quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

RELATIVIDADE - PARTE 1

 



A Teoria da Relatividade de Einstein é formada pela união de duas outras teorias: a da Relatividade Restrita ou Especial (publicada pela primeira vez em 1905) e da Relatividade Geral (publicada em 1915).

A Relatividade define uma relação entre o espaço e o tempo, preconizando que ambos são de caráter relativo e não estático. Afirma que o tempo não passa de forma igual para todos, podendo variar de acordo com a velocidade, o espaço e a gravidade.

As principais afirmações da Relatividade Restrita é:

1-      A velocidade da luz é constante para todo o universo;

2-      O espaço não é uma grandeza absoluta;

3-      O tempo não é uma grandeza absoluta;

4-      A gravidade é uma consequência da curvatura do espaço-tempo.

A luz viaja sempre à mesma velocidade, independentemente de ter sido emitida por uma lanterna na mão de um pedestre ou projetada a partir de um jato supersônico. Isso significa que a velocidade do jato não possui o poder de aumentar a velocidade da luz. A velocidade é sempre a mesma, indiferente à velocidade do agente emissor. A luz da lanterna e a do jato viajam à mesma velocidade.

Algo fascinante provado por Einstein é que nada pode viajar mais rápido que a luz. Quando um objeto se aproxima desse limite de velocidade, o tempo e o espaço se distorcem.

Vários testes provaram que perto da velocidade da luz, o tempo desacelera e os objetos se encolhem, tornando-se mais pesados.

Conforme postulado pela equação E = mc2 (energia = massa × velocidade da luz ao quadrado), qualquer objeto está fadado a ir ficando cada vez mais denso enquanto se aproximam dessa velocidade.

Em baixas velocidades esse ganho de peso é insignificante, mas se torna infinito na medida em que se aproxima da velocidade da luz.

Está postulado pela ciência que nada pode acelerar além velocidade da luz. Nada que possua massa ou que seja feito de matéria poderá atingir essa velocidade.

Com o uso da tecnologia certa, um objeto pode até mesmo chegar perto, desde que tenha a capacidade de vencer a condenação de tornar-se mais pesado enquanto enfrenta uma progressiva dificuldade de aceleração.

Perceba que tudo é afetado pela propriedade da luz, todavia ela não é afetada por nada.

Einstein também previu que o tempo desacelera na medida em que o viajante se aproxima da velocidade da luz. Essa estranha previsão do cientista foi comprovada através de um experimento no ano de 1971.

Quatro relógios atômicos totalmente idênticos foram colocados em aviões distintos e deram duas voltas ao redor do mundo, dois voaram na direção leste e dois a oeste. Quando os relógios chegaram a seus destinos, seus contadores foram comparados com o de outro relógio, também idêntico que havia permanecido em solo. A constatação foi espetacular: aquilo que Einstein previu, baseando-se exclusivamente em sua equação, provou-se verdade. Os relógios em movimento perderam uma pequena fração de segundo quando comparados com o relógio atômico que havia ficado estático, em solo. O tempo passou de forma diferente.

Estava provado que a velocidade altera a passagem do tempo...


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ATOS


- Para quem foi escrito este livro? Para o “excelentíssimo” Teófilo (provavelmente um gentio que havia recebido instrução cristã).

- Por quem foi escrito (autor)? Lucas.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 80 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque Lucas queria fornecer a Teófilo (e, certamente, a uma audiência maior) um mapa do progresso da igreja pelo mundo antigo.

- Para quê este livro foi escrito? Para contar aos seus leitores como o evangelho rapidamente se espalhou pelo mundo antigo; e, também, para defender o cristianismo (isto é, para convencer seus leitores que o cristianismo não representava uma ameaça ao Império Romano).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A RELATIVIDADE DE MOISÉS


“Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” (Sl 90.4). Foi isso que Moisés disse usando outras palavras: ‘Porque mil anos são aos teus olhos como 24 horas que se passaram ou como 4 horas da noite’.

Muito tempo após esse ‘postulado científico’ ser escrito, o Apóstolo Pedro parece ter ‘elevado essa ciência’ para outro patamar quando cita o grande profeta em sua segunda epístola: “para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pe 3.8). Pedro ‘melhorou’ o conceito da física de Moisés quando afirmou que 1 dia é como 1000 anos.

A contagem de Moisés, diferente da contagem de Pedro, não criava uma relação de proporcionalidade, de equivalência. Pedro é enfático, ao desenhar uma equação: 1000 anos é igual a 24 horas e 24 horas é igual a 1000 anos.

1000 anos = 24 hs

O símbolo de igualdade faz com que o lado esquerdo e direito da equação sejam absolutamente proporcionais.

Como 1000 anos teriam 250 anos bissextos, podemos refazer a equação da seguinte forma:

X= 8.766.000 horas

Y= 24hs

X = Y

8.766.000 horas = 24 hs

Mas seria essa equação uma equivalência literal? Certamente que não! A equivalência entre X e Y nos leva à conclusão de que Pedro sabia que o tempo não era uma constante, sendo que a única explicação lógica para sua afirmação era que de alguma maneira Pedro sabia que o tempo poderia dilatar ou encolher.

A essência do mistério da Teoria da Relatividade tem um elemento comum na literatura de Moisés e Pedro.

Einstein foi eficaz em ocultar sua fonte!


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

domingo, 25 de janeiro de 2026

JOÃO


- Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja.

- Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 90 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque João queria evangelizar seus leitores.

- Para quê este livro foi escrito? O próprio autor diz que escreveu este livro: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” (20.31).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O SEGREDO DA CRIATIVIDADE

 



Einstein tinha uma fé diferente, evoluída, voltada para busca do descobrimento do mistério. “O segredo da criatividade é saber como esconder as fontes”, já dizia Albert Einstein. Perceba que diante das Escrituras, a teoria da Relatividade deixa de ser um trabalho tão autoral!

Enquanto se aprofundava em suas pesquisas, Einstein tinha seu trabalho influenciado pelo que havia aprendido na Torá e na Cabala Judaica. Ele dizia: “Ciência sem religião é manca, religião sem ciência é cega”, e naturalmente fez da sabedoria milenar da religião a sua grande fonte de inspiração e ferramenta de pesquisa.

