Nos tempos de Cristo, a filosofia grega era o conceito de cosmogonia
mais aceito nas rodas de discussão teológica e a língua dos helenos era o
idioma mais falado.
O Evangelho foi semeado em um tempo em que os conceitos culturais eram
helenizados, por isso, principalmente o Apóstolo Paulo, ao ensinar a mensagem
do Evangelho tinha todo o cuidado de fundamentar a exposição a partir da
conceituação grega, levando o ouvinte a compreender e aceitar a pregação do
Cristo crucificado.
Jesus Cristo não deixou passar em branco a afronta que a teogonia grega
representava ao Deus de Israel. Usando sua posição de
Filho do Deus Altíssimo, Jesus deu o troco, desbancando os maiorais do panteão.
YHWH é o verdadeiro Deus do Trovão, pois assim a Bíblia o identifica. “Deus veio de Temã, e do monte de Parã o
Santo. A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor. E o
resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o
esconderijo da sua força” (Hb 3.3,4). “As
nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para
outra parte. A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o
mundo; a terra se abalou e tremeu” (Sl 77:17,18).
O deus do trovão da Grécia foi desafiado, quando a voz do Deus do Trovão
de Israel estrondeou o céu, balançando os pilares da abóboda ao identificar o
seu Filho Primogênito.
A mesma voz que no Gênesis disse “Haja”,
por duas vezes fez calar a voz do Zeus grego, que nada disse, emudecido diante
do poder do Deus Soberano.
“E, sendo Jesus batizado, saiu
logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus
descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é
o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:16,17).
Zeus, conhecido como a ‘Águia do Olimpo’ foi afrontado pela singela
Pomba do Espírito.
“E, estando ele ainda a falar,
eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é
o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os
discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo” (Mt 17:5,6).
Diante do Filho de Deus, o panteão grego se curvou calado.
Os irmãos de Zeus também levaram o troco da afronta.
Poseidon, o deus dos mares foi obrigado a suportar o peso do Filho de
Deus que caminhou sobre suas águas, e como se não bastasse, Jesus também
acalmou a tempestade que culturalmente estava sob sua jurisdição.
Em outra ocasião, demonstrando que não era somente o Deus da superfície
das águas, Jesus ordenou que um peixe mordesse o anzol certo, usando o dinheiro
de Poseidon para pagar o imposto por ele e por seu discípulo.
Por fim, com a intenção de decretar definitivamente seu controle sobre
os oceanos, que os gregos pensavam ser de Poseidon, Jesus ordenou que os peixes
enchessem as redes dos pescadores, segundo a sua palavra.
Hoje lemos despretensiosamente sobre os milagres que Jesus realizou
tendo os oceanos com pano de fundo. Todavia para os gregos, essas mesmas
histórias ecoavam como uma afronta aos seus deuses, e mais, demonstrava que o
Galileu era superior aos deuses do Olimpo.
Hades também não ficou de fora da humilhação.
Segundo a narrativa grega, Hades tinha o poder da invisibilidade, mas o
que parece é que ele usava esse ‘poder’ o tempo todo, afinal, ninguém nunca o
viu no mundo real. Todavia, o Filho de Deus, para desbancar Hades, mesmo sem o
elmo do terror, usou seu poder para ficar invisível por duas vezes. “E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e
o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para
dali o precipitarem. Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se” (Lc
4:29,30). “Então pegaram em pedras para
lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles,
e assim se retirou” (Jo 8.59).
A palavra grega, que no Novo Testamento é usada para inferno é “Hades”.
Hades também é a palavra usada para significar o nome do lugar denominado
por ‘mansão dos mortos’.
Para demonstrar sua completa e irrestrita superioridade ao panteão
grego, Jesus fez assim: como Hades passou ‘invisível’ pela história, o Mestre
foi afrontá-lo em sua própria casa, assim talvez, por lá ele estivesse sem o
elmo!
Após sua morte e antes de sua ressurreição Jesus desceu àquilo que os
poetas descreviam como o reino de Hades.
“Quando ele subiu em triunfo às
alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens. Que significa
‘ele subiu’, senão que também descera às profundezas da terra? Aquele que
desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as
coisas” (Ef 4:8-10). “Porque também
Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a
Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual
também foi, e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pd 3:18,19).
Para o grego daquele tempo, ter um primeiro contato com essas verdades
era no mínimo uma experiência chocante. No primeiro momento eles consideravam
aquelas histórias como loucura. Mas em contrapartida, quando eram alcançados
pelo Evangelho, aquelas histórias se tornavam suas prediletas.
Imagine uma pessoa criada dentro do sistema religioso da filosofia
grega! Quando essa pessoa se convertia ao cristianismo aceitando suas verdades,
imediatamente ela percebia a superioridade de Cristo sobre seus antigos deuses.
Essa era a maior satisfação produzida pela acertada decisão de assumir o
Evangelho como regra de vida.
teolovida@gmail.com
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