“E disse Deus: Produza a terra alma
vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua
espécie; e assim foi. E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o
gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e
viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a
nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e
sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a
terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e
mulher os criou” (Gn 1.24-27).
Em seu
discurso de encerramento Moisés nos ensina que para vermos as digitais de Deus
no universo, devemos apelar para nossa memória. “Lembra-te dos
dias antigos e atentai para os anos das gerações sucessivas” (Dt 32:7).
É com essa afirmação que o profeta quebrou o calendário do Universo em duas
partes:
1-
os dias antigos
2-
os anos das gerações sucessivas.
Por que
Moisés escreve assim?
Considere
que “os dias antigos” são os
Seis Dias da Criação e que “os anos de gerações sucessivas” é o tempo
de Adão para frente, afinal, foi a partir de Adão que o texto bíblico aplica a
fórmula do tempo sobre as gerações da genealogia humana.
Os dias
antigos se encerraram no último minuto do sexto dia, quando finalmente Adão foi
criado.
O homem é a
cereja do bolo da criação e após sua formação, a humanidade passa a ter a sua
própria história, contada pela tradição oral e escrita a partir dos feitos das
gerações sucessivas.
Cada átomo
do ser humano é oriundo de uma história mais ancestral, chamada por Moisés de: “os dias antigos”. Cada átomo carrega em si uma história
de bilhões de anos desde que foram formados nos reatores nucleares das
explosões de supernovas.
Cada célula
humana processa cerca 100 mil reações químicas por segundo. A cada segundo o
homem produz bilhões de reações químicas que produzem energia mais que
suficiente para movimentar a máquina humana. São essas reações que comandam os
movimentos, os sentidos e até mesmo os pensamentos.
Nossos
olhos são habilmente construídos para perceber a luz no meio das trevas.
Maravilhosamente projetada, a pupila é um componente que regula a luminosidade
recebida pela retina. Esse ‘controle da luz’ faz com que ela se contraia ou
dilate, conferindo nitidez às imagens.
Os olhos
humanos são diferentes dos olhos dos outros animais! O que para o homem é luz
ainda é treva para determinadas espécies. Enquanto alguns animais conseguem
enxergar claramente em determinado ambiente, o olho humano vê apenas a absoluta
escuridão ou a estranha dança de imagens psicodélicas sem nenhuma nitidez ou
significado; e assim também é acerca dos olhos espirituais! Alguns enxergam a luz
de Deus onde o olho normal consegue ver apenas a escuridão.
É assim com
o estudo que propomos aos corações que ainda não se divorciaram da
inteligência: existem os que conseguem perceber nas entrelinhas do relato das
Escrituras a revelação dos mais sublimes mistérios do universo. Existem outros
que por estarem atrelados à ignorância da religião, limitam Deus e sua Palavra
ao cercadinho intelectual que os mantém no conforto da idiotice.
Quanto mais
evoluídos espiritualmente estivermos, maior será a porção da verdade exposta
diante de nossos olhos e maior será a absorção da natureza onisciente do
Criador.
Até mesmo
os seus sonhos serão influenciados quando o contato com a verdade profundas do
Criador for colocada diante dos seus olhos: “os vossos velhos
terão sonhos” (Jl 2:28). Especificamente os sonhos dos velhos
serão influenciados! A palavra ‘velho’ deve ser entendida no sentido de
experiente, vivido, sábio.
Quanto mais
o mundo físico nos envolve, maior a porção de mentiras colocadas na vitrine que
sempre está diante de nós. A experiência, a sabedoria e a vida de piedade no
Senhor, desarticula a influência espiritual e emocional do que está exposto na
vitrine pode estabelecer. Saem as mentiras dando lugar às verdades.
Quando
nosso comportamento é orientado pelo egoísmo, o ego domina a alma, e essa
atitude faz inclinar a balança do poder. A alma passa a atender as vaidades do
corpo físico em detrimento do corpo espiritual.
Durante o
sono estamos na condição mais sutil da alma.
É verdade
que a alma se eleva durante o sono. É durante o adormecer do corpo físico que
as grandes verdades são sedimentadas na alma do justo. Aquilo que a Verdade
ensinou, o sono do justo sedimenta em sua alma.
