domingo, 22 de fevereiro de 2026

ESCAVANDO ABAIXO DA SUPERFÍCIE


 


Como regra para o estudo dos dias da criação, usaremos a ciência para explicar as Escrituras e não o contrário. Faremos assim, pois consideramos que o texto das Escrituras Sagradas é superior às descobertas científicas.

A ciência deve se render à Bíblia usando-a como principal ferramenta de investigação. Se a ciência não fizer isso estará atrasando a sua própria evolução.

Muitos textos das Escrituras já foram explicados pela ciência, enquanto muitos outros ainda não foram ‘provados cientificamente’. Todavia, esse é um problema da ciência, não da Bíblia.

Apesar de muitos postulados das Escrituras estarem aguardando confirmação científica, isso significa apenas que a ciência não evoluiu o suficiente para explicar aquelas verdades. Quanto mais o tempo passa, mais provas contundentes são apresentadas para confirmar que a Bíblia sempre está com a razão.

O que podemos afirmar com toda convicção é que nenhuma voz pode se elevar acima das Escrituras, nem a religião, nem a filosofia, nem a ciência. Todavia, alguns amedrontados tentam ajudar a Deus na tarefa de convencer o homem de que Ele é o maioral do Universo. Deus não precisa desse tipo de ajuda, muito menos de usar o homem como bengala para se afirmar filosoficamente como o Criador do Universo. O Eterno sabe que se a ciência for boa, ela produzirá reverência, e enquanto avança, a ciência tratará de, silenciosamente, mostrar Sua assinatura que existe de forma oculta em cada coisa que Ele criou.

Na tentativa de tentar proteger as Escrituras, que ultimamente parecia estar enfraquecida diante das últimas descobertas da ciência, muitos teólogos estão afirmando em seus arrojados tratados de teologia sistemática que o texto de Genesis capítulo 1 é metafórico e que Moisés quis dizer seis eras, e não seis dias de vinte e quatro horas.

Esse estratagema não passa de um truque que objetiva fazer a Bíblia ter razão a qualquer preço. Um truque desnecessário, que reduz a beleza do admirável processo da criação.

Na busca de parecerem-se intelectualizados e com isso arrebanhar o maior número possível de prosélitos, esses religiosos sistêmicos procuram os favores da aprovação popular, e para isso vendem a própria alma enquanto abrem mão de suas primitivas convicções teológicas. Se vendem para teorias científicas fazendo-as verdades absolutas enquanto torcem o real sentido das Escrituras fazendo-a caber em suas explicações mirabolantes. Entretanto o caminho inverso também acontece quando, buscando outra classe intelectual de prosélitos, esses aproveitadores negam qualquer tipo de ciência, até mesmo aquela que louva o Criador, enquanto explica de forma correta o funcionamento do Universo.

O verdadeiro adorador de YHWH é indiferente a esse tipo de embate. Silenciosamente ele entende que poucos são aqueles que, em cada geração estão preparados para a verdade. Aqueles que reconhecem a Verdade, quando essa se lhe apresenta nas sutilezas.

Esses são aqueles que reconhecem as pérolas da sabedoria e sabem o seu real valor. Reservam as pérolas para a coroa, nunca as lançando à vulgaridade suína da ignorância.

Pérolas lançadas aos porcos são misturadas à lama da irreverência e ao desprezível alimento mental daqueles que justamente igual aos porcos não possuem, nem querem possuir a articulação que os possibilita a olhar para cima.

Enquanto viverem como porcos, estão condenados a olhar apenas para baixo, para suas próprias misérias e para o resultado do seu trabalho intestinal.

Deus e o seu Livro não precisam de truques para se afirmar quanto verdade.

Nesse trabalho, sustentamos que toda a criação aconteceu em seis dias de vinte e quatro horas, totalizando cento e quarenta e quatro horas de uma semana. Esse é o tempo consumido na criação e construção do Universo.

Antes de mergulharmos no assunto dos dias da criação, se faz necessária uma pequena parada para uma nova introdução e para entender cada dia e os atos de Deus em cada um deles indico ao leitor a leitura do ‘Criação Desvendada’, desse escritor.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

II CORÍNTIOS

 

- Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos de Corinto, capital da Acaia.

- Por quem foi escrito (autor)? Paulo.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 55 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque a carta anterior do apóstolo Paulo (I Coríntios) havia alcançado seus objetivos, levando aquela congregação ao arrependimento.

- Para quê este livro foi escrito? Para expressar a alegria de Paulo com o genuíno arrependimento da igreja de Corinto e da sua profunda afeição e lealdade a ele (7.6-15); para defender seu ministério apostólico contra acusações de “falsos apóstolos” (11.13) em Corinto (que desafiavam sua autoridade e a integridade de seu ministério); e, para instruí-los doutrinariamente.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 15 de fevereiro de 2026

I CORÍNTIOS


- Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos de Corinto, capital da Acaia.

- Por quem foi escrito (autor)? Paulo.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 55 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque a igreja de Corinto dividiu-se em dois grupos, um que defendia que a associação do cristão com os pecadores era permissível e necessária (despencando para uma extrema frouxidão moral), e o outro, que de-fendia que um certo isolamento era essencial para pre-servar a santidade (despencando para um ascetismo doentio), julgando-se um mais inteligente ou espiritual que o outro, ameaçando o futuro daquela congregação.

- Para quê este livro foi escrito? Paulo escreveu este livro para tratar dos problemas daquela igreja (desafio à autoridade de Paulo, orgulho sobre a espiritualidade pessoal, falta de amor); para repreendê-los por terem deixado a situação chegar ao ponto em que chegou; e, para instruí-los doutrinariamente.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A FÉ DE ALBERT EINSTEIN


 

O mais aclamado cientista do século vinte é Albert Einstein (1879-1955). Judeu de nascimento e naturalizado alemão, ele nasceu no berço de uma família não praticante da religião de seus ancestrais.

Por um curto período de sua pré-adolescência Einstein viveu uma fase marcada por um intenso fervor religioso. Todavia aos doze anos, desenvolvendo sua paixão pela leitura, Einstein se deparou com a literatura de divulgação científica.

Diante das novidades científicas daquele tempo, rapidamente se convenceu de que algumas histórias da Bíblia não passavam de antigas lendas. A partir de então, Einstein encerrou definitivamente a sua curta experiência religiosa.

