domingo, 30 de março de 2025

NO PRÍNCIPIO TUDO ERA LÍQUIDO

 



“Deus projetou a natureza com habilidade e engenho consideráveis, e a tarefa da física das partículas é revelar parte desse projeto e a aparente sintonia fina entre as leis naturais necessárias para que a vida possa evoluir no universo” (Paul Davies).

 

O UNIVERSO LÍQUIDO

 

As mais avançadas experiências do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) indicam que no universo, tudo começou como um líquido. Os cientistas esperavam que as partículas formadas pela colisão atômica fossem sólidas ou gasosas, mas ficaram impressionados quando concluíram que não foi bem assim.

A Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (em francês: Organisation Européenne pour la Recherche Nucléaire), mundialmente conhecida como CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), está localizado na comuna suíça de Meyrin, no Cantão de Genebra, na fronteira entre a França e a Suíça. O CERN é o maior laboratório de física de partículas do mundo e lá estão sendo produzidos mini Big Bangs através da colisão de núcleos atômicos maciços de chumbo, a uma velocidade muito próxima à velocidade da luz.

Segundo as mais recentes evidências promovidas por essas experiências, nos primeiros milionésimos de segundo, tudo naqueles mini-universos é de composição líquida.

O experimento ALICE que é um dos quatro gigantescos detectores do LHC (Large Hadron Collider - O Grande Colisor de Hádrons), desenvolvido especialmente para estudar mini Big Bangs, detectou cerca de 18.000 partículas logo após cada colisão entre os íons de chumbo.

Os cálculos mostraram que quando os choques acontecem, são produzidas elevadas temperaturas de até 10 trilhões de graus celsius. Sob a ação dessa temperatura nenhuma matéria no universo mantém sua forma original.

Submetidas a essas temperaturas, os físicos calculam que toda a matéria normal se derreta assumindo a forma de uma espécie de ‘sopa’ primordial, denominada de plasma de quarks-glúons.

O plasma de quark-glúons (quark-gluon plasma) é uma fase da cromodinâmica quântica (QCD - quantum chromodynamics) que se manifesta quando a temperatura e/ou a densidade de determinada experiência ou fato são extremamente elevadas.

O estado plasma de quark-glúons se compõe naturalmente, de quarks e glúons (quase) livres, que são os componentes elementares da matéria. Tudo que existe, basicamente é composto por esses dois elementos.

As mais recentes pesquisas do CERN levaram a comunidade científica a acreditar que durante o período dos primeiros 20 a 30 micro-segundos após o Big Bang, tudo era uma sopa aquosa de Quarks e Glúons.

O universo começou como uma bola de energia que se transformou em uma sopa de quarks.

A alta temperatura transformou tudo em plasma de quark-glúons.

Impossível não ser remetido às Escrituras para perceber que a mistura Fogo e Água são os elementos componentes do rio que brota do trono de Deus.

Foi essa mistura fantástica que João Evangelista e o Profeta Daniel viram brotando sob o trono de Deus e formando o Lago das Águas Primordiais. O que João e Daniel viram foi uma mistura de água e fogo (Dn7:9,10; Ap 22.1; Ap. 4.6).

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22:1). “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro. E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus. E havia diante do trono um como mar de vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás” (Ap 4:4-6). “Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros” (Dn 7:9,10).

 Água e fogo conviviam pacificamente como compostos do Lago das Águas Primordiais aos pés do Trono de Deus. Quando a superfície calma foi tocada pelo Pão Vivo de Deus, o Big Bang aconteceu.

No princípio, entre os iniciais 20 a 30 micro-segundos, antes de se formar, o universo era a mistura de água e fogo: a composição elementar do Lago das Águas Primordiais.

Após a passagem desse micro-tempo, tudo começou a se fazer de forma autônoma. Essas são as três variáveis da equação da criação:

LAGO DAS ÁGUAS PRIMORDIAIS = Matéria prima

PÃO VIVO = Energia criadora

ESPÍRITO DE DEUS = Catalizador

Tudo era adequado ao projeto da criação.

Havia quantidade de matéria prima em abundância, havia a intenção do Primogênito de Toda Criação em usar o seu poder e aplicar sua energia para disparar o processo, e finalmente havia a disposição do Espírito de Deus em catalisar a criação e organizar cada átomo para seu devido lugar dentro de uma perspectiva universal.

 

Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 27 de março de 2025

O PÃO E O BIG BANG

 


O impacto do pão sobre as águas é o que a moderna ciência chama de Big Bang – a grande explosão!

