domingo, 8 de fevereiro de 2026

RELATIVIDADE - PARTE 2

 



...Perceba que para calcularmos a velocidade de um objeto usamos a seguinte fórmula: velocidade da luz= distância / tempo (velocidade da luz é igual a distância dividida pelo tempo). Todavia a velocidade da luz nunca é variável, por isso essa equação sempre terá um valor fixo:

299.792.458 m/s = distância / tempo. 

Diferente do espaço e do tempo, a velocidade da luz é quem dita o que vai acontecer com as demais variáveis da equação. Espaço é variável, tempo é variável, a única constante do universo é a velocidade da luz.

Como nada pode exceder a velocidade da luz, só resta uma conclusão: a distância tem que encolher e o tempo tem que desacelerar para compensar o resultado da equação.

Finalmente podemos concluir que se “andarmos na luz, como ele na luz está” (1 Jo 1.7) confrontaremos a fronteira final: o paradoxo da ausência do tempo e do espaço.

Na velocidade da luz o tempo e o espaço se encolhem até se tornarem uma coisa só.

Enquanto estivermos aprisionados nessa armadura de carne, limitados pela percepção dos sentidos físicos, não teremos palavras ou mesmo sentimento que tenha a capacidade de expressar o que seria “viver na luz”, sem nenhuma barreira física que produza sombra. Paulo, estando diante de uma compreensão esotérica, descreveu o indescritível: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2:9).

“Haja luz” (Gn 1.3)! Essa é a primeira fala explícita de Deus.

Após o Big Bang, o universo recebeu uma esplêndida explosão de fótons, que só puderam ficar livres após a vitória da matéria sobre a antimatéria. Os fótons se libertaram do plasma original que servia de barreira à sua luminosidade. A luz passou a perseguir a expansão do universo, viajando à altíssima velocidade de 300 mil km/s. A partir daquele momento, o universo de trevas, iluminou-se.

A teoria da Relatividade Geral afirma ainda que a gravidade é o resultado da distorção que determinada massa provoca no “tecido” do espaço. Nesse sentido quando determinado objeto se movimenta em alta velocidade pelo espaço, formam-se as chamadas Ondas Gravitacionais.

A gravidade não é somente uma força invisível que exerce atração sobre corpos celestes, ela é uma distorção do próprio espaço. Quando objetos se movimentam, cada um deles, em função de sua massa, provoca uma onda no espaço.

Essa onda é semelhante ao que acontece quando uma pedra é lançada na superfície de um lago: o impacto da pedra provoca uma onda que passa a viajar em busca do limite da margem.  

As vibrações no ‘tecido’ do tempo-espaço começaram com o impacto do Pão lançado sobre a superfície das águas do lago primordial. O resultado desse impacto sobre o tecido do espaço-tempo é a produção de uma onda que viaja a 300 mil quilômetros por segundo. Começou ali e continuará até o limite da margem, que é o fim de todas as coisas criadas sobre a superfície do Lago das Águas Primordiais.


Cesar de Aguiar

teolovida@gmail.com

 

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