A mais completa biografia de Albert Einstein é o recente livro de Walter Isaacson (Einstein: His life and universe, 2007, traduzida ao português pela Companhia das Letras com o título: Einstein - sua vida, seu universo. São Paulo, 2007). Nesse monumental trabalho, o escritor dedica um capítulo inteiro à religiosidade e à espiritualidade do cientista.

No capítulo ‘O Deus de Einstein’, Isaacson reúne várias afirmações que nos leva a constatar que o cientista era um homem de uma profunda espiritualidade. Era firme com suas convicções e na sua maturidade nunca perdeu uma chance para defender uma fé racional.

Einstein vivia uma religiosidade muito acima da mediocridade. Sua crença era baseada na existência de um poder racional superior; era uma forma evoluída de fé cósmica direcionada a um Ser que controlava as leis do universo e nele se revelava. “Tente penetrar, com nossos limitados meios, nos segredos da natureza, e descobrirá que por trás de todas as leis e conexões discerníveis, permanece algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração por essa força além de qualquer coisa que podemos compreender é a minha religião. Nesse sentido eu sou, de fato, religioso”.

Einstein considerava Deus um ser incompreensível, mas nunca parou de tentar compreendê-lo. Era como se por detrás da sua motivação para entender as leis que governavam o Cosmos, em reverente silêncio, ele buscasse (principalmente) a essência do pensamento do próprio Deus.

Suas declarações pouco sutis a respeito da religião, evidenciava que vivia distante das confissões religiosas do judaísmo e do cristianismo, até mesmo porque o seu Deus não era definido pelas doutrinas e dogmas dessas religiões. Ele dizia: “Sou um não-crente profundamente religioso”.

Sua ciência era a forma que ele usava para buscar a divindade que o transcendia. “Eu não sou ateu. O problema aí envolvido é demasiado vasto para nossas mentes limitadas. Estamos na mesma situação de uma criancinha que entra numa biblioteca repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito esses livros. Ela não sabe de que maneira nem compreende os idiomas em que foram escritos. A criança tem uma forte suspeita de que há uma ordem misteriosa na organização dos livros, mas não sabe qual é essa ordem. É essa, parece-me, a atitude do ser humano, mesmo do mais inteligente, em relação a Deus. Vemos um universo maravilhosamente organizado e que obedece a certas leis; mas compreendemos essas leis apenas muito vagamente”.

Muitos defensores do ateísmo moderno, inclusive o principal produtor de literatura ateísta Richard Dawkins, tentam pegar carona na falácia de que Einstein era ateu. Todavia, acerca disso, ele mesmo se encarregou de deixar uma resposta clara: “O que me separa da maioria dos chamados ateus é um sentimento de total humildade com os segredos inatingíveis da harmonia do cosmos (...)  Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não compartilho daquele espírito de cruzada do ateu profissional, cujo fervor se deve mais a um doloroso ato de libertação dos grilhões da doutrinação religiosa recebida na juventude”.

Einstein não reconheceu o Deus de Jesus na religião, muito embora declarasse ser “fascinado pela luminosa figura do Nazareno”, conforme cita seu biógrafo Walter Isaacson. Todavia não podemos negar que de alguma forma Einstein encontrou o Criador enquanto procurava compreender sua criação. Enquanto buscava variáveis para suas equações, inconscientemente, o que de fato ele buscava era compreender a mente de Deus e o sentido da vida. É provável que ele não orasse para esse Deus, afinal, ele não acreditava na possibilidade de uma relação pessoal com a divindade.

Mas enfim, o que é a oração?

Oração é bem mais do que palavras de louvor e petição dirigidas a um deus, que na maioria das vezes fica calado diante da atitude do penitente. Estamos certos de que a verdadeira oração transcende as palavras de petição e louvor.

Oração é principalmente uma postura deslumbrada diante do macrocosmo simultaneamente associada a uma postura quebrantada diante do microcosmo. Oração é uma atitude viva, que se processa pela vida e se estabelece para muito além das palavras.

Oração de verdade só serve se for vivida da forma que o Apóstolo Paulo ensinou: “Orai sem cessar” (1Ts 5:17).

Entenda que a única maneira de orar sem cessar é fazer com que a oração seja um estilo de vida.

É bem mais que um momento contido na atitude de dobrar os joelhos.

Oração deve ser um constante deslumbrar-se e quebrantar-se.

Mesmo que Einstein não fosse um cristão ou um judeu praticante, sua perseguição pelos objetivos da ciência fazia dele uma pessoa que orava sem cessar.

Na introspectividade de suas descobertas, enquanto decifrava o código de Deus, o cientista era bem mais que um físico. O cientista era um penitente, um adorador do Deus Altíssimo e fazia isso enquanto elaborava suas equações matemáticas.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

ROMANOS


- Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos de Roma.

- Por quem foi escrito (autor)? Paulo.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 55 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque Paulo queria evangelizar a Espanha e na viagem de ida conhecer os irmão de Roma, e ganhar a ajuda deles como igreja de apoio (15.24).

- Para quê este livro foi escrito? Paulo escreveu este livro para apresentar aos cristãos de Roma suas credenciais apostólicas e sua teologia (2.16; 16.25), na esperança que eles reconhecem a autenticidade do seu ministério (uma vez que eles não conheciam Paulo pessoalmente e muitos ainda tinham medo dele) e o apoiassem em sua viagem à Espanha.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 8 de fevereiro de 2026

RELATIVIDADE - PARTE 2

 



...Perceba que para calcularmos a velocidade de um objeto usamos a seguinte fórmula: velocidade da luz= distância / tempo (velocidade da luz é igual a distância dividida pelo tempo). Todavia a velocidade da luz nunca é variável, por isso essa equação sempre terá um valor fixo:

299.792.458 m/s = distância / tempo. 

Diferente do espaço e do tempo, a velocidade da luz é quem dita o que vai acontecer com as demais variáveis da equação. Espaço é variável, tempo é variável, a única constante do universo é a velocidade da luz.

Como nada pode exceder a velocidade da luz, só resta uma conclusão: a distância tem que encolher e o tempo tem que desacelerar para compensar o resultado da equação.

Finalmente podemos concluir que se “andarmos na luz, como ele na luz está” (1 Jo 1.7) confrontaremos a fronteira final: o paradoxo da ausência do tempo e do espaço.