O Lago sob o Trono de Deus é o lugar onde nosso universo existe e se expande, exatamente como a expansão de uma onda provocada por um objeto lançado nas águas calmas de um lago.

Nas palavras do Apóstolo Pedro encontramos apoio para prosseguirmos na busca pelo entendimento: “Mas eles deliberadamente se esquecem de que há muito tempo, pela palavra de Deus, existiam céus e terra, esta formada da água e pela água” (2Pe 3.5).

Formada da água. Formada pela água.

As águas formadoras de toda a vida existente são as águas vivas que nasceram do Trono de Deus e que descansavam mansamente no imenso Lago das Águas Primordiais que fica defronte e aos pés do Trono de Deus. Após o impacto do Pão Vivo, essas águas produziram tudo o que existe.

“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2).

O texto de Gênesis não se refere apenas às águas do nosso planeta. O texto é muito mais profundo e se refere às águas do Lago de Deus – o grande Lago das Águas Primordiais.

O círculo produzido pelo toque do Pão na superfície das águas está em constante expansão. Essa é expansão produzida pelo “HAJA” que continua sendo ouvido e obedecido pela onda.

Em todas as direções o círculo viaja expandindo os seus limites. Dentro desse círculo, o que se move com maior velocidade é a luz a aproximadamente 30 mil quilômetros por segundo.

Por mais fantástica e inatingível nos pareça essa velocidade, entenda que a expansão do círculo viaja mais rápido.

Até mesmo a velocidade da luz é inferior à velocidade de expansão do círculo sobre as águas.

O que está do lado de dentro do círculo é o nosso universo!

O que está do lado de fora são as trevas exteriores. “... serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 8:12). “Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 22:13).

Antes da queda do homem, o universo funcionava na superfície das águas. Com a queda, houve a submersão.

O universo surgiu de um único ponto, menor do que a picada de uma agulha.

Concordando com a ciência, creio que o universo está em expansão e caminha para atingir os limites das trevas.

A onda provocada pelo Pão lançado sobre as águas pelas mãos do Altíssimo provocou uma onda que só vai se dissipar quando for alcançada a extremidade do Lago.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

domingo, 23 de março de 2025

Enquanto voce obedece, os anjos louvam a Deus.

 


 


Muitos cometem seus pecados em segredo e julgam que por não ter ninguém por perto, eles escaparão ilesos, porque julgam não ter ninguém olhando.

 

Todavia não é assim!

Os anjos testemunham tudo.

 

A consciência da presença ininterrupta de anjos perto de nós , deveria nos levar ao comedimento e à vergonha de praticar atos,que antes achávamos que estava em total segredo.

 

Sua vida de obediência a Deus tem a propriedade de encorajar o louvor dos anjos.

O escritor aos Hebreus nos diz que os anjos podem vir ao nosso encontro disfarçado de alguém com alguma necessidade.

Hebreus 13:2 – “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”.

 Imagine a gloria que será o dia que chegarmos ao céu e reconhecermos o anjo a quem assistimos aqui na terra.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 20 de março de 2025

O INÍCIO DE TODAS AS COISAS




 

“O Big Bang clama por uma explicação divina. Obriga à conclusão de que a natureza teve um princípio definido. Apenas uma força sobrenatural, fora do tempo e do espaço, poderia te-la originado. O Deus da Bíblia é também o Deus do genoma. Pode ser adorado na catedral ou no laboratório. Sua criação majestosa, explêndida, complexa e vela não pode guerrear consigo mesma” (Francis Collins).

 O livro Eureka é um trabalho literário espetacular. Escrito pelo ilustre estadunidense Edgar Allan Poe, esse livro foi publicado em 1848.

Esse intrigante trabalho é um testemunho de que Allan Poe possuía talentos que transcendiam sua fama de grande cronista.

Nesse livro que tem como subtítulo "Um poema em prosa" e, também, "Ensaio sobre o universo material e espiritual", Poe aborda a natureza do universo, envolvendo, em sua discussão, elementos que transitavam pela filosofia e pela ciência.

Em Eureka, o escritor dizia o que pensava acerca da maneira como o universo foi criado e ligava o material ao espiritual, tratando os dois níveis de criação como se fosse uma coisa só composta por duas partes. Na concepção do autor, o universo foi criado por Deus sem que nenhuma matéria pré-existente houvesse. Para Poe, antes de todas as coisas surgirem à existência, o universo inteiro era uma partícula primordial explosiva.

Poe buscava uma resposta e ele estava no caminho certo.

Eureka é um livro inspirador em todos os sentidos. Inspirador por causa do que Allan Poe escreveu e muito mais ainda porque o escritor ousou pensar sobre todas essas coisas.

