terça-feira, 2 de junho de 2026
DOMINAÇÕES
segunda-feira, 1 de junho de 2026
POTESTADE
domingo, 31 de maio de 2026
ARCANJOS: OS MENSAGEIROS E GUERREIROS DAS GRANDES MISSÕES DIVINAS
Quando a Bíblia fala do mundo espiritual, ela revela que existem diferentes ordens angelicais, cada uma com funções específicas no governo de Deus sobre a criação.
Entre essas ordens, os arcanjos ocupam uma posição de destaque. O termo "arcanjo" significa literalmente "anjo principal" ou "anjo chefe", indicando autoridade e responsabilidade sobre missões de grande importância.
As Escrituras mencionam explicitamente o arcanjo . Em Daniel 10:13 ele é chamado de "um dos primeiros príncipes". Em Daniel 12:1 aparece como o grande defensor do povo de Deus. Já em Judas 1:9 é identificado como arcanjo ao disputar com o diabo acerca do corpo de Moisés.
Miguel representa a dimensão guerreira do serviço celestial. Sua atuação está associada à proteção, ao combate espiritual e à defesa dos propósitos divinos. Em 12:7-9, ele lidera os exércitos celestiais na batalha contra o dragão e seus anjos.
Outro mensageiro celestial de grande relevância é . Embora a Bíblia não o chame diretamente de arcanjo, a tradição cristã frequentemente o inclui nessa categoria devido à importância de suas missões. Foi Gabriel quem anunciou ao profeta revelações proféticas e também comunicou a o nascimento de Jesus.
Os arcanjos aparecem sempre em momentos decisivos da história da salvação. Eles não atuam em tarefas comuns, mas em acontecimentos que envolvem nações, profecias, batalhas espirituais e a execução de planos divinos que impactam gerações.
O apóstolo também menciona a "voz do arcanjo" associada ao retorno de Cristo, demonstrando a ligação dessa ordem angelical com eventos escatológicos de grande magnitude.
A tradição cristã ensina que os arcanjos são sinais da soberania de Deus sobre a história. Sua existência lembra que o universo não está entregue ao acaso. Por trás dos acontecimentos visíveis, Deus continua governando, protegendo e conduzindo seu propósito eterno.
Assim, os arcanjos simbolizam autoridade espiritual, serviço fiel, proteção divina e obediência absoluta ao Criador. Eles apontam para uma verdade fundamental das Escrituras: Deus permanece ativo na história humana, conduzindo todas as coisas segundo sua vontade perfeita.
III JOÃO
- Para quem foi escrito este livro? “Ao amado Gaio...” (vs. 1).
- Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.
- Em qual momento histórico? Por volta dos anos 80-90 d.C.
- Por que este livro foi escrito? Porque havia uma rivalidade mesquinha entre Diótrefes e os demais líderes daquela igreja sobre a hospitalidade que deveria ser demonstrada para com os missionários viajantes.
- Para quê este livro foi escrito? Para recomendar que a igreja recebesse com amor os missionários viajantes (inclusive Demétrio, que foi levar este carta àqueles cristãos); e, para repreender Diótrefes (por sua conduta em relação aos demais irmãos e aos missionários).
sexta-feira, 29 de maio de 2026
QUERUBIM
AS VIRTUDES: O CORO ATRAVÉS DO QUAL O PODER DE DEUS SE MANIFESTA
OS PRINCIPADOS: A ORDEM ESPIRITUAL LIGADA À HISTÓRIA DAS NAÇÕES
quinta-feira, 28 de maio de 2026
II JOÃO
- Para quem foi escrito este livro? “À senhora eleita e aos seus filhos...” (vs 1).
- Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.
- Em qual momento histórico? Por volta dos anos 90-100 d.C.
- Por que este livro foi escrito? Porque seus leitores estavam sendo ameaçados por um falso ensino que negava que Jesus Cristo havia se encarnado (4.2-3) (este falso ensino é chamado de Docetismo, uma variação do gnosticismo).
