domingo, 28 de dezembro de 2025

MALAQUIAS (“MEU MENSAGEIRO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Malaquias.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo e os muros estavam sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo estava profanando a aliança nos seus relacionamentos conjugais, sociais e econômicos.

- Para quê este livro foi escrito? Para o povo entender a importância e a autoridade de Lei na reconstrução da nação e dispor-se a obedecer a Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


domingo, 21 de dezembro de 2025

ZACARIAS (“JEOVÁ SE LEMBRA”):


 - Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Zacarias.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque, devido à forte oposição externa e aos proble-mas internos, o povo andava sem esperança quanto ao futuro.

- Para quê este livro foi escrito? Para garantir ao povo que o seu futuro está nas mãos de Deus, cuja presença trará paz e prosperidade a Israel.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A LUZ

 

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas” (1Jo 1.5).

Porque (?), dentre todos os elementos presentes no mundo manifestado, o Criador, no ato de definir a Si mesmo, escolheu a LUZ como elemento nomeador de sua natureza?

Na aurora dos tempos, tudo que foi criado estava imerso na mais absoluta escuridão. Tudo era disforme e vazio. Embora o universo não estivesse abandonado à própria sorte, certamente, o Espírito de Deus não iria ficar pelas eternidades pairando sobre a face das águas.

Uma faísca da energia do Criador foi manifestada e seu poder organizou todos os elementos da manifestação que jazia oculta pela escuridão. A LUZ foi criada objetivando a definitiva derrota do reinado das trevas.

Somente a LUZ possui massa, energia e velocidade infinita. Somente a LUZ detém as propriedades impossíveis de serem copiadas e domesticadas pelos homens. “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1 Tm 6:15,16).

‘- Qual é a única força imutável e constante de todo o universo?’ ‘- A Luz’.

A LUZ está para além de ser o elemento que melhor simboliza a natureza de Deus. Ela é uma parte do poder ativo do Criador manifestada não só para o mundo dos sentidos. A LUZ transcende os limites das sensações físicas e mentais.

A mesma luz que atua sobre o corpo físico também é percebida pelo homem astral. Esse homem espiritua é aquele que atua como o guerreiro que luta a batalha de vencer e subjugar o corpo da carne.

O homem é um microcosmo.

Partindo da compreensão do princípio de correspondência entre terra e céu, sabemos que no homem se manifestam todas as forças e propriedades do universo, postulado que matéria e espírito são correspondentes.

O homem é um cidadão de dois mundos, híbridos de matéria e espírito, terreno e celestial. Ele é o único ser que traz em si, ambas as partes das dimensões da criação.

No homem reside a evolução plena de todos os reinos criados: mineral, animal e espiritual.

A LUZ se manifesta ao espírito e à matéria sempre da mesma maneira. Ela não muda de forma para ser percebida pelos dois polos da dicotomia.

Conforme o texto do Novo Testamento, Deus é o Pai das Luzes, o progenitor da energia que cede vida a tudo o que existe. “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1:17).

A nossa luz visível é uma manifestação da Luz o Pai das Luzes. A luz que fala aos olhos da carne é a mesma que ilumina o interior da residência do espírito.

Estando aberta as janelas da alma, a luz pode invadir o ambiente e iluminar o corpo estelar.

“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21:23). Em um nível mais elevado da criação, rompida a barreira do tempo, sendo nós admitidos no reino da eternidade, a Luz é o elemento que reveste a aparência do Cordeiro.Nesse lugar não existe tempo ou dimensões espaciais. Tempo e espaço estão definitivamente sujeitados a serem relativos à única constante do universo: A Luz.

O espírito do homem foi criado do tecido da luz, sendo que para a perpetuação da sua luminosidade, o ser astral deve receber a Luz do Criador. Diante da irradiação da ‘chama de luz’, o corpo da carne se despedaça, deixando vazio o trono do controle do ser.

Enquanto o corpo físico domina a alma, o corpo astral fica acorrentado e impedido de se movimentar na direção da evolução aos níveis superiores.

É impossível escalar a Escada de Jacó enquanto estiver acordado em sua carnalidade e racionalidade sensorial. Assim como Jacó, o homem deve dormir e sonhar. Deve se desligar do mundo manifestado e adentrar no salão onde os anjos sobem e descem pela escada da evolução espiritual.

A alma é o avatar de dois corpos. Ela quase sempre faz a opção errada em privilegiar a natureza densa e grosseira; perdendo assim, a conexão primitiva com o Pai dos Espíritos.

O ‘nascido de novo’ deve buscar, bater e procurar. Aquilo que ele busca, também o está buscando.

Que o aprendizado percebido pelos ouvidos da carne descortine os caminhos do labirinto da alma e encontre o corpo da evolução.

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11:15).

O espírito diz à carne: 'sois sombra, pois então, amarre seu tecido ao meu. Ligue-se a mim pelo fio de prata e não se afaste mais. Seja a sombra do que eu sou, a manifestação do que eu devo ser. Seja rápido no tempo’, “Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12:6,7).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 14 de dezembro de 2025

AGEU (“FESTIVO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que voltaram do exílio.

