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domingo, 7 de setembro de 2025

A AVENTURA CONTINUA

 



A aventura de Elizeu e Geazi ainda não finalizou! O mais interessante ainda está por vir!

“Quando o exército sírio avançou sobre eles, Eliseu orou: ‘Senhor, peço-te que os cegues’. E assim foi. Eliseu foi ao encontro deles e lhes disse: ‘- Vieram por caminho errado; não é esta a povoação que vos interessa. Venham comigo e levar-vos-ei ao homem que procuram’. E Elizeu conduziu todo o exército a Samaria! Assim que chegaram, Eliseu orou de novo: ‘- Senhor, abre-lhes os olhos agora para que vejam’. O Senhor assim fez, e os soldados constataram que estavam em Samaria, a capital de Israel! O rei de Israel, ao vê-los, gritou para Eliseu: ‘- Oh, senhor, mato-os? Mato-os?’ Eliseu respondeu: ‘- De maneira nenhuma! Iríamos matar prisioneiros de guerra? Dá-lhes de comer e de beber, e manda-os embora’. O rei preparou-lhes uma grande festa, e depois deixou-os irem ter com o seu rei. Após isso, os comandos sírios suspenderam as investidas sobre a terra de Israel” (2 Rs 6:18-23).

Quando o exército Sírio percebeu que haviam sido descobertos, imediatamente avançaram sobre o povo de Deus. Percebendo a investida do inimigo, novamente Eliseu orou pela intervenção do Senhor. Todavia Eliseu orou diferente!

Com a evolução da situação, a prece de Eliseu se tornou inversa à prece anterior.

Na primeira oração Eliseu rogou que Deus abrisse os olhos de Geazi. Na segunda ele rogou para que Deus cegasse os olhos do exército sírio.

Primeiro Eliseu rogou para que Deus afinasse a espessura do Véu da Realidade para que Geazi pudesse enxergar os demais ocupantes daquele lugar. Na segunda oração Eliseu rogou a Deus que engrossasse o Véu, a ponto dos soldados sírios nada mais verem daquela realidade.

Deus atendeu a oração do seu Profeta.

O Véu da Realidade se tornou tão espresso, que os sírios perderam completamente o raciocínio lógico passando a perceber a manifestação de outra realidade.

Note que se fosse cegueira física eles entrariam em desespero gritando: ‘estamos cegos, estamos cegos’. Mas os soldados não reclamaram disso. Pelo contrário, ficaram gratos e confiantes quando Eliseu se aproximou deles dizendo: “Vieram por caminho errado; não é esta a povoação que vos interessa. Venham comigo e levar-vos-ei ao homem que procuram. Elizeu conduziu todo o exército a Samaria!”.

Aqueles guerreiros foram naquele lugar para matar Eliseu e no imediato momento seguinte passaram a se comportar como se Eliseu e aquele lugar fossem completamente desconhecidos.

O que aconteceu com a inteligência daquela corporação militar?

A única explicação é que sendo transportados para uma realidade paralela, esqueceram-se completamente do que estavam fazendo ali. Na cabeça daqueles soldados, Eliseu tinha deixado de ser seu inimigo e passou a ser seu ajudador.

Será que Eliseu os hipnotizou? Certamente que não!

Os olhos que enxergam o mundo físico são os olhos do corpo físico. Os olhos que enxergam o mundo espiritual são os olhos do corpo espiritual. Os olhos do corpo físico por mais espetaculares que sejam ainda são imensamente inferiores aos olhos do corpo espiritual, afinal, tudo que é físico trata-se de uma cópia imperfeita.

Os olhos do corpo físico podem ser manipulados pela mente. O Véu da Realidade tem espessura proporcional à sua consciência cósmica. Ele se engrossa e se torna delgado em função da sua conexão com o plano espiritual superior.

Para o exército sírio, o tecido mudou de espessura em um rápido espaço de tempo, por duas vezes sequenciadas, sob a demanda de Eliseu. “E Elizeu conduziu todo o exército a Samaria! Assim que chegaram, Eliseu orou de novo: ‘Senhor, abre-lhes os olhos agora para que vejam’. O Senhor assim fez, e os soldados constataram que estavam em Samaria, a capital de Israel!”

