vice-presidência do governo da trevas.

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estude mais!!!

OS SEGUIDORES DE LÚCIFER EM SUA REBELIÃO

http://teolovida.blogspot.com.br/2016/11/os-seguidores-de-lucifer-em-sua-rebeliao.html

A HIERARQUIA DOS SERES CELESTIAIS

http://teolovida.blogspot.com.br/2015/05/a-hierarquia-dos-seres-celestiais.html


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M.e. César de Aguiar




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terça-feira, 29 de novembro de 2016

OS SEGUIDORES DE LÚCIFER EM SUA REBELIÃO

Da mesma maneira que existe uma hierarquia entre os anjos bons, existe também uma hierarquia entre os anjos maus.

Claramente as Escrituras dizem que em sua rebelião contra o Criador, Lúcifer arrastou a terça parte dos seres anjélicos.

Na queda, naturalmente, veio com Lúcifer seres de todas as hierarquias que estavam abaixo de sua patente.

Como Lúcifer era um Querubim, sua cauda de influência trouxe consigo membros de coros angélicos que estavam em níveis abaixo do dele: Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos.

Esses seres condenados estabeleceram seu império nos mundos inferiores mantendo a mesma hierarquia que existia nos mundos superiores. Foi assim porque, quando foram formados, esses seres anjélicos possuiam uma expertise específica que delineava suas respectivas atuações nos mundos dimensionais superiores. 

Essa capacidade veio junto com eles na queda. Exemplificando: O Potestade criado com a  expertise para o bem, após a queda continuou possuindo a mesma expertise, só que depois de banido da presença de Deus, ele passou a usar sua habilidade para o mal. E assim foi com os Dominações, Principados e todos os demais que caíram.

Antes da queda esses seres superiores eram especialistas em alguma coisa para o bem. Depois da queda, continuaram especialistas na mesma coisa, só que passaram utilizar suas respectivas habilidades para realização do mal.

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M.e. César de Aguiar



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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A HIERARQUIA DO INFERNO

Efésios 6:12 
“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os PRINCIPADOS, contra as POTESTADES, contra os PODERES deste mundo tenebroso, contra as FORÇAS ESPIRITUAIS DA MALDADE, nas regiões celestiais”.


O chefe supremo da hierarquia da maldade é conhecido por vários nomes. Todas as vezes que a literatura bíblica citar os nomes: Satanás, Lúcifer, Diabo e Velha Serpente, ela estará se referindo à mesma pessoa.
O chefe nunca trabalha sozinho. Quando Lúcifer foi expulso do céu, ele arrastou consigo a terça parte dos seres celestiais.


Apocalipse 12:4  

“E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra”.


No fatídico momento daquela guerra supra-dimensional, com toda certeza Deus sentiria muito prazer em aniquilar todos os seres rebeldes e seus seguidores. E, digamos de passagem que o poder ilimitado de Deus efetuaria a aniquilação dos rebeldes sem nenhuma dificuldade.

Então, voltamos à pergunta que nunca se cala!
- Porque Deus não fez isso? Porque o infinito poder de Deus não destruiu definitivamente o mal no momento de sua invenção?

O fato de Deus não ter agido de forma a eliminar imediatamente os rebeldes tem tudo a ver com o Seu caráter. A Justiça e a Ira de Deus exigia muito mais que apenas a eliminação dos rebeldes. A Justiça Divina exigia satisfação pela restituição.
Para melhor entendimento desse conceito leia os textos sobre Atributos de Deus e Justiça Deus aqui no Blog! o que é visto em um estudo aprofundado de seus atributos.

Na medida em que conhecemos profundamente o Plano de Redenção do Universo, nós entendemos que Deus tem um plano cujo objetivo é o louvor da Sua própria glória. E nesse sentido o mal é usado como elemento a ser derrotado num processo cósmico onde a igreja de Cristo tem um papel fundamental.

O mal será finalmente vencido! Lúcifer e sua organização maligna será totalmente derrotada.

No exercito de Satanás existe seres muito poderosos!
No topo do domínio do reino das trevas, Lúcifer está atuando como chefe supremo.
Abaixo dele, segue a hierarquia, de demônios que o obedecem.

A Hierarquia do Mal é assim organizada:

LÚCIFER

 
PRINCIPADOS
POTESTADES
DOMINADORES
FORÇAS ESPIRITUAIS DA MALDADE



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Estude mais!!!

A JUSTIÇA DE DEUS E A PRESTAÇÃO DE CONTAS

A REVELAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS EM JESUS CRISTO

A REVELAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO

DEUS É A JUSTIÇA

A JUSTIÇA DE DEUS

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M.e. César de Aguiar
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