- Por quem foi escrito (autor)? Ageu.

- Em qual momento histórico? Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus interrompeu a reconstrução do Templo por mais de 15 anos devido à oposição externa e desencorajamentos internos (essa interrupção revelava, na verdade, uma indiferença para com a preciosa presença de Deus).

- Para quê este livro foi escrito? Para trazer ao povo a esperança de que Deus renovaria as promessas da sua aliança com Israel quando o trouxe de volta do cativeiro da Babilônia (e a reconstrução do Templo era parte importante dessa renovação).


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

VOYER DA HISTÓRIA

 



A luz do sol viaja 8 minutos para chegar até nós.

Quando olhamos o sol, o vemos como ele era a 8 minutos atrás. Vemos o seu passado!

Ao olhamos para o céu, contemplamos luzes de estrelas que estão a bilhões de quilômetros de distância da terra. A luz emitida por elas, mesmo viajando em impressionante velocidade, quando são captadas por nossas retinas, milhões de anos já se passaram.

Toda a luz que chega do espaço até nós, foi emitida em um passado muito distante.

Olhar para o céu a olho nu, não é olhar para o presente. É olhar para um passado de tempos imemoriais!

Segundo alguns astrônomos, existem no universo estrelas tão distantes, que suas luzes ainda não chegaram a serem visíveis em nosso planeta, mesmo com o uso de potentes telescópios.

O universo ficou pronto, mas o que vemos da terra não passa de um pequeno retrato pendurado numa parede maior que a Muralha da China. O universo inteiro é a muralha e o que vemos em nossa carta celeste é uma pequena fotografia 3x4.

Ao apontarmos um telescópio em direção a uma galáxia distante, podemos nos ater à beleza de uma estrela; isso é uma viagem. Muito mais do que mera contemplação.

Quando olhamos uma estrela pelas lentes de um telescópio, na verdade estamos viajando no espaço e no tempo para contemplar relativamente o futuro e o presente daquele corpo celeste; essa visão depende exclusivamente do poder de alcance do telescópio.

Em relação ao observador da terra, estamos vendo o futuro da estrela. Em relação à estrela estamos vendo o seu presente. Para o observador na terra, a distância vencida pela lente do telescópio significa uma viagem no tempo!

Pense nessa experiência: ao olhar o espaço pelas lentes de um poderoso telescópio, você estará viajando no tempo para testemunhar de perto algo que aconteceu a milhões de anos da perspectiva do observador na terra.

E se você não usasse a lente do telescópio? Se você viajasse em um equipamento que acelera a uma velocidade superior à velocidade em que viajam a percepção das imagens? Certamente você estaria viajando no tempo, enquanto viaja pelo espaço.

Presente e futuro são percepções que dependem unicamente do referencial do observador.

Ao viajar numa velocidade superior à velocidade da luz, você estaria se deslocando no tempo e isso lhe daria a possibilidade de ser uma testemunha ocular do evento que deu origem ao nosso universo.

Para o Criador, o Passado, o Presente e o Futuro, simplesmente não existem, pois sob a perspectiva da luz, o tempo e o espaço se deformam até a absoluta inexistência.

Deus é Luz e por isso, afirmar que o Eterno sabe o nosso futuro é uma premissa que passa pela doutrina da Onisciência de Deus e se explica pelas equações da física.

“Que anuncio o fim desde o começo, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Is 46:10).

Teólogos livres afirmam que o passado, o presente e o futuro existem e são estabelecidos de forma simultânea na Consciência de Deus. Para o Criador não existe a aprisionadora noção de sucessividade. 

Os fatos são sucessivos apenas para os humanos que percebem a manifestação da história sob o véu da realidade.

Nossa limitada consciência está acorrentada aos sentidos e é uma escrava do tempo. Estamos todos condenados ao tempo e fatalmente condicionados a esta noção de fatos que se sucedem.

Todavia, quando mergulhamos na experiência dos sonhos, percebemos que o tempo funciona numa perspectiva alheia ao tic-tac do relógio. O pensamento também funciona sem um marcador de tempo, entretanto estando sempre limitado pela sucessão dos fatos.

Afinal no mundo onde forjamos nossas histórias e imagens interiores, os eventos podem ser retardados ou apressados, repetidos e reinventados, mas sempre somos um refém do relógio.

As experiências metafísicas dos sonhos e dos pensamentos errantes nos dão um pequeno sinal do que será a percepção da consciência cósmica, quando o perfeito nos for revelado, quando por fim, “estando na luz, como ele na luz está”, transcenderemos a percepção da sucessividade.

Sem tempo e sem espaço, impossível de ser descrito, isso é o que Deus tem reservado para nós, os seus.


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

SOFONIAS (“ESCONDIDO NO SENHOR”):

 


- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do reino do Sul (Judá).

- Por quem foi escrito (autor)? Sofonias.