Uma das expressões mais famosas de Einstein foi: "Deus NÃO joga dados com o Universo". Esse comentário foi proferido enfatizando sua opinião contrária a um princípio da Mecânica Quântica.

Mesmo sendo um dos pais da teoria quântica, Einstein se posicionou fortemente contra o Princípio da Incerteza de Heisenberg, por achar que devido a esse princípio, a Mecânica Quântica falhava em explicar a realidade. Einstein não admitia que a realidade fosse uma sequência de probabilidades aleatórias, afinal, os dias da criação, conforme ele havia aprendido no judaísmo, gritava alto no seu interior.

Com o passar do tempo, Einstein reconheceu o seu erro colocando um fim em sua cruzada para descobrir algum erro na Mecânica Quântica. Por fim ele indicou Heisenberg ao prêmio Nobel fazendo uma bela recomendação: "Estou convencido de que essa teoria sem dúvida contém parte da derradeira verdade".

Essa discussão de Einstein tem todo um significado religioso, pois, ao negar a veracidade do Princípio da Incerteza, ele era, naquele momento um apaixonado pela Torá. Entenda que o dado possui seis lados, um lado para cada dia da criação.

No pensamento de Einstein, Deus usou um critério cronológico para a criação, sem probabilidade, criando cada etapa do primeiro ao sexto dia.

Não jogar dados significa nesse sentido, que a criação do universo se deu de forma sequencial e não aleatória. Os dias da criação estavam ligados entre si pela corrente do tempo, onde o 2 só pode vir depois do 1, e o 3 só acontece após os eventos do 2.

“Então Einstein estava errado quando disse: ‘Deus não joga os dados’.  A consideração dos buracos negros sugere não apenas que Deus joga os dados, como que às vezes nos confunde, jogando-os onde eles não podem ser vistos” (Stephen Hawking).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 18 de janeiro de 2026

LUCAS



- Para quem foi escrito este livro? Para o “excelentíssimo” Teófilo (provavelmente um gentio que havia recebido instrução cristã).

- Por quem foi escrito (autor)? Lucas.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 80 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque Lucas queria fornecer a Teófilo (e, certamente, a uma audiência maior) um registro preciso e bem or-denado da mensagem cristã básica, desde o nascimento de Cristo à sua ascensão aos céus.

- Para quê este livro foi escrito? Para capacitar seus leitores a terem “plena certeza das verdades” que ele aprendeu (1.4).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

6 MIL ANOS

 



A idade do universo é de 13,7 bilhões de anos.

E os 6 mil anos da história desde a genealogia de Adão até os dias de hoje?

O que o texto bíblico parece sugerir é que literalmente 1000 anos é como 1 dia. Tomando essa relação por verdadeira, podemos fazer um cálculo simplório concluindo que 6 mil anos é o tempo total dos dias da criação. Todavia, o período de 6 mil anos não chega nem perto da afirmação da ciência moderna.

É pouquíssimo tempo diante dos 13,7 bilhões de anos.

Certamente existe algo de muito errado com esse cálculo! Para entendermos de forma eficiente o significado desse postulado bíblico precisamos nos apoiar em algum postulado científico que nos ajude a pensar.

Ainda bem que a resposta já existe desde os tempos do profeta Moisés. Mas, realmente foi Einstein quem fez a ‘exegese do texto’ nos explicando o que a Bíblia queria dizer.

Mil anos representa o tempo visto de uma perspectiva. Um dia representa o mesmo período de tempo, todavia sendo percebido sob outra perspectiva.

Isso é Relatividade.

O tempo é relativo. É isso que postulam as Teorias da Relatividade, e é isso que postula o texto bíblico.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

MARCOS


 

- Para quem foi escrito este livro? Para a igreja de Roma.

- Por quem foi escrito (autor)? Marcos.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 60 d.C., quando o evangelho já havia chegado à capital do império romano.

- Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos romanos precisavam saber do inte-resse de Jesus para com os gentios (esta ênfase aparece claramente no esboço básico deste Evangelho e em vários detalhes importantes da narra-tiva).

- Para quê este livro foi escrito? Para apresentar por escrito aos gentios o testemunho dos apóstolos a respeito dos fatos da vida, morte e ressurreição de Jesus; e, para validar a missão da Igreja junto aos gentios.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

NEM TUDO É RELATIVO - PARTE 2


...Pela equação de Einstein, entendemos que uma pequena quantidade de massa tem enorme potencial de se transformar em uma imensa quantidade de energia. Mais uma vez Lavoisier entra no assunto para reafirmar sua Lei de Conservação das Massas.

Perceba um exemplo concreto: a massa existente em um pequeno botão de paletó, quando convertida em energia, gera potencial capaz de abastecer a cidade de Brasília por pelo menos dois anos.

A potência da fissão nuclear é provavelmente o maior poder construtivo e ao mesmo tempo destrutivo que a humanidade possui em suas mãos.  Uma porção de urânio do tamanho de um pacote de farinha se transformou em uma bomba nuclear que destruiu a cidade de Hiroshima, no Japão.

Na época, Einstein escreveu uma carta para o presidente Franklin Roosevelt alertando que talvez os nazistas estivessem desenvolvendo armas atômicas. Todavia, para surpresa do mundo, aconteceu o contrário. Quem primeiro criou as bombas atômicas foram os americanos; foram eles que não souberam usar a ciência que estava à disposição.

"Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades" (Tio Ben, álter ego do Homem-Aranha; um personagem de Stan Lee). A destruição das cidades japonesas deixou para a posteridade uma questão filosófica que não pode nunca ser esquecida: que os grandes conhecimentos da humanidade devem ser guardados hermeticamente e nunca depositados nas mãos erradas; e quem detém o conhecimento deve ter responsabilidade no seu uso, cuidando para não jogar pérolas aos porcos.

