quinta-feira, 9 de julho de 2026

A MISSÃO DO DESTRUIDOR


Lúcifer e seus seguidores travaram guerra contra os anjos de Deus no Céu dos Céus.

Lembre-se do que dissemos: os acontecimentos de uma realidade são espelhados na realidade inferior. O que aconteceu na batalha celeste foi espelhado no nosso universo através da luta da matéria contra a anti matéria. Na nossa realidade dimensional, tratou-se da luta do universo por existir.

A batalha aconteceu em diferentes níveis de realidade: a batalha do exército de Lúcifer contra os anjos fiéis a Deus se refletiu em nosso universo nos eventos calamitosos da criação material.

Enquanto os fiéis anjos de Deus lutavam uma épica batalha nos campos do sublime mundo acima do Lago das Águas Primordiais, paralelamente, e de forma correspondente, a matéria e a anti matéria lutavam nos céu do nosso universo.

Na guerra que definiu o banimento do inimigo de Deus e de seus comparsas, o universo inteiro entrou em colapso.

Se essa Guerra angélica não existisse, também não existiria a batalha na expansão da totalidade do espaço temporal. E se não houvesse aniquilação de matéria e anti matéria, certamente o nosso universo não existiria da forma que é.

Quanto tempo se passou entre o Big Bang e a queda de Lúcifer na onda de expansão? Difícil de definir, mas, com certeza não demorou mais que alguns segundos pela perspectiva do observador que fitava os eventos da criação.

Os eventos do conflito da matéria contra a anti matéria nos faz pensar que o plano de Deus corria um sério risco de não ter dado certo. Todavia pensar assim é um imenso erro de nossos limitados pensamentos.

Podemos afirmar com toda certeza que esse sempre foi o plano de Deus. O Eterno usou o trabalho de Lúcifer nos momentos iniciais da criação do universo.

A Batalha dos Anjos criou o reflexo da realidade manifestada e isso foi o que Deus planejou, desde muito antes.

Deus nunca foi surpreendido por nada ou por ninguém. Ele é quem sabe o fim desde o começo.

O Universo foi projetado para ser o que é, e da forma que é.

Segundo Agostinho de Hipona “O Demônio não pode fazer mais do que lhe é permitido por Deus”, e Martinho Lutero repete a mesma conclusão quando afirma que “O diabo é o diabo de Deus”.

No fim das contas o diabo não fez nada além do era pra ser feito.

O diabo não sabia de nada, mas Deus sabia de tudo!

Enquanto Lúcifer lutava, pensado que teria chance de lograr vitória, Deus ria de sua arrogância e enquanto sorria, o Criador usava seu rival para o estabelecimento dos seus propósitos eternos.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

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