sábado, 8 de outubro de 2016

JESUS E O PAI DE SANSÃO – UM ENCONTRO INUSITADO

O texto bíblico de Juízes capítulo 13 narra uma fantástica teofania. 

Manoá e sua esposa ocupam um papel importante nas páginas do Antigo Testamento. Poucos identificam quem eles eram, mas quando citamos o nome do filho deles, imediatamente eles são contextualizados numa das mais intrigantes histórias do povo israelita. Manoá e sua esposa são os pais de Sansão.

Essa história começa com uma mulher infeliz que deseja ardentemente ter um filho. Ela era estéril, e pela graça da Providência recebeu o contato de um Ser Divino. Esse Ser Maravilhoso lhe abençoou com a dádiva da fertilidade e lhe deu instruções detalhadas acerca da forma que a criação de Sansão deveria ser conduzida.

A mulher de Manoá estava sozinha quando recebeu a visita do Ser Maravilhoso. A Mulher não escondeu o fato de seu marido. De acordo com o recato e submissão comuns às mulheres israelitas, ela foi contou todo o ocorrido.

Aparentemente Manoá não duvidou da honra de sua mulher, mas se duvidou não saiu falando coisas inapropriadas. Antes de acusar a sua mulher Manoá ouviu atentamente o que ela lhe contara e orou pedindo que Deus novamente lhes enviasse aquele Ser para falar com eles.  

A oração de Manoá foi atendida e pouco tempo depois o Ser Divino reapareceu à mulher de Manoá. Novamente na hora da aparição ela estava sozinha, mas dessa vez a mulher se apressou para encontrar e chamar o seu esposo para o encontro.

Na primeira aparição do Ser Divino, a mulher apresenta a Manoá uma descrição da pessoa que havia visto:  “Veio a mim um homem de Deus, cujo semblante era como o de um anjo de Deus, em extremo terrível; e não lhe perguntei de onde era, nem ele me disse o seu nome” (Jz 13.6).

Ela o descreve como um homem possuidor de um semblante divino e que apareceu em meio a um extremo terrível. Segundo a esposa de Manoá, o Ser Divino não fez nenhuma apresentação formal, ou seja, Ele não se apresentou pelo nome! Pense comigo: se fosse um anjo, certamente ele faria uma apresentação mais completa. Um anjo não iria querer correr o risco de deixar uma sensação de dúvida acerca da pessoa que estava ali. Qualquer anjo é inteligente o suficiente para nunca se deixar confundir com o próprio Deus.

A abordagem de Manoá é direta e sem rodeios. Quando Manoá se aproxima do Ser Divino vai logo perguntando: “És tu o homem que falou a esta mulher?”

Manoá o identifica como um homem, mas o tratamento que Manoá dispensa tem o protocolo de tratamento a um Deus. Manoá obtém instruções acerca do filho que viria e de como Sansão deveria ser dedicado à Deus. Diante de toda aquela cena Manoá quer oferecer holocausto àquele Ser.
O Ser Divino dá mostras de uma educação sem precedentes, pois, após realizar sua missão que era entregar a mensagem, Ele ainda concordou em ficar mais um tempo em função de uma celebração de culto. Aquele Ser poderia simplesmente ter sumido, afinal a missão já estava concluída.

Mas não! O Ser Divino fica na companhia de Manoá e sua esposa, colocando apenas uma condição: “Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao Senhor”.

Esse Ser Divino é Jesus!

Alguns poderiam argumentar que não, pois o texto bíblico prossegue dizendo que “Manoá não sabia de que se tratava do anjo do Senhor”.

Por um momento Manoá desconfiou que aquela aparição não se tratava de um anjo. Por isso tentou oferecer holocausto a Ele. E Jesus sabia os pensamentos de Manoá. E Jesus sabia da necessidade de ocultar sua identidade quando efetuava viagens no tempo.

Diante de Manoá Jesus tem o comportamento de um homem. Natural, porque Jesus era homem! Ele não mudava sua aparência quando viajava no tempo. E como homem, Jesus não aceitava nenhum tipo de glória que o remetesse a assumir uma postura de Deus.

Não aceitar o holocausto de Manoá se equilibra com a natureza do Deus encarnado que se esvaziou de sua glória nos céus e se tornou homem! Em seu ministério terreno Jesus nunca recebeu 
holocaustos ou orações diretas, como se fosse Deus. Certa vez ele disse a um jovem: “ninguém é bom, senão Deus”. Embora sendo Deus, Jesus não se apropriava das vantagens de ser Deus.
Manoá é insistente e de forma sutil aborda o Ser divino de uma forma que o deixaria em um beco sem saída. Dentro de seus pensamentos Manoá procura uma resposta acerca da identidade daquele Ser Maravilhoso: “Agora saberei quem é Ele!” Essa é a tônica do pensamento de Manoá.
"Qual é o teu nome, para que te prestemos homenagem quando se cumprir a tua palavra? "
Prontamente o Ser Divino se identifica também com sutileza: “Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso?” O nome que está para além de todo entendimento, conforme traduzido na versão NVI (Jz 13.18). Ele é Jesus! O profetizado por Isaías: “e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6).

