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domingo, 20 de julho de 2025

MISTÉRIOS REVELADOS

 


Jesus retirou o cego do meio da multidão e usou o milagre da cura para revelar a seus discípulos um mistério antigo, conhecido apenas pelos Rabinos mais preparados: os mistérios da Kaballah e da Árvore das Sephirots.

Esse conhecimento sempre foi transmitido via tradição oral, de Mestre para discípulo, disfarçados em diversas formas de rituais e simbologias. As escolas Rabínicas sempre seguiram o exemplo das escolas Herméticas, que por serem muito fechadas, aceitavam somente alunos com o perfil duramente testado e aprovado.

A expressão: 'hermeticamente fechada', tem suas origens no modo Hermetista de se transferir conhecimento.

Nos dias de Hermes Trimegisto, tal como nos dias de Jesus, todos entendiam que um mestre deveria passar a profundidade do conhecimento apenas para pessoas com muita base moral e com muito caráter. Aqueles sábios entendiam que a popularização do conhecimento banalizaria a sabedoria. “Não deis aos cães as coisas santas, nem lançai aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mt 7:6).

O Século 21 é o tempo do mundo conectado, onde encontrar o conhecimento é uma tarefa fácil. Qualquer pessoa pode ter acesso rápido e de forma simples a todo tipo de informação. Estamos no tempo profetizado por Daniel: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará” (Dn 12:4). A profecia diz claramente que no final dos tempos a luta dos sábios pela proteção do conhecimento seria vencida, e naturalmente por causa disso, a banalização dos segredos mais protegidos da humanidade levaria a humanidade ao caos.

Os homens se auto destruiriam por não saberem como utilizar de forma racional o conhecimento.

Os antigos lutaram para proteger o conhecimento, para que a sabedoria não caísse em mãos erradas. Difundir o conhecimento é fácil; difícil é conferir caráter ao ser humano.

As escolas herméticas e as escolas rabínicas tinham critérios rígidos para aceitarem seus alunos. O vestibular daquele tempo não verificava apenas o conhecimento teórico do aluno; o principal quesito analisado era a profundidade moral do discípulo.

Nos dias atuais as escolas aceitam qualquer psicopata como aluno, desde que ele passe no vestibular, ou pior ainda, desde que possa pagar pelo conhecimento.

Essa horizontalização do conhecimento torna a humanidade um perigo para si mesma.  

Deve se ter cuidado com a informação, enquanto o homem não tem formação. Um homem mau formado não pode nunca ser bem informado.

“É preferível a ignorância absoluta que o conhecimento em mãos erradas” (Platão).

Pense na construção da bomba atômica e na desgraça que é um conhecimento fantástico como esse nas mãos de homens preocupados apenas com jogos de poder. Lamentavelmente a humanidade não estava preparada para um conhecimento tão evoluído. Afinal, a despeito de usufruirmos dos benefícios da energia atômica, sempre haverá Hiroshima e Nagasaki para mostrar que a vaidade do homem o desabilita a ter essa ciência.

As máquinas evoluíram, todavia os homens que as conduzem permanecem os mesmos homens.

O carro de Fórmula 1 é certamente a evolução da carroça. Mas em que o piloto de um Fórmula 1 evoluiu a mais que o homem condutor de carroça?

O conhecimento evoluiu? Certamente que sim! Mas será que o homem evoluiu na mesma medida que as máquinas evoluíram? Certamente que não!

Qual é a verdadeira função de se buscar o conhecimento?

O conhecimento só é útil quando serve como um meio de nos tornar pessoas melhores. Se não for assim, o conhecimento mal utilizado será apenas uma ferramenta útil para validar a vaidade e a maldade do homem.

As máquinas que aparelham o conhecimento do homem serão obedientes a eles, e realizarão apenas aquilo que o homem tem no seu coração. Se o coração do homem for mal, as máquinas que o aparelham serão desenvolvidas unicamente com o intuito de praticar suas maldades.

Para não popularizar aquele conhecimento tão profundo, Jesus tomou o cego pelas mãos e o levou para fora da aldeia.

O Mestre queria proteger a revelação que estava prestes a apresentar a seus discípulos.


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

quinta-feira, 17 de abril de 2025

ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

 



“Palavras secretas de Hermes: É verdade, sem mentira, certo e muito verdadeiro. O que está em baixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está em baixo, para realizar os milagres de uma coisa única. Assim como todas as coisas foram e procedem do Um, pela mediação do Um, assim todas as coisas nasceram desta coisa única, por adaptação” (axioma da Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto).