Na velocidade da luz o tempo e o espaço se encolhem até se tornarem uma coisa só.

Enquanto estivermos aprisionados nessa armadura de carne, limitados pela percepção dos sentidos físicos, não teremos palavras ou mesmo sentimento que tenha a capacidade de expressar o que seria “viver na luz”, sem nenhuma barreira física que produza sombra. Paulo, estando diante de uma compreensão esotérica, descreveu o indescritível: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2:9).

“Haja luz” (Gn 1.3)! Essa é a primeira fala explícita de Deus.

Após o Big Bang, o universo recebeu uma esplêndida explosão de fótons, que só puderam ficar livres após a vitória da matéria sobre a antimatéria. Os fótons se libertaram do plasma original que servia de barreira à sua luminosidade. A luz passou a perseguir a expansão do universo, viajando à altíssima velocidade de 300 mil km/s. A partir daquele momento, o universo de trevas, iluminou-se.

A teoria da Relatividade Geral afirma ainda que a gravidade é o resultado da distorção que determinada massa provoca no “tecido” do espaço. Nesse sentido quando determinado objeto se movimenta em alta velocidade pelo espaço, formam-se as chamadas Ondas Gravitacionais.

A gravidade não é somente uma força invisível que exerce atração sobre corpos celestes, ela é uma distorção do próprio espaço. Quando objetos se movimentam, cada um deles, em função de sua massa, provoca uma onda no espaço.

Essa onda é semelhante ao que acontece quando uma pedra é lançada na superfície de um lago: o impacto da pedra provoca uma onda que passa a viajar em busca do limite da margem.  

As vibrações no ‘tecido’ do tempo-espaço começaram com o impacto do Pão lançado sobre a superfície das águas do lago primordial. O resultado desse impacto sobre o tecido do espaço-tempo é a produção de uma onda que viaja a 300 mil quilômetros por segundo. Começou ali e continuará até o limite da margem, que é o fim de todas as coisas criadas sobre a superfície do Lago das Águas Primordiais.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

RELATIVIDADE - PARTE 1

 



A Teoria da Relatividade de Einstein é formada pela união de duas outras teorias: a da Relatividade Restrita ou Especial (publicada pela primeira vez em 1905) e da Relatividade Geral (publicada em 1915).

A Relatividade define uma relação entre o espaço e o tempo, preconizando que ambos são de caráter relativo e não estático. Afirma que o tempo não passa de forma igual para todos, podendo variar de acordo com a velocidade, o espaço e a gravidade.

As principais afirmações da Relatividade Restrita é:

1-      A velocidade da luz é constante para todo o universo;

2-      O espaço não é uma grandeza absoluta;

3-      O tempo não é uma grandeza absoluta;

4-      A gravidade é uma consequência da curvatura do espaço-tempo.

A luz viaja sempre à mesma velocidade, independentemente de ter sido emitida por uma lanterna na mão de um pedestre ou projetada a partir de um jato supersônico. Isso significa que a velocidade do jato não possui o poder de aumentar a velocidade da luz. A velocidade é sempre a mesma, indiferente à velocidade do agente emissor. A luz da lanterna e a do jato viajam à mesma velocidade.

Algo fascinante provado por Einstein é que nada pode viajar mais rápido que a luz. Quando um objeto se aproxima desse limite de velocidade, o tempo e o espaço se distorcem.

Vários testes provaram que perto da velocidade da luz, o tempo desacelera e os objetos se encolhem, tornando-se mais pesados.

Conforme postulado pela equação E = mc2 (energia = massa × velocidade da luz ao quadrado), qualquer objeto está fadado a ir ficando cada vez mais denso enquanto se aproximam dessa velocidade.

Em baixas velocidades esse ganho de peso é insignificante, mas se torna infinito na medida em que se aproxima da velocidade da luz.

Está postulado pela ciência que nada pode acelerar além velocidade da luz. Nada que possua massa ou que seja feito de matéria poderá atingir essa velocidade.

Com o uso da tecnologia certa, um objeto pode até mesmo chegar perto, desde que tenha a capacidade de vencer a condenação de tornar-se mais pesado enquanto enfrenta uma progressiva dificuldade de aceleração.

Perceba que tudo é afetado pela propriedade da luz, todavia ela não é afetada por nada.

Einstein também previu que o tempo desacelera na medida em que o viajante se aproxima da velocidade da luz. Essa estranha previsão do cientista foi comprovada através de um experimento no ano de 1971.

Quatro relógios atômicos totalmente idênticos foram colocados em aviões distintos e deram duas voltas ao redor do mundo, dois voaram na direção leste e dois a oeste. Quando os relógios chegaram a seus destinos, seus contadores foram comparados com o de outro relógio, também idêntico que havia permanecido em solo. A constatação foi espetacular: aquilo que Einstein previu, baseando-se exclusivamente em sua equação, provou-se verdade. Os relógios em movimento perderam uma pequena fração de segundo quando comparados com o relógio atômico que havia ficado estático, em solo. O tempo passou de forma diferente.

Estava provado que a velocidade altera a passagem do tempo...


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ATOS


- Para quem foi escrito este livro? Para o “excelentíssimo” Teófilo (provavelmente um gentio que havia recebido instrução cristã).

- Por quem foi escrito (autor)? Lucas.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 80 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque Lucas queria fornecer a Teófilo (e, certamente, a uma audiência maior) um mapa do progresso da igreja pelo mundo antigo.

- Para quê este livro foi escrito? Para contar aos seus leitores como o evangelho rapidamente se espalhou pelo mundo antigo; e, também, para defender o cristianismo (isto é, para convencer seus leitores que o cristianismo não representava uma ameaça ao Império Romano).


Cesar de Aguiar

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A RELATIVIDADE DE MOISÉS


“Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” (Sl 90.4). Foi isso que Moisés disse usando outras palavras: ‘Porque mil anos são aos teus olhos como 24 horas que se passaram ou como 4 horas da noite’.

Muito tempo após esse ‘postulado científico’ ser escrito, o Apóstolo Pedro parece ter ‘elevado essa ciência’ para outro patamar quando cita o grande profeta em sua segunda epístola: “para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pe 3.8). Pedro ‘melhorou’ o conceito da física de Moisés quando afirmou que 1 dia é como 1000 anos.

