Como regra para o estudo dos dias da criação, usaremos a ciência para
explicar as Escrituras e não o contrário. Faremos assim, pois consideramos que
o texto das Escrituras Sagradas é superior às descobertas científicas.
A ciência deve se render à Bíblia usando-a como principal ferramenta de
investigação. Se a ciência não fizer isso estará atrasando a sua própria
evolução.
Muitos textos das Escrituras já foram explicados pela ciência, enquanto muitos
outros ainda não foram ‘provados cientificamente’. Todavia, esse é um problema
da ciência, não da Bíblia.
Apesar de muitos postulados das Escrituras estarem aguardando
confirmação científica, isso significa apenas que a ciência não evoluiu o
suficiente para explicar aquelas verdades. Quanto mais o tempo passa, mais
provas contundentes são apresentadas para confirmar que a Bíblia sempre está
com a razão.
O que podemos afirmar com toda convicção é que nenhuma voz pode se
elevar acima das Escrituras, nem a religião, nem a filosofia, nem a ciência.
Todavia, alguns amedrontados tentam ajudar a Deus na tarefa de convencer o
homem de que Ele é o maioral do Universo. Deus não precisa desse tipo de ajuda,
muito menos de usar o homem como bengala para se afirmar filosoficamente como o
Criador do Universo. O Eterno sabe que se a ciência for boa, ela produzirá
reverência, e enquanto avança, a ciência tratará de, silenciosamente, mostrar
Sua assinatura que existe de forma oculta em cada coisa que Ele criou.
Na tentativa de tentar proteger as Escrituras, que ultimamente parecia
estar enfraquecida diante das últimas descobertas da ciência, muitos teólogos
estão afirmando em seus arrojados tratados de teologia sistemática que o texto
de Genesis capítulo 1 é metafórico e que Moisés quis dizer seis eras, e não
seis dias de vinte e quatro horas.
Esse estratagema não passa de um truque que objetiva fazer a Bíblia ter
razão a qualquer preço. Um truque desnecessário, que reduz a beleza do
admirável processo da criação.
Na busca de parecerem-se intelectualizados e com isso arrebanhar o maior
número possível de prosélitos, esses religiosos sistêmicos procuram os favores
da aprovação popular, e para isso vendem a própria alma enquanto abrem mão de
suas primitivas convicções teológicas. Se vendem para teorias científicas
fazendo-as verdades absolutas enquanto torcem o real sentido das Escrituras
fazendo-a caber em suas explicações mirabolantes. Entretanto o caminho inverso
também acontece quando, buscando outra classe intelectual de prosélitos, esses
aproveitadores negam qualquer tipo de ciência, até mesmo aquela que louva o
Criador, enquanto explica de forma correta o funcionamento do Universo.
O verdadeiro adorador de YHWH é indiferente a esse tipo de embate.
Silenciosamente ele entende que poucos são aqueles que, em cada geração estão
preparados para a verdade. Aqueles que reconhecem a Verdade, quando essa se lhe
apresenta nas sutilezas.
Esses são aqueles que reconhecem as pérolas da sabedoria e sabem o seu
real valor. Reservam as pérolas para a coroa, nunca as lançando à vulgaridade
suína da ignorância.
Pérolas lançadas aos porcos são misturadas à lama da irreverência e ao
desprezível alimento mental daqueles que justamente igual aos porcos não
possuem, nem querem possuir a articulação que os possibilita a olhar para cima.
Enquanto viverem como porcos, estão condenados a olhar apenas para
baixo, para suas próprias misérias e para o resultado do seu trabalho
intestinal.
Deus e o seu Livro não precisam de truques para se afirmar quanto
verdade.
Nesse trabalho, sustentamos que toda a criação aconteceu em seis dias de
vinte e quatro horas, totalizando cento e quarenta e quatro horas de uma
semana. Esse é o tempo consumido na criação e construção do Universo.
Antes de mergulharmos no assunto dos dias da criação, se faz necessária
uma pequena parada para uma nova introdução e para entender cada dia e os atos
de Deus em cada um deles indico ao leitor a leitura do ‘Criação Desvendada’,
desse escritor.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
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