- Para quê este livro foi escrito? Para reafirmar a verdade aos seus leitores; para, ressaltar os ideais cristãos de pureza e amor; e, para ensinar como tratar os falsos mestres.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
SERAFINS
Quando o profeta Isaías entrou no templo naquele dia, ele não imaginava que veria o céu aberto. Era um tempo de instabilidade em Israel. O rei Uzias havia morrido, e a nação sentia o peso da insegurança e da perda. Foi nesse cenário que Deus decidiu revelar algo maior que qualquer reino humano.
“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e as abas de suas vestes enchiam o templo.” — Is 6:1
O templo desapareceu diante da glória divina.
Isaías viu o Senhor exaltado em majestade, enquanto o ambiente ao redor tremia. As portas se abalavam ao som das vozes celestiais, e fumaça enchia todo o lugar.
Então ele os viu.
Acima do trono estavam os serafins — criaturas ardentes, seres consumidos pela intensidade da presença de Deus.
“Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam.” — Is 6:2
A palavra “serafim” vem do hebraico saraph, que significa “ardente” ou “aquele que queima”. Eles vivem diante da glória de Deus, mas mesmo tão próximos do trono cobrem o rosto em reverência.
Isso revela algo profundo: quanto mais perto alguém está de Deus, menos confiança tem em si mesmo.
Com duas asas cobriam os pés — um gesto de humildade diante do Santo. E com duas voavam, sempre prontos para servir.
Mas o mais impressionante não eram suas asas.
Era a mensagem que proclamavam.
Eles não falavam sobre poder. Não falavam sobre juízo. Não falavam sobre os mistérios do universo.
Clamavam apenas uma verdade:
“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” — Is 6:3
A santidade de Deus era tão intensa que o templo inteiro estremecia.
“As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.” — Is 6:4
Foi então que Isaías percebeu sua própria condição.
Diante da santidade absoluta, ele não se sentiu digno. Não se sentiu forte. Não se sentiu preparado.
Sentiu-se perdido.
“Então disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” — Is 6:5
Porque quem contempla o trono começa imediatamente a enxergar a própria alma.
Mas naquele ambiente de santidade aconteceu algo extraordinário.
Um dos serafins saiu da presença do altar trazendo uma brasa viva.
“Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz.” — Is 6:6
A brasa tocou os lábios do profeta.
Não para destruí-lo. Mas para purificá-lo.
“Com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.” — Is 6:7
O fogo vindo do altar carregava purificação.
O mesmo fogo que consome o pecado purifica aquele que se aproxima de Deus com humildade.
E somente depois disso Isaías ouviu a voz do Senhor:
“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” — Is 6:8
Agora o profeta estava pronto.
Porque antes da missão veio o altar. Antes da voz profética veio o fogo.
Então Isaías respondeu:
“Eis-me aqui, envia-me a mim.” — Is 6:8
Talvez esse ainda seja o problema de muitos cristãos hoje.
Querem a missão sem o altar. Querem a voz sem purificação. Querem falar de Deus sem antes serem tocados pelo fogo.
Mas ninguém permanece frio depois de estar perto do trono.
Porque quem realmente contemplou a santidade de Deus carrega para sempre as marcas do fogo.
Cesar de Aguiar
TRONOS: A ORDEM DE SERES QUE SUSTENTA O GOVERNO DE DEUS
Quando a Bíblia fala sobre o mundo espiritual, ela não descreve um universo caótico.
Ela fala de ordem.
Paulo escreve que, por meio de Cristo, “foram criadas todas as coisas… tronos, dominações, principados e potestades” (Cl 1:16).
Aqui, “tronos” não se refere a cadeiras celestiais, mas a uma ordem espiritual ligada ao governo divino.
Entre todas as hierarquias angelicais mencionadas nas Escrituras, os Tronos permanecem como uma das mais misteriosas.
Na tradição judaica antiga, especialmente nas reflexões sobre a visão de Ezequiel, surge a ideia da Merkabah — o “Carro do Trono” de Deus (Ez 1).