Enquanto Manoá oferecia o sacrifício, Jesus fazia coisas estranhas diante dele e de sua esposa. Outra versão troca a expressão de ‘coisas estranhas’ para “obrou maravilhas”.

O que o Senhor fazia diante de Manoá e sua mulher não é relatado pelo texto. Todavia o que sabemos é que no momento seguinte, quando a chama do altar subiu ao céu, o Senhor subiu junto com ela.
No começo do texto o Senhor aparece de uma maneira fantástica (Jz 13.6). Fantástica também é sua saída de cena.



Uma fenda no tempo se abriu e o Maravilhoso subiu ao céu em meio ao fulgor das chamas e da fumaça emitida pelo holocausto.



A forma e o estilo da abordagem do Ser Maravilhoso conversando com a mulher de Manoá é perfeitamente alinhado com a forma e estilo da abordagem de Jesus para com a Mulher Samaritana (João 4) e com Maria no primeiro momento após sua ressurreição (João 20).

Manoá, protagonista da história, não se convenceu de que se tratava de um anjo, mesmo que o narrador do texto bíblico o denominasse assim! Manoá diz: “Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus”.

E os que tem ouvidos para ouvir também ouvem: Tratava-se do próprio Senhor Jesus.

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M.e. César de Aguiar
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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

JESUS E O PRÍNCIPE – UM TRATADO SOBRE A BONDADE

 
Lucas 18:18-19


 E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?


Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.


Todo ser humano merece credibilidade. Todos merecem a chance de provar que sua existência não é vã no universo.
Acreditamos que a existência humana não se estabelece sem propósito. Todos tem um motivo para estar no universo. Todos tem uma missão a cumprir. Todos tem uma obra a ser executada.

Nos dias da criação Deus criou todas as coisas e estabeleceu leis naturais que manteriam o universo em perfeito funcionamento. Como constatação da qualidade do que fez, Deus chamou de boa toda a obra que era concluída ao final de cada dia. “... e viu Deus que era bom” – essa é a conclusão do final de cada dia de trabalho do Criador (Ver todo o texto de Genesis capítulo 1).

Quando Deus separou a porção seca das águas, Ele viu que era bom (Gn 1.10); quando a terra produziu ervas e árvores frutíferas, Deus viu que era bom (Gn 1.12); quando os luminares foram postos e ajustados em suas órbitas, viu Deus que era bom (1.18); quando os animais marinhos e os que voam foram criados, viu Deus que era bom (Gn 1.21); quando os animais terrestres foram trazidos a existência , viu Deus que era bom (Gn 1.25).
E finalmente quando Deus criou o homem e a mulher, Ele os considerou a coroa da criação. Tudo estava pronto e funcionando de forma perfeita. Foi nesse momento quando precedendo seu descanso sabático, o Criador contemplou tudo que havia feito, e “viu Deus que era muito bom” (Gn 1.31).

“.. viu Deus que era muito bom”!!! Essa é a conclusão natural acerca do conjunto da  obra do Criador. Perceba que as coisas eram consideradas como boas apenas após a conclusão final de cada uma delas. E no fim de todo processo Deus considerou tudo muito bom. Deus não taxou como bom nada antes de se chegar ao fim. Nada foi avaliado como bom antes de estar pronto.

Quando o jovem príncipe se aproximou de Jesus ele tinha isso em mente. O jovem conhecia muito bem as Escrituras e seu objetivo era “pegar” Jesus numa encruzilhada teológica.
Se Jesus se considerasse bom antes de sua obra ser acabada, Jesus estava se colocando no mesmo patamar que o Criador. E dessa forma o jovem poderia tomar Jesus por um blasfemador.
Mas a resposta de Jesus foi perfeita: “Ninguém há bom, senão um, que é Deus.” 

Somente Deus é bom, porque somente Deus terminou sua própria obra.

O homem só poderá ser considerado bom quando sua própria obra estiver concluída.

Nas palavras de Jesus, Ele mesmo ainda não podia ser chamado bom, afinal  sua obra ainda não havia sido terminada. Sua obra estava em andamento e somente após sua ascensão aos céus é que a sua obra poderia ser julgada e somente então ele mereceria o predicado que somente o Pai tinha.

Deus realizou sua obra na criação e se auto proclamou como Bom. Todavia Jesus rejeitou esse predicado porque ainda não havia terminado sua obra. Mas sabemos perfeitamente que após concluída a obra do Mestre, Ele se torna digno de toda honra e louvor de todo o universo. Diante Dele se dobrará todos os joelhos de todos os mundos.