Todos os fenômenos físicos estão ligados por uma cadeia de ação e reação. Tudo está interconectado e conjuntamente formam uma unidade.

As leis que governam fenômenos nos confins de uma galáxia são as mesmas leis que governam o funcionamento do nosso planeta. A forma como o vento sopra sobre a terra, e a forma como os neurônios do seu cérebro se comportam são regidos pelos mesmos princípios que ordenam a formação de uma nova estrela e a rota dos cometas.

Tudo é a mesma coisa porque tudo é formado dos mesmos elementos químicos e regidos pelas mesmas leis da física. Trata-se apenas de combinações atômicas diferentes, e da forma como essas ligações se comportam para formar novas substâncias.

Todos os átomos do universo são todos os mesmos átomos da tabela periódica, nem mais, nem menos. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” (Antoine Lavoisier).

Nesse sentido, a matemática e a física são matérias soberanas, e suas equações têm a capacidade de expressar o funcionamento de tudo o que existe.

“Assim na terra como no céu”, “nada há de novo debaixo do sol” pois, “o que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará” (Ec 1:9

REALIDADE EM CAMADAS 

O ser humano é o universo em miniatura.

Tudo que existe é orientado pela máxima de Jesus: “assim na terra como no céu” (Mt 6:10) ou seja “pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11:3).

Tudo que há, existe em camadas de realidade, sendo cópias uma das outras. Descortinar essas camadas é semelhante a retirar as pétalas de uma cebola; retiramos uma pétala e logo aparece outra cuja aparência por mais que se assemelhe à anterior, ainda é diferente. Assim sucessivamente vamos removendo as pétalas até que chegamos ao núcleo do bulbo.

A concepção geométrica usada pelo Grande Arquiteto para a criação do Universo é obviamente superior à nossa limitada compreensão. Estar diante de tamanha grandeza nos paralisa de admiração.

O Apóstolo dos Gentios, tão pasmado quanto qualquer um de nós, exprimiu esse sentimento de estupefação na carta que escreveu aos cristãos de Roma: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?” (Rm 11:33,34).

A mente do Criador projetou um arrojado sistema de proporção e correspondência que pode ser percebido a partir de dois pontos: o Concreto e o Simbólico-Abstrato. Somente através da percepção dessas abordagens é que poderemos avançar rumo ao conhecimento dos mistérios do universo.

Essas abordagens são equivalentes, todavia nossa percepção do que é concreto e do que é simbólico-abstrato varia de acordo com a realidade.  Perceba que a chuva faz correspondência às lágrimas, que os rios fazem correspondência à corrente sanguínea, que as sete cores do arco-íris fazem correspondência às sete notas musicais e que a progressão musical faz um paralelo com a sequência numérica de Fibonacci.

Leonardo Fibonacci foi um matemático italiano, que nasceu em 1170, e morreu depois do ano de 1240. Ele é considerado por alguns historiadores como o maior matemático ocidental da Idade Média. Entre todos os seus trabalhos, a sua maior descoberta foi uma sequência numérica que leva o seu nome. A sequência de Fibonacci foi constatada a partir da observação da reprodução de coelhos; essa sequência começa com o número 1 e continua somando o número da vez com o seu anterior. Assim, o segundo número na sequência também é 1 e logo:

1

1

1+1=2

2+1=3

3+2=5

5+3=8

8+5=13

13+8=21

21+13=34

34+21=55

55+34=89 e assim infinitamente.

A Sequência Fibonacci é um perfeito exemplo de que existe correspondência em tudo que existe no universo. Tudo é correspondente e equivalente.

O que a concha de caramujo tem a ver com as presas do elefante? O que o rabo do camaleão tem a ver com a flor do girassol? O que o fruto da pinha tem a ver com a disposição dos versos da Ilíada de Homero? Ou o que a Monalisa tem a ver com a disposição dos blocos de pedra usados na construção das Pirâmides do Egito? Tudo que foi citado é equivalente e é comandado pela mesma lei numérica: tudo se explica pela sequência numérica descoberta por Leonardo Fibonacci.

Deus criou todas as coisas usando princípios matemáticos: “Assim na terra como no céu”. Trouxe a existência um universo construído em camadas e que se explica de forma fragmentada a partir da Fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11:1).

Aquilo que a ciência ainda não explica, poderia ser mais rapidamente explicado se os cientistas usassem a fé como ferramenta de trabalho.