Reações
atômicas sutis fazem com que o corpo físico interaja com o corpo espiritual
sendo a alma o agente que transmite o que o cérebro aprendeu para a partícula
de Deus em nós, que é o nosso espírito. Por sua vez o espírito assimila apenas
a verdade. Uma vez expandida as lembranças do espírito, a consciência do homem
nunca mais é a mesma.
Lembranças
ativadas: “o Espírito Santo, a quem o Pai
enviará em meu Nome, esse vos ensinará todas as verdades e vos fará lembrar
tudo o que Eu vos disse” (Jo 14:6). É mais do que se lembrar do
que aprendeu na escola dominical; é se lembrar do que se viveu em Deus antes da
criação do universo, antes da nossa definitiva encarnação na pessoa de Adão.
A TERRA
LINDAMENTE HABITADA
O sexto dia
da criação terrena durou 24 horas na perspectiva de Moisés cerca de 250 milhões
de anos da perspectiva do planeta.
A Terra se
formou na perfeita configuração para acolher toda forma de vida animal, vegetal
e mineral. Um lugar perfeito para uma organização atômica de natureza
inteligente.
A vida na
Terra é de extraordinária raridade dentro da imensidão de incontáveis galáxias
existentes. Todo o planeta é um maravilhoso Éden plantado no meio da desolação
cósmica. Um verdadeiro jardim plantado no meio do deserto da imensidão escura
do Cosmos.
O benéfico
efeito estufa e a camada de ozônio componente de nossa atmosfera exerce a
função de ser um cobertor que nos protege do frio do universo enquanto bloqueia
a nociva radiação solar.
A Terra é
um perfeito forno onde o Sol é sua máxima fonte de energia. O calor recebido é
absorvido e reservado para manter o Planeta em uma adequada temperatura. Toda
essa composição viabiliza o vicejar das florestas e campos, possibilitando o
surgimento de toda uma cadeia animal e vegetal.
A escala
evolutiva é acertadamente descrita pelas ciências zoológicas e antropológicas.
Quanto mais baixo é o ser vivo dentro da escala zoológica mais próximo ele se
encontra dos estados mais instintivos da existência. A exemplo dos insetos que
são caracterizados por ações baseadas meramente nos instintos e reflexos, sem
nenhuma finalidade consciente em suas ações, demonstram um elevado grau de
sofisticação em seus mais básicos atos que se afirmam apenas para perpetuar a
existência e a sobrevivência.
Mesmo sem
transmissão de conhecimento (ou seja, o pai inseto não educa o inseto filho),
mesmo sem o aperfeiçoamento da espécie, apenas a vida de um inseto é dotata de
uma complexidade mais que suficiente para testemunhar positivamente acerca da
elevada engenharia que foi utilizada para construir cada ser vivo de forma
genial e inimitável.
Conforme as
mais recentes evidências científicas os animais contemporêneos ao homem existem
a aproximadamente 250 milhões de anos, sendo que os dinossauros são mais
antigos segundo a medição radioativa dos fósseis.
Embora
algumas correntes teológicas lutem para refutar a existência dos dinossauros, o
que se pode dizer é que contra evidências não há refutação. A ciência repousa
sobre evidências. Os dinossauros existiram historicamente e os fósseis estão aí
para comprovar isso. Eles existiram e em determinado momento da história eles
sumiram.
Conforme as
respostas elucidadas pela paleontologia e arqueologia a 251 milhões de anos
aconteceu uma catástrofe que atingiu toda a terra, o que provocou a extinção do
Permiano-Triássico. Esse momento histórico também conhecido como “A Grande
Agonia” foi o evento mais severo já ocorrido no planeta Terra, resultando na
morte de aproximadamente 95% de todas as espécies marinhas e de 70% das
espécies sobre continentes.
O texto de
Gênesis capítulo 1 demonstra que existe uma ordem sequencial na criação. Do
começo para o fim existem domínios de espécies que surgiram e desapareceram ao
longo dos anos desse período. Começou com a criação dos répteis e feras da
terra e somente (muito depois) surgiu o homem. A ordem dos eventos conforme
está escrita, nos comunica o conceito de que o homem somente veio a existir
após a extinção das feras.
Nos
capítulos 1 e 2 de Gênesis vemos o homem ao nível da natureza, todavia acima
dela. O corpo físico está no mesmo nível da natureza, e o que diferencia o
homem dos demais animais é a alma vivente que o anima.