Para facilitar a compreensão acerca da imensa quantidade de energia contida na matéria, tomemos como exemplo uma das fontes de energia mais utilizadas no mundo.  Em condições de uso normal, a partir da tecnologia presente nos motores a combustão, a gasolina é capaz de gerar 33 milhões de joules para cada litro utilizado. A queima desse combustível, no interior do motor, gera calor e produz gases combustíveis, provocando o objetivo final, que é o movimento do veículo.  Infelizmente, existe muita perda de energia nesse processo, sendo que apenas uma insignificante parte do potencial daquele 1 litro de gasolina se transforma em energia que pode ser efetivamente utilizada.

Entretanto, se existisse uma tecnologia capaz de ‘esmagar’ os átomos presentes na ligação química que compõe a gasolina (C8H18), e retirar dela a totalidade de sua energia, estaríamos diante da solução definitiva para todos os problemas de energia do planeta para todo o sempre.

Entenda que usando um reator nuclear em substituição a um motor a combustão, cada litro de gasolina nos produziria 70.000.000.000.000.000 joules (setenta quatrilhões de joules)! Isso é o equivalente a 2 bilhões de vezes mais energia que aquela produzida pelo motor a combustão.

Explicando: se o seu veículo roda 10 quilômetros por litro, ele passaria a rodar 20 bilhões de quilômetros com o mesmo litro de gasolina.

Imagine uma pessoa roda dez mil quilômetros por mês. Ao final de um ano, esse cidadão se deslocou por 120 mil quilômetros. Se essa pessoa dirigisse seu veículo por 70 anos fazendo sempre essa mesma média de quilometragem anual, ela teria, ao fim de sua vida rodado oito milhões e quatrocentos mil quilômetros.

Perceba que 8.400.000 km não significa nem mesmo 1% do potencial de apenas 1 litro de combustível. Com o combustível que sobrou, o veículo ainda teria autonomia para atender no mínimo 100 gerações após a dele.

Isso seria o fim da dominação da indústria do petróleo!

Mas porque essa tecnologia inda não foi desenvolvida? Esse é um problema que pode ser discutido sob a premissa de diversos posicionamentos políticos, econômicos e tecnológicos. Todavia, para esse momento vamos nos ater apenas à tecnologia.

Para as tecnologias existentes, transformar todo o potencial de um átomo em energia é algo praticamente impossível. O motivo é que, até então, os equipamentos desenvolvidos, conseguem quebrar alguns poucos tipos de átomos, sendo limitados a elementos radioativos e a elementos leves.

Por causa da equivalência entre massa e energia, proposta pela equação E = mc², sob a ação mecânica do movimento, a energia que um objeto possui é acrescentado à sua massa. Em outras palavras, esta energia dificulta o aumento de velocidade desse objeto.

A 10% da velocidade da luz a massa de um objeto é 0,5% maior do que a massa estática. Na medida em que a velocidade aumenta, a energia produzida é creditada como massa, e de forma exponencial. A 90% da velocidade da luz, a massa do objeto seria mais que duplicada.

Na medida em que um objeto se desloca cada vez mais próximo da velocidade da luz, sua massa aumenta, sempre mais rapidamente, de forma que se gasta cada vez mais energia para aumentar ainda mais a sua velocidade, porém nunca alcançando a velocidade da luz, porque sua massa teria atingido o infinito e pela equivalência de massa e energia estaria gastando uma quantidade infinita de energia para que pudesse atingi-la.

Por essa razão, qualquer objeto do mundo físico está para sempre confinado, pela Relatividade, a se movimentar a velocidades mais baixas que a velocidade da luz.

Apenas a luz, ou outras ondas que não tenham massa intrínseca pode se mover nessa velocidade.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


 

domingo, 11 de janeiro de 2026

NEM TUDO É RELATIVO - PARTE 1

O espaço é relativo, o tempo é relativo, até mesmo a matéria é relativa!

Aprendemos com Antoine Lavoisier (1743 - 1794) que: "Na Natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma". Esta é a Lei da Conservação das Massas.

Pelo postulado de Lavoisier podemos afirmar que o que hoje é manga, amanhã pode ser tecido de pele humana e no próximo dia poderá ser adubo para florestas de eucalipto que se transformarão nas folhas de papel que compõe o livro que está em suas mãos.

Tudo é relativo, exceto a luz.

Segundo Albert Einstein a velocidade da luz é uma constante imutável: 299.792.458 metros por segundo (duzentos e noventa e nove milhões e setecentos noventa e dois mil e quatrocentos e cinquenta e oito metros por segundo). Para facilitar, dizemos que a luz viaja a 300 mil km por segundo.

E = MC²

Essa é a famosa equação que mostra a equivalência entre a massa e a energia. Nessa fórmula:

E representa energia

M representa a massa

C representa a velocidade da luz no vácuo.

E=mc² se tornou, possivelmente a mais famosa equação de todos os tempos. Até mesmo quem não tem nenhuma formação acadêmica em física ou qualquer outra ciência exata já ouviu falar dela.

Essa equação simples mudou a forma como pensamos sobre energia e nos possibilitou inúmeros avanços no campo da tecnologia, além de formular possibilidades no campo da mecânica quântica e da viagem no tempo.

Entre outras coisas, essa equação prevê que nada pode se deslocar com velocidade superior à velocidade da própria luz. Considerando que velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km/s, a Relatividade postula que caso uma massa consiga acelerar além dessa velocidade, ela conseguiria ultrapassar a barreira do tempo e do espaço.

Dentro das inúmeras possibilidades oferecidas pelo uso da equação de Einstein está a especulação sobre viagens no tempo.

De acordo com astrofísico americano Richard Gott, autor do livro Time Travel in Einstein’s Universe (Viagem no Tempo no Universo de Einstein, ainda inédito no Brasil), “na verdade, os astronautas já estão viajando para o futuro”. Segundo Gott, as velocidades desses deslocamentos em foguetes espaciais ainda são muito baixas em relação à velocidade da luz, e é devido a essas ‘baixas velocidades’, que a sensação de avanço no tempo é praticamente imperceptível.

“Quem mais avançou no tempo, até hoje, foi o cosmonauta russo Sergei Avdeyev. Como permaneceu em órbita 748 dias, voltou 50 avos de segundo mais jovem do que se tivesse ficado no chão. Ou seja, ele viajou 50 avos de segundo para o futuro” (Richard Gott). Segundo o astrofísico, uma viagem de apenas 24 anos a uma velocidade próxima à velocidade da luz, seria suficiente para, no retorno do aventureiro, encontrar a terra 1 000 anos no futuro...