Acerca de Abraão o texto de Hebreus se aprofunda dizendo: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb 11:8-10).  Abraão não quis investir seus recursos financeiros nessa camada de realidade, optando por não criar raízes nesse mundo. Ele habitou sua própria terra como se fosse terra alheia e morou em cabanas porque não queria construir nada que fosse definitivo na terra. É por isso que Abraão não construiu um palácio. O Pai da Fé não queria nada que tivesse seus alicerces fincados no chão, afinal, seus pés não estavam na terra.

Abraão e seus filhos não queriam nada que os prendessem nesse véu de realidade. Esses homens extraordinários entenderam que tudo era um reflexo do que estava acima. Eles não queriam amar o reflexo pois almejavam a realidade superior.

 

O PRINCÍPIO DA CORRESPONDÊNCIA  (já usado no video A ORIGEM DE EVA COMO CORRESPONDENCIA DA ORIGEM DA IGREJA)

 

O Princípio da Correspondência de Hermes Trimegisto assegura: “O que está em cima é como o que está em baixo; e o que está embaixo é como o que está em cima”.

Deus fez o homem à Sua imagem e à Sua semelhança: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26). Se Deus fez o homem à Sua imagem e semelhança, o que mais não seria correspondente?

Na continuidade do Livro de Gênesis vemos que o conceito de correspondência é passado do Criador para a coroa da sua criação: “E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe colocou o nome de Sete” (Gn 5:3O).

Deus fez Adão à Sua imagem e Semelhança, logo Adão fez Sete à sua imagem semelhança. Note que Adão é imagem e semelhança de Deus, e que Sete, é imagem e semelhança de Adão.

Tudo está conectado e tudo é equivalente. O que está em cima é análogo ao que está embaixo, logo, o que está embaixo é análogo ao que está em cima.

Não se trata de coisas iguais: são análogas, são imagem e semelhança. Não se assuste se um dia você chegar à conclusão de que a maneira como você pilota o seu carro é imagem e a semelhança da maneira como você dirige a sua própria vida.

Não pasme se um dia você perceber que a arrumação da sua gaveta de roupas íntimas é a imagem e a semelhança da forma que você organiza suas ideias.

Se você começar observar suas atitudes mais triviais, você perceberá que tudo é reflexo de quem você é.

O princípio da correspondência está em tudo! Nós fazemos aquilo que somos e somos aquilo que fazemos.

Devemos usar esse princípio a nosso favor! O Princípio da Correspondência deve ser utilizado como forma de treinamento para obtenção de sucesso.

Se você quer organizar a própria vida comece organizando a sua gaveta de camisas; se você quer cuidar da sua saúde espiritual comece cuidando da sua saúde física.

Quer mudar o mundo, comece mudando sua maneira de viver.

Não se trata de apenas força de vontade; é ação.

Seja a mudança que você deseja para o mundo.

Reproduza no mundo físico aquilo que você quer conquistar no mundo espiritual.

Quando você se move em um plano você gera correspondência em outro plano, “assim na terra como no céu”.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

domingo, 22 de dezembro de 2024

SUPERCORDAS PARA A SINFONIA DO UNIVERSO

 


A Cabalá nos ensina que o multiverso é composto por dez dimensões ou dez níveis de criação. O Sefer Yetzirá nos apresenta um intrigante conceito de que as sephirots são emanações do Criador, que juntas constituem a totalidade da existência em todas as hierarquias da criação.

Cada uma dessas dez dimensões, além de definirem o mundo manifestado e os mundos superiores, atuam como arquétipos que orientam a evolução do homem na direção do Uno, que habita fora do tempo, do espaço e dos limites de Sua criação.

De Einstein a Hawking, a comunidade científica vem perseguindo o mesmo objetivo da Cabalá: receber o conhecimento que unificaria todas as coisas em uma única e simples explicação.

Nessa caçada o cientista busca uma equação e o discípulo busca uma transcendência.

Apesar da impressionante diversidade de elementos criados e de vida animada, por detrás do véu da realidade, existe uma unidade que se manifesta de forma silenciosa e invisível, porém implícita em toda a Criação. É como se todas as coisas estivessem unidas por uma cadeia invisível e indissolúvel, que possui a habilidade de extinguir toda a noção de separatividade. Cada célula e cada átomo seria uma partícula formadora de uma única mesma coisa, completa e irreparável.

Esse corpo cósmico seria o reflexo perfeito da personalidade absoluta do Criador. Um corpo místico, composto por todas as sephirots.