Embora
possuindo características dos demais seres da natureza, o homem é eleito para
governar sobre ela. Ele é feito do pó, igual a todas as outras criaturas
viventes. O homem se alimenta de forma semelhante aos outros animais (1.29,30),
se reproduz sob uma bênção igual a benção dos animais (1.22,28) e só é
diferenciado institucionalmente por dois fatores: o seu ofício (1:26,28; 2:19)
e sua forma exclusiva de criação (2:7).
O termo
“FAÇAMOS” usado por Deus para se referir ao homem, obviamente se destaca sobre
o termo “PRODUZA”, que é referente a toda demais criação biológica.
Enquanto os
animais foram criados conforme a sua espécie, o homem foi feito conforme a
espécie de Yahweh, conforme sua imagem e a sua semelhança. Enquanto a terra
produziu todos os seres viventes, o Homem foi feito de modo especial e
admirável.
Sete vezes
Deus disse HAJA. Uma vez Deus disse “FAÇAMOS”.
Tudo era no
singular, menos o homem.
Todas as
etapas da criação foram terceirizadas por Deus, exceto o homem.
Quando Deus
faz as árvores, Ele diz: “produza a terra”; quando
Deus faz os peixes, Ele diz: “produza as águas”. Todavia
quando Deus faz o homem Ele diz: “Façamos”.
O Criador,
usando a matéria prima disponibilizada pela natureza, toma o pó da terra e a
água para criar um ser perfeitamente adequado para ser o templo do Espírito.
O “Façamos” tem uma referência à Santíssima
Trindade, mas não limitado a Si quanto Deus Triuno, o “Façamos” também inclui a terra e as águas como
coparticipantes do processo de criar um ser que possui elementos de baixo e de
cima: da Terra e do Céu.
A criação
do homem foi realizada por duas partes do Criador. Inicialmente Deus fez o
homem em seu próprio coração, gerando seus filhos em seu próprio ventre.
Somente depois de ser gerado em Deus é que esse mesmo homem foi inserido no
tempo, sendo formado pela ação direta das mãos de Deus.
Para criar
o homem, diferente da forma como foram feitas todas as outras coisas, Deus usou
seu coração e suas mãos.
O céu não é
apenas o seu destino final. O céu é acima de tudo a sua origem. Ir para o céu
significa na verdade: ‘voltar para o céu’. É por
isso que o crente sente saudades do céu, simplesmente porque ele já esteve lá e
o espírito chora de saudade de estar na presença do amável Criador. “Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade" (Ec 3:11).
É por isso
que quando você arranca uma árvore da terra, a árvore morre. É por isso que,
quando você retira um peixe das águas, o peixe morre. Morrem porque são
afastados daquele que o criou. A terra criou as árvores e as águas criaram os
peixes. Quando a criação é removida do contato com seu criador a morte é certa.
Assim também é com o homem: quando ele se afasta de Deus, seu caminho é a morte
do espírito.
Foi assim
que Deus criou o homem como um ser inocente em si mesmo. E essa pueril
inocência o habilita com a capacidade de se relacionar positivamente com o seu
Criador.
A relação
de paz com o Criador norteia sua vivência de paz e harmonia com toda a criação.
Nessa condição ideal, o homem é o único ser absolutamente livre para escolher
entre a vida e a morte. O único ser com real condição de fazer escolhas
perfeitas sem nenhuma influência de fatores externos.
Deus fez o
homem com habilidades especiais. Dentro do homem, Deus inseriu o poder de
dominar e conquistar. Infelizmente o homem perdeu a perfeição do uso de ambas
as habilidades. A queda certamente deturpou esse processo de dominação, mas não
o destruiu. Hoje o homem domina a terra e vem expandindo sua área de dominação
para os mares e o céu.
O homem é
um ser abençoado e presenteado com todas as outras criações de Deus. Todas as
plantas são para alimentar o homem e todos os animais são propícios para
alimentar o Rei da Criação. Antes da lei de Moisés era assim: tudo era fonte de
alimento para o homem. Somente mais tarde, com o advento do cerimonialismo
judaico legislado por Moisés surgiu a divisão entre animais puros e impuros.