A contagem de Moisés, diferente da contagem de Pedro, não criava uma relação de proporcionalidade, de equivalência. Pedro é enfático, ao desenhar uma equação: 1000 anos é igual a 24 horas e 24 horas é igual a 1000 anos.

1000 anos = 24 hs

O símbolo de igualdade faz com que o lado esquerdo e direito da equação sejam absolutamente proporcionais.

Como 1000 anos teriam 250 anos bissextos, podemos refazer a equação da seguinte forma:

X= 8.766.000 horas

Y= 24hs

X = Y

8.766.000 horas = 24 hs

Mas seria essa equação uma equivalência literal? Certamente que não! A equivalência entre X e Y nos leva à conclusão de que Pedro sabia que o tempo não era uma constante, sendo que a única explicação lógica para sua afirmação era que de alguma maneira Pedro sabia que o tempo poderia dilatar ou encolher.

A essência do mistério da Teoria da Relatividade tem um elemento comum na literatura de Moisés e Pedro.

Einstein foi eficaz em ocultar sua fonte!


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

domingo, 25 de janeiro de 2026

JOÃO


- Para quem foi escrito este livro? Para a Igreja.

- Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 90 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque João queria evangelizar seus leitores.

- Para quê este livro foi escrito? O próprio autor diz que escreveu este livro: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” (20.31).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O SEGREDO DA CRIATIVIDADE

 



Einstein tinha uma fé diferente, evoluída, voltada para busca do descobrimento do mistério. “O segredo da criatividade é saber como esconder as fontes”, já dizia Albert Einstein. Perceba que diante das Escrituras, a teoria da Relatividade deixa de ser um trabalho tão autoral!

Enquanto se aprofundava em suas pesquisas, Einstein tinha seu trabalho influenciado pelo que havia aprendido na Torá e na Cabala Judaica. Ele dizia: “Ciência sem religião é manca, religião sem ciência é cega”, e naturalmente fez da sabedoria milenar da religião a sua grande fonte de inspiração e ferramenta de pesquisa.

Uma das expressões mais famosas de Einstein foi: "Deus NÃO joga dados com o Universo". Esse comentário foi proferido enfatizando sua opinião contrária a um princípio da Mecânica Quântica.

Mesmo sendo um dos pais da teoria quântica, Einstein se posicionou fortemente contra o Princípio da Incerteza de Heisenberg, por achar que devido a esse princípio, a Mecânica Quântica falhava em explicar a realidade. Einstein não admitia que a realidade fosse uma sequência de probabilidades aleatórias, afinal, os dias da criação, conforme ele havia aprendido no judaísmo, gritava alto no seu interior.

Com o passar do tempo, Einstein reconheceu o seu erro colocando um fim em sua cruzada para descobrir algum erro na Mecânica Quântica. Por fim ele indicou Heisenberg ao prêmio Nobel fazendo uma bela recomendação: "Estou convencido de que essa teoria sem dúvida contém parte da derradeira verdade".

Essa discussão de Einstein tem todo um significado religioso, pois, ao negar a veracidade do Princípio da Incerteza, ele era, naquele momento um apaixonado pela Torá. Entenda que o dado possui seis lados, um lado para cada dia da criação.

No pensamento de Einstein, Deus usou um critério cronológico para a criação, sem probabilidade, criando cada etapa do primeiro ao sexto dia.

Não jogar dados significa nesse sentido, que a criação do universo se deu de forma sequencial e não aleatória. Os dias da criação estavam ligados entre si pela corrente do tempo, onde o 2 só pode vir depois do 1, e o 3 só acontece após os eventos do 2.

“Então Einstein estava errado quando disse: ‘Deus não joga os dados’.  A consideração dos buracos negros sugere não apenas que Deus joga os dados, como que às vezes nos confunde, jogando-os onde eles não podem ser vistos” (Stephen Hawking).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 18 de janeiro de 2026

LUCAS



- Para quem foi escrito este livro? Para o “excelentíssimo” Teófilo (provavelmente um gentio que havia recebido instrução cristã).

- Por quem foi escrito (autor)? Lucas.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 80 d.C.

- Por que este livro foi escrito? Porque Lucas queria fornecer a Teófilo (e, certamente, a uma audiência maior) um registro preciso e bem or-denado da mensagem cristã básica, desde o nascimento de Cristo à sua ascensão aos céus.

- Para quê este livro foi escrito? Para capacitar seus leitores a terem “plena certeza das verdades” que ele aprendeu (1.4).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

6 MIL ANOS

 



A idade do universo é de 13,7 bilhões de anos.

E os 6 mil anos da história desde a genealogia de Adão até os dias de hoje?

O que o texto bíblico parece sugerir é que literalmente 1000 anos é como 1 dia. Tomando essa relação por verdadeira, podemos fazer um cálculo simplório concluindo que 6 mil anos é o tempo total dos dias da criação. Todavia, o período de 6 mil anos não chega nem perto da afirmação da ciência moderna.

É pouquíssimo tempo diante dos 13,7 bilhões de anos.

Certamente existe algo de muito errado com esse cálculo! Para entendermos de forma eficiente o significado desse postulado bíblico precisamos nos apoiar em algum postulado científico que nos ajude a pensar.

Ainda bem que a resposta já existe desde os tempos do profeta Moisés. Mas, realmente foi Einstein quem fez a ‘exegese do texto’ nos explicando o que a Bíblia queria dizer.

Mil anos representa o tempo visto de uma perspectiva. Um dia representa o mesmo período de tempo, todavia sendo percebido sob outra perspectiva.

Isso é Relatividade.

O tempo é relativo. É isso que postulam as Teorias da Relatividade, e é isso que postula o texto bíblico.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

MARCOS


 

- Para quem foi escrito este livro? Para a igreja de Roma.

- Por quem foi escrito (autor)? Marcos.

- Em qual momento histórico? Por volta do ano 60 d.C., quando o evangelho já havia chegado à capital do império romano.

- Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos romanos precisavam saber do inte-resse de Jesus para com os gentios (esta ênfase aparece claramente no esboço básico deste Evangelho e em vários detalhes importantes da narra-tiva).