- Em qual momento histórico? Antes da queda de Judá nas mãos dos babilônicos.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança estava misturando a adoração pura ao Senhor com a idolatria dos povos vizinhos, em particular, a adoração a Baal.

- Para quê este livro foi escrito? Para predizer o duro castigo que Deus aplicará a Judá pela espada de um povo inimigo; mas, também, para anunciar sua salvação aos fiéis.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

TODOS TEM UMA EXPLICAÇÃO

 


“Já fui católico, budista, protestante. Tenho livros na estante, todos tem explicação. Mas não achei! Eu procurei!” (Raul Seixas).

 Nunca parou de se escrever acerca dos dias da criação.

Desde a literatura da Grécia clássica, dos pictogramas egípcios, das tábuas de argila, até os mais modernos tratados de teologia sistemática, sempre houve estudioso disposto a manifestar sua opinião, constatação ou comentário sobre a forma usada pelas divindades históricas para construírem esse imenso prédio que chamamos de universo.

Esses relatos antigos, em função da suposta evolução do homem, com o passar do tempo recebem uma nova designação. O que era a religião de um povo passa a ser chamado de Mitologia. Nesse sentido o mitólogo Joseph Campbell, de forma intimista define muito bem o sentido do termo ‘Mitologia’: “Mitologia é o nome que damos à religião dos outros”.

É certo que ninguém tem satisfação em perceber que a religião que professa é considerada como mitologia por algum outro grupo.

A intolerância motiva a construção da apologética religiosa.

As faculdades cristãs são peritas em analisar a religião dos outros, incluindo no currículo de seus cursos acadêmicos uma matéria específica para condenar e denegrir as doutrinas e dogmas das outras religiões. Algumas faculdades chamam essa matéria de ‘Seitas e Heresias’, outras, na tentativa de parecerem mais elegantes dão um nome mais rebuscado para a mesma coisa, chamando a matéria de ‘Apologética Cristã’.

 Na defesa das prerrogativas de sua fé pessoal, o ser humano não mede esforços em elaborar argumentos que torne suas crenças mais legítimas, mais elegantes, mais carregadas de sentido, indo às últimas consequências através de assédio moral e intelectual na busca de aliciar prosélitos.

Certamente era o preconceito e a intolerância religiosa que motivava os fariseus dos tempos de Jesus a serem prosélitos profissionais. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23:15).

Em nenhum momento do Novo Testamento encontramos Jesus ou seus apóstolos praticando proselitismo. Eles pregavam a verdade que acreditavam e que haviam experimentado, contudo sem ofender a fé dos diferentes.

Muitos são os que vão considerar como mitologia o relato que apresentamos. Até mesmo os cristãos, ainda que diante de tantas evidências e citações das Escrituras, não vão abrir mão de continuarem no lugar comum de suas convicções religiosas tradicionais. Outros vão rir debochando do que virão a chamar de mitologia ou ficção bíblica.

Consideramos isso como aceitável. A crítica é vitamina para o método de aprendizagem e legítima no processo de evolução do conhecimento humano.

Verdades muito profundas são lugares ocultos a pessoas rasas.

Analisando os relatos da Bíblia Judaica constatamos que historiadores, filósofos e teólogos sempre estão dispostos a manifestarem suas opiniões acerca dos assuntos tangentes aos seis dias da criação, conforme exposto em Genesis capítulo 1.

Mesmo após muitos anos de discussão e depois de tantas teorias e explicações, nunca se chegou a uma unanimidade de opiniões!

Alguns afirmam que os dias de Genesis são dias literais de 24 horas, outros que se trata de eras, e ainda outros afirmam que os seis dias não falam da Criação, mas da recriação da terra, que na visão do escritor cristão George Hawkins Pember foi destruída por uma catástrofe, que está ‘descrita de forma oculta’ nas entrelinhas do segundo versículo das Escrituras.

A acidez da filosofia de Voltaire nos vem à lembrança para justificar nosso esforço em prosseguir com a busca pelas respostas: “Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas”. 

Voltaire não nos quer desanimar. Pelo contrário! O filósofo quer que continuemos perseguindo a verdade.

A continuidade dessa discussão é sinal de que ainda temos muito trabalho a realizar. Um trabalho inacabado dá sentido à existência, motiva a caminhada, confere razão de ser à realidade humana e torna a vida carregada de significado.

Nesse ensaio, vamos nos enveredar por outra via!

Nesse novo caminho não seguimos as pisadas dos mestres. Apenas continuamos a procurar o que eles procuravam.

Estamos pavimentando uma nova estrada, por onde novos estudiosos poderão trilhar deixando suas próprias marcas. Esperamos que os futuros desbravadores sejam mais eficazes do que nós mesmos. Esperamos que logrem sucesso no árduo trabalho de desgastar o tecido da realidade. Oxalá que mostrem à humanidade o que existe por detrás do véu.