A bênção
final é a perpetuação da espécie: o homem tem a missão de “frutificar e
multiplicar” a sua raça.
É também no
sexto dia da criação que através da formação da mulher, Deus institui o
casamento como a mais sublime forma de união entre seres humanos de sexo
diferente. Na visão bíblica não existe nada que seja mais sagrado na estrutura
social do que o matrimônio. É através dele que o homem vai alcançar os mais
elevados níveis de afetos de natureza física e anímica. É através do matrimônio
que a homem irá perpetuar o domínio da humanidade sobre a terra mediante a
multiplicação de seus habitantes.
O homem
aparece no fim do sexto dia da criação, proporcionalmente no fim do período de
250 milhões de anos. É nesse tempo que o Homem de Neanderthal é posicionado
dentro desse período histórico através de registros fósseis que apresentam
fragmentos de ossos muito parecidos com ossos humanos, datados de épocas muito
anteriores ao registro bíblico que apontam a presença de Adão na história
quando inserido no Jardim do Éden.
O
denominado Homem de Neanderthal é datado para aproximadamente 100 mil anos atrás
e outro registro fóssil, o Homem de Pequim é datado para 2 milhões de anos
atrás. Esses fósseis posicionam a criação do homem para o fim do sexto dia, e
tanto o Homem de Neanderthal quanto o Homem de Pequim, embora estejam
posicionados cronologicamente em um tempo anterior ao tempo de Adão no Éden, em
um universo de 250 milhões de anos também estão no fim do período. Afinal, o
que são 2 milhões de anos em um período de 250 milhões?
Cada hora
do dia de 24 horas equivale a mais de 10 milhões de anos. 250 (milhões de anos)
dividido por 24 (horas) dá o resultado de 10.416.667 (é o que equivale cada
hora do dia em relação a 250 milhões de anos). É o mesmo que dizer que o Homem
de Pequim apareceu na história às vinte e três horas onze minutos e cinquenta e
um segundos (23:11:51) do sexto dia da criação, e que o Homem de Neanderthal
apareceu na história às vinte e três horas cinquenta e nove minutos e cinquenta
e sete segundos (23:59:57) do sexto dia da criação, e que finalmente o Adão do
Éden com apenas 6 mil anos de história, apareceu em cena às vinte e três horas
cinquenta e nove minutos cinquenta e nove segundos e cinco milésimos de segundo
(23:59:59:005).
Adão é
realmente a última coisa que Deus faz, nos últimos milésimos de segundo do
último dia de trabalho da semana.
O homem
veio à existência por carinhoso processo de evolução, onde as habilidosas mãos
do Criador esculpiram ‘no barro’ cada órgão, cada membro, cada osso e dispôs
cada coisa em seu perfeito lugar. Não foi por um passe de mágica. Foi um genial
processo evolutivo que tem na base genealógica os macacos, que possuem 99,4%
dos genes humanos.
Ao longo do
processo os primeiros chipanzés aprenderam a ficar de pé, o que liberou suas
mãos para fabricarem utensílios e se projetarem em direção das engenharias de
construção de habitações. Há 2,5 milhões de anos os fósseis comprovam que esses
seres pré-adâmicos, em função da evolução da anatomia passou por uma formidável
expansão da inteligência cerebral, o que possibilitou a comunicação através de
linguagem simbólica (por exemplo os hieróglifos encontrados em cavernas que
foram habitadas por eles na antiguidade). Depois vieram a organização de grupos
sociais, o método da agricultura, a domesticação de animais, a vida cultural e
a prática de sepultamento de seus mortos.
Quem são
esses chamados pré-adamitas? Quem são esses seres anteriores a Adão? Será que Adão
foi contemporâneo dos últimos deles?
A datação
de 100 mil anos ou de 2 milhões de anos é a evidência cabal que sustenta a
existência de uma raça anterior à criação do Adão no Jardim do Éden.
Uma raça
que precedeu o Adão bíblico, que no tempo certo, no exato momento do ápice de
sua evolução, recebeu em suas narinas o sobro vivificante da centelha do
Criador. O que era apenas um corpo físico animado pela alma da mãe terra (feito
do barro), recebeu o espírito que havia sido gerado antes da fundação do
universo.