- Para quê este livro foi escrito? Para apresentar por escrito aos gentios o testemunho dos apóstolos a respeito dos fatos da vida, morte e ressurreição de Jesus; e, para validar a missão da Igreja junto aos gentios.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

NEM TUDO É RELATIVO - PARTE 2


...Pela equação de Einstein, entendemos que uma pequena quantidade de massa tem enorme potencial de se transformar em uma imensa quantidade de energia. Mais uma vez Lavoisier entra no assunto para reafirmar sua Lei de Conservação das Massas.

Perceba um exemplo concreto: a massa existente em um pequeno botão de paletó, quando convertida em energia, gera potencial capaz de abastecer a cidade de Brasília por pelo menos dois anos.

A potência da fissão nuclear é provavelmente o maior poder construtivo e ao mesmo tempo destrutivo que a humanidade possui em suas mãos.  Uma porção de urânio do tamanho de um pacote de farinha se transformou em uma bomba nuclear que destruiu a cidade de Hiroshima, no Japão.

Na época, Einstein escreveu uma carta para o presidente Franklin Roosevelt alertando que talvez os nazistas estivessem desenvolvendo armas atômicas. Todavia, para surpresa do mundo, aconteceu o contrário. Quem primeiro criou as bombas atômicas foram os americanos; foram eles que não souberam usar a ciência que estava à disposição.

"Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades" (Tio Ben, álter ego do Homem-Aranha; um personagem de Stan Lee). A destruição das cidades japonesas deixou para a posteridade uma questão filosófica que não pode nunca ser esquecida: que os grandes conhecimentos da humanidade devem ser guardados hermeticamente e nunca depositados nas mãos erradas; e quem detém o conhecimento deve ter responsabilidade no seu uso, cuidando para não jogar pérolas aos porcos.

Para facilitar a compreensão acerca da imensa quantidade de energia contida na matéria, tomemos como exemplo uma das fontes de energia mais utilizadas no mundo.  Em condições de uso normal, a partir da tecnologia presente nos motores a combustão, a gasolina é capaz de gerar 33 milhões de joules para cada litro utilizado. A queima desse combustível, no interior do motor, gera calor e produz gases combustíveis, provocando o objetivo final, que é o movimento do veículo.  Infelizmente, existe muita perda de energia nesse processo, sendo que apenas uma insignificante parte do potencial daquele 1 litro de gasolina se transforma em energia que pode ser efetivamente utilizada.

Entretanto, se existisse uma tecnologia capaz de ‘esmagar’ os átomos presentes na ligação química que compõe a gasolina (C8H18), e retirar dela a totalidade de sua energia, estaríamos diante da solução definitiva para todos os problemas de energia do planeta para todo o sempre.

Entenda que usando um reator nuclear em substituição a um motor a combustão, cada litro de gasolina nos produziria 70.000.000.000.000.000 joules (setenta quatrilhões de joules)! Isso é o equivalente a 2 bilhões de vezes mais energia que aquela produzida pelo motor a combustão.

Explicando: se o seu veículo roda 10 quilômetros por litro, ele passaria a rodar 20 bilhões de quilômetros com o mesmo litro de gasolina.

Imagine uma pessoa roda dez mil quilômetros por mês. Ao final de um ano, esse cidadão se deslocou por 120 mil quilômetros. Se essa pessoa dirigisse seu veículo por 70 anos fazendo sempre essa mesma média de quilometragem anual, ela teria, ao fim de sua vida rodado oito milhões e quatrocentos mil quilômetros.

Perceba que 8.400.000 km não significa nem mesmo 1% do potencial de apenas 1 litro de combustível. Com o combustível que sobrou, o veículo ainda teria autonomia para atender no mínimo 100 gerações após a dele.

Isso seria o fim da dominação da indústria do petróleo!

Mas porque essa tecnologia inda não foi desenvolvida? Esse é um problema que pode ser discutido sob a premissa de diversos posicionamentos políticos, econômicos e tecnológicos. Todavia, para esse momento vamos nos ater apenas à tecnologia.

Para as tecnologias existentes, transformar todo o potencial de um átomo em energia é algo praticamente impossível. O motivo é que, até então, os equipamentos desenvolvidos, conseguem quebrar alguns poucos tipos de átomos, sendo limitados a elementos radioativos e a elementos leves.

Por causa da equivalência entre massa e energia, proposta pela equação E = mc², sob a ação mecânica do movimento, a energia que um objeto possui é acrescentado à sua massa. Em outras palavras, esta energia dificulta o aumento de velocidade desse objeto.

A 10% da velocidade da luz a massa de um objeto é 0,5% maior do que a massa estática. Na medida em que a velocidade aumenta, a energia produzida é creditada como massa, e de forma exponencial. A 90% da velocidade da luz, a massa do objeto seria mais que duplicada.

Na medida em que um objeto se desloca cada vez mais próximo da velocidade da luz, sua massa aumenta, sempre mais rapidamente, de forma que se gasta cada vez mais energia para aumentar ainda mais a sua velocidade, porém nunca alcançando a velocidade da luz, porque sua massa teria atingido o infinito e pela equivalência de massa e energia estaria gastando uma quantidade infinita de energia para que pudesse atingi-la.

Por essa razão, qualquer objeto do mundo físico está para sempre confinado, pela Relatividade, a se movimentar a velocidades mais baixas que a velocidade da luz.

Apenas a luz, ou outras ondas que não tenham massa intrínseca pode se mover nessa velocidade.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


 

domingo, 11 de janeiro de 2026

NEM TUDO É RELATIVO - PARTE 1

O espaço é relativo, o tempo é relativo, até mesmo a matéria é relativa!

Aprendemos com Antoine Lavoisier (1743 - 1794) que: "Na Natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma". Esta é a Lei da Conservação das Massas.

Pelo postulado de Lavoisier podemos afirmar que o que hoje é manga, amanhã pode ser tecido de pele humana e no próximo dia poderá ser adubo para florestas de eucalipto que se transformarão nas folhas de papel que compõe o livro que está em suas mãos.

Tudo é relativo, exceto a luz.

Segundo Albert Einstein a velocidade da luz é uma constante imutável: 299.792.458 metros por segundo (duzentos e noventa e nove milhões e setecentos noventa e dois mil e quatrocentos e cinquenta e oito metros por segundo). Para facilitar, dizemos que a luz viaja a 300 mil km por segundo.

E = MC²

Essa é a famosa equação que mostra a equivalência entre a massa e a energia. Nessa fórmula:

E representa energia

M representa a massa

C representa a velocidade da luz no vácuo.