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com




 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

OS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO - MATEUS

- Para quem foi escrito este livro? Para a igreja de Antioquia da Síria (provavelmente), que era de origem mista judaica e gentia.

- Por quem foi escrito (autor)? Mateus.

- Em qual momento histórico? Depois da destruição de Jerusalém, em 70 d.C., quando a Igreja experimentava um grande cresci-mento.

- Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos judeus queriam impor a Lei como a mediadora entre Deus e os homens (legalismo) e os cristãos de origem gentílica, por sua vez, queriam viver sem nenhum tipo de lei (antinomismo), apro-veitando-se da sua liberdade em Cristo Jesus para darem vazão às obras da carne.

- Para quê este livro foi escrito? Para corrigir estes dois graves erros doutrinários através dos ensinamentos, descrição do caráter e exemplo de Jesus, para que o crescimento da Igreja fosse ordenado e sadio.

 Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 4 de janeiro de 2026

EX NIHILO NIHIL FIT


Os especialistas apontam que a palavra hebraica ‘BARA’ significa ‘criar sem o auxílio de material preexistente’; mas será que essa definição sugere que Deus criou tudo a partir do nada? Se a palavra ‘nada’ significar ‘ausência de matéria preexistente’, a expressão está biblicamente correta, significando que para criar a matéria, Deus não usou matéria preexistente.

Por outro lado, a expressão latina “Ex nihilo nihil fit”, atribuída ao filósofo grego Parmênides, parece não dialogar positivamente com a exegese do texto bíblico. Essa máxima científica significa literalmente: “nada surge do nada” e indica um princípio metafísico segundo o qual o ser não pode começar a existir a partir do nada. Tudo tem que ter um começo, tudo tem que possuir um princípio material antecedente.

Parece que as Escrituras estão caminhando em direção oposta à da ciência, afinal, Parmênides diz que nada surge do nada, fazendo referência à existência de uma matéria pré-existente, a partir da qual o universo veio a existir.

Sabendo que a palavra ‘BARA’ afirma que Deus não usou nenhuma matéria pré-existente para criar o universo, como fazer o postulado de Parmênides dialogar com o Gênesis, chegando a um ponto comum?

Segundo as Escrituras, a criação de todas as coisas não necessitou de nenhuma forma de matéria que precedesse o Big Bang! Entretanto, Deus não criou o tudo a partir do nada!

Deus criou o tudo a partir do Tudo.

Ele criou todas as coisas a partir de Si mesmo.

Deus é a Absoluta Fonte de Energia Vital, atuando como Aquele que sustenta a vida de todas as coisas, cedendo a elas a energia que compõe cada átomo da matéria.

Realmente não havia matéria pré-existente. O que havia era energia pré-existente.

Toda vida se origina em Deus. Tudo que existe se fez a partir Dele. Tudo que existe procede Dele e subsiste por Ele.

Deus transformou energia em matéria, pois “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Cl 1.17).

A equivalência entre massa e energia, postulado pela equação de Einstein vaticina que Energia é equivalente à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado: E = MC². O contrário também se equivale, quando a massa se multiplica pela velocidade da luz ao quadrado, o resultado é a produção de energia: MC² = E.

A mais fantástica previsão da equação de Einstein é que Luz (energia) pode se transformar em matéria: M = E/C².

Perceba as variáveis da equação e veja que matéria e energia são variações da mesma coisa. Tudo é feito de átomos, e como sabemos, átomo é pura energia. Átomo é por definição um ‘sistema energético estável, eletricamente neutro, que consiste em um núcleo denso, positivamente carregado, envolvido por elétrons’.

Pela equivalência definida pela equação de Einstein, matéria e energia são lados opostos da mesma moeda. Matéria pode se converter em energia e energia pode se converter em matéria.

Em nossos dias, transformar matéria em energia já é uma atividade bem comum. Esse processo é o acontece o tempo todo nos reatores das usinas nucleares. Todavia, transformar luz em massa é um processo possível que ainda não foi totalmente dominado pela tecnologia atual.

De acordo com Einstein e concordando com a primeira Lei da Termodinâmica, existe no Universo uma quantidade fixa de energia e matéria.

A quantidade de energia existente no primeiro milésimo do Big Bang continua a mesma até hoje e continuará assim para sempre.

É notório que o Big Bang foi uma esplendida explosão de energia! Aquela energia pulsante passou por um processo de resfriamento, se convertendo em matéria há aproximadamente 13,7 bilhões de anos. Nesse remotíssimo passado, toda a matéria que podemos hoje observar, estava contida em forma de energia, extraordinariamente concentrada em um único ponto.

100 bilhões de galáxias cabiam com folga na ponta de um alfinete.

Naquele indescritível momento, o universo era absurdamente quente, atingindo a fantástica temperatura de mais de um bilhão de bilhão de bilhão de vezes a temperatura média do nosso Sol.

Hoje em dia, em laboratório, para manipular a fabricação de matéria, respeitando a primeira lei da termodinâmica, os cientistas estão trabalhando pesado no desenvolvimento de equipamentos capazes de realizar essa façanha.

O ato de criar matéria a partir da luz se realiza a partir de uma reação denominada ‘Produção em Par’. Essa reação converte um fóton em um par de partículas, sendo uma de matéria e uma de antimatéria.

O Laboratório Nacional Brookhaven, a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) e o Fermilab são grandes laboratórios de pesquisas que andam na vanguarda de todos os avanços da física.

Esses laboratórios provaram que Einstein estava certo quando realizaram uma reação que consistiu em disparar um fóton dentro de um núcleo atômico pesado. Nessa experiência foi verificado que o núcleo compartilha a energia e permite que o fóton se desintegre em elétron e pósitron, e o pósitron volta a ser fóton quando acontece a colisão com um elétron.

Essa é a receita para se produzir matéria a partir da energia.

Os seres humanos estão prestes a transformar luz em partículas subatômicas. Todavia após dominarem essa etapa do processo, a tecnologia ainda terá que percorrer outro longo caminho. Um caminho muito mais longo e certamente muito mais complexo.