Isso também é o que faremos. Iremos buscar respostas tendo a Bíblia como lâmpada para os pés durante a caminhada (Sl 119:105).

Sabemos que nem tudo é pra ser plenamente conhecido (Dt 29:29).

Deus tem segredos infinitos para serem revelados.

Alguns desses segredos nos são revelados agora, mas ainda existem um infinito de mistérios para que pela eternidade possamos “conhecer, e prosseguir em conhecer ao Senhor” (Os 6:3). 

“Nem tudo precisa ser revelado. Todo mundo deve cultivar um jardim secreto” (Lou Salomé). Quando escreveu essa frase a escritora russa se direcionava especificamente a seres humanos, todavia podemos com certeza afirmar que o Criador também tem seu ‘jardim secreto’, e, não nos revelou tudo de uma vez. Ele guardou muita revelação para recebermos durante a eternidade, onde vamos viver em níveis superiores de criação, perseguindo o conhecimento de Deus. “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus” (Rm 11:33).

De nossa parte temos o prazer que a coragem nos dá para buscar respostas (Os 6:3).

Sabemos que nunca conseguiremos saber de tudo, mas o que isso importa? Será que a resposta é superior à pergunta? Onde está o prazer do estudioso? Na resposta ou na formulação de novas questões?

Eu entendo que o prazer do conhecimento não está na linha de chegada, mas na vitória sobre cada obstáculo do caminho.

Cada nova pergunta indica que evoluímos em relação à resposta anterior. Cada resposta traz consigo, em seu íntimo, a base para formulação de um novo questionamento, mais arrojado, com certeza.

As únicas coisas que iremos conseguir de fato, com uma eternidade inteira de dedicação aos estudos, será aumentar a quantidade de perguntas e evoluir a qualidade delas.

 

 

Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com


domingo, 16 de março de 2025

UM MUNDO AO CONTRÁRIO. UM BORRÃO. - PARTE 2


 ... A igreja deve assumir o seu papel diante do plano de redenção. O mundo e o universo serão modificados quando a igreja desempenhar o seu papel.

Dentro do tempo a igreja mostrará da eternidade.

Quando a Igreja Invisível voltar a refletir a imagem do Criador, ela manifestará a glória da perfeição do mundo eterno de Deus em um mundo imperfeito.

A exposição pública de Cristo Crucificado é absolutamente suficiente para atrair o mundo à salvação. Nada além da Cruz.

A igreja não pode se cansar de expor a verdade acerca da Cruz de Cristo.

Somente o Evangelho, e nada mais, é capaz de reinserir o homem ao cumprimento de sua missão primordial.

No Jardim do Éden existiam duas árvores. E as duas se perderam do mundo físico: A Árvore da Vida e a Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Ambas não se encontram mais visíveis no planeta Terra. Desapareceram logo após o homem e sua mulher serem expulsos do Jardim.

No dia em que foram expulsos, nada mais seria como havia sido até então.

O mundo imperfeito mostrou sua cara feia ao homem e desde então todos nós vivemos nesse mundo, até agora.

Esse é o mundo das imperfeições, lugar onde tudo é ao contrário. Um lugar borrado pela sujeira do pecado do homem.

Dentro do Jardim a Árvore da Vida era de uma beleza indescritível. Todavia seu reflexo produz uma imagem invertida no nosso mundo.

No mundo imperfeito a Árvore da Vida tem outra aparência: ela é um madeiro seco, sem vida e instrumento de morte.

No mundo imperfeito a Árvore da Vida não está no meio de um jardim, mas no meio de duas outras árvores secas.

O lugar não pulsa vida como no Éden. O cheiro de sangue invade o ambiente no topo árido da montanha do Gólgota.

Na palestina do século primeiro Jesus morreu nesse madeiro. Expirou pendurado nessa árvore da vida, às avessas.

Foi ele quem disse que cada um de seus seguidores deveria tomar sua cruz e segui-lo! Quem se deixa crucificar e morre nesse madeiro, viverá para sempre.

A cruz é: do lado de cá, o que a Árvore da Vida era, do lado de lá.

Por causa da nossa desobediência no Jardim, a mais pura beleza foi comprometida no mais íntimo de sua essência.

No Jardim do Éden, tudo que era Belo tinha o poder de produzir vida. No nosso mundo, a beleza geralmente produz morte. Veja que pessoas encantadas pela suposta beleza desse mundo geralmente se alienam da necessidade de se ter Jesus.