Você que esta lendo esse texto!!! Saiba que seu tempo ainda não acabou. Você está escrevendo sua história e tenha certeza de uma coisa: Você esta sendo avaliado!

Nenhum homem é perfeitamente bom. O ser humano, após concluir toda sua obra na terra, irá se encontrar com o Justo Juiz. Esse encontro definirá se a obra foi boa ou não. A bondade do homem será julgada pelo Único que pode ser chamado de Bom. O homem será julgado por aquele que é o padrão de toda a bondade.

Realize sua obra sabendo que você ainda não é bom. Faça o seu melhor sabendo que quem vai te julgar saberá perfeitamente  fazer o mais perfeito juízo de todas as coisas.

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M.e. César de Aguiar

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

A CABALA E A BONDADE DE DEUS


Salmos 107:1 – “LOUVAI ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre”.

Os atributos de Deus são esmagadores!
Deus é Todo Poderoso, Deus é Onipotente e Soberano.

Esses atributos de Deus quando colocados como referência no nosso relacionamento com o Criador tem a propriedade de nos fragilizar. A análise desses atributos de Deus nos faz concluir que somos pequenos, frágeis e dependentes.

Veja bem! Deus é Todo Poderoso e faz acontecer absolutamente tudo que Ele planeja segundo o equilíbrio de Sua personalidade. Em contrapartida nós não conseguimos estabelecer poder nem mesmo sobre o nosso próprio destino de um dia. Acordamos pela manhã e vivemos situações que estão completamente fora do nosso controle e que são totalmente autônomas para mudar o rumo dos acontecimentos. Não conseguimos alterar o resultado das atitudes que tomamos. Não conseguimos mudar o rumo de nada a nossa volta e chegamos ao fim do dia com a consciência de que apenas sobrevivemos a mais um dia de luta. Concluímos finalmente que não temos poder nem mesmo pra decidir se estaremos vivos pelas próximas duas horas.  

Imagine se Deus fosse mal. Imagine se Deus fosse motivado por paixões e desejo de vingança. O resultado é que toda a raça humana seria banida desse planeta. Seríamos fulminados imediatamente a cada erro. Um deus mal seria uma realidade esmagadora!
Mas podemos descansar na bondade de Deus. A Bíblia nos ensina que Deus é um Ser Bondoso. Isso é o mais poderoso anelo para nossa alma: saber que Deus é composto de atributos de força e poder e que também é composto de atributos morais e éticos, nos soa como um conforto sem explicação para a razão da existência humana.

Saiba isso: o Deus Todo Poderoso é também Amor. O Deus Soberano é também Bondade.
Os atributos que falam da bondade de Deus: amor, graça, misericórdia e paciência, é para a humanidade a maior prova de que o Soberano do Universo é digno de toda honra e de toda a glória por parte de sua criação.





Na Árvore da Vida as emanações que falam sobre o Amor e a Bondade de Deus são duas. A Sephiroth Binah (sephiroth número 3) e a Sephiroth Hesed (sephiroth número 4).


Binah é compreensão e Hesed é Misericórdia. A soma de Binah e Hesed dá o valor numérico de 7.
O número 7 é a soma perfeita. 

7 é Netzach. E Netzach é Vitória.


A sabedoria milenar da Árvore da Vida nos ensina que a razão da nossa vitória (Netzach) é o resultado da união mística entre a compreensão (Binah) e da misericórdia (Hesed) do Criador.


Diante de tão profunda revelação nossa vida deve se prostrar em gratidão diante do Deus de Todo o Universo.
A bondade de Deus é a causa da manutenção de nossa existência e a causa da vitória que obtemos sobre a realidade de sobrevivermos nesse universo.


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M.e. César de Aguiar
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sábado, 1 de outubro de 2016

A PRIMEIRA MORTE


Gênesis 3:4-5

Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.




 UMA MEIA VERDADE É UMA MENTIRA 100%.

Eis a primeira sentença da Serpente: “CERTAMENTE NÃO MORREREIS”.
E a mulher comeu do fruto. E a mulher não morreu. A sentença da Serpente parecia ter razão mesmo contrariando a voz do Criador.
Adão passivamente assistiu a tudo isso e constatou que apesar de ter desobedecido a Deus, Eva continuava viva. Aparentemente a Serpente tinha razão. Dessa forma, Adão se orientou pelo que via e não por aquilo que ouviu de Deus.

Esse evento falou forte no inconsciente de Adão. Certamente alguma coisa mudou no seu mundo interior. Para o homem, a partir daquele momento a voz da Serpente era mais confiável do que a voz de Deus.

“- Deus está me escondendo algo. Ele disse que se comêssemos do fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal iríamos morrer, todavia a mulher comeu e continua viva. Contra evidências não há argumentos: A mulher comeu e não morreu. Deus nos enganou e a Serpente tinha razão o tempo todo!” A mente de Adão era um turbilhão de pensamentos e considerações humanamente racionais.

