“Todos os caminhos levam a Deus” (dito popular). O ditado correto deveria ser:
todos os caminhos partiram de um mesmo ponto e se bifurcaram formando duas
estradas, uma larga e a outra estreita. Se for tomado o caminho de volta,
certamente chegar-se-á ao ponto de origem: o ponto no meio do círculo.
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Na alquimia, cada metal tem seu símbolo próprio, sendo que o circumponto
representa o ouro, considerado o mais perfeito entre todos os metais.
O ‘Circumponto, ‘círculo ponto’, ou ‘círculo com ponto no centro’ é um
símbolo milenar que representa o próprio sol, o universo, o princípio da
existência, o Big Bang, o infinito, mas é principalmente uma referência à
singularidade, o início de todas as coisas.
No simbolismo sagrado, esse símbolo faz menção ao tempo do despertar do
Universo. O ponto no meio do círculo representa o começo de tudo, a raiz.
Esse é o ponto onde tudo tem um começo. Se a humanidade fizer o caminho
de volta, certamente chegará a esse ponto. Ao lugar de onde todas as coisas
partiram. O lugar no espaço onde tudo teve um começo. O lugar no tempo onde
todos sabiam a mesma única história.
Chegamos a uma constatação que nos deixa perplexos: em um dia antigo,
nos primeiros passos da caminhada humana, todos acreditavam na mesma coisa e da
mesma forma. Não limitado às religiões do crescente fértil e da mesopotâmia,
encontramos a essência do mesmo relato nas religiões orientais. Assim está
escrito no Rig Veda: “Não existia nada:
nem o claro céu, nem ao alto a imensa abóbada celeste. O que tudo encerrava,
tudo abrigava, e tudo encobria, que era? Era das águas o abismo insondável?”
(Rig Veda). “A raiz da vida estava em
cada Gota do Oceano da Imortalidade, e o Oceano era Luz Radiante, que era fogo,
calor e movimento” (Estância III do Livro de Dzian).
Os tebanos do Egito acreditavam que o Monte Primordial emergiu das águas
primordiais exatamente na posição geográfica onde estava edificada a cidade de
Tebas.
Em paralelo, existe em Israel o Monte Hermon, que é o equivalente físico
do Monte da Congregação celestial. Foi no Monte da Congregação, realidade
absoluta no céu dos céus, que, no seu tempo, Lúcifer quis se assentar e dali
governar o mundo de Deus: “E tu dizias no
teu coração: ‘Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu
trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte’” (Is
14.13).
Monte Hermon = Monte Primordial = Monte da Congregação.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
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