Os Olhos de Geazi foram abertos enquanto os olhos do exército foram fechados. Os olhos de Geazi passaram enxergar a realidade enquanto a percepção do inimigo mergulhou em uma fantasia maior ainda.

O que aconteceu a seguir foi uma vitória à moda de Sun Tzu. “A maior vitória pertence àquele que vence sem desembainhar sua espada” (Sun Tzu).


 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


 

 

 

 

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

UM DIA DE DESESPERO NA VIDA DO APRENDIZ DE PROFETA

 



Naquele dia o aprendiz acordou cedo e foi dar uma conferida na situação. Andou pelas campinas a procura de algum sinal de desgraça, e o que ele encontrou foi realmente aquilo procurava. Foi procurar coisa ruim e encontrou exatamente o que estava procurando. Quem vive a vida com a expectativa de que as coisas vão piorar, geralmente recebem como prêmio de sua expectativa, a piora das coisas.

Napoleão Bonaparte estava com a razão quando dizia: “Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota”.

Quando analisamos a vida de Jó, geralmente só conseguimos notar a presença de um homem muito justo e santo que ficou na linha de tiro entre Deus e o Acusador. Mas havia um grande problema com Jó!

Embora fosse abençoado por Deus em tudo o que fazia, aquele Patriarca era consumido pelo medo de perder tudo que tinha. “Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu” (Jó 3:25).

O medo de perder o levou a perder.

 

NÃO TEMAS

 

A expressão “não temas” é uma das mais comuns e repetidas das Escrituras. Devido às várias versões que temos da Bíblia, a quantidade de “não temas” varia um pouco, mas trata-se de muita repetição!

Parece que a intenção do Espírito Santo é deixar bem frisado que sob o Véu da Realidade não existe nada a se temer.

Na Bíblia de Jerusalém a expressão ‘não temas’ aparece 47 vezes, na Almeida Corrigida Fiel aparece 84 vezes e na João Ferreira de Almeida Atualizada são 92 aparições.

A todo o momento e em diversas situações Deus está dizendo aos seus filhos: “- não temas”.

Fuja do medo!

“Nada a temer, senão o correr da luta. Nada a fazer, senão esquecer o medo” (Milton Nascimento).

O medo cria um mundo de ilusão e como um ímã atrai para a realidade aquilo do que se tem medo.

Jó experimentou isso: o que ele temia lhe sobreveio.


 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


quinta-feira, 14 de agosto de 2025

LIVRO DE JÓ



 - Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.

- Em qual momento histórico? Indefinido.

- Por que este livro foi escrito? Porque era preciso se opor aos conceitos tradicionais sobre a difícil questão do sofrimento humano em con-fronto com a afirmação que Deus é bom e justo.

- Para quê este livro foi escrito? Para que a raça humana compreenda que Deus é sobe-rano e recompensa aqueles que lhe pertencem, apesar dos tempos de aperto e dor (O leitor aprende que Jó sofreu não porque era um dos piores dentre os homens, mas porque era um dos melhores, e que a sua provação veio a glorificar o seu Deus).


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com



domingo, 10 de agosto de 2025

APRENDIZ QUE SE TORNA PROFETA DEVE ABRIR OS OLHOS DA PRÓXIMA GERAÇÃO


 

“E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” (2Rs 6:17).

Imediatamente após Elias entrar no ‘carro de fogo’, e viajar no tempo e no espaço para dar continuidade à sua missão, Eliseu assumiu o posto de profeta de Israel preenchendo de forma plenamente satisfatória a lacuna formada pela falta de Elias.

Ao ser elevado de posto, Eliseu passa a ter o seu próprio Aprendiz.

O que rapidamente concluímos é que Elias foi muito bem-sucedido ao escolher seu aluno. Todavia, Eliseu, ao contrário de Elias, e talvez por falta de critérios mais rígidos, escolheu um aprendiz que não chegava nem perto do que ele era, enquanto aluno de Elias.

Elias escolheu bem o seu sucessor; já Eliseu...!