De posse de ‘um montão’ de partículas subatômicas, vem a questão: ‘- e agora (?), o que fazer como elas? Como lhes conferir organização? Como formar pedaços de bronze, ou pepitas de ouro, ou tecido de pele humana?’

Uma caneta, em sua estrutura, aprisiona energia estática. A energia existente na massa da caneta está ligada à natureza química de sua composição. Einstein revelou que massa e energia são equivalentes.  Perceba que a equação ‘E = MC²’ afirma que a energia (‘E’) liberada pelo esmagamento atômico de uma massa (‘M’) é igual a ‘M’ vezes a velocidade da luz (‘C’) ao quadrado (C²).

Sabendo que a luz se desloca a 300 milhões de metros por segundo, a destruição de uns poucos átomos libera uma enorme porção de energia. É dessa maneira que a energia é produzida no interior do nosso Sol.

Concluindo: se a fissão atômica da massa produz energia, o contrário também é possível: a fusão atômica produz massa.

Se poucos átomos liberam muita energia, realmente precisa-se de muita energia para se produzir uns poucos átomos.

Para você imaginar o tamanho do poder utilizado na criação do universo, saiba que no corpo humano existem mais átomos do que estrelas no universo.

É isso que o Criador fez para trazer a matéria à existência.

Para criar o universo Deus liberou uma faísca de sua energia. A partir de então, a energia produziu massa. E tudo que existe é oriundo dessa emanação de Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


domingo, 28 de dezembro de 2025

MALAQUIAS (“MEU MENSAGEIRO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Malaquias.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo e os muros estavam sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo estava profanando a aliança nos seus relacionamentos conjugais, sociais e econômicos.

- Para quê este livro foi escrito? Para o povo entender a importância e a autoridade de Lei na reconstrução da nação e dispor-se a obedecer a Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


domingo, 21 de dezembro de 2025

ZACARIAS (“JEOVÁ SE LEMBRA”):


 - Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Zacarias.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque, devido à forte oposição externa e aos proble-mas internos, o povo andava sem esperança quanto ao futuro.

- Para quê este livro foi escrito? Para garantir ao povo que o seu futuro está nas mãos de Deus, cuja presença trará paz e prosperidade a Israel.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A LUZ

 

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas” (1Jo 1.5).

Porque (?), dentre todos os elementos presentes no mundo manifestado, o Criador, no ato de definir a Si mesmo, escolheu a LUZ como elemento nomeador de sua natureza?

Na aurora dos tempos, tudo que foi criado estava imerso na mais absoluta escuridão. Tudo era disforme e vazio. Embora o universo não estivesse abandonado à própria sorte, certamente, o Espírito de Deus não iria ficar pelas eternidades pairando sobre a face das águas.

Uma faísca da energia do Criador foi manifestada e seu poder organizou todos os elementos da manifestação que jazia oculta pela escuridão. A LUZ foi criada objetivando a definitiva derrota do reinado das trevas.

Somente a LUZ possui massa, energia e velocidade infinita. Somente a LUZ detém as propriedades impossíveis de serem copiadas e domesticadas pelos homens. “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1 Tm 6:15,16).

‘- Qual é a única força imutável e constante de todo o universo?’ ‘- A Luz’.

A LUZ está para além de ser o elemento que melhor simboliza a natureza de Deus. Ela é uma parte do poder ativo do Criador manifestada não só para o mundo dos sentidos. A LUZ transcende os limites das sensações físicas e mentais.

A mesma luz que atua sobre o corpo físico também é percebida pelo homem astral. Esse homem espiritua é aquele que atua como o guerreiro que luta a batalha de vencer e subjugar o corpo da carne.

O homem é um microcosmo.

Partindo da compreensão do princípio de correspondência entre terra e céu, sabemos que no homem se manifestam todas as forças e propriedades do universo, postulado que matéria e espírito são correspondentes.

O homem é um cidadão de dois mundos, híbridos de matéria e espírito, terreno e celestial. Ele é o único ser que traz em si, ambas as partes das dimensões da criação.

No homem reside a evolução plena de todos os reinos criados: mineral, animal e espiritual.

A LUZ se manifesta ao espírito e à matéria sempre da mesma maneira. Ela não muda de forma para ser percebida pelos dois polos da dicotomia.

Conforme o texto do Novo Testamento, Deus é o Pai das Luzes, o progenitor da energia que cede vida a tudo o que existe. “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1:17).

A nossa luz visível é uma manifestação da Luz o Pai das Luzes. A luz que fala aos olhos da carne é a mesma que ilumina o interior da residência do espírito.

Estando aberta as janelas da alma, a luz pode invadir o ambiente e iluminar o corpo estelar.

“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21:23). Em um nível mais elevado da criação, rompida a barreira do tempo, sendo nós admitidos no reino da eternidade, a Luz é o elemento que reveste a aparência do Cordeiro.Nesse lugar não existe tempo ou dimensões espaciais. Tempo e espaço estão definitivamente sujeitados a serem relativos à única constante do universo: A Luz.

O espírito do homem foi criado do tecido da luz, sendo que para a perpetuação da sua luminosidade, o ser astral deve receber a Luz do Criador. Diante da irradiação da ‘chama de luz’, o corpo da carne se despedaça, deixando vazio o trono do controle do ser.

Enquanto o corpo físico domina a alma, o corpo astral fica acorrentado e impedido de se movimentar na direção da evolução aos níveis superiores.

É impossível escalar a Escada de Jacó enquanto estiver acordado em sua carnalidade e racionalidade sensorial. Assim como Jacó, o homem deve dormir e sonhar. Deve se desligar do mundo manifestado e adentrar no salão onde os anjos sobem e descem pela escada da evolução espiritual.

A alma é o avatar de dois corpos. Ela quase sempre faz a opção errada em privilegiar a natureza densa e grosseira; perdendo assim, a conexão primitiva com o Pai dos Espíritos.

O ‘nascido de novo’ deve buscar, bater e procurar. Aquilo que ele busca, também o está buscando.

Que o aprendizado percebido pelos ouvidos da carne descortine os caminhos do labirinto da alma e encontre o corpo da evolução.