Um
integrante daquela raça pré-adâmica, finalmente estava pronto e evoluído para
ser o Adão das Escrituras e habilitado para receber em seus lombos todos os
espíritos gerados em Deus. Quando o Criador soprou o fôlego de vida em suas
narinas, foram inseridos de forma mística em Adão todos os espíritos que foram
criados, os que já nasceram e os que estão por nascer, e entre eles estavam
você e eu. Por isso que quando Adão pecou, todos nós pecamos juntamente com
ele. Afinal nós estávamos lá, compondo a totalidade do primeiro homem (2Co
5.14). Assim como Levi estava no corpo de seus antepassados (Hb 7.10) todos nós
estávamos no corpo de Adão. Quando Adão pecou, pecamos todos (Rm 5.12).
Será que os
membros dessa raça primordial eram seres humanos? Certamente não! Embora ainda
não tenha sido registrado um nome para identificar aqueles animais que existiam
em tempos anteriores à criação do primeiro homem, podemos para fins de
identificação chamá-los de pré-adamitas.
Esses eram
certamente seres parecidos com os homens, com forma física parecida com a de um
ser humano, todavia não eram homens. Eram criaturas que entraram na história
desse planeta e certamente evoluíram sobre e a hierarquia dos animais.
Até os dias
de hoje a teoria que diz que o homem evoluiu a partir dessa espécie não passou
da barreira que divide o fato da suposição. Até hoje se busca o chamado ‘elo
perdido’, sem nunca encontrar. E não o encontrará, pois o Criador fez o homem
de forma ímpar. São seres diferentes, mesmo entendendo que os pré-adamitas são
uma raça anterior ao Adão bíblico.
Pré-adamitas
e Adão são seres diferentes. Com 99,4% dos genes humanos os pré-adamitas não
são seres humanos. O 0,06 faltante da equação é o que diferencia quem é homem
de quem não é homem.
Exatamente
o número 6 que na numerologia judaica é apontado como o número do homem.
A SOMA DOS DIAS
“Quando um mesmo
evento é visto de dois referenciais, mil ou bilhões de anos podem ser vistos
como dias, depende do referencial de observação” (Albert
Einstein).
É
entendendo e aceitando esses fatos que podemos concluir que pelo referencial
temporal de Deus a Criação durou Seis Dias. Todavia pelo referencial temporal
do homem, a contagem dos anos foi muito maior.
A contagem
do tempo feita por Deus e a contagem feita pelo homem estão ambas corretas e é
tudo uma questão de ponto de observação. Onde o observador está? Na terra ou
num nível superior de realidade?
Até o dia
em que Adão pecou, só havia Deus para contabilizar o tempo. O que aconteceu
entre a criação do homem em Gênesis 1.27 até o dia em que Adão e sua mulher
foram expulsos do Jardim em Gênesis capítulo 3 trata-se de uma contagem de
tempo impossível de ser realizada através dos relatos bíblicos e ainda sem
elementos científicos que ofereçam a datação precisa.
O que temos
de relatos arqueológicos são evidências da existência de civilizações
anteriores à contagem de tempo oferecida pela cronologia das Escrituras
(aproximadamente 6.000 anos).
Nossa
história contada desde a saída do homem do jardim (aproximadamente 6.000 anos)
até os dias atuais é apenas uma gota no oceano da imensa história desse planeta
que data uma idade de 4,5 bilhões de anos.
Ainda se
usarmos apenas a datação do aparecimento dos fósseis (os que foram encontrados
até o momento) do Homem de Neanderthal e do Homem de Pequim; o primeiro datado
para aproximadamente 100 mil anos e o outro datado para 2 milhões de anos
continuaremos com um impasse colossal. O que é 6.000 diante de 100.000 anos ou
mais (!): o que são seis mil anos diante de dois milhões de anos?
O que
sustentamos é a existência de inúmeras civilizações até a evolução do homem
perfeito e pronto para receber o sopro do Criador.
Que
civilizações foram essas? A ciência ainda não evidenciou a existência de
nenhuma delas, todavia os relatos das mitologias de todas as religiões sugerem
a existência de raças ancenstrais. Até mesmo Platão falou sobre a civilização
Atlante em seus diálogos "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a
Atlântida".