Do lado de cá, no nosso mundo, a feiura da cruz, o escândalo da cruz, é o único caminho de volta para nosso verdadeiro lar.

Dentro do Jardim o homem podia livremente consumir o fruto da Árvore da Vida. Fora do Jardim, o fruto que me concede a vida eterna está na viagem da morte para a vida, que fazemos por meio daquele que disse: “minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida” (Jo 6.55).


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com


quinta-feira, 13 de março de 2025

UM MUNDO AO CONTRÁRIO. UM BORRÃO. - PARTE 1


 

“O problema é este: há muitos crentes que são tão ignorantes do mundo real como os ateus são ignorantes do mundo da fé” (Morris West).

A imagem refletida nos espelhos antigos tinham a mesma dinâmica ótica dos espelhos atuais: assim como hoje, tudo era visto ao contrário.

Nada mudou. Até hoje os espelhos ainda funcionam da mesma forma, sendo que a diferença entre espelhos antigos e atuais está na qualidade da reflexão. Os espelhos antigos tinham a nitidez infinitamente inferior aos espelhos de vidro banhados de mercúrio pelo lado oposto, que temos em abundância no mercado atual.

Ver uma imagem refletida em um espelho antigo é de fato enxergar por enigma. Além de tudo aparecer ao contrário, tudo é visto sem nenhuma clareza ou nitidez.

O texto de Paulo está concordando que o universo é uma figura manchada e imperfeita da dimensão onde Deus tem sua morada: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1Co 13.12).

Segundo o Apóstolo, a maneira como enxergamos o mundo é uma visão enigmática e imperfeita da realidade.

Lançado em março de 1999, The Matrix (Matrix) é uma produção cinematográfica estadunidense e australiana, dos gêneros ação e ficção científica, dirigido por Lilly Wachowski e Lana Wachowski. A produção foi protagonizado por Keanu Reeves, Laurence Fishburne e Carrie-Anne Moss. Esse filme fez muito sucesso de bilheteria e até hoje é intrigante àqueles que o assistem.

Em um momento da película, falando acerca do que é realidade, Morpheus causa uma revolução no pensamento de Neo: “O que é real? Como você define o real? Se você está falando sobre o que você pode sentir, o que você pode cheirar, o que você pode saborear e ver, o real são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro.” Essas palavras de Morpheus estão perfeitamente alinhadas com a Teologia do Apóstolo Paulo.

“Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível” (Hb 11.3). Esse texto de Hebreus nos coloca diante de uma impactante conclusão: tudo que existe é uma cópia imperfeita do que é perfeito em outro lugar.

A perfeição desse universo sempre foi a real intenção de Deus. Todavia o pecado causou o caos e estabeleceu a imperfeição em todos os níveis de criação.

O Gênesis fala de cardos, espinhos, trabalho penoso e dores de parto (Gn 3:16-19). Mas entenda que o pecado causou uma catástrofe muito maior que apenas condenar o homem a capinar o jardim e a mulher sofrer dores de parto.

As consequências da nossa desobediência no Jardim do Éden estão para além do nível planetário.

O pecado do homem impactou devastadoramente todo o universo.

Por essa razão, não somente o homem, mas também o Planeta Terra e todo o Cosmo são objetos do tratamento redentor da Cruz de Cristo. “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Cl 1.20).

A missão do Messias é a reconciliação de todas as coisas com o Pai: o homem, seu planeta, seu sistema solar, sua galáxia, o universo inteiro. Não somente o mundo visível, mas todas as dimensões de inteligência superior, os domínios angélicos e as dimensões paralelas.

Para o trabalho de reconciliação, Cristo elegeu a igreja como seu corpo cósmico e a enviou como ferramenta que o Espírito Santo usa para reconciliar pessoas, animais, a terra e todo o universo.

“Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:19,20).

Somos embaixadores para o estabelecimento do Reino de Deus.

É através do Corpo de Cristo que a Igreja Invisível irá restaurar cada coisa em seu devido lugar a nível universal.

Pessoas reconciliadas com Deus podem desempenhar essa tarefa. A Igreja Invisível tem uma missão cósmica. Todo o universo depende dela.

O universo geme pela redenção do desastre que o pecado causou. “Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.19-22).

Esse mundo é provisório e imperfeito. A responsabilidade da igreja é tornar nítida a imagem do Criador. É polir o espelho. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18).

Deus não criou a imperfeição. Tudo que foi criado foi feito de forma bela. Nada é mais belo que Aquele que criou todas as coisas.

Deus é o perfeito paradigma da beleza.