O erro de Adão foi não ponderar que a proibição de comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal se tratava de uma regra estabelecida pelo Criador de todas as coisas. Antes de comer do fruto, Adão se esqueceu de que ele era criatura e que Deus, e que Deus era o autor das regras. Adão se esqueceu de ele existia por causa do Criador e não o contrário. Ao dar ouvidos aos argumentos da Serpente, Adão se rebelou contra a Fidelidade e Soberania de Deus.

Ao cometerem pecado e continuarem vivos ficou parecendo que homem e mulher venceram a Deus. Desobedecendo uma ordem expressa do Criador, Adão e Eva declararam que poderiam ficar a sós no universo, pois a voz de Deus não garantia nada. Comendo fruto eles aceitaram a sugestão da Serpente que insinuava que Deus era mentiroso. O pecado era libertador! Libertava o homem de Deus - e parecia que tudo ia ficar impune, já que o castigo imposto por Deus não se estabeleceu.

A sentença que Deus deu para a desobediência não foi cumprida – Deus permitia a impunidade. E por isso Adão comeu sem pestanejar.

Mas o que Adão não sabia era que a sugestão da serpente era uma mentira fantasiada de verdade!

Analise comigo o evento de forma mais profunda! Cave um pouco mais e procure abaixo da superfície a razão que torna as coisas como foram e como são.

DEUS HAVIA DITO QUE O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE. Sim, Deus disse: “no dia que comeres certamente morrerás” (Gn 2.17). MAS NINGUÉM MORREU.

O que Adão e Eva ignoravam eram duas coisas:

a-    Eles não levaram em conta que a morte começa onde começa a vida: NO ESPÍRITO. Assim que comeu, o ESPÍRITO morreu!
O ser humano é uma Alma habitada por dois corpos: um corpo físico e um corpo espiritual. Na mesma hora que o homem pecou, seu espírito morreu.


b-    Homem e mulher também não levaram em conta que: “Um dia para Deus é como 1000 anos”. Adão morreu fisicamente com 930 anos. Todavia o calendário de Deus é diferente do calendário da humanidade. No calendário de Deus, Adão morreu no mesmo dia que pecou.

Deus não deixou ninguém impune. E parte do castigo para o homem foi, por um momento homem e mulher se sentirem superiores ao próprio Deus. Deus é fiel e sua Palavra se cumpre, para benção ou maldição.
Por um momento, homem e mulher pensaram que tinham se elevado acima do nível que estavam. "Estamos livres de Deus e somos senhores absolutos da Criação. Pecamos e Deus não fez nada contra nós". Essa ilusão durou tão pouco! No fim do mesmo dia, Deus encontrou o homem e o fez pagar pelo erro.

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna". Gálatas 6:7,8


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M.e. César de Aguiar 
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terça-feira, 27 de setembro de 2016

JACÓ, JESUS E UMA VIAGEM NO TEMPO


“Porque tenho visto Deus face a face, e a minha vida foi preservada...” (Gn 32. 28-31).


Esta declaração de Jacó é um testemunho oriundo de uma constatação muito complexa.
O Ser com que quem Jacó lutou não é reconhecido como um Anjo, mas como o próprio Deus. As palavras do Patriarca é uma evidência cabal de que Jacó reconheceu que aquele Ser não se tratava de um Anjo, mas do próprio Senhor da Criação.

Essa é uma questão de alta complexidade e mais uma vez as Escrituras parecem se contradizer, pois noutro lugar se diz: “ninguém jamais viu a Deus”. Todavia a suposta contradição é apenas aparente pois existe na profundidade da interpretação um sentido mais inteligente, interessante e revelador.
Os fatos narrados pelo texto bíblico de Genesis capítulo 32 levantam uma complexa questão. Entendemos pelo texto que o Ser Maravilhoso com quem Jacó travou uma luta era o próprio Deus manifestado em forma humana.
Sabemos de forma notória que Deus se manifestou em forma humana somente 1 vez na história, e foi na pessoa do Messias. Dessa forma concluímos que Jacó só poderia ter lutado com o próprio Jesus Cristo.

É nesse ponto que as dificuldades começam a aparecer: sabemos que milhares de anos separam Cristo de Jacó! Então, como é que os dois estavam juntos no mesmo plano físico e temporal. Como Jacó se encontrou com Jesus se eles são de tempos diferentes?
Essa é a pergunta que não quer calar! Um questionamento que exige uma resposta direta e convincente. E com toda certeza responderemos a essa questão nesse artigo, Todavia existe outra pergunta de igual relevância! 

Vamos a ela primeiro!

Porque o Deus Todo Poderoso do Universo teria que travar uma luta corporal com um homem comum e ainda por cima, considerar a luta árdua?

