Ao longo da história da Igreja, os cristãos têm proclamado a obra redentora de Jesus Cristo. Ao contemplarmos o corpo de Cristo entregue na cruz, lembramos do sacrifício perfeito que reconciliou pecadores com um Deus santo.
Na perspectiva reformada, o centro da fé não está em objetos, símbolos ou manifestações exteriores, mas na pessoa e na obra de Cristo reveladas nas Escrituras. Ao olharmos para Cristo crucificado, vemos o cumprimento do plano eterno de Deus para a salvação. O Filho de Deus assumiu a natureza humana, viveu em perfeita obediência e ofereceu a si mesmo como sacrifício substitutivo pelos pecadores.
O corpo que foi ferido carregou a culpa que era nossa. As mãos que curaram enfermos foram pregadas à cruz. Aquele que não conheceu pecado tomou sobre si a condenação que merecíamos, para que recebêssemos perdão, justiça e vida eterna.
Ao instituir a Ceia do Senhor, Jesus ordenou que seus discípulos se lembrassem dele. O pão e o vinho não são fins em si mesmos, mas sinais visíveis que apontam para a suficiência da obra de Cristo. A Ceia não repete o sacrifício; ela anuncia e relembra o sacrifício único, completo e definitivo realizado no Calvário.
Contemplar o corpo de Cristo deve nos conduzir à gratidão, à adoração e à obediência. Na cruz, a justiça e a misericórdia se encontraram. Ali, o Cordeiro de Deus venceu o pecado e a morte.
Mas a morte não teve a palavra final. Cristo ressuscitou gloriosamente ao terceiro dia, confirmando a eficácia de sua obra e garantindo a esperança de todos os que nele creem.
A mensagem permanece a mesma através dos séculos: Cristo morreu por nossos pecados, ressuscitou para nossa justificação e reina soberanamente sobre todas as coisas.
Essa é a esperança da Igreja. Esse é o fundamento da fé. Esse é o Cristo que anunciamos até que Ele venha.
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