domingo, 24 de novembro de 2024

UM DIA SEXTO

 


“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi. E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.24-27).

 

Em seu discurso de encerramento Moisés nos ensina que para vermos as digitais de Deus no universo, devemos apelar para nossa memória. “Lembra-te dos dias antigos e atentai para os anos das gerações sucessivas” (Dt 32:7). É com essa afirmação que o profeta quebrou o calendário do Universo em duas partes:

 

1-                  os dias antigos

2-                  os anos das gerações sucessivas.

 

Por que Moisés escreve assim?

Considere que “os dias antigos” são os Seis Dias da Criação e que “os anos de gerações sucessivas” é o tempo de Adão para frente, afinal, foi a partir de Adão que o texto bíblico aplica a fórmula do tempo sobre as gerações da genealogia humana.

Os dias antigos se encerraram no último minuto do sexto dia, quando finalmente Adão foi criado.

O homem é a cereja do bolo da criação e após sua formação, a humanidade passa a ter a sua própria história, contada pela tradição oral e escrita a partir dos feitos das gerações sucessivas.

Cada átomo do ser humano é oriundo de uma história mais ancestral, chamada por Moisés de: “os dias antigos”. Cada átomo carrega em si uma história de bilhões de anos desde que foram formados nos reatores nucleares das explosões de supernovas.

Cada célula humana processa cerca 100 mil reações químicas por segundo. A cada segundo o homem produz bilhões de reações químicas que produzem energia mais que suficiente para movimentar a máquina humana. São essas reações que comandam os movimentos, os sentidos e até mesmo os pensamentos.

Nossos olhos são habilmente construídos para perceber a luz no meio das trevas. Maravilhosamente projetada, a pupila é um componente que regula a luminosidade recebida pela retina. Esse ‘controle da luz’ faz com que ela se contraia ou dilate, conferindo nitidez às imagens.

Os olhos humanos são diferentes dos olhos dos outros animais! O que para o homem é luz ainda é treva para determinadas espécies. Enquanto alguns animais conseguem enxergar claramente em determinado ambiente, o olho humano vê apenas a absoluta escuridão ou a estranha dança de imagens psicodélicas sem nenhuma nitidez ou significado; e assim também é acerca dos olhos espirituais! Alguns enxergam a luz de Deus onde o olho normal consegue ver apenas a escuridão.

É assim com o estudo que propomos aos corações que ainda não se divorciaram da inteligência: existem os que conseguem perceber nas entrelinhas do relato das Escrituras a revelação dos mais sublimes mistérios do universo. Existem outros que por estarem atrelados à ignorância da religião, limitam Deus e sua Palavra ao cercadinho intelectual que os mantém no conforto da idiotice.

Quanto mais evoluídos espiritualmente estivermos, maior será a porção da verdade exposta diante de nossos olhos e maior será a absorção da natureza onisciente do Criador.

Até mesmo os seus sonhos serão influenciados quando o contato com a verdade profundas do Criador for colocada diante dos seus olhos: “os vossos velhos terão sonhos” (Jl 2:28). Especificamente os sonhos dos velhos serão influenciados! A palavra ‘velho’ deve ser entendida no sentido de experiente, vivido, sábio.

Quanto mais o mundo físico nos envolve, maior a porção de mentiras colocadas na vitrine que sempre está diante de nós. A experiência, a sabedoria e a vida de piedade no Senhor, desarticula a influência espiritual e emocional do que está exposto na vitrine pode estabelecer. Saem as mentiras dando lugar às verdades.

Quando nosso comportamento é orientado pelo egoísmo, o ego domina a alma, e essa atitude faz inclinar a balança do poder. A alma passa a atender as vaidades do corpo físico em detrimento do corpo espiritual.

Durante o sono estamos na condição mais sutil da alma.

É verdade que a alma se eleva durante o sono. É durante o adormecer do corpo físico que as grandes verdades são sedimentadas na alma do justo. Aquilo que a Verdade ensinou, o sono do justo sedimenta em sua alma.

Reações atômicas sutis fazem com que o corpo físico interaja com o corpo espiritual sendo a alma o agente que transmite o que o cérebro aprendeu para a partícula de Deus em nós, que é o nosso espírito. Por sua vez o espírito assimila apenas a verdade. Uma vez expandida as lembranças do espírito, a consciência do homem nunca mais é a mesma.

Lembranças ativadas: “o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu Nome, esse vos ensinará todas as verdades e vos fará lembrar tudo o que Eu vos disse” (Jo 14:6). É mais do que se lembrar do que aprendeu na escola dominical; é se lembrar do que se viveu em Deus antes da criação do universo, antes da nossa definitiva encarnação na pessoa de Adão.

 

A TERRA LINDAMENTE HABITADA

 

O sexto dia da criação terrena durou 24 horas na perspectiva de Moisés cerca de 250 milhões de anos da perspectiva do planeta.