Toda a beleza subsiste Nele, e é Ele quem empresta beleza a tudo que há.

Ele é o Belo e não havia nada criado que fosse tão belo quanto Ele.

Para ver a beleza em sua forma mais plena, Deus sempre olhava pra Si mesmo. E para se enxergar, Deus construiu um espelho de nitidez perfeita. Feito por Suas próprias mãos Deus chamou esse espelho pelo nome de Adão.

Feito à Sua imagem e semelhança, o homem foi essencialmente construído para refletir a imagem de Deus.

O único ser criado como capaz de refletir a imagem do Criador é o Ser Humano. Todavia o pecado comprometeu a fidelidade do espelho. O pecado sujou onde o Criador Se contemplava todas as tardes, enquanto visitava o homem no Jardim.

O pecado privou a Deus de Se contemplar todo dia. 

A aparência perfeita do homem foi destruída: o espelho foi manchado.

Com o advento do pecado Deus não podia mais ver aquilo que é mais belo que tudo que existe: a Sua própria imagem, refletida na coroa de Sua criação.


...Continuaremos na próxima aula.

Até breve!


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

 

 

 

 

 

 

domingo, 9 de março de 2025

OS MISTÉRIOS DO NUMERO SETENTA

 


         Este é o número dos gentios (dez) multiplicado por sete. Existem os setenta anciãos de Israel. Existe a fábula da Septuaginta – LXX – que seria a tradução do Velho Testamento do Hebraico para o Grego, feita por 72 anciãos de Israel. Isso jamais poderia ter acontecido, pelas razões expostas no artigo publicado na Folha Universal, do capítulo 9 do Livro “The Answer Book”, do Dr. Samuel L. Gipp, o qual está à disposição dos leitores.

         A Septuaginta foi inventada por Orígenes em sua Hexapla. Orígenes foi o primeiro crítico dos  textos recebidos dos apóstolos – os textos antioquianos ou Majoritários – que ele esmiuçou e deturpou em muitas de suas obras, criando, assim, os textos alexandrinos, que seriam a base da Vulgata Latina de Jerônimo e de todas as Bíblias modernas alicerçadas no Texto Grego do Novo Testamento de Westcott e Hort. Além de Orígenes, temos outros apóstatas e hereges não salvos que fizeram traduções do Velho Testamento. Estes são Simaco, Áquila e Teodósio. Nenhum deles aceitava a teologia paulina da salvação pela graça através da fé no sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário.

A fabulosa Septuaginta é a 5ª coluna da Hexapla escrita por um “teólogo” que tinha a coragem de declarar que o filósofo pagão e imoral – Platão – era inspirado por Deus. A filosofia de Platão foi inserida nas obras escritas de Orígenes, as quais produziram todas as aberrações das Bíblias futuras que se norteariam pelos textos alexandrinos. Orígenes considerava inspiradas as “Epístolas de Barnabé” e “O Pastor de Herma”, dois livros apócrifos. Os códigos “Vaticanus” e “Sinaíticus”, que figuram entre os mais antigos, descobertos no século XIX, por Tischendorff, no lixo do mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, são a base do Texto Grego do Novo Testamento de Westcott e Hort.

No tempo em que Constantino deu anistia ao Cristianismo. Fundando a Igreja Católica, com a fusão do Cristianismo apóstata, do Judaísmo e do paganismo, o Bispo Eusébio, comparando o monarca romano pagão ao Senhor Jesus Cristo, anunciou à nova Igreja que “Cristo e Constantino reinariam juntos pela eternidade”.

Nesse ponto ele quase acertou na maléfica profecia. Todos os papas que vieram depois de Constantino, têm sido os legítimos herdeiros dos césares romanos, governando em nome de Jesus Cristo, do qual se dizem vigários na terra.

Contudo, eles esquecem que o reino do Senhor Jesus Cristo não é deste mundo, pelo menos enquanto a igreja unida estiver existindo. O seu reino será estabelecido quando Ele vier em sua gloriosa Segunda Vinda, para iniciar o seu Reinado Milenar.

Todos os “eruditos” que aprovam e usam os textos alexandrinos de Orígenes são incrédulos. Não crêem na Divindade, Nascimento Virginal, Morte Vicária, Ressurreição, Ascensão de Cristo e no Espírito Santo como a terceira  Pessoa da Trindade. Eles são cegos (cujos olhos estão nublados pela catarata vaticanesca) pretendendo guiar os cristãos neste mundo corrompido e apóstata. São filhos da “Nova Era” e, portanto, precursores do Anticristo e para esses eu dou nota zero – assim como dou nota dez para o Deão Burgon, Edward Hills (ThD), David Ottis Fuller (DD), J.J. Ray, Samuel Gipp (ThD). William P. Grady (ThD) e o mais corajosos de todos, no final do século 20 e início deste 21 – Peter S. Ruckman (ThD, DD, etc.). Fora esses teólogos, internacionalmente conhecidos, temos um em Johanesburgo, Júlio Carrancho, que tem enfrentado os inimigos da Palavra de Deus com a maior bravura e, por isso, tem sofrido bastante.