Essa é a noção neotestamentária de ‘O Corpo de Cristo’, que tem em si o poder de exaltar cada plano da criação a seu devido lugar a nível multiuniversal.

Nos anos 80 a Física realizou um grande avanço na direção de elucidar esse enigma que era da Ciência e da Cabalá. Os complexos cálculos matemáticos dos físicos John Schwarz e Michael Green trouxeram para o palco da comunidade científica a ‘Teoria das Supercordas’ ou ‘Teoria das Cordas’, com a promessa que essa nova teoria unificaria a gravidade, o eletromagnetismo, a força nuclear fraca, a força nuclear forte e a mecânica quântica.

Seria ela a introdução ou a conclusão da Teoria da Grande Unificação?

Até o advento da Teoria das Cordas, a matéria elementar era entendida como minúsculas partículas individuais e independentes.

A nova teoria propõe que os componentes de tudo são na verdade, ínfimos filamentos vibrantes, como cordas de um instrumento.

Da mesma maneira que as vibrações das cordas de um violão produzem diferentes notas musicais, as distintas vibrações das cordas do multiverso geram diferentes tipos de partículas e forças.

A comunidade científica logo se debruçou sobre as afirmações dessa teoria, principalmente depois que perceberam que muitas das antigas e das novas descobertas da ciência descansavam perfeitamente na cama preparada pela Teoria das Cordas.

Parece que agora temos a chave que abre a porta do templo do universo, todavia é uma chave codificada! Ela gira a fechadura, mas não aciona o mecanismo.

Não aciona ainda! Afinal, ainda faltam mais cálculos. Ainda falta mais explicação para essa intricada ciência.

Os antigos rabinos nos ensinaram que o Eterno criou todos os mundos por intermédio das Dez Sefirots: Keter, Hochma, Bina, Hesed, Guevurá, Tifereth, Netzah, Hod, Yesod e Malchut. Somada às Dez Sephirots de emanação direta, existe uma Sephirat oculta: Daath, que se situa abaixo e entre Hochma e Bina.

Daath é o conhecimento do bem e do mal; a mente coletiva que se formou a partir das demandas humanas. Daath é o portal que Eva, auxiliada pela bruxaria da Serpente, tentou acessar no Éden objetivando evoluir sem a necessidade de escalar os degraus da Escada de Jacó, ou seja, sem depurar a personalidade no patamar de cada fruto da Árvore da Vida.

11 Sephirots.

Curiosamente os cientistas que elaboraram a Teoria das Cordas, sem se basearem no estudo da Cabalá, afirmam existir dez dimensões, que, na realidade são onze. Os cientistas afirmam que para que as cordas construam a estrutura do nosso universo, elas obrigatoriamente devem vibrar em onze dimensões. 10 dimensões perceptíveis e 1 absolutamente occulta.

Conforme o mundo que nos é manifestado, podemos perceber três dimensões espaciais e uma dimensão temporal, todavia os modelos da Física apontam a existência de outras sete dimensões.

A sabedoria contida no estudo das Sefirots e no escopo da Teoria das Cordas afirmam essencialmente o mesmo conceito através de abordagens diferentes.

Uma rosa é sempre uma rosa, ainda que lhe troquemos o nome. O nome pode mudar, todavia as explicações seguem na mesma direção.

A Teoria das Cordas é uma descoberta científica que os cabalistas conhecem há milênios e quando um físico teórico estuda as Supercordas, na verdade ele está estudando a Cabalá enquanto valida para a humanidade a veracidade da sabedoria rabínica.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

domingo, 16 de julho de 2023

HIERARQUIA DOS SERES CRIADOS


 


Existem Nove Ordens de seres Celestiais:

·         Serafins,

·         Querubins,

·         Tronos,

·         Dominações,

·         Potestades,

·         Virtudes,

·         Principados,

·         Arcanjos e

·         Anjos.

A Carta de Paulo aos Efésios e aos Colossenses mencionam 5 ordens:

Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes e Principados.

 

Os Evangelhos citam 2 ordens: Arcanjos e Anjos.

 

O Velho Testamento cita 2 ordens: Querubins e Serafins.

 

Os Coros ou Ordens Angélicas

se caracterizam entre si de acordo com o grau de santidade e glória,

de forma que os mais elevados

dominam sobre os inferiores,

e juntos, servem ao Soberano propósito de Deus

e atuam nos mundos criados.

Essas ordens são distribuídas em três hierarquias.