Platão
escreveu que Atlântida era uma poderosa potência naval localizada "para lá das Colunas de Hércules", que por
seu poderio militar veio a conquistar muitas partes da Europa Ocidental e
África nos anos 9000 anos antes da era de Solon (aproximadamente 9600 a.C.).
Após o fracasso de invadir Atenas, Atlântida afundou no oceano "em um único dia e noite de infortúnio".
Naturalmente
entendemos que todo esse relato necessita da descoberta de evidências que o
corrobore. Todavia a razão nos ensina a máxima popular: “Onde há fumaça, há fogo”, ou seja,
mesmo que não seja exatamente da forma como foi descrito por Platão que teve
acesso apenas à tradição oral, é inegável que civilizações de elevada evolução
social, militar e tecnológica existiram em tempos ancestrais ao relato da
criação do homem no Gênesis.
A história
bíblica, quando compreendida a partir da medição do tempo de acordo com as
frequências de luz previstas pela Teoria do Big Bang, concorda com as
descobertas científicas ao mesmo tempo que concorda com os 6 dias de 24 horas.
DEUS CRIA
USANDO O MÉTODO EVOLUCIONISTA
Para criar
o universo Deus fez opção de dias sucessivos e não um HAJA instantâneo. Esse é
o ‘modus operandi’ de Deus que se repete na nossa própria história e caminhada
com Ele.
A criação
parte do céu e se consuma na terra. Nossa vida com Deus parte da Terra e se
consuma no céu e durante o processo é evoluído em nós o caráter de Cristo.
O que
concluimos acerca de todo o conhecimento do mundo é que as especulações e
descobertas não possuem poder para produzir consolo para alma do homem. Ao
contrário da revelação das Escrituras, a ciência não confere paz. Somente na revelação
da Palavra de Deus a alma aflita pode descansar.
A ciência
avança na mesma velocidade que avança a reta do tempo. Antropologia, História,
Arqueologia, Física, Anatomia, e todas as demais subdivisões da ciência tem
dado sua contribuição para o desenvolvimento do pensamento humano. Mas nenhuma
cadeira acadêmica conseguiu afrontar de forma definitiva a credibilidade da
criação do universo por parte de Deus. Quando uma teoria surge, uma outra é
destronada. Quando se considera uma nova descoberta, percebe-se que não há nada
de novo debaixo do céu.
Teorias
mirabolantes são substituídas por outras. Mas tão certo quanto o ar que
respiramos, que em todas as eras do desenvolvimento do pensamento humano, o
homem somente encontrou vida abundante na sua relação de intimidade como o
Criador.
Não adianta
conhecer a profundidade da natureza das coisas, se não conhecemos bem a
natureza do homem. Se conhecemos mais acerca de tecnologia do que do
funcionamento do espírito, indica que estamos indo mal em nossa história e que fazemos
uso errado das coisas. Evoluir as coisas e não evoluir o homem é uma evolução
burra. Trata-se de uma evolução duvidosa e que não serve para nada.
Se voce
entende mais acerca do funcionamento do seu celular do que da sua vida de
intimidade com seu Criador, certamente sua vida está trilhando um caminho muito
errado.
Diante da
fé em Deus a ciência e a tecnologia perdem seu poder de eficácia. Tudo murcha
diante da Cruz de Cristo.
Ao se
sentir seguro nos braços do Deus Altíssimo, o homem descansa.
Em Cristo a
ciência deixa de ser uma ferramenta usada para responder perguntas e gerar fé,
passando ser instrumento de deleite e confirmação daquilo que já se sabia. “O fim de toda aprendizagem é conhecer a Deus, e, mediante esse
conhecimento, amá-lo e ser como Ele é” (Jonh
Milton).
A ascensão
espiritual não deve ser protelada. Quanto mais tempo demorarmos nessa tarefa,
tanto maior será nosso desconforto na alma.
A
superfície do Lago das Águas Primordiais determina o que acontece na nossa
percepção de mundo, e a humanidade, ao responder aos sinais do mundo superior
(a superfície do Lago), faz o tempo dilatar ou encolher em função do
compromisso com os serviços do Reino de Deus.
Se nossa
resposta não for positiva, imediata e eficaz, o Reino aumentará sua pressão
sobre nós, até que decidamos alcançar esse reino para ser nossa propriedade:
“Venha o teu
reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10).