Certamente por achar os métodos de Elias duros demais, Eliseu não quis aplicar a mesma metodologia com Geazi.

Eliseu foi livre para fazer a escolha que fez, todavia foi refém de sua escolha por toda a vida.

Geazi foi um aprendiz bem descrito por Platão, quando esse diz: “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.

O Antigo Testamento narra de forma sublime uma das aventuras do aluno do Grande Profeta e seu mediano aprendiz. Conta-se um episódio em que o profeta Eliseu e Geazi estavam encurralados pelo exército inimigo.

Ben-Hadade, rei da Síria, cercou a cidade de Samaria com todo seu poderio militar.  Naquele tempo a Síria travava guerra contra Israel e o Senhor sempre dava livramento ao seu povo por intermédio da profecia de Eliseu. Deus sempre revelava a Eliseu, previamente, as estratégias de Ben-Hadade (2 Rs 6:9,10).

Conforme relatado, o exército sírio, durante a noite cercou a cidade onde Eliseu e Geazi se encontravam. Ao perceber a situação Geazi entrou em desespero.

Diferente de Eliseu, Geazi era desprovido de coragem. “E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos?” (2 Rs 6:15).


 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

sexta-feira, 8 de abril de 2016

ABRAÃO E A JUSTIÇA DE DEUS

Gênesis 18:23-33
E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?
Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela?
Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
Então disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles.
E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
E continuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? E disse: Não o farei por amor dos quarenta.
Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: Se porventura se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.
E disse: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor: Se porventura se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei por amor dos vinte.
Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez.
E retirou-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar.

O atributo da Justiça é a base legal onde Abraão sustenta sua petição rogando a Deus pela salvação das cidades do vale de Sodoma e Gomorra. Quando Abraão intercede por essas cidades, ele está em primeiro lugar articulando uma oração baseada no conceito de Justiça Divina.
Deus ia agir com justiça. Ele ia agir consistentemente com Seu caráter.

Deus sabia o que iria fazer desde o princípio, mas sua relação intima com Abraão produz um diálogo onde YHWH quer ensinar a Abraão algo sobre seu próprio caráter. Deus quer ensinar a Abraão quem Abraão é. Deus está ensinado que o auto conhecimento é o caminho pavimentado para o conhecimento do Divino.

50 justos.
45 justos.
40 justos.
30 justos.
20 justos.
10 justos.

Se houvessem 10 pessoas tementes a Deus aquelas cidades não teriam sido destruídas!

Mas porque Abraão parou no número 10?
A historia conta que se houvessem 10 pessoas a história teria sido outra. Todavia haviam 4 pessoas justas! O que será desses 4 justos?
Havia menos de 10 pessoas justas e as quatro foram removidas. E finalmente somente 3 foram salvas, porque a mulher de Ló voltou atrás.
Isso nos ensina um princípio espiritual:

Oração para mudar destino de cidades e nações devem ser produzidas por mais de 10 pessoas justas.
História se muda pela oração de no mínimo 10 pessoas justas pelo mesmo motivo.

Em outro momento da história, o testemunho negativo de 10 espias manteve Israel por 40 anos no deserto. O testemunho positivo de 2 espias foi a garantia para que Josué e Calebe entrassem na terra prometida.

A história da humanidade foi mudada após 10 justos orarem a Deus pedindo justiça. Noé é o décimo depois de Adão. Os 9 antecedentes de Noé, todos homens justos, oraram pela justiça de Deus e quando esse número somou 10 orações, o dilúvio foi o evento que reiniciou a história da humanidade.

“Onde houverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu me farei presente”, assim disse Jesus. Entre menos de 10 pessoas Jesus se faz presente, mas atende individualmente a oração de quem a produziu.
Oração feita por menos de 10 pessoas, a Justiça Divina se torna a nível pessoal e individual.
Daí a necessidade de orações disciplinadas e realizadas com objetividade em grupo. O mundo mudará quando as reuniões de oração forem mais cheias do que os shows de artistas do meio gospel. 

2 Pedro 2:6-9
6 E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7 E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis
8 (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas);

9 Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados.