Nessa visão, o profeta contempla criaturas espirituais cercando a glória divina, rodas cheias de olhos e um trono resplandecente acima de tudo.
A partir dessas imagens, intérpretes judeus passaram a associar certas ordens angelicais à sustentação do governo celestial.
Entre elas, os Tronos.
Eles seriam seres profundamente ligados à justiça de Deus, refletindo a estabilidade do Seu Reino sobre toda a criação.
Isso se conecta diretamente com a declaração dos Salmos:
“Justiça e juízo são o fundamento do teu trono” (Sl 89:14).
Essa afirmação revela algo poderoso:
o universo não é sustentado apenas por força, mas por justiça.
Mais tarde, teólogos cristãos entenderam os Tronos como seres que refletem perfeitamente o caráter justo de Deus, servindo à manifestação da Sua ordem no cosmos.
Eles não governam no lugar de Deus.
Eles existem para testemunhar Seu governo.
Pensar nos Tronos não é apenas estudar anjos.
É lembrar que, mesmo quando o mundo parece mergulhado em caos, injustiça e desordem, a Bíblia afirma que o governo divino continua firme.
Existe uma ordem invisível sustentando a realidade.
E essa ordem não está fundamentada no acaso, mas no caráter do Criador.
Os Tronos silenciosamente apontam para essa verdade:
o universo ainda está debaixo do governo de Deus.
— Cesar de Aguiar
domingo, 24 de maio de 2026
I JOÃO
- Para quem foi escrito este livro? Indeterminado.
- Por quem foi escrito (autor)? João, o apóstolo.
- Em qual momento histórico? Por volta dos anos 90-100 d.C.
- Por que este livro foi escrito? Porque seus leitores estavam sendo ameaçados por um falso ensino que negava que Jesus Cristo havia se encarnado (4.2-3) (este falso ensino é chamado de Docetismo, uma variação do gnosticismo).
- Para quê este livro foi escrito? Para reafirmar a verdade aos seus leitores; para, ressaltar os ideais cristãos de pureza e amor (pureza e amor são dons de Deus comunicados aos homens através da auto-revelação que Ele fez de si mesmo a nós – na encarnação de Cristo); e, para ensinar o que fazer com os falsos ensinamentos.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ZEUS, LÚCIFER E ADÃO
Zeus foi o sexto filho de seus pais; um paralelo torto com o Adão
bíblico, que foi formado do barro, no sexto dia da criação.
O chamado Deus do Trovão foi criado na terra, longe do Olimpo, assim
como o Adão bíblico, criado fora do jardim, longe do Éden.
Nesse sentido, o Olimpo é o paralelo grego do Jardim do Éden.
Em similitude com a história de Adão, que após passar um tempo fora do
jardim, foi levado por Deus ao Éden, também Zeus, quando em estado de
consciência ‘adulta’ regressou ao céu para sua vitória e posterior
estabelecimento como soberano do Olimpo.
O relato grego conta que após muitos anos, tornando-se ‘homem feito’,
Zeus regressou disfarçado e colocou uma poção mágica na bebida de Cronos, o
levando à morte.
Ao traçarmos um paralelo entre a Bíblia e o relato grego percebemos que
a figura de Adão é misturada à figura de Lúcifer para formar o conceito da
personalidade do mito de Zeus; que Zeus é o resultado da combinação das
histórias de criação e evolução desses dois personagens.
No afã de se livrar do veneno dado por Zeus, Cronos cuspiu com vida as
crianças que haviam sido engolidas. Eram as deusas: Héstia, Demeter e Hera e os
irmãos Hades e Poseidon.
A história de Zeus é o relato às avessas da própria história de Lúcifer
temperada com a história do primeiro homem.
Após a morte de Cronos, Zeus libertou os Ciclopes. Esses, em forma de
agradecimento criaram para Zeus e seus irmãos, algumas armas de poder
ilimitado: Relâmpagos e Raios para Zeus arremessar, um Tridente para Poseidon
governar os mares e produzir terríveis tempestades, e finalmente o Elmo do
Terror, um capacete mágico que conferia a Hades o poder de ficar invisível.
