quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

O QUE ESTÁ ESCRITO NO LIVRO DO TEMPO ACERCA DE VOCE?

 



A identidade do homem está intimamente ligada à sua consciência de missão.

Entenda que a sua missão só poderá ser cumprida através de muito trabalho e de muito movimento. Um pesado exercício para a alma similar ao exercício para o corpo físico; e como bem sabemos: toda atividade gera energia e calor.

O homem consciente de sua vocação compreende que a sua vida deve ser consumida como uma chama consome a verticalidade de uma vela. Na medida em que a vela produz luz e calor, lentamente ela vai se acabando. Até o momento em que emite a sua última chama, a vela ainda cumpre o propósito para o qual veio a existir.

Perceba que quanto mais uma vela ilumina um ambiente e quanto mais calor ela produz, menor ela fica.

Os sábios entendem que a evolução do espírito nos torna pessoas menores. A utilidade pelo serviço sempre nos torna mais humildes. Enquanto se consome na utilidade da chama, seu corpo físico se derrete mudando a essência do físico para o astral.

Enquanto somos transformados pela imaterialidade do Fogo, a matéria densa é devastada produzindo calor e luz para o espírito eterno. 

O fogo sempre aponta para o alto. Não importa a posição em que você coloque uma vela, o fogo sempre ficará perpendicular ao céu, como se quisesse voltar para o lugar de onde veio.

Algumas velas são decorativas. Elas são muito bonitinhas e por isso as guardamos, esperando usá-las em uma data especial. A verdade é que ficamos com pena de queimá-las.

O tempo passa até que em um dia qualquer nos deparamos com aquela ‘vela bonitinha’ perdida em uma gaveta de nosso armário. Quando a pegamos percebemos que a parafina ressecou e se desfaz apenas com o toque das mãos.

Adeus àquela vela, que nunca cumpriu a sua missão de ser vela.

A parafina não é eterna, assim como nosso corpo físico também não é.

Muita gente se guarda nas gavetas da existência sem nunca cumprirem sua missão de ser gente, de ser o que se deve ser.

“Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele” (Jean de La Fontaine). Quantos ainda estão fugindo do seu destino?!

Como o filho perdido da parábola, somos peritos em nos afastar de Deus; e geralmente usamos nossas vidas para nos embrenhar por caminhos que nos levam para longe dos braços do Pai. 

Estar no caminho certo é muito mais importante do que ter pressa.

Antes de iniciar a jornada, é melhor parar e averiguar no mapa se a direção escolhida é a estrada correta. Afinal, ter pressa no caminho errado, significa se afastar para muito mais longe do destino.

‘Você está triste com o rumo que sua vida tomou?’ ‘Você se sente distante da sua verdadeira vocação?’ ‘Você sente um vazio existencial e parece que suas realizações são vazias de significado?’.

Se é verdade que Deus combinou previamente conosco o que deveríamos fazer com a nossa vida, o que fazer para nos lembrar disso?

Como sempre, a resposta está nas Escrituras: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14:26).

Permita que o Espírito de Deus te relembre do que foi combinado.  “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16).

Produzir ‘deja vú’ é uma tarefa do Espírito Santo.

"Nenhum homem pode revelar a você nada além daquilo que já está meio adormecido no alvorecer de seu conhecimento” (Khalil Gibran).

Toda vez que, mesmo por um pequeno intervalo de tempo, somos surpreendidos pela convicção do nosso chamado, significa que estamos recebendo um flash de memória. Daquela memória antiga, dos tempos em que nos relacionamos com Deus, nas entranhas do Pai dos Espíritos. Uma espécie de ‘deja vú’: uma certeza de que lugares, pessoas e até mesmo odores e sensações já foram vividas, experimentadas, combinadas.

Essa curiosa experiência não tem relação com vidas passadas. Ela tem relação com a nossa única vida, afinal somos seres espirituais passando por uma experiência física.

Na experiência material, onde o espírito se encontra eclipsado pelo denso tecido da carne, um ‘deja vú’ é a confirmação espiritual de que estamos no lugar certo ou com a pessoa certa.

Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais ‘flash’ dessa antiga memória nós teremos. Quanto mais priorizamos a vida espiritual, em detrimento da vida física, mais lembranças são ativadas e maior é a sensação de empolgação.

A vida no centro da vontade de Deus assume ares de saga heróica, onde ficamos destemidos e convictos de que nascemos para realizar aquilo que estamos fazendo.

A certeza da missão do herói produz intrepidez, coragem e nos motiva o tempo todo a prosseguir. “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós. Oráculo do Senhor: É um projeto de felicidade e não de sofrimento: dar-vos um futuro e uma esperança!” (Jr 29.11).

Todavia não espere que venha tudo de uma vez! A caminhada na procura pela consciência da missão nos é comunicada de forma fracionada.

O caminho se faz na medida em que você caminha por ele.

Vai haver lutas, decepções, traições, alegrias, euforias, sempre uma explosão de sentimentos de toda natureza.

Acredite que a sua missão pode estar dentro das paredes da igreja local, mas jamais limitada a ela. Sua vocação empenhada no seu projeto de vida é superior a placas e a endereços físicos. Caminhe sem parar, sabendo que “Deus constrói o seu templo no nosso coração e sobre as ruínas das igrejas e das religiões” (Ralph Waldo Emerson).

Você tem a resposta. Está no seu espírito. Seu relacionamento com Deus vai fazer você se lembrar do que foi combinado.

"Viver é a coisa mais rara do mundo. Muitas pessoas apenas existem" (Oscar Wilde).

Sua missão é ser você mesmo.

É viver a sua vida e não a vida dos outros.

O reconhecimento da nossa verdade pessoal acontece aos poucos na forma de um delicioso conta gotas. É como se uma garrafa de soro de luz estivesse conectada ao tecido do nosso espírito. Alimenta, hidrata e cura!

As belas-artes me parece que são expressões de uma terra distante. Ecos de uma civilização que eu já habitei. Esse sentimento sempre me ocorre quando escuto uma Sinfonia de Beethoven ou uma música de Pat Metheny.

Algumas pinturas me remetem a lugares que parece que eu já fui. ‘Noite Estrelada Sobre o Ródano’, de Van Gogh faz isso comigo! Sempre que olho para essa pintura, me flagro falando comigo mesmo: ‘eu já fui nesse lugar’!

Os bustos esculpidos por Rafael me trazem a lembrança de faces de pessoas que parece que eu conheço desde sempre. E talvez eu tenha conhecido mesmo, e ouvido mesmo e sentido MESMO tudo isso!

Afinal o arquétipo pertence a outro lugar; o lugar onde eu estava antes de ser encarnado nesse corpo de matéria.

 Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

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