(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 02)

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Me César de Aguiar

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

AS SANDÁLIAS DO FARAÓ - A ONIPOTÊNCIA DE DEUS VISTA NO LIVRO DE ÊXODO


Gênesis começa narrando os atos da criação e termina com José num caixão no Egito (Gn 50:20) um começo fulgurante e um fim sombrio.
O evento máximo de redenção registrado no AntigoTestamento é o Êxodo.
É aqui que Deus livra seu povo da escravidão, faz com ele uma aliança no Sinai e finalmente o faz entrar na terra prometida.
A terra prometida é denominada terra de Canaã, que era efetivamente habitada por nativos - os Cananeus.
Israel fica residente no Egito durante a era áurea deste império.
Os estudiosos concordam que durante esse período (Sec. 11, 12 e 13 a.C.) o mundo passou pelo seu primeiro processo de globalização.
Contatos internacionais eram estabelecidos e havia uma profunda troca cultural entre os povos, motivada pelos egípcios.
Os egípcios correspondiam-se com babilônios, mitanianos, hititas, arzawas, cipriotas, e cananeus.
Se correspondiam usando principalmente uma língua eleita como comum: um dialeto acadiano.
Para estabelecer o processo de troca cultural, os egípcios possuíam diversas embaixadas, e uma classe capaz de atuar em vários idiomas - escribas esmeradamente treinados. Poliglotas.
Os egípcios estenderam tratados e alianças internacionais, com leis elaboradas para manter uma politica de relações diplomáticas bem estruturado.
O Egito investia na difusão literária de sua religião e mitologia, tendo sido encontrados em escavações arqueológicas evidencias de existência de uma escola regular. Tabuinhas de textos escolares provam que os egípcios mandavam seus filhos para a escola.
É nesse panorama cultural que Israel é inserido. O povo de Deus no Egito, estava no tempo certo e no lugar certo para receber o mais elevado legado cultural que o mundo antigo já havia alcançado.
É nesse país que cresce Moises, um menino judeu, que escapou milagrosamente do infanticídio ordenado por Faraó e das águas do Rio Nilo, infestadas de crocodilos.
O controle de todos os atos desse drama estão nas mãos onipotentes do Criador, que conduz magistralmente a historia do povo hebreu tendo como pano de fundo a nação mais poderosa e avançada, que o mundo antigo já conheceu. Deus vai mostrar que o seu poder é infinitamente superior à todas as nações do mundo.
Moises foi criado com acesso a toda essa cultura egípcia sendo graduado nas academias de tática de guerra. Se forma em todas as ciências, fala todos os idiomas de seu tempo e se torna um forte candidato à sucessão do trono egípcio. Moisés ocupou o posto de general das hostes do faraó, afinal ele estava preparado para enfrentar guerras. Antes dos 40 anos de idade, Moises já havia feito grandes proezas na liderança do exército egípcio.
Segundo historiadores, entre outras coisas, Moises gerenciou a construção de cidades para faraó.
Aos 40 anos Moisés se desentende com governo do Egito e foge para terra de Midiã. Mais 40 anos se seguem. Tempo suficiente para a segunda formação de Moises.
40 anos o fizeram o homem mais bem preparado para assumir o reino dos homens. Outros 40 anos o prepararam para assumir o reino de Deus.
Sua primeira preparação foi da terra, a segunda foi do céu.
Na primeira faze de sua vida Moisés experimentou o que é a gloria do mundo. Na segunda faze, Moises experimentou o que é se esvaziar de toda gloria. O que é abdicar de projetos, de reconhecer sua própria incompetência, de se reconhecer como incapaz.
Após 40 anos de faculdade do deserto tendo ovelhas e carneiros como companheiros de caminhada, Moises está pronto para entender que o único ser onipotente é Deus, e não o Egito ou mesmo ele mesmo. Por um momento, Moises pensou que suas credenciais e prerrogativas seriam suficientes para enfrentar o mundo inteiro e fazer as coisas acontecerem exatamente do seu jeito.
Na faculdade do deserto o grande homem apagou!  Converteu-se numa pessoa medrosa, rodeada de complexos, sem nenhuma iniciativa própria. Mesmo depois de 40 anos ele não foi capaz de fazer nada pela sua vida. Moises não cresceu! Mesmo com toda a sabedoria que tinha. Mesmo depois de tanto tempo ainda era uma empregado do sogro, não tinha casa, nem ovelhas próprias.
Onde estava o general? O sábio egípcio? O herdeiro do trono do maior reino da terra¿
Muitas pessoas, depois de uma desilusão são como Moisés!
Perdem o chão, e as rédeas da condução da própria vida. Perdas tem o poder de nos desestruturar: perder o negocio, o pai, a mãe, o namorado, a esposa!
A perda, para Moisés significou 40 anos de ostracismo. Todavia, nesse tempo, Deus não parou de trabalhar.
Mas, Moises ainda mantinha um elo antigo com o reino do Egito. Após 40 anos no deserto Moisés ainda tem uma peça de roupa egípcia.
São suas sandálias reais.