Por não aceitarem o governo de Zeus, a maior parte dos Titãs e dos
Gigantes se posicionaram do lado do falecido Cronos. Houve terrível batalha
onde os deuses mais novos saíram vitoriosos sobre os deuses antigos.
Os Titãs foram banidos e castigados, sendo que um deles, chamado Atlas,
foi condenado a segurar eternamente os Céus sobre as costas.
Após a vitória sobre os Titãs, Zeus se tornou o absoluto senhor dos céus
e governante supremo de todos os deuses.
A Poseidon foi conferido o governo dos Oceanos enquanto Hades passou a
governar o Submundo.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
domingo, 17 de maio de 2026
II PEDRO
- Para quem foi escrito este livro? Indeterminado.
- Por quem foi escrito (autor)? Pedro (irmão de Jesus).
- Em qual momento histórico? Por volta do ano 67-68 d.C., antes do martírio de Pedro (que, segundo a tradição cristã, foi crucificado de cabeça para baixo).
- Por que este livro foi escrito? Porque seus leitores estavam sendo ameaçados por falso ensino (por alguma forma primitiva de gnosticismo, que ensinava a salvação pelo conhecimento intuitivo e esotérico – e não pela fé em Cristo; defendia a imoralidade – 2.13-19; negava o Senhor e desprezava sua autoridade – 2.1, 10; caluniava os seres celestiais – 2.10; e zombava da segunda vinda de Cristo – 3.3-4).
- Para quê este livro foi escrito? Para enfatizar a verdade e as implicações éticas do Evangelho contra os falsos mestres.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
quinta-feira, 14 de maio de 2026
I PEDRO
- Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos judeus da Diáspora (a dispersão dos judeus fora da Palestina), de todos os lugares (1.1).
- Por quem foi escrito (autor)? Pedro (irmão de Jesus).
- Em qual momento histórico? Por volta do ano 60-68 d.C., antes do martírio de Pedro (que, segundo a tradição cristã, foi crucificado de cabeça para baixo).
- Por que este livro foi escrito? Porque os cristãos estavam sofrendo perseguição por causa da sua fé (1.6-7; 3.13-17; 4.12-19), insultos (4.4, 14), falsas acusações de má conduta (2.12; 3.16), espancamentos (2.20), ostracismo social, violência esporádica pela multidão e policiais.
- Para quê este livro foi escrito? Para encorajar aqueles cristãos perseguidos e confusos a permanecer firmes na sua fé (5.12); e, para ensiná-los o comportamento correto do cristão no meio de sofrimento injusto (4.1, 19).
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
domingo, 10 de maio de 2026
DEUS E ZEUS
Nos tempos de Cristo, a filosofia grega era o conceito de cosmogonia
mais aceito nas rodas de discussão teológica e a língua dos helenos era o
idioma mais falado.
O Evangelho foi semeado em um tempo em que os conceitos culturais eram
helenizados, por isso, principalmente o Apóstolo Paulo, ao ensinar a mensagem
do Evangelho tinha todo o cuidado de fundamentar a exposição a partir da
conceituação grega, levando o ouvinte a compreender e aceitar a pregação do
Cristo crucificado.
Jesus Cristo não deixou passar em branco a afronta que a teogonia grega
representava ao Deus de Israel. Usando sua posição de
Filho do Deus Altíssimo, Jesus deu o troco, desbancando os maiorais do panteão.
YHWH é o verdadeiro Deus do Trovão, pois assim a Bíblia o identifica. “Deus veio de Temã, e do monte de Parã o
Santo. A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor. E o
resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o
esconderijo da sua força” (Hb 3.3,4). “As
nuvens lançaram água, os céus deram um som; as tuas flechas correram duma para
outra parte. A voz do teu trovão estava no céu; os relâmpagos iluminaram o
mundo; a terra se abalou e tremeu” (Sl 77:17,18).