 

PRIMEIRA HIERARQUIA

·         Serafins

·         Querubins

·         Tronos

 

SEGUNDA HIERARQUIA

·         Dominações

·         Potestades

·         Virtudes

 

TERCEIRA HIERARQUIA

·         Principados

·         Arcanjos

·         Anjos



Cesar de Aguiar - teolovida@gmail.com






quinta-feira, 6 de outubro de 2022

B’RESHIT


B’RESHIT é a primeira palavra das Escrituras Hebraicas e também o nome do seu primeiro compêndio. O que na Torá tem esse nome, na nossa Bíblia é conhecido como Gênesis. Seu significado mais difundido: “No Princípio”, é a expressão que originalmente nomeia o primeiro livro do Pentateuco.

A teologia da criação começa com essa palavra. Uma análise semântica do termo B’RESHIT, tem por si só, o poder de elucidar o motivo de ser da criação do Universo. A partir do estudo de apenas esse vocábulo, somos convidados a pensar o contexto bíblico de forma semelhante a Santo Agostinho, que dizia: “No Antigo Testamento o Novo repousa oculto; no Novo Testamento, o significado do Antigo torna-se claro”.

Uma análise da palavra B’RESHIT, apenas na esfera do Antigo Testamento é um desperdício de sabedoria! Sem uma análise bíblica contextual, envolvendo também os escritos do Novo Testamento, torna impossível trazer ao palco a decodificação da complexidade teológica do termo. O que aqui afirmamos é que B’RESHIT tem muito mais a dizer do que somente aquilo que estamos comumente habituados a ouvir. Todavia, para exaurirmos o máximo da primeira palavra do Gênesis devemos tomar como texto base as exegeses do Novo Testamento, onde a Bíblia explica a Bíblia, esclarecendo definitivamente os mistérios do termo Hebraico.

Ao desvendar o motivo do uso de parábolas em suas preleções, Jesus disse a seus discípulos que falava daquela maneira “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo” (Mt 13:35). Note que em cumprimento ao ministério de Mestre, Jesus afirmou que veio publicar “coisas ocultas desde a criação”. Essa revelação é um facho de luz apontando para o texto de B’RESHIT.  Quando afirma que veio revelar “coisas ocultas” ou mistérios profundos que ainda estavam em segredo, aguardando por sua vinda, Jesus concorda que a revelação de Deus é progressiva, e que a compreensão humana também o é.

Realmente, o texto do Antigo Testamento se reconhece como uma revelação incompleta e provisória, deixando implícito principalmente do texto profético, a necessidade da vinda do Messias para que as Escrituras antigas fossem finalmente decifradas. “O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que Ele seja glorificado” (Is 61:1-3). O próprio Jesus anuncia o cumprimento dessa profecia em Si mesmo: “Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir" (Lc 4:20,21).

Conforme dito pelo Apóstolo Paulo, na “plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4), para trazer ao mundo a plena revelação do seu propósito que é o de concretizar o cumprimento da promessa feita aos patriarcas. O escritor de Hebreus alude ao fato de “haver Deus provido coisa superior” (Hb 11.40) através de uma Nova Aliança, objetivando o aperfeiçoamento dos primitivos rudimentos da Aliança Antiga.

B’RESHIT (בְּרֵאשִׁית) é formada pela preposição prefixa B’ (ת) seguida pelo substantivo RESHIT. As terminações IT e UT formam conceitos substantivos abstratos a partir de conceitos substantivos concretos. RESHIT é um substantivo abstrato do substantivo concreto que é ROSH. Dessa forma, ROSH é um morfema, ou seja, a menor unidade linguística possuidora de significado, e que, pelo acréscimo da terminação IT, forma a palavra RESHIT.

Outro fato importante é perceber a falta do artigo na construção da palavra hebraica. Na língua portuguesa, ‘artigo’ é uma palavra que se antepõe ao substantivo e serve para determiná-lo, de forma definida ou indefinida, sendo que os ‘artigos definidos’ sempre são as palavras independentes: o, a, os, as, que determinam o substantivo com precisão. Já os artigos indefinidos são: ‘um, uma, uns, umas’, que determinam imprecisamente o substantivo.

Diferente do português, no hebraico o artigo nunca aparece como palavra autônoma independente.  Ele sempre está afixado dentro da palavra substantiva. Perceba que se o artigo estivesse incluído na palavra B’RESHIT, a construção da palavra seria BARESHIT. A ausência do artigo presente na palavra B’RESHIT aponta um norte para o entendimento desse termo, tornando-o muito especial para a Cristologia. Não limitado a isso, B’RESHIT se torna ainda mais especial quando percebemos que seu uso no texto faz parte de uma formação de frase única nas Escrituras: B’RESHIT BARA’ ELOHIM, que literalmente deve ser traduzido por: “Em princípio criou Deus”. A tradução dessa oração nos é comumente apresentada como: “No princípio criou Deus”, mas não é assim que sugere esse grupo de palavras, afinal a palavra do texto original é B’RESHIT e não BARESHIT. O correto é o uso do ‘EM’ em detrimento do ‘NO’.