"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras” (Friedrich Nietzsche). Temos a certeza de que estamos no caminho certo, mas ainda não chegamos na claridade da resposta definitiva. Com trabalho e com ajuda, poderemos chegar cada vez mais perto! "A instrução é um esforço admirável. Mas as coisas mais importantes da vida não se aprendem, encontram-se” (Oscar Wilde). Se caminharmos na mesma direção, dando um passo de cada vez, um dia certamente chegaremos.

Equilibrar o peso do que a Bíblia diz sobre os seis dias da criação, com o peso das afirmações das teorias e postulados científicos é uma tarefa difícil de realizar! 

Aparentemente, a ciência e a religião estão brigando pela posição de ser a dona da razão! Parece que estão tratando conceitos teológicos e científicos a partir de abordagens completamente diferentes. Todavia, por mais diferentes que essas abordagens se pareçam, sempre é possível encontrar o ponto de equilíbrio. Afinal, uma verdade pode ser dita de várias maneiras diferentes sem contudo perder a sua essência.  Como está escrito nos Vedas: “a verdade é uma só, mas os sábios falam dela sob muitos nomes”.

A cultura do mundo pode ser analisada a partir de três abordagens: a abordagem histórica, a abordagem mítica e a abordagem mística. Embora essas três camadas hermenêuticas analisem os fatos por metodologias diferentes, o saldo deverá ser positivo para a evolução do conhecimento humano.

Individualmente cada uma das abordagens pode ser entendida como uma peça desse quebra cabeça e se faltar uma única peça jamais chegaremos ao quadro perfeito, por isso cabe a subordinação de admitir que a resposta final não é faculdade inexorável da ciência ou da religião.

Cabe ao exegeta usar corretamente cada uma das abordagens e finalmente unir todas elas, formando uma bela colcha a partir dos retalhos recortados da história, da ciência, da mitologia, do misticismo, da religião, mas principalmente da iluminação do sol que ilumina a superfície do lago das águas primordiais. Fazendo isso, poderemos conciliar as discussões entre ciência e religião.

Usando palavras, definições e nomenclaturas diferentes, afirmamos que a ciência reescreve as Escrituras, e pela mesma premissa podemos afirmar que a teologia insere variáreis na equação da Teoria do Tudo.

"Meus amigos, uma falsa ciência gera ateus, mas a verdadeira ciência leva os homens a se curvarem diante da divindade" (Voltaire).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

domingo, 30 de novembro de 2025

LIVRO DE HABACUQUE - (LUTADOR)

- Para quem foi escrito este livro? Para o próprio profeta – como uma resposta às suas próprias dúvidas – uma vez que o profeta viveu uma profunda crise espiritual devido à aparente indiferença de Deus às terríveis condições espirituais de seu povo.

- Por quem foi escrito (autor)? Habacuque.

- Em qual momento histórico? Antes da queda de Judá nas mãos dos babilônicos.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança, ao desdenhar insolentemente as leis da aliança, foi perdendo seu caráter singular.

- Para quê este livro foi escrito? Para registrar a resposta de Deus aos anseios do profeta, que lhe deu uma perspectiva verdadeira da história (Deus está no comando) e a promessa divina quanto aos resultados (vida para os fiéis, mas lamento e morte para os arrogantes).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

COMIDA PARA O DIABO

 


Tudo começa no campo mental e posteriormente é manifestado no mundo físico. Tudo é feito de energia.

As teorias de Einstein e Broglie, afirmam que energia produz massa e que a nível atômico, toda matéria é composta de energia.

Sabemos que os pensamentos produzem ondas de energia que podem inclusive serem medidas através de um simples exame de Eletroencefalograma.

A partir dessas duas informações concluímos que: ‘se energia produz massa, e pensamento produz energia, logo todos os pensamentos produzem massa’.

Ainda que seja uma quantidade minúscula de massa, essa massa está lá. 

Na consciência humana é onde toda a energia vital é produzida. A consciência não consome energia, pelo contrário! Os pensamentos produzem energia. Energia boa e energia ruim.

É uma espécie de reator que possui poder de produzir elevadas quantidades de alimento. Essa energia é dividida em dois grupos distintos: Luz e Trevas.

A matéria produzida pelos pensamentos é o alimento dos seres espirituais que nos rodeiam. Anjos do bem se alimentam de Luz e espíritos imundos se alimentam de Trevas.

A serpente do paraíso foi condenada a se alimentar das obras da carne do homem.

Desde seu nascimento a nível mental, as obras da carne produzem energia capaz de alimentar demônios de estimação, que por terem comida diariamente, não se afastam de seus servos.

O homem se torna o cozinheiro desses espíritos, agindo em conformidade com suas sugestões, alimentando-os com a energia deletéria produzida por seus pensamentos e ações.

Perceba que as sinapses neurais é a representação elétrica e material daquilo que acontece a nível psíquico, mais profundo. O efeito material visível é manifestado quando a quantidade de energia produzida é suficiente para produzir a realidade visível.

Um pensamento, por mais simples, tem o poder de gerar uma onda psíquica, que é pura energia.

Quanto mais forte e intenso é o pensamento, mais energia ele produz, e por sua vez, maior é a quantidade de matéria produzida.