O deus do trovão da Grécia foi desafiado, quando a voz do Deus do Trovão
de Israel estrondeou o céu, balançando os pilares da abóboda ao identificar o
seu Filho Primogênito.
A mesma voz que no Gênesis disse “Haja”,
por duas vezes fez calar a voz do Zeus grego, que nada disse, emudecido diante
do poder do Deus Soberano.
“E, sendo Jesus batizado, saiu
logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus
descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é
o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:16,17).
Zeus, conhecido como a ‘Águia do Olimpo’ foi afrontado pela singela
Pomba do Espírito.
“E, estando ele ainda a falar,
eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é
o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o. E os
discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo” (Mt 17:5,6).
Diante do Filho de Deus, o panteão grego se curvou calado.
Os irmãos de Zeus também levaram o troco da afronta.
Poseidon, o deus dos mares foi obrigado a suportar o peso do Filho de
Deus que caminhou sobre suas águas, e como se não bastasse, Jesus também
acalmou a tempestade que culturalmente estava sob sua jurisdição.
Em outra ocasião, demonstrando que não era somente o Deus da superfície
das águas, Jesus ordenou que um peixe mordesse o anzol certo, usando o dinheiro
de Poseidon para pagar o imposto por ele e por seu discípulo.
Por fim, com a intenção de decretar definitivamente seu controle sobre
os oceanos, que os gregos pensavam ser de Poseidon, Jesus ordenou que os peixes
enchessem as redes dos pescadores, segundo a sua palavra.
Hoje lemos despretensiosamente sobre os milagres que Jesus realizou
tendo os oceanos com pano de fundo. Todavia para os gregos, essas mesmas
histórias ecoavam como uma afronta aos seus deuses, e mais, demonstrava que o
Galileu era superior aos deuses do Olimpo.
Hades também não ficou de fora da humilhação.
Segundo a narrativa grega, Hades tinha o poder da invisibilidade, mas o
que parece é que ele usava esse ‘poder’ o tempo todo, afinal, ninguém nunca o
viu no mundo real. Todavia, o Filho de Deus, para desbancar Hades, mesmo sem o
elmo do terror, usou seu poder para ficar invisível por duas vezes. “E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e
o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para
dali o precipitarem. Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se” (Lc
4:29,30). “Então pegaram em pedras para
lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles,
e assim se retirou” (Jo 8.59).
A palavra grega, que no Novo Testamento é usada para inferno é “Hades”.
Hades também é a palavra usada para significar o nome do lugar denominado
por ‘mansão dos mortos’.
Para demonstrar sua completa e irrestrita superioridade ao panteão
grego, Jesus fez assim: como Hades passou ‘invisível’ pela história, o Mestre
foi afrontá-lo em sua própria casa, assim talvez, por lá ele estivesse sem o
elmo!
Após sua morte e antes de sua ressurreição Jesus desceu àquilo que os
poetas descreviam como o reino de Hades.
“Quando ele subiu em triunfo às
alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens. Que significa
‘ele subiu’, senão que também descera às profundezas da terra? Aquele que
desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as
coisas” (Ef 4:8-10). “Porque também
Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a
Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito; No qual
também foi, e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pd 3:18,19).
Para o grego daquele tempo, ter um primeiro contato com essas verdades
era no mínimo uma experiência chocante. No primeiro momento eles consideravam
aquelas histórias como loucura. Mas em contrapartida, quando eram alcançados
pelo Evangelho, aquelas histórias se tornavam suas prediletas.
Imagine uma pessoa criada dentro do sistema religioso da filosofia
grega! Quando essa pessoa se convertia ao cristianismo aceitando suas verdades,
imediatamente ela percebia a superioridade de Cristo sobre seus antigos deuses.
Essa era a maior satisfação produzida pela acertada decisão de assumir o
Evangelho como regra de vida.
teolovida@gmail.com
quinta-feira, 7 de maio de 2026
TIAGO
- Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos judeus da Diáspora (a dispersão dos judeus fora da Palestina), de todos os lugares (1.1).
- Por quem foi escrito (autor)? Tiago (irmão de Jesus).