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11:15).

O espírito diz à carne: 'sois sombra, pois então, amarre seu tecido ao meu. Ligue-se a mim pelo fio de prata e não se afaste mais. Seja a sombra do que eu sou, a manifestação do que eu devo ser. Seja rápido no tempo’, “Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12:6,7).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 14 de dezembro de 2025

AGEU (“FESTIVO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Ageu.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus interrompeu a reconstrução do Templo por mais de 15 anos devido à oposição externa e desencorajamentos internos (essa interrupção revelava, na verdade, uma indiferença para com a preciosa presença de Deus).

- Para quê este livro foi escrito? Para trazer ao povo a esperança de que Deus renovaria as promessas da sua aliança com Israel quando o trouxe de volta do cativeiro da Babilônia (e a reconstrução do Templo era parte importante dessa renovação).


Cesar de Aguiar


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

VOYER DA HISTÓRIA

 



A luz do sol viaja 8 minutos para chegar até nós.

Quando olhamos o sol, o vemos como ele era a 8 minutos atrás. Vemos o seu passado!

Ao olhamos para o céu, contemplamos luzes de estrelas que estão a bilhões de quilômetros de distância da terra. A luz emitida por elas, mesmo viajando em impressionante velocidade, quando são captadas por nossas retinas, milhões de anos já se passaram.

Toda a luz que chega do espaço até nós, foi emitida em um passado muito distante.

Olhar para o céu a olho nu, não é olhar para o presente. É olhar para um passado de tempos imemoriais!

Segundo alguns astrônomos, existem no universo estrelas tão distantes, que suas luzes ainda não chegaram a serem visíveis em nosso planeta, mesmo com o uso de potentes telescópios.

O universo ficou pronto, mas o que vemos da terra não passa de um pequeno retrato pendurado numa parede maior que a Muralha da China. O universo inteiro é a muralha e o que vemos em nossa carta celeste é uma pequena fotografia 3x4.

Ao apontarmos um telescópio em direção a uma galáxia distante, podemos nos ater à beleza de uma estrela; isso é uma viagem. Muito mais do que mera contemplação.

Quando olhamos uma estrela pelas lentes de um telescópio, na verdade estamos viajando no espaço e no tempo para contemplar relativamente o futuro e o presente daquele corpo celeste; essa visão depende exclusivamente do poder de alcance do telescópio.

Em relação ao observador da terra, estamos vendo o futuro da estrela. Em relação à estrela estamos vendo o seu presente. Para o observador na terra, a distância vencida pela lente do telescópio significa uma viagem no tempo!

Pense nessa experiência: ao olhar o espaço pelas lentes de um poderoso telescópio, você estará viajando no tempo para testemunhar de perto algo que aconteceu a milhões de anos da perspectiva do observador na terra.

E se você não usasse a lente do telescópio? Se você viajasse em um equipamento que acelera a uma velocidade superior à velocidade em que viajam a percepção das imagens? Certamente você estaria viajando no tempo, enquanto viaja pelo espaço.

Presente e futuro são percepções que dependem unicamente do referencial do observador.

Ao viajar numa velocidade superior à velocidade da luz, você estaria se deslocando no tempo e isso lhe daria a possibilidade de ser uma testemunha ocular do evento que deu origem ao nosso universo.

Para o Criador, o Passado, o Presente e o Futuro, simplesmente não existem, pois sob a perspectiva da luz, o tempo e o espaço se deformam até a absoluta inexistência.

Deus é Luz e por isso, afirmar que o Eterno sabe o nosso futuro é uma premissa que passa pela doutrina da Onisciência de Deus e se explica pelas equações da física.

“Que anuncio o fim desde o começo, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Is 46:10).

Teólogos livres afirmam que o passado, o presente e o futuro existem e são estabelecidos de forma simultânea na Consciência de Deus. Para o Criador não existe a aprisionadora noção de sucessividade. 

Os fatos são sucessivos apenas para os humanos que percebem a manifestação da história sob o véu da realidade.

Nossa limitada consciência está acorrentada aos sentidos e é uma escrava do tempo. Estamos todos condenados ao tempo e fatalmente condicionados a esta noção de fatos que se sucedem.

Todavia, quando mergulhamos na experiência dos sonhos, percebemos que o tempo funciona numa perspectiva alheia ao tic-tac do relógio. O pensamento também funciona sem um marcador de tempo, entretanto estando sempre limitado pela sucessão dos fatos.

Afinal no mundo onde forjamos nossas histórias e imagens interiores, os eventos podem ser retardados ou apressados, repetidos e reinventados, mas sempre somos um refém do relógio.

As experiências metafísicas dos sonhos e dos pensamentos errantes nos dão um pequeno sinal do que será a percepção da consciência cósmica, quando o perfeito nos for revelado, quando por fim, “estando na luz, como ele na luz está”, transcenderemos a percepção da sucessividade.

Sem tempo e sem espaço, impossível de ser descrito, isso é o que Deus tem reservado para nós, os seus.


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

SOFONIAS (“ESCONDIDO NO SENHOR”):

 


- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do reino do Sul (Judá).

- Por quem foi escrito (autor)? Sofonias.

- Em qual momento histórico? Antes da queda de Judá nas mãos dos babilônicos.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança estava misturando a adoração pura ao Senhor com a idolatria dos povos vizinhos, em particular, a adoração a Baal.

- Para quê este livro foi escrito? Para predizer o duro castigo que Deus aplicará a Judá pela espada de um povo inimigo; mas, também, para anunciar sua salvação aos fiéis.


Cesar de Aguiar

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

TODOS TEM UMA EXPLICAÇÃO

 


“Já fui católico, budista, protestante. Tenho livros na estante, todos tem explicação. Mas não achei! Eu procurei!” (Raul Seixas).

 Nunca parou de se escrever acerca dos dias da criação.

Desde a literatura da Grécia clássica, dos pictogramas egípcios, das tábuas de argila, até os mais modernos tratados de teologia sistemática, sempre houve estudioso disposto a manifestar sua opinião, constatação ou comentário sobre a forma usada pelas divindades históricas para construírem esse imenso prédio que chamamos de universo.