E=mc² se tornou, possivelmente a mais famosa equação de todos os tempos. Até mesmo quem não tem nenhuma formação acadêmica em física ou qualquer outra ciência exata já ouviu falar dela.

Essa equação simples mudou a forma como pensamos sobre energia e nos possibilitou inúmeros avanços no campo da tecnologia, além de formular possibilidades no campo da mecânica quântica e da viagem no tempo.

Entre outras coisas, essa equação prevê que nada pode se deslocar com velocidade superior à velocidade da própria luz. Considerando que velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km/s, a Relatividade postula que caso uma massa consiga acelerar além dessa velocidade, ela conseguiria ultrapassar a barreira do tempo e do espaço.

Dentro das inúmeras possibilidades oferecidas pelo uso da equação de Einstein está a especulação sobre viagens no tempo.

De acordo com astrofísico americano Richard Gott, autor do livro Time Travel in Einstein’s Universe (Viagem no Tempo no Universo de Einstein, ainda inédito no Brasil), “na verdade, os astronautas já estão viajando para o futuro”. Segundo Gott, as velocidades desses deslocamentos em foguetes espaciais ainda são muito baixas em relação à velocidade da luz, e é devido a essas ‘baixas velocidades’, que a sensação de avanço no tempo é praticamente imperceptível.

“Quem mais avançou no tempo, até hoje, foi o cosmonauta russo Sergei Avdeyev. Como permaneceu em órbita 748 dias, voltou 50 avos de segundo mais jovem do que se tivesse ficado no chão. Ou seja, ele viajou 50 avos de segundo para o futuro” (Richard Gott). Segundo o astrofísico, uma viagem de apenas 24 anos a uma velocidade próxima à velocidade da luz, seria suficiente para, no retorno do aventureiro, encontrar a terra 1 000 anos no futuro...


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com




 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

OS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO - MATEUS

- Para quem foi escrito este livro? Para a igreja de Antioquia da Síria (provavelmente), que era de origem mista judaica e gentia.

- Por quem foi escrito (autor)? Mateus.

- Em qual momento histórico? Depois da destruição de Jerusalém, em 70 d.C., quando a Igreja experimentava um grande cresci-mento.

- Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos judeus queriam impor a Lei como a mediadora entre Deus e os homens (legalismo) e os cristãos de origem gentílica, por sua vez, queriam viver sem nenhum tipo de lei (antinomismo), apro-veitando-se da sua liberdade em Cristo Jesus para darem vazão às obras da carne.

- Para quê este livro foi escrito? Para corrigir estes dois graves erros doutrinários através dos ensinamentos, descrição do caráter e exemplo de Jesus, para que o crescimento da Igreja fosse ordenado e sadio.

 Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 4 de janeiro de 2026

EX NIHILO NIHIL FIT


Os especialistas apontam que a palavra hebraica ‘BARA’ significa ‘criar sem o auxílio de material preexistente’; mas será que essa definição sugere que Deus criou tudo a partir do nada? Se a palavra ‘nada’ significar ‘ausência de matéria preexistente’, a expressão está biblicamente correta, significando que para criar a matéria, Deus não usou matéria preexistente.

Por outro lado, a expressão latina “Ex nihilo nihil fit”, atribuída ao filósofo grego Parmênides, parece não dialogar positivamente com a exegese do texto bíblico. Essa máxima científica significa literalmente: “nada surge do nada” e indica um princípio metafísico segundo o qual o ser não pode começar a existir a partir do nada. Tudo tem que ter um começo, tudo tem que possuir um princípio material antecedente.

Parece que as Escrituras estão caminhando em direção oposta à da ciência, afinal, Parmênides diz que nada surge do nada, fazendo referência à existência de uma matéria pré-existente, a partir da qual o universo veio a existir.

Sabendo que a palavra ‘BARA’ afirma que Deus não usou nenhuma matéria pré-existente para criar o universo, como fazer o postulado de Parmênides dialogar com o Gênesis, chegando a um ponto comum?

Segundo as Escrituras, a criação de todas as coisas não necessitou de nenhuma forma de matéria que precedesse o Big Bang! Entretanto, Deus não criou o tudo a partir do nada!

Deus criou o tudo a partir do Tudo.

Ele criou todas as coisas a partir de Si mesmo.

Deus é a Absoluta Fonte de Energia Vital, atuando como Aquele que sustenta a vida de todas as coisas, cedendo a elas a energia que compõe cada átomo da matéria.

Realmente não havia matéria pré-existente. O que havia era energia pré-existente.

Toda vida se origina em Deus. Tudo que existe se fez a partir Dele. Tudo que existe procede Dele e subsiste por Ele.

Deus transformou energia em matéria, pois “Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Cl 1.17).

A equivalência entre massa e energia, postulado pela equação de Einstein vaticina que Energia é equivalente à massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado: E = MC². O contrário também se equivale, quando a massa se multiplica pela velocidade da luz ao quadrado, o resultado é a produção de energia: MC² = E.

A mais fantástica previsão da equação de Einstein é que Luz (energia) pode se transformar em matéria: M = E/C².

Perceba as variáveis da equação e veja que matéria e energia são variações da mesma coisa. Tudo é feito de átomos, e como sabemos, átomo é pura energia. Átomo é por definição um ‘sistema energético estável, eletricamente neutro, que consiste em um núcleo denso, positivamente carregado, envolvido por elétrons’.

Pela equivalência definida pela equação de Einstein, matéria e energia são lados opostos da mesma moeda. Matéria pode se converter em energia e energia pode se converter em matéria.

Em nossos dias, transformar matéria em energia já é uma atividade bem comum. Esse processo é o acontece o tempo todo nos reatores das usinas nucleares. Todavia, transformar luz em massa é um processo possível que ainda não foi totalmente dominado pela tecnologia atual.

De acordo com Einstein e concordando com a primeira Lei da Termodinâmica, existe no Universo uma quantidade fixa de energia e matéria.

A quantidade de energia existente no primeiro milésimo do Big Bang continua a mesma até hoje e continuará assim para sempre.

É notório que o Big Bang foi uma esplendida explosão de energia! Aquela energia pulsante passou por um processo de resfriamento, se convertendo em matéria há aproximadamente 13,7 bilhões de anos. Nesse remotíssimo passado, toda a matéria que podemos hoje observar, estava contida em forma de energia, extraordinariamente concentrada em um único ponto.