Cabe ao homem racional imprimir vigilância constante aos seus pensamentos.

Sabedor desse fantástico poder da mente humana, o homem sábio deve renovar sua mente, modelando-a aos princípios do seu Criador. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

O Aprendiz deve seguir o Manual de Instruções. Afinal, somente a Luz tem o poder de manifestar a boa realidade que almejamos.

O capítulo 4 do livro de Provérbios de Salomão é um ‘Manual do Usuário’ para operação do mecanismo da consciência. “Sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 23 de novembro de 2025

LIVRO DE NAUM (“CONSOLO”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do reino do Sul - Judá (com uma sentença contra Nínive).

- Por quem foi escrito (autor)? Naum.

- Em qual momento histórico? Quando Nínive, a última capital assíria, se tornara uma metrópole cruel, imperialista e desonesta, com um de-sejo arrogante e inescrupuloso pelo poder e pela dominação, que se manifestava num impiedoso desejo por guerras, com práticas comerciais reprováveis e materialismo insaciável.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança não entendia por que Deus ainda não tinha castigado os assírios.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que a paciência de Deus nunca deve ser erroneamente interpretada como fraqueza (o pecado coletivo ou individual não ficará impune); e, para ensinar que o julgamento de Deus é também redentivo, pois, ao destruir as forças do mal, Ele cria as condições para o surgimento de uma nova sociedade, mais justa que a anterior.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com 

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

LIVRO DE MIQUÉIAS (“QUEM É COMO JEOVÁ?”)



- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Miquéias.

- Em qual momento histórico? Quando se estabeleceu em Israel e em Judá um enorme contraste entre os excessivamente ricos e os pobres oprimidos, devido à exploração da classe média por donos de terras extremamente gananciosos, apoiados por líderes políticos e religiosos.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança tinha-se tornando uma nação corrupta e pronta para o julgamento.

- Para quê este livro foi escrito? Para proclamar o eminente julgamento de Deus; e, também, para predizer a restauração e bênçãos futuras.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com



domingo, 16 de novembro de 2025

A SENTENÇA DAS SERPENTES


 


“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida” (Gn 3.14).

A palavra ‘serpente’ não está no plural, mas a dupla condenação revela que se travava distintamente de dois seres.

A cobra recebeu a punição de rastejar sobre o próprio ventre e de ser conhecida como o mais maldito animal, dentre todos os animais da face da terra. Todavia o destino desse animal não será de condenação eterna. No governo milenar de Cristo (Is 11.8,9), após pagar pelo erro de ter sido médium do diabo, esse animal será restituído em seu status primário.

O maior castigo estava reservado para outra serpente! A Serpente que se chama diabo recebeu a maldição de comer pó.

Sabemos que cobra não come pó! Tudo que ela come, pode até ter gosto de pó, mas não é pó.

Então, de que pó Deus está falando?

Deus disse a Adão: “tu és pó” (Gn 3.19).

Pó é a matéria prima da carne do homem e o diabo se alimenta das obras da sua carne. “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5:19-21).

O diabo só é forte quando é bem alimentado.

Ele não tem força na vida do homem que não o alimenta.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

LIVRO DE JONAS (“POMBA”):



- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas (acerca da salvação de Nínive).

- Por quem foi escrito (autor)? Jonas.

- Em qual momento histórico? Quando Nínive, a última capital do império assírio, experimentava um extraordinário declínio moral, a ponto de “a sua malícia subir até Deus”.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisava entender que eles não tinham o monopólio sobre amor e a misericórdia de Deus; ao contrário, eles foram escolhidos por Deus para levar esta mensagem ao mundo.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar a soberania e a universalidade étnica do amor e da misericórdia de Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 9 de novembro de 2025

A CRIAÇÃO DAS HIERARQUIAS CELESTES



Genesis 2:1 e Êxodo 20:11 nos leva a concluir que as Hierarquias Celestes foram criadas no máximo até o sexto dia. Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos foram criados junto com a criação dos céus, e antes da criação da terra. Todavia, analisando outros textos percebemos que as hierarquias celestiais foram criadas bem no início da semana da criação.

O primeiro versículo da Bíblia é bem sugestivo em dizer que “No princípio criou Deus os CÉUS e a terra”, mostrando que no início da criação foram feitos os céus.

O contraste na forma como os céus e a terra foram criados é notório e podemos percebê-lo no versículo seguinte: “a terra era sem forma e vazia”. Veja isso: Deus criou os CÉUS, mas não concluiu a criação da terra, pois o texto diz que a mesma era sem forma e vazia.

Fica o contraste: a terra era inabitada, porém os céus já estavam estabelecidos com seus habitantes, delegados em suas hierarquias e funções.

“Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faz-me saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?” (Jó 38.4-7).

Deus respondeu às indagações existenciais do seu servo Jó fazendo uma afirmação muito esclarecedora acerca da criação.