BARA é um verbo hebraico de significado singular! Ele é empregado exclusivamente para designar os atos de Deus na criação, e nunca para outra finalidade que não seja os atos criativos do Eterno. Finalmente a palavra ELOHIM significa ‘Deus’, todavia no plural, sendo uma menção clara à unidade da Santíssima Trindade.

Em uma de suas possíveis traduções, a frase B’RESHIT BARA’ ELOHIM significa literalmente: “Em princípio a Santíssima Trindade criou...”. Todavia, como veremos adiante, essa fração de Gênesis esconde ainda muito mais conteúdo abaixo da superfície das palavras.

Comecemos pelos significados da palavra ROSH, que é o étimo de RESHIT.

a-     Cabeça de homem ou de animal, chefe, líder; metrópole, cidade líder, topo de montanha;

b-     Primeiro, principal de alguma coisa, plenitude. 

Se substituirmos cada um dos significados das palavras na tradução do texto, chegaremos a resultados fascinantes. Vejamos:

a-     “Em Cabeça de Homem criou Deus” – uma referência clara ao mentor da criação do Universo e uma alusão direta a Cristo que é, enquanto Filho do Homem, aquele que detém o título de Cabeça da Igreja (Ef 5.23).

b-     “Em Primeiro criou Deus” – uma referência a Jesus que é o primogênito de toda a criação (Cl 1.15).

Os demais sinônimos da palavra serviriam igualmente para descrever a personalidade, a missão e a pessoa do Messias profetizado e o Cristo, encarnado Filho de Deus, na pessoa histórica de Jesus de Nazaré. Ele é o ‘Chefe’, o ‘Líder’ e assim é chamado pelo título de “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores” (Ap 19.16). Ele é a ‘Metrópole e Cidade Viva’, onde cada um de seus discípulos se torna uma pedra viva na construção: “Chegando-vos para Ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1Pd 2:4,5).

Ele é o ‘Topo da Montanha’, o lugar místico onde o fiel se encontra com o Deus Vivo. Perceba que em toda a Bíblia os homens que tiveram um profundo encontro com Deus fizeram isso no topo de uma montanha. Após a travessia do Mar Vermelho, Moisés se encontra com Deus no Topo do Sinai. Antes disso, o quase sacrifício de Isaque também ocorreu no topo de uma montanha, em Moriá. Elias desafiou os profetas de Baal no Monte Carmelo enquanto Jesus foi tentado no Monte Quarantânia e se transfigurou diante de Pedro, Tiago e João no Monte Tabor. Sempre existe uma montanha como palco dos eventos mais definitivos da vida dos grandes homens de Deus. Simbolicamente a Montanha é uma figura do próprio Filho de Deus, pois é Nele que temos a possibilidade de nos encontrarmos profundamente com o Criador do Universo. Não é mais em um monte físico! Na dispensação da graça, o encontro acontece mediado pelo Filho de Deus (1Tm 2.5), a nossa Montanha, nosso ponto de encontro com o Eterno.

Agora vejamos a palavra RESHIT:

a-     Primeiro;

b-     Autor em condição, posição, dignidade ou autoridade;

c-      Primeiros frutos, primogênito;

d-     Princípio.

Pelo fato de ROSH ser a palavra original, alguns significados se repetem. Usando o mesmo método anterior podemos encontrar essas possíveis traduções:

a-     “Em Autor criou Deus” – uma menção ao Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.2).

b-     “Em Princípio criou Deus” – onde a palavra princípio excede o significado temporal, passando a ser uma força, um princípio ativo de onde todo o poder emana.

Os rabinos judeus não são unânimes quanto ao significado de B’RESHIT, e isso é realmente o esperado, afinal eles não possuem a ferramenta no Novo Testamento, nem aceitam a Cristo como o Messias que haveria de vir. Devido a isso, a exegese rabínica não possui elementos para concluir a interpretação do termo.