 

Dr. Peter Ruckman

 

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 6 de março de 2025

Os anjos e o Plano da Redenção

 


Quando Jesus nasceu em Belém, nós encontramos anjos envolvidos em todo o processo.

São eles que anunciam a Maria, a José e que aparecem aos pastores no campo.

Os anjos estão intimamente ligados ao processo da redenção a ponto do próprio Jesus dizer:

Lucas 15:10 – “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.

Toda vez que um pecador se arrepende os anjos fazem festa.

 Efésios 3:10 – “Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus”.

Quando a igreja se reúne para louvar e pregar, os seres do mundo espiritual (anjos e demônios)ficam atentos para aprenderem sobre a mensagem do Evangelho.

 Anjos aprendem com a igreja,e se rejubilam nisso:em ver desenrolar os mistérios das Escrituras revelados à igreja de Cristo.

1 Pedro 1:12 – “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar”.

 Os anjos sempre estiveram atentos à mensagem do Evangelho.

1 Timóteo 3:16 – “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”.

Desde o momento em que Cristo pisou nesse planeta, os anjos tem assistido com atenção o desenrolar do plano da Redenção.

Eles já descobriram que tudo se resume em Cristo.

E que Deus, ao escolher uma forma de trazer louvor a Si mesmo, escolheu a GRAÇA, que se manifesta no plano da Redenção.

Por fim nós vemos uma exortação de Paulo a Timóteo:

1 Timóteo 5:21 – “Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade”.

Paulo sabe que tudo o que fazemos é testemunhado pelos anjos.

O que ele está dizendo a Timóteo é o seguinte: "se você obedecer ao Senhor os anjos se alegram e louvam a Deus.

Se você desobedecer ao Senhor, os anjos se entristecerão.”

Muito do louvor que Deus recebe dos anjos, é em função de comportamento humano.

domingo, 2 de março de 2025

SERPENTES ARDENTES E SERAFINS - PARTE 3

 


...

A haste que Moisés usou para pendurar a serpente era uma espécie de cruz sem o alinhamento vertical superior.

Podia se perceber as Emanações Vitória, Glória no mesmo nível.

Logo abaixo, onde a serpente estava pendurada podia se perceber uma referencia à Yesod – o Éden, lugar onde a verdadeira serpente deu sua maior mordida na humanidade.

Ao verem a serpente posicionada em Yesod, os israelitas se lembravam de tudo o que o pecado causou.

Eles estavam fora de Yesod. Estavam em Malkut – no Reino. Aos pés da haste, caídos no chão.

Ao perceberem de onde caíram, se arrependeram olharam para a serpente que ardia também suas lembranças. Eles concluíam: precisamos de misericórdia!

A solução para a praga não envolvia se livrar das serpentes.

Ao invés de mandar sumir com todas as cobras, Deus resolveu curar o povo em meio às cobras.

O PECADO VAI CONTINUAR EXISTINDO À SUA VOLTA.

DEUS NÃO VAI TE TIRAR DO MUNDO. ELE VAI TE LIVRAR DO MAL.

Deus não vai tirar Satanas e os demônios do mundo. Existe mais maldade no coração dos seres humanos do que nas ações de Satanás.

Nesse sentido, as afrontas e machucados causados pelo diabo tem uma função: nos fazer acordar para o nosso próprio mal. A mordida da serpente (no mundo físico) tem a finalidade de nos levar a render a Deus.
 
Foi assim com Jó. Deus usou as maldades do diabo para levar seu servo a um nível superior de relacionamento:

“antes eu te conhecia de ouvir falar. Agora ando contigo!”

 

Voce deve estar se perguntando: mas qual a relação entre a Serpente de Cobre e os Serafins?

Nachash Nechoset
Serpente de Cobre
 
A palavra Hebraica para o cobre é Nechoshet. Um metal de cor vermelha.

No Antigo Testamento a cor vermelha sempre foi usada para parar o julgamento de Deus.

A serpente foi esculpida em cobre, que é um metal “avermelhado”.