No ato primordial da criação “as estrelas da alva cantavam”, fazendo referência a todas as classes de seres celestiais. Note que esses eventos de louvor dos seres celestiais aconteceram em um tempo anterior à criação do homem, antes do sexto dia.

É essencial saber que: se Deus lançou o fundamento da Terra no dia terceiro (Gênesis 1.9-13), podemos interpretar que os anjos só poderiam ter sido criados entre o primeiro e o segundo dia da criação.

Por essa lógica concluímos que Lúcifer não foi banido dos céus em um tempo anterior à criação do nosso universo, já que tudo indica que as hostes celestes foram criadas entre o primeiro e o segundo dia da criação.

Jó 38:6,7 ensina que os anjos já se rejubilavam quando Deus lançava os fundamentos do universo.

Muito lógico afirmar que o Eterno criou os anjos logo no início do primeiro dia quando “No princípio Deus criou os CÉUS” (Gn 1.1).

Quando o Grande Arquiteto criou os Céus, junto com os céus, Ele criou sua legião de habitantes.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

OBADIAS (“SERVO DE JEOVÁ”):




- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas (com mensagens contra Edom).

- Por quem foi escrito (autor)? Obadias.

- Em qual momento histórico? Indefinido (aparentemente o profeta tem em vista um ataque militar a Jerusalém, do qual os edomitas participaram com prazer – vs. 11-14).

- Por que este livro foi escrito? Porque Edom prosperou, Judá ficou derrotada, e a ordem moral do mundo parecia ter sido derrubada por forças ilegais.

- Para quê este livro foi escrito? Para fortalecer a fé enfraquecida do povo da aliança, declarando que não sãos os desejos maus dos homens que determinam a história, mas, sim, os justos propósitos de Deus.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 2 de novembro de 2025

O BOM HUMOR DO ALTÍSSIMO

 


Deus tem um intrigante senso de humor. Se tem algo para ser realizado, será realizado!

Deus tem a habilidade produzir beleza a partir da feiura.

A Bíblia está cheia de histórias que exemplificam essa forma de Deus agir.

Foi assim que ele fez nos tempos do profeta Micaías, quando precisou punir uma nação inteira.

Nesse tempo, Deus reuniu o conselho celestial e ali foi decidido que algo feio deveria ser feito; e o diabo foi encarregado para realização dessa tarefa.

Micaías prosseguiu: "Ouça a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado em seu trono, com todo o exército dos céus ao seu redor, à sua direita e à sua esquerda. E o Senhor disse: ‘Quem enganará Acabe para que ataque Ramote-Gileade e morra lá?’ E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra, até que, finalmente, um espírito colocou-se diante do Senhor e disse: ‘Eu o enganarei’. ‘- De que maneira?’, perguntou o Senhor. Ele respondeu: ‘- Irei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei’. Disse o Senhor: ‘- Você conseguirá enganá-lo; vá e engane-o’. E o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca destes seus profetas. O Senhor decretou a sua desgraça" (1 Rs 22:19-23).

Era algo bem feio que precisava ser feito.

Então, nada mais adequado do que ser feito pelo senhor das coisas horríveis.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

LIVRO DE AMÓS (“CARREGADOR DE FARDOS”)


- Para quem foi escrito este livro? Em sua maioria, para os judeus do reino do Norte (Israel), mas, também, para o reino do Sul (Judá).

- Por quem foi escrito (autor)? Amós.

- Em qual momento histórico? 70 anos antes da queda de Israel diante dos assírios e 190 anos antes da queda de Judá diante dos babilôni-cos, quando o povo de Deus estava se afundando nos pecados de idolatria, violência e injustiça social.

- Por que este livro foi escrito? Porque Deus enviou advertências ao seu povo em for-ma de fome, sede, desgraças, gafanhotos, pragas e der-rotas militares, mas o povo recusou-se a ver a mão de Deus nesses acontecimentos e o julgamento era inevi-tável.

- Para quê este livro foi escrito? Para chamar o povo ao arrependimento e ao relacionamento com Deus nos termos da aliança (“Buscai-me e vivei” – 5.4).


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 26 de outubro de 2025

LIVRO DE JOEL: (“JEOVÁ É DEUS”)


- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Joel.

- Em qual momento histórico? Quando a nação foi devastada por uma terrível nuvem de gafanhotos.

- Por que este livro foi escrito? Porque aquela destruição por gafanhotos era um sinal do dia do julgamento de Deus contra seu povo (que o profeta chama de o Dia do Senhor), pois eles estavam se afastando da aliança com Deus.

- Para quê este livro foi escrito? Para chamar o povo ao arrependimento; e, também, para anunciar o “Grande e Terrível Dia do Senhor”, quando Deus julgará não somente o seu povo, mas todas as nações da terra.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO

 


A matéria venceu a batalha porque o Cordeiro morto antes da fundação do mundo sustenta o paradoxo desde sempre.

Era da vontade do Cordeiro que tudo viesse à existência para serviço do louvor da Sua própria glória. Sabemos disso porque as Escrituras afirmam que a obra de Cristo foi “conhecida antes da criação do mundo” (1Pe 1:20).

