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Alguns chegam a fazer piada dizendo que “se o paciente
sobreviver... cobra. Se o paciente morrer... cobra”. Fazem referencia ao
comercio que se faz com a saude humana. E a origem é essa mesma... o comercio.
Esse erro de simbologia foi popularizado pelas forças armadas americanas que
faziam remoção de corpos de campos de batalha, usando uma espécie de passe
livre diplomático. O símbolo desse serviço eram duas cobras enroladas num
bastão, uma significando a saúde e a outra significando o comercio internacional.
Realmente, a vida e a morte são casos de movimentação financeira.
A ofiolatria - ou culto à serpente era
muito comum nas civilizações antigas.
"A cobra seria o bem e o mal, a
sagacidade e a imortalidade, o elo entre o mundo conhecido (a superfície da
Terra) e o desconhecido (os subterrâneos)", afirma Joffre de Rezende, da
Universidade Federal de Goiás.
Após 40 anos de peregrinação no deserto,
os israelitas reclamaram novamente contra Deus e Moisés. Reclamaram da cozinha
de Deus dizendo: "Nossa alma tem fastio deste pão
vil". Referiam-se ao maná. Tinham repugnância
ao maná, a provisão diária de alimento.
Ao contrário do que imaginavam, a reclamação apenas piorou aquilo que eles
achavam que estava ruim.
“NÃO HÁ NADA TÃO RUIM, QUE NÃO POSSA
PIORAR”.
Serpentes abrasadoras
do deserto apareceram no meio do povo e começaram
a morder a todos.
A mordida era ardida e a sensação era de
queimadura. A morte era conseqüência de dor pelo fogo e envenenamento.
Aí temos a resposta para a primeira
metáfora: o pecado conduz à morte. O salário do pecado é a morte.
Os israelitas já estavam doentes e não
sabiam. Estavam doentes em suas almas, mortos em seus espíritos por causa de
seus delitos e pecados.
A picada das serpentes apenas trouxe um choque de realidade.
Trouxe consciência do pecado. Acordou os israelitas no mundo físico
acerca daquilo que já havia acontecido no mundo espiritual.
Imediatamente pediram socorro a Moisés. Arrependeram-se e clamaram por
misericórdia.
Foi então que Deus ordenou que Moisés
fizesse uma serpente de cobre e a colocasse sobre uma
haste.
Todos os que tinham sido mordidos eram
sarados ao olharem para ela.
Não havia nenhum poder especial na
serpente de cobre, tanto que em dias posteriores, nos tempos do Rei Ezequias,
os israelitas estavam tratando a serpente de cobre como se fosse uma relíquia,
amuleto, ou talismã.
DEUSIFICANDO OBJETOS. FAZENDO OS SIMBOLOS
PERDEREM SEU SIGNIFICADO. TRANFORMANDO OS SIMBOLOS COMO UM FIM EM SI MESMOS.
O
rei Ezequias a quebrou em pedaços (2 Reis 18.4).
Era uma mensagem direta àqueles que
conferem poderes mágicos e unção especial a objetos e coisas. Isso é bruxaria,
paganismo religioso.
Óleo ungido não cura, muito menos expulsa
demônios. Fitinha ungida, copo dágua, campanhas e tantas outras estratégias não
passam de misticismo, sincretismo religioso. Uma espécie de macumba evangélica.
Coisas são símbolos. O milagre está em
Deus.
Nunca confira poder ao óleo ao objeto. Isso não tem poder algum. A cura vem de Deus.
Esse episódio da história de Israel aponta diretamente para Cristo.
Em sua conversa com Nicodemos, Jesus disse
que,
"do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto,
assim importa que o Filho
do Homem seja
levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (João
3.14-15).
Ao dizer que seria necessário "ser
levantado", Jesus estava se referindo à
cruz (João 8.28; 12.23, 32, 34), e à Sua exaltação após o cumprimento de sua
missão (Atos 2.33; 5.31; Filipenses 2.9).
Toda a humanidade foi "mordida"
pela serpente. Ao dar ouvido à antiga serpente, a
queda significou a morte espiritual.
O remédio oferecido por Deus é a pessoa
de Cristo levantado sobre o
madeiro (1 Pedro 2.24).
Cristo não é vacina. Cristo é antídoto.
Ele é cura é para pessoas mordidas, e não
proteção contra as picadas.
Veio para os que se reconhecem como
doentes (Marcos 2.17) e não para os que acham que estão sãos.
Cristo é cura para aqueles que se admitem
doentes. Salvação de graça para quem se “encontra perdido”.