Esses relatos antigos, em função da suposta evolução do homem, com o passar do tempo recebem uma nova designação. O que era a religião de um povo passa a ser chamado de Mitologia. Nesse sentido o mitólogo Joseph Campbell, de forma intimista define muito bem o sentido do termo ‘Mitologia’: “Mitologia é o nome que damos à religião dos outros”.

É certo que ninguém tem satisfação em perceber que a religião que professa é considerada como mitologia por algum outro grupo.

A intolerância motiva a construção da apologética religiosa.

As faculdades cristãs são peritas em analisar a religião dos outros, incluindo no currículo de seus cursos acadêmicos uma matéria específica para condenar e denegrir as doutrinas e dogmas das outras religiões. Algumas faculdades chamam essa matéria de ‘Seitas e Heresias’, outras, na tentativa de parecerem mais elegantes dão um nome mais rebuscado para a mesma coisa, chamando a matéria de ‘Apologética Cristã’.

 Na defesa das prerrogativas de sua fé pessoal, o ser humano não mede esforços em elaborar argumentos que torne suas crenças mais legítimas, mais elegantes, mais carregadas de sentido, indo às últimas consequências através de assédio moral e intelectual na busca de aliciar prosélitos.

Certamente era o preconceito e a intolerância religiosa que motivava os fariseus dos tempos de Jesus a serem prosélitos profissionais. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23:15).

Em nenhum momento do Novo Testamento encontramos Jesus ou seus apóstolos praticando proselitismo. Eles pregavam a verdade que acreditavam e que haviam experimentado, contudo sem ofender a fé dos diferentes.

Muitos são os que vão considerar como mitologia o relato que apresentamos. Até mesmo os cristãos, ainda que diante de tantas evidências e citações das Escrituras, não vão abrir mão de continuarem no lugar comum de suas convicções religiosas tradicionais. Outros vão rir debochando do que virão a chamar de mitologia ou ficção bíblica.

Consideramos isso como aceitável. A crítica é vitamina para o método de aprendizagem e legítima no processo de evolução do conhecimento humano.

Verdades muito profundas são lugares ocultos a pessoas rasas.

Analisando os relatos da Bíblia Judaica constatamos que historiadores, filósofos e teólogos sempre estão dispostos a manifestarem suas opiniões acerca dos assuntos tangentes aos seis dias da criação, conforme exposto em Genesis capítulo 1.

Mesmo após muitos anos de discussão e depois de tantas teorias e explicações, nunca se chegou a uma unanimidade de opiniões!

Alguns afirmam que os dias de Genesis são dias literais de 24 horas, outros que se trata de eras, e ainda outros afirmam que os seis dias não falam da Criação, mas da recriação da terra, que na visão do escritor cristão George Hawkins Pember foi destruída por uma catástrofe, que está ‘descrita de forma oculta’ nas entrelinhas do segundo versículo das Escrituras.

A acidez da filosofia de Voltaire nos vem à lembrança para justificar nosso esforço em prosseguir com a busca pelas respostas: “Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”. 

Voltaire não nos quer desanimar. Pelo contrário! O filósofo quer que continuemos perseguindo a verdade.

A continuidade dessa discussão é sinal de que ainda temos muito trabalho a realizar. Um trabalho inacabado dá sentido à existência, motiva a caminhada, confere razão de ser à realidade humana e torna a vida carregada de significado.

Nesse ensaio, vamos nos enveredar por outra via!

Nesse novo caminho não seguimos as pisadas dos mestres. Apenas continuamos a procurar o que eles procuravam.

Estamos pavimentando uma nova estrada, por onde novos estudiosos poderão trilhar deixando suas próprias marcas. Esperamos que os futuros desbravadores sejam mais eficazes do que nós mesmos. Esperamos que logrem sucesso no árduo trabalho de desgastar o tecido da realidade. Oxalá que mostrem à humanidade o que existe por detrás do véu.

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras” (Friedrich Nietzsche). Temos a certeza de que estamos no caminho certo, mas ainda não chegamos na claridade da resposta definitiva. Com trabalho e com ajuda, poderemos chegar cada vez mais perto! "A instrução é um esforço admirável. Mas as coisas mais importantes da vida não se aprendem, encontram-se” (Oscar Wilde). Se caminharmos na mesma direção, dando um passo de cada vez, um dia certamente chegaremos.

Equilibrar o peso do que a Bíblia diz sobre os seis dias da criação, com o peso das afirmações das teorias e postulados científicos é uma tarefa difícil de realizar! 

Aparentemente, a ciência e a religião estão brigando pela posição de ser a dona da razão! Parece que estão tratando conceitos teológicos e científicos a partir de abordagens completamente diferentes. Todavia, por mais diferentes que essas abordagens se pareçam, sempre é possível encontrar o ponto de equilíbrio. Afinal, uma verdade pode ser dita de várias maneiras diferentes sem contudo perder a sua essência.  Como está escrito nos Vedas: “a verdade é uma só, mas os sábios falam dela sob muitos nomes”.

A cultura do mundo pode ser analisada a partir de três abordagens: a abordagem histórica, a abordagem mítica e a abordagem mística. Embora essas três camadas hermenêuticas analisem os fatos por metodologias diferentes, o saldo deverá ser positivo para a evolução do conhecimento humano.

Individualmente cada uma das abordagens pode ser entendida como uma peça desse quebra cabeça e se faltar uma única peça jamais chegaremos ao quadro perfeito, por isso cabe a subordinação de admitir que a resposta final não é faculdade inexorável da ciência ou da religião.

Cabe ao exegeta usar corretamente cada uma das abordagens e finalmente unir todas elas, formando uma bela colcha a partir dos retalhos recortados da história, da ciência, da mitologia, do misticismo, da religião, mas principalmente da iluminação do sol que ilumina a superfície do lago das águas primordiais. Fazendo isso, poderemos conciliar as discussões entre ciência e religião.

Usando palavras, definições e nomenclaturas diferentes, afirmamos que a ciência reescreve as Escrituras, e pela mesma premissa podemos afirmar que a teologia insere variáreis na equação da Teoria do Tudo.