A Sandália de Faraó

os escravos não usavam sandálias. Somente senhores podiam usar. Por esse motivo os escravos israelitas viviam descalços, trabalhando pisoteando a lama. A sandália que Moisés estava usando somente os faraós usavam. Sandálias comuns eram caras. As sandálias reais pertenciam apenas à dinastia dos faraós.
Com aquela sandália nos pés, onde Moisés chegasse, ele seria respeitado e reconhecido como alguém da dinastia de faraó.
Com aquela sandália nos pés, Moisés podia a qualquer tempo reivindicar seus direitos como filho de Faraó.
Por isso Deus, no Monte Sinai, ordenou que ele tirasse aquelas sandálias. Afinal elas eram o último elo de ligação entre Moisés e o mundo dos faraós.
Moisés abriu mão de tudo no Egito, mas não abriu mão das sandálias.
Qual seria o motivo¿
Com aquelas sandálias ele poderia voltar e reivindicar tudo que ele tinha deixado. Moisés mesmo depois de 40 anos ainda guardava uma lembrança de tempos distantes. Uma dor, uma mágoa, uma amargura. Uma sensação de impotência.
O primeiro contato de Moises com sua futura esposa, Zilpa, foi quando Moisés defendeu as filhas de Jetro, que se tornaria o seu sogro. As moças estavam na iminência de serem atacadas e Moisés as defendeu.
Ao voltarem para casa, elas contaram ao pai que tinham sido atacadas e um egípcio as defendeu. Elas reconheceram que Moisés era um egípcio! E isso se deu por causa das sandálias, afinal Moises tinha acabado de atravessar o deserto, estava sujo, disfarçado e empoeirado. Mas as sandálias o denunciaram.
Quem usava aquele tipo de sandália tinha o status de um deus, como um faraó, que era considerado um deus no Egito.
Ao ordenar que Moises tirasse as sandálias, Deus estava dizendo a Moisés: “tire do seu corpo a última coisa que te faz lembrar que existe algum tipo de poder no mundo dos homens. O único Todo Poderoso EU SOU”.
A partir desse dia, a história do povo hebreu muda de direção.
O Todo Poderoso toma as rédeas da história e conduz seu povo a uma aliança com Ele.

CONCLUSÃO
Efésios 3:20-21 – “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém”.

Os estudiosos de hoje discutem acerca da data em que o livro de Êxodo foi escrito e sobre quem o escreveu.
Discutem acerca da localização geográfica da travessia do mar vermelho e sobre quem era o Faraó do Êxodo. A grande maioria dos céticos perguntam por esse momento da historia de Israel no Egito não aparecem nos anais da historia antiga.
A não existência de citações acerca de Israel na historia egípcia, é explicada por uma característica dos Faraós: os mais vaidosos ocultavam suas derrotas, quando registraram a historia, e mudavam o nome e data de construção de diversos monumentos do seu país.
Todas essas discussões causam intriga e discordância entre estudiosos. Alimentam a incredulidade de alguns, e em outros sustentam argumentos contrários a fé.
Esse é o resultado de nossa mentalidade ocidental tão ocupada com a ciência e com tudo que ela pode afirmar a partir de evidencias!
Todavia o ‘modus operandis’ de nosso Deus envolve o método de conquistar o homem através do milagre da fé.
Vemos um Jesus que insiste em um Tomé incrédulo e preconiza que a bem aventurança esta contida na fé desprovida da necessidade de evidências visíveis.
Me parece que Deus esconde sua assinatura nas obras que faz.
A sutileza com a qual Ele dirige a historia, me faz refletir sobre o Deus que ama aquele que o louva sobre um altar de fé simples, e apaixonada.
Deus É!
E isso deve bastar ao adorador.
Mas o caminho da descoberta a partir do estudo disciplinado está aberto!
Esse caminho levará o estudioso a um mundo de descobertas fantásticas e inspiradoras. Contudo, a assinatura de Deus continuará oculta em suas obras.
E isso confortará o estudioso em sua própria ignorância!
O reconhecimento dos mistérios de Deus.