Moises fez uma Saraf - Serpente “Reluzente”

Números 21:8 - E disse o Senhor a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela.
Saraf significa em chamas ou ardente.

Essa é a origem da palavra Serafim, os membros do Primeiro Coro Celeste. São seres em forma de chamas reluzentes ou de corpo brilhantes que se consomem diante do Criador.

 

Os Serafins estão diretamente relacionados com a Glória máxima do Criador. Todo louvor do povo de Deus é apresentado a Deus pelos Serafins. Por conseguinte, qualquer tipo de afronta às emanações do Criador tem efeito direto sobre o trabalho dos cantores do Trisagium.

Não que os Serafins desceram em forma de serpentes! Mas que foram usados os nomes dos seres que são os seres mais elevados do mundo espiritual.

Isso nos deixa uma mensagem clara: Deus ouve louvores mas também ouve afrontas. Louvores e afrontas estão tão perto de seus ouvidos quanto as vozes dos Serafins.

Não ter um coração arrependido é pecar contra a santidade do Criador.



 


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

SERPENTES ARDENTES E SERAFINS - PARTE 2


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Alguns chegam a fazer piada dizendo que “se o paciente sobreviver... cobra. Se o paciente morrer... cobra”. Fazem referencia ao comercio que se faz com a saude humana. E a origem é essa mesma... o comercio. Esse erro de simbologia foi popularizado pelas forças armadas americanas que faziam remoção de corpos de campos de batalha, usando uma espécie de passe livre diplomático. O símbolo desse serviço eram duas cobras enroladas num bastão, uma significando a saúde e a outra significando o comercio internacional. Realmente, a vida e a morte são casos de movimentação financeira.

 A imagem de uma serpente enrolada em uma haste é muito mais antiga do que Moisés. O povo no Egito já conhecia a imagem do deus-serpente sumeriano, que era patrono da medicina e "senhor da boa árvore", relacionada à Árvore da Vida do Jardim do Éden.

A ofiolatria - ou culto à serpente era muito comum nas civilizações antigas.

"A cobra seria o bem e o mal, a sagacidade e a imortalidade, o elo entre o mundo conhecido (a superfície da Terra) e o desconhecido (os subterrâneos)", afirma Joffre de Rezende, da Universidade Federal de Goiás.

 Vamos ao texto!

Após 40 anos de peregrinação no deserto, os israelitas reclamaram novamente contra Deus e Moisés. Reclamaram da cozinha de Deus dizendo: "Nossa alma tem fastio deste pão vil". Referiam-se ao maná. Tinham repugnância ao maná, a provisão diária de alimento.

Ao contrário do que imaginavam, a reclamação apenas piorou aquilo que eles achavam que estava ruim.

“NÃO HÁ NADA TÃO RUIM, QUE NÃO POSSA PIORAR”.

Serpentes abrasadoras do deserto apareceram no meio do povo e começaram a morder a todos.

A mordida era ardida e a sensação era de queimadura. A morte era conseqüência de dor pelo fogo e envenenamento.

Aí temos a resposta para a primeira metáfora: o pecado conduz à morte. O salário do pecado é a morte.

Os israelitas já estavam doentes e não sabiam. Estavam doentes em suas almas, mortos em seus espíritos por causa de seus delitos e pecados.

A picada das serpentes apenas trouxe um choque de realidade. Trouxe consciência do pecado. Acordou os israelitas no mundo físico acerca daquilo que já havia acontecido no mundo espiritual.

Imediatamente pediram socorro a Moisés. Arrependeram-se e clamaram por misericórdia.

Foi então que Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de cobre e a colocasse sobre uma haste.

Todos os que tinham sido mordidos eram sarados ao olharem para ela.

Não havia nenhum poder especial na serpente de cobre, tanto que em dias posteriores, nos tempos do Rei Ezequias, os israelitas estavam tratando a serpente de cobre como se fosse uma relíquia, amuleto, ou talismã.

DEUSIFICANDO OBJETOS. FAZENDO OS SIMBOLOS PERDEREM SEU SIGNIFICADO. TRANFORMANDO OS SIMBOLOS COMO UM FIM EM SI MESMOS.

 O rei Ezequias a quebrou em pedaços (2 Reis 18.4).

Era uma mensagem direta àqueles que conferem poderes mágicos e unção especial a objetos e coisas. Isso é bruxaria, paganismo religioso.

Óleo ungido não cura, muito menos expulsa demônios. Fitinha ungida, copo dágua, campanhas e tantas outras estratégias não passam de misticismo, sincretismo religioso. Uma espécie de macumba evangélica.