- Em qual momento histórico? Por volta do ano 49 d.C., pouco depois do começo da perseguição aos cristãos que se difundiu na Diáspora.
- Por que este livro foi escrito? Porque eles estavam sofrendo perseguições em todo o império romano.
- Para quê este livro foi escrito? Para encorajar aqueles cristãos; para exortá-los a um viver santo; e, para mostrar-lhes que há um relacionamento crucial entre fé e obras ativas de obediência (2.14-26).
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
domingo, 3 de maio de 2026
COSMOGONIA EGÍPCIA
Hermópolis, Tebas, Heliópolis e Mênfis eram as maiores cidades do Egito
antigo e cada uma possuía um sistema sacerdotal independente. Motivados por uma
disputa de natureza política e religiosa, muito parecida com a concorrência
entre as denominações de confissão protestante de hoje, cada grupo de
sacerdotes lutavam entre si para fazer com que seus deuses e dogmas fossem
impostos sobre as demais cidades.
Por causa dessa disputa existem divergências nos relatos da criação
egípcio, contudo sem estabelecer contradições profundas na teologia deles.
Para entender a motivação dos egípcios basta olhar para as denominações
cristãs da atualidade, que se dividiram em milhares de subprodutos da mesma
confissão de fé, sem afetar profundamente a teologia mais básica. Esses novos
crentes continuam acreditando nas posições fundamentais da teologia cristã, mas
diferem entre si por questões dogmáticas, buscando a razão de suas exposições
nas entrelinhas dos textos das Escrituras.
Tal qual sacerdotes egípcios da antiguidade, por causa da vaidade
pessoal de seus líderes, grupos de católicos e evangélicos se reúnem em volta
de um tratado doutrinário e dogmático, passando impor seus pensamentos àqueles
que, por serem mais idiotizados pelo sistema religioso, serão ‘presas’ fáceis
de abater.
Esses cães religiosos preparam um cozido a base de leite para as
crianças e carne para os adultos. Temperam tudo com boas pitadas de
superstição. Os esfomeados espirituais, por não julgarem a qualidade da comida
e a intenção do cozinheiro, vendem por baixo preço o direito de sua
primogenitura.
Spinoza dizia que “não há meio
mais eficaz para dominar a multidão do que a superstição”; e quando a
superstição tem uma boa explicação teórica associada a uma pseudo experiência
transcendental fica fácil arrancar gritos apaixonados, danças acalouradas e
cada centavo da carteira de dinheiro.
Essa é a guerra civil existente entre as congregações cristãs que são
concorrentes no mercado da fé. Todas motivadas pela ambição e fanatismo.
Tudo começa na figura de um
sacerdote que não concorda com o governo da igreja local a qual pertence. Por
possuir o poder sedutor de falar na mente de alguns, esse sacerdote toma ares
de profeta de um novo começo.
Com o advento do profeta dos amotinados, o que vem depois é a elevação
de uma nova placa denominando um novo grupo de congregados, que por se acharem
com mais razão que os outros, passam a agir como prosélitos, celebrando a
estupidez da distorção da mensagem unificadora do Evangelho de Jesus Cristo.
O mundo mudou muito desde a idade do bronze, todavia o homem antigo é o
mesmo da idade do módulo lunar, movido pelos mesmos sentimentos egoístas de
sempre.
O que motivava o sacerdote egípcio é o mesmo sentimento que motiva
muitos sacerdotes cristãos da atualidade: a riqueza material, a superioridade
intelectual, a vaidade espiritual, mas principalmente o estabelecimento do
poder sobre os demais.
teolovida@gmail.com
quinta-feira, 30 de abril de 2026
HEBREUS
- Para quem foi escrito este livro? Para os cristãos judeus da Diáspora (a dispersão dos judeus fora da Palestina), provavelmente na Itália.
- Por quem foi escrito (autor)? Autor desconhecido.
- Em qual momento histórico? Por volta do ano 64 d.C., quando Nero perseguiu a I-greja com muita violência.