100 bilhões de galáxias cabiam com folga na ponta de um alfinete.

Naquele indescritível momento, o universo era absurdamente quente, atingindo a fantástica temperatura de mais de um bilhão de bilhão de bilhão de vezes a temperatura média do nosso Sol.

Hoje em dia, em laboratório, para manipular a fabricação de matéria, respeitando a primeira lei da termodinâmica, os cientistas estão trabalhando pesado no desenvolvimento de equipamentos capazes de realizar essa façanha.

O ato de criar matéria a partir da luz se realiza a partir de uma reação denominada ‘Produção em Par’. Essa reação converte um fóton em um par de partículas, sendo uma de matéria e uma de antimatéria.

O Laboratório Nacional Brookhaven, a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) e o Fermilab são grandes laboratórios de pesquisas que andam na vanguarda de todos os avanços da física.

Esses laboratórios provaram que Einstein estava certo quando realizaram uma reação que consistiu em disparar um fóton dentro de um núcleo atômico pesado. Nessa experiência foi verificado que o núcleo compartilha a energia e permite que o fóton se desintegre em elétron e pósitron, e o pósitron volta a ser fóton quando acontece a colisão com um elétron.

Essa é a receita para se produzir matéria a partir da energia.

Os seres humanos estão prestes a transformar luz em partículas subatômicas. Todavia após dominarem essa etapa do processo, a tecnologia ainda terá que percorrer outro longo caminho. Um caminho muito mais longo e certamente muito mais complexo.

De posse de ‘um montão’ de partículas subatômicas, vem a questão: ‘- e agora (?), o que fazer como elas? Como lhes conferir organização? Como formar pedaços de bronze, ou pepitas de ouro, ou tecido de pele humana?’

Uma caneta, em sua estrutura, aprisiona energia estática. A energia existente na massa da caneta está ligada à natureza química de sua composição. Einstein revelou que massa e energia são equivalentes.  Perceba que a equação ‘E = MC²’ afirma que a energia (‘E’) liberada pelo esmagamento atômico de uma massa (‘M’) é igual a ‘M’ vezes a velocidade da luz (‘C’) ao quadrado (C²).

Sabendo que a luz se desloca a 300 milhões de metros por segundo, a destruição de uns poucos átomos libera uma enorme porção de energia. É dessa maneira que a energia é produzida no interior do nosso Sol.

Concluindo: se a fissão atômica da massa produz energia, o contrário também é possível: a fusão atômica produz massa.

Se poucos átomos liberam muita energia, realmente precisa-se de muita energia para se produzir uns poucos átomos.

Para você imaginar o tamanho do poder utilizado na criação do universo, saiba que no corpo humano existem mais átomos do que estrelas no universo.

É isso que o Criador fez para trazer a matéria à existência.

Para criar o universo Deus liberou uma faísca de sua energia. A partir de então, a energia produziu massa. E tudo que existe é oriundo dessa emanação de Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


domingo, 28 de dezembro de 2025

MALAQUIAS (“MEU MENSAGEIRO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Malaquias.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo e os muros estavam sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo estava profanando a aliança nos seus relacionamentos conjugais, sociais e econômicos.

- Para quê este livro foi escrito? Para o povo entender a importância e a autoridade de Lei na reconstrução da nação e dispor-se a obedecer a Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


domingo, 21 de dezembro de 2025

ZACARIAS (“JEOVÁ SE LEMBRA”):


 - Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Zacarias.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque, devido à forte oposição externa e aos proble-mas internos, o povo andava sem esperança quanto ao futuro.

- Para quê este livro foi escrito? Para garantir ao povo que o seu futuro está nas mãos de Deus, cuja presença trará paz e prosperidade a Israel.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A LUZ

 

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas” (1Jo 1.5).

Porque (?), dentre todos os elementos presentes no mundo manifestado, o Criador, no ato de definir a Si mesmo, escolheu a LUZ como elemento nomeador de sua natureza?

Na aurora dos tempos, tudo que foi criado estava imerso na mais absoluta escuridão. Tudo era disforme e vazio. Embora o universo não estivesse abandonado à própria sorte, certamente, o Espírito de Deus não iria ficar pelas eternidades pairando sobre a face das águas.

Uma faísca da energia do Criador foi manifestada e seu poder organizou todos os elementos da manifestação que jazia oculta pela escuridão. A LUZ foi criada objetivando a definitiva derrota do reinado das trevas.

Somente a LUZ possui massa, energia e velocidade infinita. Somente a LUZ detém as propriedades impossíveis de serem copiadas e domesticadas pelos homens. “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1 Tm 6:15,16).

‘- Qual é a única força imutável e constante de todo o universo?’ ‘- A Luz’.

A LUZ está para além de ser o elemento que melhor simboliza a natureza de Deus. Ela é uma parte do poder ativo do Criador manifestada não só para o mundo dos sentidos. A LUZ transcende os limites das sensações físicas e mentais.

A mesma luz que atua sobre o corpo físico também é percebida pelo homem astral. Esse homem espiritua é aquele que atua como o guerreiro que luta a batalha de vencer e subjugar o corpo da carne.

O homem é um microcosmo.

Partindo da compreensão do princípio de correspondência entre terra e céu, sabemos que no homem se manifestam todas as forças e propriedades do universo, postulado que matéria e espírito são correspondentes.

O homem é um cidadão de dois mundos, híbridos de matéria e espírito, terreno e celestial. Ele é o único ser que traz em si, ambas as partes das dimensões da criação.

No homem reside a evolução plena de todos os reinos criados: mineral, animal e espiritual.

A LUZ se manifesta ao espírito e à matéria sempre da mesma maneira. Ela não muda de forma para ser percebida pelos dois polos da dicotomia.

Conforme o texto do Novo Testamento, Deus é o Pai das Luzes, o progenitor da energia que cede vida a tudo o que existe. “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1:17).

A nossa luz visível é uma manifestação da Luz o Pai das Luzes. A luz que fala aos olhos da carne é a mesma que ilumina o interior da residência do espírito.

Estando aberta as janelas da alma, a luz pode invadir o ambiente e iluminar o corpo estelar.