Qual o sentido de tudo isso!??

Vejamos!!!

A história da luta de Jacó com Deus não pode ser um fato isolado e sem sentido! Esse evento épico evoca o sentido mais profundo da Mensagem da Graça.
O Evangelho da Graça tem como ênfase doutrinária a história de Deus Criador se reduzindo à forma de sua criatura humana e se limitando ao espaço e ao tempo com a finalidade de redimir todas as coisas em Si mesmo e para Si mesmo.

Na história da luta de Jacó com Deus devemos observar um fato curioso. Para finalizar a luta Deus feriu a coxa de Jacó e mudou definitivamente sua forma de caminhar.  “E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa” (Gn 32.31)
Muito sugestivo pensarmos na metáfora de que no relacionamento do homem com Deus, Deus sempre vai mudar a forma como esse homem caminha. Mas o significado do texto vai além da necessidade de se produzir uma metáfora de efeito existencial.

Na história de Deus com Jacó, Deus fere o homem na carne. E esse ferimento é aplicado como resultado de um combate físico. Deus pessoalmente fere o corpo do homem.

Na história de Jesus com a humanidade foram os homens que feriram Jesus.
Deus feriu a Jacó e os homens feriram a Deus, no corpo físico, tal qual a compensação “olho por olho e dente por dente”.

Porque Deus feriu Jacó. Os filhos de Jacó feriram a Deus. Lei da retribuição.

A humanidade condenou a Cristo como um criminoso qualquer e dessa forma o homem feriu a Deus na carne, como resultado de uma tortura gratuita, onde o Todo Poderoso não ofereceu nenhuma forma de resistência. Deus permiti-se ferir.
O Deus então ferido, após sua ressurreição dentre os mortos, mantêm no seu corpo as marcas das feridas com que foi ferido na casa de seus “amigos”. 
E assim ele foi assunto aos céus: em carne e com as feridas que o identificam como Jesus Cristo, Homem. Tem um homem no céu que irá manter por toda a eternidade a glória das feridas com as quais foi ferido. 
Para que os santos ao olharem para Ele saibam que o resultado daquelas feridas é a gloria da eternidade, e mais: as feridas são o testemunho vivo de que: "eu estou aqui, mas não mereço estar aqui, afinal, aquelas feridas foi eu quem causou". Graça escandalosa, testemunhando por toda a eternidade.

Zacarias 13.6 – “E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.”

João 20.26 -28  - “Passados oito dias, os discípulos estavam outra vez juntos, e nessa ocasião encontrava­se Tomé também presente. As portas estavam fechadas mas, tal como antes, Jesus apareceu no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” Depois disse a Tomé: “Mete o dedo nas feridas das minhas mãos, e a mão no meu lado. Não continues descrente. Acredita!
 “Meu Senhor e meu Deus!”, exclamou Tomé.

Até aqui entendemos o porque da luta, mas ainda resta uma questão!

Como Jacó e Jesus estavam no mesmo lugar e no mesmo tempo?

A explicação está contida na confirmação de outra “sumida estratégica” de Jesus. 
Dessa vez o Mestre se ausentou de seus discípulos e com a explicação de se retirar para seu momento de solidão, Jesus viajou ao passado e lutou uma noite inteira com o patriarca Jacó.
Notemos a declaração de Jacó: 
“Porque tenho visto Deus face a face, e a minha vida foi preservada”. 
Essa declaração é assustadora e reveladora e os fatos apontam para uma única explicação que pode fazer sentido no equilíbrio das Escrituras. Trata-se de uma explicação que é muito mais teológica que científica na mesma proporção que é muito mais científica do que teológica.

Pessoalmente eu estou convencido e duvido que um anjo teria coragem de aceitar ser confundido com o Criador. Um anjo não aceitaria essa gloria para sí.
Os anjos temem serem confundidos com Deus, pois sabem que Deus não divide sua glória com nada e ninguém.
Veja o caso de Zacarias. O anjo foi logo se apresentando como anjo (Lc 1.19).  E no caso de Maria, o Evangelista Lucas se incumbiu de dizer exatamente quem era o personagem que iria falar com a mãe de Jesus (Lc 1.26).

Todavia o Ser Maravilhoso que lutou com Jacó aceitou ser chamado de Deus e se apresentou de forma provocadora, ao estilo do próprio Jesus: “Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome?” (Gn 32.29).
Jesus gostava dessa abordagem estilística: “Quem os homens dizem que sou?” (Mc 8.27). Estilos não provam nada, mas atinam o raciocínio quando a revelação de uma verdade inquietante nos atropela.


Enfim, Jesus viajou ao passado e usou seu encontro com Jacó para relativizar o relacionamento do humano com o divino. 

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M.e. César de Aguiar
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

JESUS E A MÁQUINA DO TEMPO

Na mesma intensidade em Jesus gostava de festa, Jesus também gostava de solidão.