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque NELE foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado POR Ele e PARA Ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1.15-17)

Através do axioma “assim na terra como no céu”, concluímos que tudo que veio à existência foi percebido em acontecimentos que transcorreram em mais de um nível de realidade.

O que aconteceu sobre o véu, foi replicado sob o véu.

Esse é o chamado ‘efeito espelho’, onde tudo que acontece em um lugar é espelhado para outro nível de realidade.

O Apóstolo João nos conta a história da batalha da matéria contra a antimatéria através de um desfile de situações fantásticas, habitadas por seres de aparência dantesca.

A batalha pela consolidação de nosso universo foi contada na forma do simbolismo peculiar do Livro da Revelação, o Apocalipse.

A sabedoria da profecia de João, a exemplo dos escritos dos sábios hermetistas e dos antigos rabinos cabalistas, foi ocultada por véus, para ser entendida apenas por aqueles que eram dignos de receberem a revelação do segredo.

“E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Ap 12.7-9).

O texto começa nos informando literalmente o local onde a batalha foi travada. A batalha foi no céu. Na imensidão de todo o espaço de nosso universo.

Lúcifer foi banido do Céu dos Céus, onde vivia do lado externo do Lago das Águas Primordiais, servindo ao Eterno no Monte da Congregação. Após a revolta dos anjos, Lúcifer foi banido da eternidade para o tempo. Foi banido para o comprimento da onda onde o nosso universo estava em plena evolução.


 Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 19 de outubro de 2025

LIVRO DE OSÉIAS (“SALVAÇÃO”):




- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do Reino do Norte (Israel).

- Por quem foi escrito (autor)? Oséias.

- Em qual momento histórico? Até alguns anos antes da queda de Israel diante do império assírio.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo e seus governantes haviam quebrado a aliança com Deus, misturando a adoração pura ao Senhor com a idolatria dos povos vizinhos, em particular, a adoração a Baal.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que Deus é único e soberano e Ele não tolera o sincretismo religioso nem exigências rivais. 


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

OPOSTOS SE DESTROEM

 



“O que fazemos em vida ecoa na eternidade. Conheci um homem que disse uma vez que a morte sorri a todos nós. Tudo o que podemos fazer é sorrir de volta” (do filme Gladiador, dirigido por Ridley Scott).

Nos momentos iniciais do Big Bang, matéria e antimatéria foram criadas na mesma proporção e ao mesmo tempo, surgindo pelo poder da Palavra que “chama à existência coisas que não existem, como se existissem” (Rm 4:17).

Contrariando toda lógica, para cada quark existia um antiquark, para cada próton existia um antipróton, para cada elétron existia um antielétron, para cada fóton existia um antifóton.

O inexplicável desse evento é que matéria e antimatéria não podem coexistir no mesmo espaço e ao mesmo tempo, pois, a colisão das duas gera uma explosão que destrói ambas.

A ciência acredita que matéria e antimatéria foram trazidas à existência em quantidades iguais e que se destruiram a uma velocidade de tempo inimaginável.

É a matemática do +1 confrontando o – 1! Não sobra nada. Mas o que era matematicamente impossível aconteceu, e, os cientistas só poderão explicar esse ‘milagre’, quando acrescentarem a pessoa de Deus às suas equações.

Em tese, imediatamente após o big-bang, a quantidade de matéria criada deveria corresponder a uma quantidade igual de antimatéria. Por essa equação o universo nunca deveria ter sido formado tal qual como é. O que deveria haver em seu lugar seria um eterno mar de energia.

O que foge da lógica a ciência não explica e caminha na busca por respostas para esse mistério.

Logo no início de sua história, todo o universo estava fadado ao fim.

Basta fazer um simples cálculo para compreendermos que se existem 1000 partículas de matéria e 1000 partículas de antimatéria colidindo e se anulando, obviamente, não deveria sobrar nada.

Por alguma razão ainda não explicada, a matéria venceu a batalha contra sua rival de polaridade inversa. Sobrou mais matéria. E o saldo de matéria se moldou e formou tudo que existe: a luz, planetas, galáxias, estrelas e você.

Existe um paradoxo que a ciência não compreende! – ‘Porque a matéria venceu essa batalha?’.

A resposta ainda não foi elaborada pela ciência, todavia temos a certeza de que existimos por causa dessa misteriosa vitória!

Quem sustentou o paradoxo fazendo com que todas as coisas viessem à existência como hoje a conhecemos?

A resposta está nas Escrituras inspirada pelo Espírito Santo que habilita o homem a enxergar além da física material.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

domingo, 12 de outubro de 2025

LIVRO DE DANIEL (“DEUS É [MEU] JUIZ”)


- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que estavam no exílio babilônico.

- Por quem foi escrito (autor)? Daniel.

- Em qual momento histórico? Daniel foi levado para o exílio da Babilônia; o seu mi-nistério profético cumpriu-se entre os exilados.

