...Perceba que para calcularmos a velocidade de um
objeto usamos a seguinte fórmula: velocidade da luz= distância / tempo
(velocidade da luz é igual a distância dividida pelo tempo). Todavia a
velocidade da luz nunca é variável, por isso essa equação sempre terá um valor
fixo:
299.792.458 m/s = distância / tempo.
Diferente do espaço e do tempo, a velocidade da
luz é quem dita o que vai acontecer com as demais variáveis da equação. Espaço
é variável, tempo é variável, a única constante do universo é a velocidade da
luz.
Como nada pode exceder a velocidade da luz, só
resta uma conclusão: a distância tem que encolher e o tempo tem que desacelerar
para compensar o resultado da equação.
Finalmente podemos concluir que se “andarmos na luz, como ele na luz está” (1
Jo 1.7) confrontaremos a fronteira final: o paradoxo da ausência do tempo e do
espaço.
Na velocidade da luz o tempo e o espaço se
encolhem até se tornarem uma coisa só.
Enquanto estivermos aprisionados nessa armadura
de carne, limitados pela percepção dos sentidos físicos, não teremos palavras
ou mesmo sentimento que tenha a capacidade de expressar o que seria “viver na luz”, sem nenhuma barreira
física que produza sombra. Paulo, estando diante de uma compreensão esotérica,
descreveu o indescritível: “As coisas que
o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as
que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2:9).
“Haja luz” (Gn 1.3)! Essa é a primeira fala explícita de
Deus.
Após o Big Bang, o universo recebeu uma esplêndida explosão de fótons, que
só puderam ficar livres após a vitória da matéria sobre a antimatéria. Os
fótons se libertaram do plasma original que servia de barreira à sua
luminosidade. A luz passou a perseguir a expansão do universo, viajando à
altíssima velocidade de 300 mil km/s. A partir daquele momento, o universo de
trevas, iluminou-se.
A teoria da Relatividade Geral afirma ainda que a gravidade é o
resultado da distorção que determinada massa provoca no “tecido” do espaço.
Nesse sentido quando determinado objeto se movimenta em alta velocidade pelo
espaço, formam-se as chamadas Ondas Gravitacionais.
A gravidade não é somente uma força invisível que exerce atração sobre
corpos celestes, ela é uma distorção do próprio espaço. Quando objetos se
movimentam, cada um deles, em função de sua massa, provoca uma onda no espaço.
Essa onda é semelhante ao que acontece quando uma pedra é lançada na
superfície de um lago: o impacto da pedra provoca uma onda que passa a viajar
em busca do limite da margem.
As vibrações no ‘tecido’ do tempo-espaço começaram com o impacto do Pão
lançado sobre a superfície das águas do lago primordial. O resultado desse
impacto sobre o tecido do espaço-tempo é a produção de uma onda que viaja a 300
mil quilômetros por segundo. Começou ali e continuará até o limite da margem,
que é o fim de todas as coisas criadas sobre a superfície do Lago das Águas
Primordiais.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
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