Jesus gostava de ficar quieto no seu canto, todavia, Jesus também gostava de viajar. - E gostava muito!

Em vários textos dos Evangelhos lemos sobre Jesus se afastando dos discípulos e procurando um lugar solitário. Jesus queria a solidão por um motivo. Certamente Jesus não queria que os seus discípulos vissem ou soubessem o que Ele iria fazer. Os discípulos não estavam emocionalmente preparados para saberem tudo acerca dos misterios que envolviam a personalidade de Jesus.
Jesus protegia muito mais do que seus segredos. Jesus protegia os discípulos de um conhecimento que eles não estavam naquele tempo preparados para assimilar.

Jesus tinha seus segredos e... “que segredos!”.

Em suas sumidas estratégicas, Jesus viajava fisicamente ao passado e se encontrava no tempo certo, no lugar certo, com a pessoa certa.
Jesus teve contato com Abraão por duas vezes: uma por ocasião da destruição de Sodoma e Gomorra, outra na pessoa de Melquisedeque.



Jesus encontrou-se com Jacó. (estudaremos em textos posteriores).
Jesus se manifestou a Manoá – o pai de Sansão. (estudaremos em textos posteriores)

São quatro aparições de Jesus no Antigo Testamento que se alinham com quatro textos dos Evangelhos. 
Mentes inteligentes perceberão a conexão entre passado e presente, onde Jesus estrategicamente se distancia de seus discípulos para “ficar quieto no seu canto”. Mas, na verdade, não se tratava de descanso ou de oração solitária apenas. Esse era o tempo que Jesus precisava para viajar no espaço tempo para se encontrar com personalidades do Antigo Testamento.

Evento 1- "De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava" -  Marcos 1:35.

Evento 2 - “Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava” - Lucas 5.16.

Evento 3 - “Naqueles dias, Jesus foi para o monte fazer oração e passou a noite a orar a Deus. Quando nasceu o dia, convocou os discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolo” - Lucas 6, 12-13.

Evento 4 - "Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho" - Mateus 14:23.

Nem tudo foi dito, afinal Jesus apresentou os princípios fundamentais do Evangelho e deixou para os seus discípulos a missão de implementar a revelação do mistério da piedade sob a ação direta do Espírito Santo.
As revelações do mistério das Escrituras é dinâmico e na medida em que o fim se aproxima, tudo que estava oculto, vai sendo revelado. E a igreja de Cristo é a responsável por receber a revelação e divulgar os mistérios. A uns parece loucura! A outros é o poder de Deus!


Efésios 3.9, 10. 11 -  “e esclarecer a todos a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas as coisas. A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor”.


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M.e. César de Aguiar
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

TEOFANIAS, VIAGEM NO TEMPO E O PATRIARCA ABRAÃO


“Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; viu-o, e alegrou-se”. (João 8:56)

Melquisedeque e Jesus são a mesma pessoa!

Em um estudo anterior nós falamos acerca da personalidade de Melquisedeque e demos provas cabais de que Melquisedeque e Jesus Cristo são a mesma pessoa.


Mas, além de aparecer a Abraão na forma de Melquisedeque, Jesus se apresentou a Abraão acompanhado por dois outros seres, que certamente eram anjos de alta graduação, da hierarquia dos Virtudes – seres superiores que cuidam da guarda e serviço pessoal do Filho de Deus. Na ocasião dessa visita foi servido a todos eles uma ceia, e todos comeram.

Importante que se leia o texto de Gênesis capítulo 18.e e
O texto é objetivo e histórico. Não se trata de uma visão ou de um sonho de Abraão! Era a vida real: Segundo o relato bíblico os homens citados no texto, comeram e beberam. E na seriedade do momento, esses homens discutiram acerca do futuro da família patriarcal e sobre a destruição de Sodoma e Gomorra.

Durante o tempo de sua vida, Abraão se encontrou com Jesus Cristo por duas vezes: O Cristo encarnado que viajou no espaço tempo para se encontrar com o Pai da Fé.
No início do século passado a humanidade nem mesmo pensava em aparelhos de celular ou sinais de rádio e TV. Falar de algo assim seria uma completa loucura. Mas a evolução da ciência provou o contrário: quem idealizou o avião ou o forno de micro-ondas foram taxados de loucos por um tempo, mas o próprio tempo tratou de provar que os loucos estavam com a razão.

Mas será que a ciência moderna admite a possibilidade de viajar no tempo?