- Por que este livro foi escrito? Porque, diante da destruição da nação, de Jerusalém e do Templo de Salomão por mãos babilônicas, o povo não conseguia entender a soberania de Deus.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que Deus é soberano – não importam as circunstâncias – e que o seu povo deve ser-lhe fiel em qualquer situação; e, para prepará-los para a perseguição religiosa que estava por vir, quando o rei tentaria fazer com que eles abandonassem a sua fé.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

ARCANJO RAFAEL

 


RAFAEL

 

Rafael é denominado pela Igreja como um Arcanjo pela ortodoxia católico romana.

No Livro apócrifo de Tobias, o próprio Rafael confirma que está diante de DEUS:

"Eu sou Rafael, um dos sete Anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à Glória do SENHOR".

 No Livro de Tobias temos a informação de que são 7 o numero dos Arcanjos.

Sem entrar no mérito da questão, continuamos nosso estudo levando em conta a canonicidade da Bíblia com 66 livros.

 

OS ANJOS

 

Os Anjos são responsáveis pela execução dos serviços mais simples, mas que são necessários e insubstituíveis para o perfeito funcionamento dos mundos.

 

CARACTERÍSTICAS DOS ANJOS

 

a-    Estão em apenas um lugar de cada vez

Lucas 1:26  - “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré”.

Se anjos são enviados, é porque estão em um lugar e deslocam para outro lugar.

Anjos não são onipresentes.

Onipresença é um atributo que pertence somente ao Criador.

Os anjos se locomovem com muita velocidade e perfeição,

todavia, como seres criados,

só podem estar em um lugar de cada vez.

Estão limitados ao tempo e ao espaço.

 

b-    Quantos anjos existem¿

Apocalipse 5:11 – “E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares”.

Não sabemos quantos são,

mas a percepção de João é que são milhões de milhões,

milhares de milhares!

 

c-    Anjos da Guarda

Mateus 18:10 – “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus”.

 

Uma antiga crença judaica ensina que o anjo da guarda de alguém tem a aparência daquele a quem guarda.

 

Atos 12:14-15 – “E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta. E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: É o seu anjo”.

Para muitos ANJO DA GUARDA é ficção! Coisa de pessoa esotérica.

Mas, não há como negar um fato!

A Bíblia Sagrada atesta esta realidade de anjos da guarda em muitos textos:

Exodo 23.20 – “Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado”.

 

d-    O poder dos anjos

Salmos 103:20 – “Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra”.

2 Pedro 2:11 – “Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor”.

 

Os anjos são poderosos, mas não são onipotentes.

Somente o Criador é Todo Poderoso.

Nessa atual dispensação,

os anjos são mais poderosos que os seres humanos.

 

Hebreus 2:6-7 – “Mas em certo lugar testificou alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites? Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, de glória e de honra o coroaste, e o constituíste sobre as obras de tuas mãos.”

 

Todavia, após a segunda vinda do Senhor, os salvos serão alçados a uma posição superior à dos anjos.

1 Coríntios 6:3 – “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?”


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

domingo, 5 de outubro de 2025

LIVRO DE EZEQUIEL (“DEUS FORTALECE”)



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que estavam no exílio babilônico.

- Por quem foi escrito (autor)? Ezequiel.

- Em qual momento histórico? O profeta foi levado para a Babilônia junto com o rei Joaquim e o povo; o seu ministério profético se ini-ciou entre os exilados, no 5o ano do cativeiro.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo estava confuso com a destruição de Je-rusalém (Deus não deveria ter defendido seu povo? Não tinha com eles uma aliança?).

- Para quê este livro foi escrito? Para encorajar e despertar a esperança nos judeus exilados no cativeiro, lembrando-lhes que Deus é soberano e que Sua glória havia deixado Judá por causa do pecado, mas que esta mesma glória voltaria quando Deus restaurasse os judeus à sua terra e reavivasse sua vitalidade espiritual.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com


quinta-feira, 2 de outubro de 2025

ARCANJO GABRIEL

Tudo leva a crer que Gabriel também é um Arcanjo devido sua posição de primazia sobre os demais anjos.

 

A declaração “Sou gabriel, o que assisto na presença de Deus” proferida a Zacarias, pai de João Batista, nos leva a crer que esse Ser tem acesso direto ao trono de Deus, e isso o destaca dos demais anjos.


Enquanto Miguel cuida diretamente do Povo de Deus, Gabriel cumpre missões específicas para o Criador.

 

Daniel 8:16

E ouvi a voz de um homem que vinha do Ulai: “gabriel, dê a esse homem o significado da visão”.  

 

Daniel 9:21

enquanto eu ainda estava em oração, gabriel, o homem que eu tinha visto na visão anterior, veio voando rapidamente para onde eu estava, à hora do sacrifício da tarde.  

 

Lucas 1:19

O anjo respondeu: Sou gabriel, o que assisto na presença de Deus. Fui enviado para lhe transmitir estas boas novas.  

 

Lucas 1:26

No sexto mês Deus enviou o anjo gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia,  



Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com