Herbert Edward Ryle, importante estudioso do Antigo Testamento nos oferece um caminho interessante! Segundo ele, a ausência do artigo na palavra B’REESHIT, dá uma significação indefinida ao contexto de Gênesis 1:1: “No princípio” sugere uma ideia temporal, referindo-se ao ‘início do tempo’. Todavia se trocarmos o “No princípio” e usarmos a literalidade da tradução: “Em princípio”, a ideia de temporalidade desaparece, deixando a oração em aberto, podendo ser uma referência tanto quanto ao tempo, ou quanto a qualquer outra coisa.

O Apóstolo João toma essa discussão em seus escritos do Novo Testamento em vários dos seus textos.

“NO PRINCÍPIO era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1:1); “E me disse mais: ‘Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, O PRINCÍPIO e o fim. A quem sentir sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida’” (Ap 21:6). A intenção de João é clara! O Apóstolo intenciona deixar explícito uma Cristologia consistente com os eventos da criação.

A abertura do quarto Evangelho é visivelmente um plagio intencional da abertura do primeiro livro da Torá. Em seu texto, João usa a mesma estrutura textual utilizada por Moisés: começando pelo “princípio” para logo em seguida referir-se à luz e finalmente à palavra criadora. Segundo João, Jesus é “o princípio” da criação, conforme o Gênesis, e mais! Jesus também é o agente da nova criação. Ele é o Senhor do Tempo, mas também é Senhor dos Senhores, atuante sobre coisas e pessoas.

A exegese de João abre nossos olhos para perceber que Jesus é o mentor e principal agente criador em Gênesis, entretanto é com a exegese paulina que chegamos definitivamente ao significado de B’RESHIT.

Nesse texto escrito aos santos da igreja de Colossos, Paulo desejava que definitivamente, Jesus Cristo fosse compreendido como Deus Soberano sobre todas as coisas e que aqueles crentes abdicassem de suas superstições religiosas.

A exegese rabínica realizada pelo apóstolo Paulo está presente no texto de Colossenses 1:15-19. Paulo tomou uma única palavra e aproveitou dela todos os seus significados e aplicou cada um desses significados a Jesus, mostrando que o B’RESHIT é mais que uma referência temporal. Para o Apóstolo dos Gentios B’RESHIT é uma pessoa!

Esse tipo de exegese usada pelos autores do Novo Testamento não é uma exceção. Pelo contrário, esse método interpretativo sempre foi muito usado pelos rabinos e pelos mestres judeus. João e Paulo o conheciam muito bem!

“O qual é imagem do Deus invisível, o PRIMOGÊNITO de toda a criação; porque Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele. Ele é a CABEÇA do corpo, da igreja; é o PRINCÍPIO e o PRIMOGÊNITO dentre os mortos, para que em tudo seja PREEMINENTE. Porque foi do agrado do Pai que toda a PLENITUDE Nele habitasse” (Cl 1.15-19).

Os sentidos de ‘autor’, ‘dignidade’, ‘autoridade’, ‘chefe’, estão presentes no espírito do texto, mostrando que Paulo não se esqueceu de nada. Inclusive quando menciona que “Nele foram criadas todas as coisas”, o sentido é o de uma imensa metrópole onde “todas as coisas, visíveis e invisíveis” foram criadas e continuam “subsistindo por Ele”.

Há também uma menção subliminar acerca do Calvário, o Monte da Crucificação. Quando Paulo escreve que Ele é “o primogênito dentre os mortos”, essa é uma inteligente menção ao ‘topo da montanha’ – o Gólgota, lugar onde Jesus consumou a obra de sua vida.

Todos os significados que apresentamos para as palavras ROSH e RESHIT, Paulo aplica ao texto de Colossenses, intencionando definir a Cristo a partir de todos os predicados da palavra B’RESHIT.

O Apóstolo dos Gentios transferiu para Cristo todas as prerrogativas do Deus Criador. Ao explicar a força motora da criação, Paulo afirma que Jesus é a fonte de todo poder e que todas as hierarquias superiores, “sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades”, estão sob sua majestade.

A redenção de uma nova humanidade foi efetivada “por Ele e Nele”. Ele é o Senhor! Sua primazia sobre a criação se evidencia na forma de uma irrefutável soberania sobre tudo e sobre todos. 

João e Paulo estão certos de que B’RESHIT significa “em Cristo”.

Para os maiores escritores do Novo Testamento, Gênesis 1:1 deve ser lido assim:

“Em Cristo criou Deus os céus e a terra”.

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Do Livro Criação Desvendada 
de Cesar de Aguiar

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A ÁRVORE DA VIDA ÀS AVESSAS


Esse mundo é provisório e imperfeito. 