A resposta é um retumbante Sim! É claro que viajar no tempo é explicitamente possível, afinal estamos fazendo isso neste exato momento. Preste atenção! No ato de ler este texto, você já fez uma viagem no tempo. A leitura do começo desse texto já ficou para trás – já é passado. Dessa forma, concluímos que todos nós estamos presos a uma “nave espacial” chamada de planeta Terra, e  nesta viagem, partimos do passado em direção ao futuro.
Então devemos mudar a pergunta: PODEMOS SALTAR NO TEMPO? Ou seja, podemos viajar no tempo sem vivenciar todos os instantes entre um dado instante e outro instante? Será possível atalhar no tempo (essa seria a pergunta feita de forma correta)?
As equações da física moderna afirmam que quanto mais rápido você viaja, mais devagar o tempo passa. Einstein já desenvolvia essas equações desde o ano de 1905!

“Para acelerar em direção ao futuro, basta andar em altíssima velocidade. Vamos supor que você viaje rumo a Plutão numa espaçonave que voe a 80% da velocidade da luz. Esse planeta anão fica mais ou menos a 5 horas-luz da Terra (o que quer dizer que a luz leva 5 horas para fazer o trajeto). À velocidade estipulada, para o controle da missão, aqui na Terra, a viagem seria concluída 6 horas e 15 minutos depois da partida. Entretanto, para você, a bordo da nave, teriam se passado apenas 3 horas e 45 minutos. O fenômeno se repetiria na volta, e, ao desembarcar, você teria envelhecido apenas 7 horas e 30 minutos, enquanto todo mundo por aqui teria vivido 12 horas e 30 minutos. Na prática, você teria avançado 5 horas em direção ao futuro. Moral da história: para viajar ao futuro, basta correr muito” (Salvador Nogueira).

Hoje, quando falamos em viagem no tempo, somos taxados de teólogo louco e herege (rsrs... que bom)!. Entretanto não se pode olvidar o quanto as Escrituras fazem referências explícitas e veladas acerca desse tema. Hoje, a ciência está em fase de experimentação. Mas o futuro há de provar que o texto bíblico se equilibra com a ciência séria. Jesus foi um viajante no tempo.


Jesus viajou no tempo. Sim! Cada vez que ele se afastava de seus discípulos e procurava um local sozinho para meditar, Jesus ia a algum lugar do passado, ou porque não dizer... do futuro (a aparição de Jesus a Paulo na estrada de Damasco é prova cabal disso). 
E nessas suas viagens, o Mestre redimia o tempo e colocava a nível universal, cada coisa em seu devido lugar.

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M.e. César de Aguiar
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A INVISIBILIDADE DE DEUS



1 João 4:12a – “Ninguém jamais viu a Deus”.

Deus jamais foi visto por homem algum.
- Essa é uma premissa elementar do relacionamento de Deus com o homem.
O povo de Deus do Antigo Testamento tinha um grande problema para explicar a relação com o Deus que professavam: a invisibilidade de Deus era o maior problema de todos. Os povos vizinhos dos judeus os insultavam com as palavras: “Onde está o vosso Deus?”
Afinal, os deuses pagãos eram visíveis e palpáveis. Os deuses deles tinham aparência e eram circunscritos a regiões e templos. Mas o Deus de Israel não era nem uma coisa, nem outra. Os Israelitas apresentavam seu Deus como invisível, mas real. E isso era uma dificuldade, pois por toda a história das religiões, as pessoas sempre quiseram visualizar o deus que elas professavam.
Todavia, para estabelecer um relacionamento positivo com o ser humano, Deus se revela ao homem através de coisas visíveis, materiais e ações que carregam em si a natureza e os propósitos sublimes de Sua Personalidade. Dessa forma concluímos que Deus faz aparições indiretas!
As aparições indiretas de Deus relatadas no Velho Testamento recebem o nome de Teofania.

TEOFANIA
Teofania é a manifestação de Deus em algum lugar, em forma de coisa ou pessoa. É uma revelação ou manifestação da glória de Deus através da aparição de um anjo, algo surreal ou através de impressionantes fenômenos da natureza.
Deus se manifestou a Israel na forma de coluna de nuvem durante o dia, e uma coluna de fogo a noite.
Êxodo 13:21-22 – “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.”

Em outro texto de Êxodo os anciãos de Israel viram a glória de Deus.
Êxodo 24:9-11 – “E subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. Porém não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel, mas viram a Deus, e comeram e beberam.”

No Velho Testamento há o relato de teofanias que envolvem a aparição de Deus em forma humana.
Será que se trata do Cristo Pré Encarnado?
Pré-Encarnação de Cristo é uma Doutrina Bíblica que afirma que Jesus sempre existiu antes mesmo do seu nascimento físico. É uma doutrina perfeita, pois realmente, o Deus Filho é pré-existente porque o Deus Filho, é Deus.
Todavia o Deus Filho não é Pré-Existente em carne! A encarnação aconteceu numa específica data da história. Após essa data, o Deus Filho passou a ter um corpo físico de carne. E isso se deu após seu nascimento, morte, ressurreição e assunção ao céu. Antes disso, o Cristo Pré-Existente, existia, mas não em carne.