"Meus amigos, uma falsa ciência gera ateus, mas a verdadeira ciência leva os homens a se curvarem diante da divindade" (Voltaire).


Cesar de Aguiar

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domingo, 30 de novembro de 2025

LIVRO DE HABACUQUE - (LUTADOR)

- Para quem foi escrito este livro? Para o próprio profeta – como uma resposta às suas próprias dúvidas – uma vez que o profeta viveu uma profunda crise espiritual devido à aparente indiferença de Deus às terríveis condições espirituais de seu povo.

- Por quem foi escrito (autor)? Habacuque.

- Em qual momento histórico? Antes da queda de Judá nas mãos dos babilônicos.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança, ao desdenhar insolentemente as leis da aliança, foi perdendo seu caráter singular.

- Para quê este livro foi escrito? Para registrar a resposta de Deus aos anseios do profeta, que lhe deu uma perspectiva verdadeira da história (Deus está no comando) e a promessa divina quanto aos resultados (vida para os fiéis, mas lamento e morte para os arrogantes).


Cesar de Aguiar

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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

COMIDA PARA O DIABO

 


Tudo começa no campo mental e posteriormente é manifestado no mundo físico. Tudo é feito de energia.

As teorias de Einstein e Broglie, afirmam que energia produz massa e que a nível atômico, toda matéria é composta de energia.

Sabemos que os pensamentos produzem ondas de energia que podem inclusive serem medidas através de um simples exame de Eletroencefalograma.

A partir dessas duas informações concluímos que: ‘se energia produz massa, e pensamento produz energia, logo todos os pensamentos produzem massa’.

Ainda que seja uma quantidade minúscula de massa, essa massa está lá. 

Na consciência humana é onde toda a energia vital é produzida. A consciência não consome energia, pelo contrário! Os pensamentos produzem energia. Energia boa e energia ruim.

É uma espécie de reator que possui poder de produzir elevadas quantidades de alimento. Essa energia é dividida em dois grupos distintos: Luz e Trevas.

A matéria produzida pelos pensamentos é o alimento dos seres espirituais que nos rodeiam. Anjos do bem se alimentam de Luz e espíritos imundos se alimentam de Trevas.

A serpente do paraíso foi condenada a se alimentar das obras da carne do homem.

Desde seu nascimento a nível mental, as obras da carne produzem energia capaz de alimentar demônios de estimação, que por terem comida diariamente, não se afastam de seus servos.

O homem se torna o cozinheiro desses espíritos, agindo em conformidade com suas sugestões, alimentando-os com a energia deletéria produzida por seus pensamentos e ações.

Perceba que as sinapses neurais é a representação elétrica e material daquilo que acontece a nível psíquico, mais profundo. O efeito material visível é manifestado quando a quantidade de energia produzida é suficiente para produzir a realidade visível.

Um pensamento, por mais simples, tem o poder de gerar uma onda psíquica, que é pura energia.

Quanto mais forte e intenso é o pensamento, mais energia ele produz, e por sua vez, maior é a quantidade de matéria produzida.

Cabe ao homem racional imprimir vigilância constante aos seus pensamentos.

Sabedor desse fantástico poder da mente humana, o homem sábio deve renovar sua mente, modelando-a aos princípios do seu Criador. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

O Aprendiz deve seguir o Manual de Instruções. Afinal, somente a Luz tem o poder de manifestar a boa realidade que almejamos.

O capítulo 4 do livro de Provérbios de Salomão é um ‘Manual do Usuário’ para operação do mecanismo da consciência. “Sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).


Cesar de Aguiar

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domingo, 23 de novembro de 2025

LIVRO DE NAUM (“CONSOLO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do reino do Sul - Judá (com uma sentença contra Nínive).

- Por quem foi escrito (autor)? Naum.

- Em qual momento histórico? Quando Nínive, a última capital assíria, se tornara uma metrópole cruel, imperialista e desonesta, com um de-sejo arrogante e inescrupuloso pelo poder e pela dominação, que se manifestava num impiedoso desejo por guerras, com práticas comerciais reprováveis e materialismo insaciável.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança não entendia por que Deus ainda não tinha castigado os assírios.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que a paciência de Deus nunca deve ser erroneamente interpretada como fraqueza (o pecado coletivo ou individual não ficará impune); e, para ensinar que o julgamento de Deus é também redentivo, pois, ao destruir as forças do mal, Ele cria as condições para o surgimento de uma nova sociedade, mais justa que a anterior.


Cesar de Aguiar

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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

LIVRO DE MIQUÉIAS (“QUEM É COMO JEOVÁ?”)



- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Miquéias.

- Em qual momento histórico? Quando se estabeleceu em Israel e em Judá um enorme contraste entre os excessivamente ricos e os pobres oprimidos, devido à exploração da classe média por donos de terras extremamente gananciosos, apoiados por líderes políticos e religiosos.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança tinha-se tornando uma nação corrupta e pronta para o julgamento.

- Para quê este livro foi escrito? Para proclamar o eminente julgamento de Deus; e, também, para predizer a restauração e bênçãos futuras.


Cesar de Aguiar

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domingo, 16 de novembro de 2025

A SENTENÇA DAS SERPENTES


 


“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida” (Gn 3.14).

A palavra ‘serpente’ não está no plural, mas a dupla condenação revela que se travava distintamente de dois seres.

A cobra recebeu a punição de rastejar sobre o próprio ventre e de ser conhecida como o mais maldito animal, dentre todos os animais da face da terra. Todavia o destino desse animal não será de condenação eterna. No governo milenar de Cristo (Is 11.8,9), após pagar pelo erro de ter sido médium do diabo, esse animal será restituído em seu status primário.

O maior castigo estava reservado para outra serpente! A Serpente que se chama diabo recebeu a maldição de comer pó.

Sabemos que cobra não come pó! Tudo que ela come, pode até ter gosto de pó, mas não é pó.

Então, de que pó Deus está falando?

Deus disse a Adão: “tu és pó” (Gn 3.19).

Pó é a matéria prima da carne do homem e o diabo se alimenta das obras da sua carne. “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5:19-21).

O diabo só é forte quando é bem alimentado.

Ele não tem força na vida do homem que não o alimenta.


Cesar de Aguiar

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