domingo, 19 de abril de 2026

HELIÓPOLIS

 

Segundo o relato da criação da cidade de Heliópolis, no princípio, Num era as águas do caos.

Com o passar do tempo, a colina Ben-Bem que era formada de lodo, se ergueu dessas águas e no seu topo apareceu o primeiro deus, Atum. Assim como nas outras cosmogonias, aqui também o mundo manifestado surge das águas primordiais.

A tosse de Atum expeliu Shu que era o deus do ar e Tefnut, a deusa da umidade. Shu e Tefnut geraram dois filhos, Nut, a deusa do céu e Geb, o deus da terra.

Nut e Geb se juntaram e tiveram quatro filhos: Osíris, Isís, Seth e Néftis.

Osíris se tornou o deus da terra. Sua irmã Isís foi a sua rainha. Osíris teve um filho com Ísis chamado Hórus.

Motivado por imensa inveja, Seth, que havia se tornado o deus do deserto, um dia matou o seu irmão Osíris.  Após sua morte, Osíris foi para o submundo e nesse período Seth tornou-se rei da terra. Hórus partiu para vingar a morte do seu pai e retomar o trono.

Iniciou-se uma grande batalha e os confrontos sangrentos duraram por muito tempo.

Em um duelo, Seth arrancou um olho de Hórus.

A batalha entre tio e sobrinho nunca teve um vencedor e duraria por milhares de anos.

Sabedores dessa situação, os deuses interromperam as intermináveis batalhas e ambos foram convocados ao tribunal. Ainda assim as batalhas não cessaram, e o derramamento de sangue prosseguiu de forma muito pior.

Outra sessão de julgamento foi realizada tendo opiniões divididas entre os jurados. Os partidários de Seth alegavam que por ser mais velho que Hórus, ele deveria assumir o trono. Os partidários de Hórus defendiam que o filho de Osíris, por ser o legítimo herdeiro deveria ser o soberano.

Thoth, o deus da escrita, que mais tarde foi identificado na história egípcia como Hermes Trismegisto, interveio no conflito decidindo que o justo seria que o governo do Egito fosse dado a Hórus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

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