Mistérios que o tornam Todo Poderoso além de qualquer explicação.

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César de Aguiar

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Gênesis Desvendado: A revelação dos profundos mistérios da criação estudados em consonância com a ciência e a tradição judaica



Contato com o Autor: 
31 99582 2778 (Cel. / WhatsApp)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

MELQUISEDEQUE


O nome Melquisedeque significa Rei de Justiça. Esse personagem é inserido de forma muito misteriosa nas Escrituras. E mais misterioso ainda é o seu desaparecimento.

Mas o mistério toma elevadas proporções quando o seu sacerdócio é apresentado como eterno, segundo o Livro aos Hebreus.

Rei de Salem, antigo nome da cidade de Jerusalém, e sacerdote do Deus Altíssimo.
Recebeu o dízimo de Abraão, quando este voltou vitorioso da guerra contra Quedorlaomer (Gn 14.18-20).

É assim que Melquisedeque entra na história, como alguém maior que o pai da nação hebraica. Maior que o pai da fé.

E a Bíblia continua fazendo relações entre Melquisedeque e Cristo:
Jesus é sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque (Sl 110.4, Hb 5.10).
e não segundo a ordem levítica (Hb 6.20)

Em Hebreus capitulo 7 vemos a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque e sua relação estreita com o sacerdócio de Cristo. A relação de proximidade dos dois homens é tanta que temos dificuldade em interpretar o texto separando uma pessoa da outra, a ponto do versículo 3 afirmar:

“que não teve princípio de dias, nem fim de existência,
entretanto feito semelhante ao Filho de Deus”.

Não há outra saída senão, assumir que Cristo e Melquisedeque são a mesma pessoa!

Melquisedeque não é um mito, nem uma visão de Abraão, muito menos governador de Agharta.

Alguns teólogos concordam em afirmar que Melquiseque era uma teofania do Cristo pré encarnado.

Mas o texto de Genesis e o texto de Hebreus trata Melquisedeque como um ser humano real.

O Cristo pré encarnado seria uma forma espiritual, e como forma espiritual o sacerdócio não poderia ser reclamado.

Como um espírito reclama um sacerdócio no mundo físico?

Melquisedeque é o próprio Jesus, que em uma de suas ‘sumidas’ estratégicas, enquanto buscava a solidão dos montes para se dedicar à oração, entrou numa das fendas do tempo
e visitou Abraão, levando pão e vinho.

Pessoalmente Jesus celebrou com o Amigo de Deus uma ceia semelhante à que foi celebrada com seus discípulos no cenáculo: “este é o meu corpo e este é o meu sangue”.


É em Abraão, alguém superior a Levi, que o sacerdócio eterno tem sua via de legalidade entre os homens.

Melquisedeque transfere a Abraão a unção do sacerdócio eterno para ser aplicada no tempo.

O sacerdócio de Melquisedeque não pertence a essa dimensão. Melquisedeque é o sacerdote que entra no Santuário Celeste.

Cristo viaja no tempo, encontra Abraão. Recebe o dizimo, celebra a ceia e delega à geração de Abraão a legalidade do sacerdócio terreno. Certa vez em um de seus discursos Jesus relembra esse maravilhoso dia:


“vosso Pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8.56).

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Pr. César de Aguiar

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