Coisas são símbolos. O milagre está em Deus.

Nunca confira poder ao óleo ao objeto. Isso não tem poder algum. A cura vem de Deus. 

Esse episódio da história de Israel aponta diretamente para Cristo.

Em sua conversa com Nicodemos, Jesus disse que, 

"do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (João 3.14-15). 

Ao dizer que seria necessário "ser levantado", Jesus estava se referindo à cruz (João 8.28; 12.23, 32, 34), e à Sua exaltação após o cumprimento de sua missão (Atos 2.33; 5.31; Filipenses 2.9).

Toda a humanidade foi "mordida" pela serpente. Ao dar ouvido à antiga serpente, a queda significou a morte espiritual.

O remédio oferecido por Deus é a pessoa de Cristo levantado sobre o madeiro (1 Pedro 2.24).

Cristo não é vacina. Cristo é antídoto.

Ele é cura é para pessoas mordidas, e não proteção contra as picadas.

Veio para os que se reconhecem como doentes (Marcos 2.17) e não para os que acham que estão sãos.

Cristo é cura para aqueles que se admitem doentes. Salvação de graça para quem se “encontra perdido”.


 ...Continuaremos na próxima aula.

Até breve!

 

domingo, 23 de fevereiro de 2025

SERPENTES ARDENTES E SERAFINS - PARTE 1

 

Os seres da Primeira e da Segunda Hierarquia são os Coros Angélicos mais poderosos e investidos de mais legalidade para governar sobre os demais das hierarquias abaixo.

As seis primeiras hierarquias tem uma função que a nossa dimensão não percebe muito bem, pois pertencem a mundos distantes e ministram sobre assuntos muito mais elevados que os assuntos do nosso mundo.

Todavia os redimidos desse mundo imperfeito serão redimidos e colocados como espetáculo para deslumbramento de todos os coros celestes superiores.

Antes de estudarmos o último Coro dos dois primeiros véus, vamos dar uma recapitulada nos Cinco Coros de Seres Celestiais anteriores.

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A palavra Seraf significa “seres incandescidos” pelo amor do Criador.

São os cantores oficiais do Trisagion ("Santo, Santo, Santo!" ou, em hebraico, "Kadosh, Kadosh, Kadosh!"). A música das esferas superiores que sustentam o funcionamento dos mundos.

Mas algumas escolas rabínicas ensinam que o nome Serafim também possui outro significado.

SER – significa “espírito elevado”

RAFA – significa “o que cura”

 O nome seraphim, relacionada a saraph, "queimar", também está relacionado a cura.

Um evento do Antigo Testamento nos ajuda a entender esse significado.

Números 21:4-9

Então partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se naquele caminho.
E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil.
Então o Senhor mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel.
Por isso o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado, porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti; ora ao Senhor que tire de nós estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo.
E disse o Senhor a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela.
E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia.

Aprendemos que a Palavra de Deus é nos apresentada em forma de cascas. Sempre existe um sentido oculto entre os detalhes do texto.

As serpentes venenosas que picavam os israelitas eram certamente a Cobra-Tapete (Echis Coloratus), serpente de 30 cm a 60 cm (máximo 80 cm) que vive entre as rochas do deserto e cuja picada é "ardente". Um tipo de cobra diferente da Naja do Deserto, cuja picada, apesar de mais mortal, não provoca sensação de ardência

Para curar os israelitas, Deus ordenou que Moisés construísse uma Serpente Ardente de Cobre, colocasse a escultura sobre uma haste e a levantasse a uma altura que todos pudessem ver.

Desde a antiguidade, em tempos anteriores a Moisés, a figura de uma serpente sobre uma haste era associada à cura e à medicina. Até os dias de hoje a figura de duas serpente enrolada em um bastão é símbolo da medicina.

O símbolo da medicina é representado pelo Bastão de Asclépio (ou Esculápio), o qual consiste em um bastão, varinha ou haste com uma cobra entrelaçada. As cobras possuem grande capacidade de regeneração e cura (as cobras trocam de pele “renovando-se”) e seu veneno fornece antídoto para diversas doenças.

A serpente simboliza a cura, e o bastão é um símbolo de autoridade, representa o poder divino, a quem, apesar dos esforços e habilidades médicas, cabe decidir sobre a vida ou a morte de alguém.

O símbolo da medicina é uma cobra enrolada em um bastão. Mas existe uma confusão por aí! Alguns médicos usam como símbolo de seus consultórios, a figura de duas cobras enroladas em um bastão. Esse símbolo está errado!

...Continuaremos na próxima aula.

Ate breve!