“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21:23). Em um nível mais elevado da criação, rompida a barreira do tempo, sendo nós admitidos no reino da eternidade, a Luz é o elemento que reveste a aparência do Cordeiro.Nesse lugar não existe tempo ou dimensões espaciais. Tempo e espaço estão definitivamente sujeitados a serem relativos à única constante do universo: A Luz.

O espírito do homem foi criado do tecido da luz, sendo que para a perpetuação da sua luminosidade, o ser astral deve receber a Luz do Criador. Diante da irradiação da ‘chama de luz’, o corpo da carne se despedaça, deixando vazio o trono do controle do ser.

Enquanto o corpo físico domina a alma, o corpo astral fica acorrentado e impedido de se movimentar na direção da evolução aos níveis superiores.

É impossível escalar a Escada de Jacó enquanto estiver acordado em sua carnalidade e racionalidade sensorial. Assim como Jacó, o homem deve dormir e sonhar. Deve se desligar do mundo manifestado e adentrar no salão onde os anjos sobem e descem pela escada da evolução espiritual.

A alma é o avatar de dois corpos. Ela quase sempre faz a opção errada em privilegiar a natureza densa e grosseira; perdendo assim, a conexão primitiva com o Pai dos Espíritos.

O ‘nascido de novo’ deve buscar, bater e procurar. Aquilo que ele busca, também o está buscando.

Que o aprendizado percebido pelos ouvidos da carne descortine os caminhos do labirinto da alma e encontre o corpo da evolução.

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11:15).

O espírito diz à carne: 'sois sombra, pois então, amarre seu tecido ao meu. Ligue-se a mim pelo fio de prata e não se afaste mais. Seja a sombra do que eu sou, a manifestação do que eu devo ser. Seja rápido no tempo’, “Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12:6,7).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 14 de dezembro de 2025

AGEU (“FESTIVO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Ageu.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus interrompeu a reconstrução do Templo por mais de 15 anos devido à oposição externa e desencorajamentos internos (essa interrupção revelava, na verdade, uma indiferença para com a preciosa presença de Deus).

- Para quê este livro foi escrito? Para trazer ao povo a esperança de que Deus renovaria as promessas da sua aliança com Israel quando o trouxe de volta do cativeiro da Babilônia (e a reconstrução do Templo era parte importante dessa renovação).


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

VOYER DA HISTÓRIA

 



A luz do sol viaja 8 minutos para chegar até nós.

Quando olhamos o sol, o vemos como ele era a 8 minutos atrás. Vemos o seu passado!

Ao olhamos para o céu, contemplamos luzes de estrelas que estão a bilhões de quilômetros de distância da terra. A luz emitida por elas, mesmo viajando em impressionante velocidade, quando são captadas por nossas retinas, milhões de anos já se passaram.

Toda a luz que chega do espaço até nós, foi emitida em um passado muito distante.

Olhar para o céu a olho nu, não é olhar para o presente. É olhar para um passado de tempos imemoriais!

Segundo alguns astrônomos, existem no universo estrelas tão distantes, que suas luzes ainda não chegaram a serem visíveis em nosso planeta, mesmo com o uso de potentes telescópios.

O universo ficou pronto, mas o que vemos da terra não passa de um pequeno retrato pendurado numa parede maior que a Muralha da China. O universo inteiro é a muralha e o que vemos em nossa carta celeste é uma pequena fotografia 3x4.

Ao apontarmos um telescópio em direção a uma galáxia distante, podemos nos ater à beleza de uma estrela; isso é uma viagem. Muito mais do que mera contemplação.

Quando olhamos uma estrela pelas lentes de um telescópio, na verdade estamos viajando no espaço e no tempo para contemplar relativamente o futuro e o presente daquele corpo celeste; essa visão depende exclusivamente do poder de alcance do telescópio.

Em relação ao observador da terra, estamos vendo o futuro da estrela. Em relação à estrela estamos vendo o seu presente. Para o observador na terra, a distância vencida pela lente do telescópio significa uma viagem no tempo!

Pense nessa experiência: ao olhar o espaço pelas lentes de um poderoso telescópio, você estará viajando no tempo para testemunhar de perto algo que aconteceu a milhões de anos da perspectiva do observador na terra.

E se você não usasse a lente do telescópio? Se você viajasse em um equipamento que acelera a uma velocidade superior à velocidade em que viajam a percepção das imagens? Certamente você estaria viajando no tempo, enquanto viaja pelo espaço.

Presente e futuro são percepções que dependem unicamente do referencial do observador.

Ao viajar numa velocidade superior à velocidade da luz, você estaria se deslocando no tempo e isso lhe daria a possibilidade de ser uma testemunha ocular do evento que deu origem ao nosso universo.

Para o Criador, o Passado, o Presente e o Futuro, simplesmente não existem, pois sob a perspectiva da luz, o tempo e o espaço se deformam até a absoluta inexistência.

Deus é Luz e por isso, afirmar que o Eterno sabe o nosso futuro é uma premissa que passa pela doutrina da Onisciência de Deus e se explica pelas equações da física.

“Que anuncio o fim desde o começo, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Is 46:10).

Teólogos livres afirmam que o passado, o presente e o futuro existem e são estabelecidos de forma simultânea na Consciência de Deus. Para o Criador não existe a aprisionadora noção de sucessividade. 

Os fatos são sucessivos apenas para os humanos que percebem a manifestação da história sob o véu da realidade.

Nossa limitada consciência está acorrentada aos sentidos e é uma escrava do tempo. Estamos todos condenados ao tempo e fatalmente condicionados a esta noção de fatos que se sucedem.

Todavia, quando mergulhamos na experiência dos sonhos, percebemos que o tempo funciona numa perspectiva alheia ao tic-tac do relógio. O pensamento também funciona sem um marcador de tempo, entretanto estando sempre limitado pela sucessão dos fatos.

Afinal no mundo onde forjamos nossas histórias e imagens interiores, os eventos podem ser retardados ou apressados, repetidos e reinventados, mas sempre somos um refém do relógio.

As experiências metafísicas dos sonhos e dos pensamentos errantes nos dão um pequeno sinal do que será a percepção da consciência cósmica, quando o perfeito nos for revelado, quando por fim, “estando na luz, como ele na luz está”, transcenderemos a percepção da sucessividade.

Sem tempo e sem espaço, impossível de ser descrito, isso é o que Deus tem reservado para nós, os seus.


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com