- Por que este livro foi escrito? Porque eles estavam sendo perseguidos pelos romanos pela segunda vez (um edito de Cláudio havia expulsado os judeus de Roma em 49. d.C.) e pelos judeus, que os expulsaram das sinagogas e da religião judaica (13.12-13), e corriam o perigo da apostasia (abandono da fé), talvez por medo da morte (2.14-18); também, porque passavam por uma transição de liderança (13.7, 17), estavam preocupados com segurança e permanência (6.19; 11.10; 13.8, 14).
- Para quê este livro foi escrito? Para exortar e encorajar aqueles cristãos (3.13; 6.18; 10.25; 12.5; 13.22). O autor repetidamente chama seus leitores a uma ativa e corajosa resposta a todos estes problemas (4.11, 14, 16; 6.1; 10.19-25).
domingo, 26 de abril de 2026
HERMÓPOLIS
Agostinho de Hipona satirizava a curiosidade que o homem tem em conhecer
o que havia na aurora dos tempos: “O que
havia antes da Criação?” Ele respondia:
“O Inferno, para lá jogar as pessoas que fazem esta pergunta”.
Na grande cidade de Hermópolis o relato da criação estava focado exatamente
nisso: na natureza do universo antes
da criação.
Segundo aquela cosmogonia, no início de tudo haviam as Águas Primordias
que eram representadas pela Ogdóade - um conjunto de oito deuses.
Masculino e Feminino era entendido como a base da criação.
O deus Nun era a parte masculina da deusa Naunet e eles representavam a
própria Água Primordial.
O deus Hu era a parte masculina da deusa Hauhet e representavam as
infinitas dimensões da Água.
Os deuses Amon e Amonet representavam a natureza intangível e oculta do
mundo invisível, em paradoxo com o mundo manifestado onde os seres vivos
existiam e se reproduziam.
Kuk e Kauket eram a manifestação da escuridão presente.
Os oito deuses e deusas eram divididos em masculino e feminino, sendo simbolicamente
representados como criaturas aquáticas. Os machos eram representados na forma
de sapos e as fêmeas na forma de cobras.
No meio das águas primordiais nasceu uma ilha, que foi chamada de Ilha
das Chamas ou Ilha do Fogo. Água e fogo se misturam para formar a primeira
porção seca e a atmosfera.
Nesta ilha os deuses da Ogdóade colocaram um ovo, do qual nasceu o deus
Ré, responsável pela criação do mundo. Segundo a explicação, mais tarde a
cidade de Hermópolis foi construída sobre essa ilha.
Os elementos da cosmogonia de Hermópolis citam alguns elementos da
Cosmogonia Bíblica, provando mais uma vez que tudo partiu da mesma fonte.
Assim como na Bíblia, o relato de Hermópolis afirma que foram as Águas
Primordiais, que numa mistura de água e fogo formaram todo o universo. Podemos
também observar a existência da figura do Ovo de Ré, que conforme os egípcios é
o elemento fundamental para a criação do mundo.
Perceba que o Ovo de Ré é uma distorção do que as Escrituras denominam
como Pão Vivo que desceu do céu, Jesus Cristo o criador de todas as coisas.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
quinta-feira, 23 de abril de 2026
FILEMON
- Para quem foi escrito este livro? Para Filemon (um irmão cristão, dono de escravos em Colossos).
- Por quem foi escrito (autor)? Paulo.
- Em qual momento histórico? Por volta do ano 60 d.C., quando Paulo esteve pela primeira vez numa prisão em Roma.
- Por que este livro foi escrito? Porque, através dos ensinamentos de Paulo, Onésimo tinha se tornado cristão e queria acertar sua situação com Filemon (de quem havia fugido).
- Para quê este livro foi escrito? Para registrar como o apóstolo Paulo, usando toda sua força pessoal para produzir uma solução cristã a um problema muito sério, pede a Filemon que perdoe e receba Onésimo de volta, não mais como escravo, mas como um irmão (como se estivesse recebendo o próprio Paulo).
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)