A responsabilidade da igreja é tornar nítida a imagem do Criador. É polir o espelho. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18). 



Deus não criou a imperfeição. Tudo que foi criado foi feito de forma bela. Nada é mais belo que Aquele que criou todas as coisas. 


Deus é o perfeito paradigma da beleza. 


Toda a beleza subsiste Nele, e é Ele quem empresta beleza a tudo que há.


Ele é o Belo e não havia nada criado que fosse tão belo quanto Ele. 


Para ver a beleza em sua forma mais plena, Deus sempre olhava pra Si mesmo. E para se enxergar, Deus construiu um espelho de nitidez perfeita. Feito por Suas próprias mãos Deus chamou esse espelho pelo nome de Adão.


Feito à Sua imagem e semelhança, o homem foi essencialmente construído para refletir a imagem de Deus. 


O único ser criado como capaz de refletir a imagem do Criador é o Ser Humano. Todavia o pecado comprometeu a fidelidade do espelho. O pecado sujou onde o Criador Se contemplava todas as tardes, enquanto visitava o homem no Jardim. 


O pecado privou a Deus de Se contemplar todo dia.  


A aparência perfeita do homem foi destruída: o espelho foi manchado. 


Com o advento do pecado Deus não podia mais ver aquilo que é mais belo que tudo que existe: a Sua própria imagem, refletida na coroa de Sua criação.


A igreja deve assumir o seu papel diante do plano de redenção. O mundo e o universo serão modificados quando a igreja desempenhar o seu papel. 


Dentro do tempo a igreja mostrará da eternidade.


Quando a Igreja Invisível voltar a refletir a imagem do Criador, ela manifestará a glória da perfeição do mundo eterno de Deus em um mundo imperfeito.


A exposição pública de Cristo Crucificado é absolutamente suficiente para atrair o mundo à salvação. Nada além da Cruz.


A igreja não pode se cansar de expor a verdade acerca da Cruz de Cristo. 


Somente o Evangelho, e nada mais, é capaz de reinserir o homem ao cumprimento de sua missão primordial.


No Jardim do Éden existiam duas árvores. E as duas se perderam do mundo físico: A Árvore da Vida e a Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Ambas não se encontram mais visíveis no planeta Terra. Desapareceram logo após o homem e sua mulher serem expulsos do Jardim. 


No dia em que foram expulsos, nada mais seria como havia sido até então. 


O mundo imperfeito mostrou sua cara feia ao homem e desde então todos nós vivemos nesse mundo, até agora. 


Esse é o mundo das imperfeições, lugar onde tudo é ao contrário. Um lugar borrado pela sujeira do pecado do homem.


Dentro do Jardim a Árvore da Vida era de uma beleza indescritível. Todavia seu reflexo produz uma imagem invertida no nosso mundo.


No mundo imperfeito a Árvore da Vida tem outra aparência: ela é um madeiro seco, sem vida e instrumento de morte. 


No mundo imperfeito a Árvore da Vida não está no meio de um jardim, mas no meio de duas outras árvores secas. 


O lugar não pulsa vida como no Éden. O cheiro de sangue invade o ambiente no topo árido da montanha do Gólgota. 


Na palestina do século primeiro Jesus morreu nesse madeiro. Expirou pendurado nessa árvore da vida, às avessas. 


Foi ele quem disse que cada um de seus seguidores deveria tomar sua cruz e segui-lo! Quem se deixa crucificar e morre nesse madeiro, viverá para sempre.


A cruz é: do lado de cá, o que a Árvore da Vida era, do lado de lá.


Por causa da nossa desobediência no Jardim, a mais pura beleza foi comprometida no mais íntimo de sua essência. 


No Jardim do Éden, tudo que era Belo tinha o poder de produzir vida. No nosso mundo, a beleza geralmente produz morte. Veja que pessoas encantadas pela suposta beleza desse mundo geralmente se alienam da necessidade de se ter Jesus. 


Do lado de cá, no nosso mundo, a feiura da cruz, o escândalo da cruz, é o único caminho de volta para nosso verdadeiro lar. 


Dentro do Jardim o homem podia livremente consumir o fruto da Árvore da Vida. Fora do Jardim, o fruto que me concede a vida eterna está na viagem da morte para a vida, que fazemos por meio daquele que disse: “minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida” (Jo 6.55).

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Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com

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Gênesis Desvendado: A revelação dos profundos mistérios da criação estudados em consonância com a ciência e a tradição judaica.





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