“O Big Bang clama por uma
explicação divina. Obriga à conclusão de que a natureza teve um princípio
definido. Apenas uma força sobrenatural, fora do tempo e do espaço, poderia
te-la originado. O Deus da Bíblia é também o Deus do genoma. Pode ser adorado
na catedral ou no laboratório. Sua criação majestosa, explêndida, complexa e
vela não pode guerrear consigo mesma” (Francis Collins).
Esse intrigante trabalho é um testemunho de que Allan Poe possuía
talentos que transcendiam sua fama de grande cronista.
Nesse livro que tem como subtítulo "Um poema em prosa" e,
também, "Ensaio sobre o universo material e espiritual", Poe aborda a
natureza do universo, envolvendo, em sua discussão, elementos que transitavam
pela filosofia e pela ciência.
Em Eureka, o escritor dizia o que pensava acerca da maneira como o
universo foi criado e ligava o material ao espiritual, tratando os dois níveis
de criação como se fosse uma coisa só composta por duas partes. Na concepção do
autor, o universo foi criado por Deus sem que nenhuma matéria pré-existente
houvesse. Para Poe, antes de todas as coisas surgirem à existência, o universo
inteiro era uma partícula primordial explosiva.
Poe buscava uma resposta e ele estava no caminho certo.
Eureka é um livro inspirador em todos os sentidos. Inspirador por causa
do que Allan Poe escreveu e muito mais ainda porque o escritor ousou pensar
sobre todas essas coisas.
Isso também é o que faremos. Iremos buscar respostas tendo a Bíblia como
lâmpada para os pés durante a caminhada (Sl 119:105).
Sabemos que nem tudo é pra ser plenamente conhecido (Dt 29:29).
Deus tem segredos infinitos para serem revelados.
Alguns desses segredos nos são revelados agora, mas ainda existem um
infinito de mistérios para que pela eternidade possamos “conhecer, e prosseguir
em conhecer ao Senhor” (Os 6:3).
“Nem tudo precisa ser revelado.
Todo mundo deve cultivar um jardim secreto” (Lou Salomé). Quando escreveu essa frase a escritora russa se
direcionava especificamente a seres humanos, todavia podemos com certeza
afirmar que o Criador também tem seu ‘jardim secreto’, e, não nos revelou tudo
de uma vez. Ele guardou muita revelação para recebermos durante a eternidade,
onde vamos viver em níveis superiores de criação, perseguindo o conhecimento de
Deus. “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus”
(Rm 11:33).
De nossa parte temos o prazer que a coragem nos dá para buscar respostas
(Os 6:3).
Sabemos que nunca conseguiremos saber de tudo, mas o que isso importa?
Será que a resposta é superior à pergunta? Onde está o prazer do estudioso? Na
resposta ou na formulação de novas questões?
Eu entendo que o prazer do conhecimento não está na linha de chegada,
mas na vitória sobre cada obstáculo do caminho.
Cada nova pergunta indica que evoluímos em relação à resposta anterior.
Cada resposta traz consigo, em seu íntimo, a base para formulação de um novo
questionamento, mais arrojado, com certeza.
As únicas coisas que iremos conseguir de fato, com uma eternidade
inteira de dedicação aos estudos, será aumentar a quantidade de perguntas e
evoluir a qualidade delas.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
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