As teofanias do Velho Testamento que apresentam um Ser Divino denominado de “Anjo do Senhor” trata do Cristo ENCARNADO: um viajante no espaço tempo (sugiro a leitura do texto: A Biblia e os Viajantes no Tempo).


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M.e. César de Aguiar
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

FOME E SEDE DE JUSTIÇA

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão fartos”. Mateus 5:6

A justiça deve ser desejada no nível das necessidades mais básicas do ser humano: fome e da sede.
A plateia que escutou essas palavras vindas de Jesus era  uma gente que conhecia bem o que era a fome, a sede e a necessidade de justiça.
Aquele era um tempo sem tecnologia agrícola para combate de pragas, e o sucesso de uma plantação era raro. Pragas, insetos, pobreza do solo e muita guerra! Tudo isso criava uma situação de escassez de alimento.
O povo era muito pobre e havia uma péssima redistribuição de riqueza.
A Palestina ainda hoje é uma região desértica extremamente seca e com baixíssimo nível pluviométrico. Nações guerreavam pela água.
Justiça social era algo que não existia num sistema de governo que privilegiava os ricos. O sistema político e jurídico era uma máquina de corrupção onde a propina era o combustível que girava o funcionamento das engrenagens sociais.

Jesus apresenta uma bem-aventurança é para famintos e sedentos. O Mestre usa uma metáfora do mundo físico para explicar um princípio espiritual.
Jesus se refere aos menos favorecidos. Aqueles que além de experimentarem a fome e a sede do corpo, carregavam na alma o peso da injustiça de cada dia.
Mas ao chama-los de Bem Aventurados, Jesus aponta nossos olhos para a direção do tipo de pessoas que são felizes.
O Mestre não dá uma receita para a felicidade. Ele faz um apontamento para o tipo de pessoa que é feliz!
Um paradoxo, feliz é quem está com sede e com a barriga roncando de fome! Não só fome de pão, não só sede de água, mas fome e sede em todos os níveis possíveis: no corpo e na alma!

JUSTIÇA

Na época de Jesus havia um sistema de justiça.
Existia uma instituição chamada sinédrio, que era responsável pela administração da vida social do povo judeu. O sinédrio era composto por 71 membros. Pessoas de boa posição social e com muito conhecimento da Lei.
Além do Sinédrio, existia Roma, que dominava os judeus, e era muito severa na aplicação de suas leis.
E ainda havia o Juiz Maior, que o judeu respeitava como “o Juiz de toda a terra” -  o Criador que fez uma aliança com o Pai Abraão.
Se havia justiça, porque Jesus diz que a justiça estava em falta?

Segundo a Biblia, justiça tem um significado maior do que aquele que se aplica a um tribunal. Justiça tem conotação religiosa.

Gênesis 15.6 - “E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça”.

Essa é a primeira vez que a palavra justiça aparece na Bíblia. Abraão foi justificado porque creu! O maior orgulho dos judeus era serem filhos de Abraão.
O maior ícone do nacionalismo judaico era um homem que foi justificado por sua fé e não por seus feitos!
Receber a justiça de Deus não era sair vitorioso de um tribunal terreno. Era ser justificado por Deus. Era ser declarado inocente e ser aceito por Deus.
Na abordagem do Evangelho, bem-aventurado é quem deseja ser perdoado por Deus, de forma ardente, como alguém que está faminto, como alguém que está sedento.
Quando esse desejo se manifesta, manifesta-se também o Pão que desceu do céu e Água da Vida. Opera-se a salvação.
Mas se deve parar por aí? Claro que não!
A fome não acaba e a sede continua. Salvação não é um evento isolado que torna estática a vida do justificado. Salvação se desenvolve!

O que é o Pão?
O pão é o maná que só dura um dia. Um dia apenas! Se guardar o maná para o dia seguinte ele se estraga.
O pão é “o pão nosso”.
Não é o “pão meu”.

Os seguidores de Cristo são chamados para serem a padaria de Deus.

O que é Sede?
A sede não cessa, pois o sal da palavra provoca mais sede!
Jeremias 29.13: “Buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.

 Quem busca com todas as forças serão fartos. Não apenas saciados, mas fartos. Terão de sobra.
Deus nunca dá nada com racionamento. Ele sempre dá com fartura!

Efésios 3.20 - “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pensamos ou pedimos, segundo o poder que em nós opera”.

Não devemos parar na justificação do dia da conversão. Não podemos nos satisfazer em sermos apenas crentes salvos. Somos convidados a ir além!
1 Coríntios 15:9-10
Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.

O Apóstolo Paulo nunca se sentiu satisfeito com sua vida cristã. Ele sempre queria mais!

É o cumprimento dessa promessa que Deus quer pra você: “SEREIS FARTOS”.


(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 08)

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M.e. César de Aguiar