A Terra se formou na perfeita configuração para acolher toda forma de vida animal, vegetal e mineral. Um lugar perfeito para uma organização atômica de natureza inteligente.

A vida na Terra é de extraordinária raridade dentro da imensidão de incontáveis galáxias existentes. Todo o planeta é um maravilhoso Éden plantado no meio da desolação cósmica. Um verdadeiro jardim plantado no meio do deserto da imensidão escura do Cosmos.

O benéfico efeito estufa e a camada de ozônio componente de nossa atmosfera exerce a função de ser um cobertor que nos protege do frio do universo enquanto bloqueia a nociva radiação solar.

A Terra é um perfeito forno onde o Sol é sua máxima fonte de energia. O calor recebido é absorvido e reservado para manter o Planeta em uma adequada temperatura. Toda essa composição viabiliza o vicejar das florestas e campos, possibilitando o surgimento de toda uma cadeia animal e vegetal.

A escala evolutiva é acertadamente descrita pelas ciências zoológicas e antropológicas. Quanto mais baixo é o ser vivo dentro da escala zoológica mais próximo ele se encontra dos estados mais instintivos da existência. A exemplo dos insetos que são caracterizados por ações baseadas meramente nos instintos e reflexos, sem nenhuma finalidade consciente em suas ações, demonstram um elevado grau de sofisticação em seus mais básicos atos que se afirmam apenas para perpetuar a existência e a sobrevivência.

Mesmo sem transmissão de conhecimento (ou seja, o pai inseto não educa o inseto filho), mesmo sem o aperfeiçoamento da espécie, apenas a vida de um inseto é dotata de uma complexidade mais que suficiente para testemunhar positivamente acerca da elevada engenharia que foi utilizada para construir cada ser vivo de forma genial e inimitável.

Conforme as mais recentes evidências científicas os animais contemporêneos ao homem existem a aproximadamente 250 milhões de anos, sendo que os dinossauros são mais antigos segundo a medição radioativa dos fósseis.

Embora algumas correntes teológicas lutem para refutar a existência dos dinossauros, o que se pode dizer é que contra evidências não há refutação. A ciência repousa sobre evidências. Os dinossauros existiram historicamente e os fósseis estão aí para comprovar isso. Eles existiram e em determinado momento da história eles sumiram.

Conforme as respostas elucidadas pela paleontologia e arqueologia a 251 milhões de anos aconteceu uma catástrofe que atingiu toda a terra, o que provocou a extinção do Permiano-Triássico. Esse momento histórico também conhecido como “A Grande Agonia” foi o evento mais severo já ocorrido no planeta Terra, resultando na morte de aproximadamente 95% de todas as espécies marinhas e de 70% das espécies sobre continentes.

O texto de Gênesis capítulo 1 demonstra que existe uma ordem sequencial na criação. Do começo para o fim existem domínios de espécies que surgiram e desapareceram ao longo dos anos desse período. Começou com a criação dos répteis e feras da terra e somente (muito depois) surgiu o homem. A ordem dos eventos conforme está escrita, nos comunica o conceito de que o homem somente veio a existir após a extinção das feras.

Nos capítulos 1 e 2 de Gênesis vemos o homem ao nível da natureza, todavia acima dela. O corpo físico está no mesmo nível da natureza, e o que diferencia o homem dos demais animais é a alma vivente que o anima.

Embora possuindo características dos demais seres da natureza, o homem é eleito para governar sobre ela. Ele é feito do pó, igual a todas as outras criaturas viventes. O homem se alimenta de forma semelhante aos outros animais (1.29,30), se reproduz sob uma bênção igual a benção dos animais (1.22,28) e só é diferenciado institucionalmente por dois fatores: o seu ofício (1:26,28; 2:19) e sua forma exclusiva de criação (2:7).

O termo “FAÇAMOS” usado por Deus para se referir ao homem, obviamente se destaca sobre o termo “PRODUZA”, que é referente a toda demais criação biológica.

Enquanto os animais foram criados conforme a sua espécie, o homem foi feito conforme a espécie de Yahweh, conforme sua imagem e a sua semelhança. Enquanto a terra produziu todos os seres viventes, o Homem foi feito de modo especial e admirável.

Sete vezes Deus disse HAJA. Uma vez Deus disse “FAÇAMOS”.

Tudo era no singular, menos o homem.

Todas as etapas da criação foram terceirizadas por Deus, exceto o homem.

Quando Deus faz as árvores, Ele diz: “produza a terra”; quando Deus faz os peixes, Ele diz: “produza as águas”. Todavia quando Deus faz o homem Ele diz: “Façamos”.

O Criador, usando a matéria prima disponibilizada pela natureza, toma o pó da terra e a água para criar um ser perfeitamente adequado para ser o templo do Espírito.

O “Façamos” tem uma referência à Santíssima Trindade, mas não limitado a Si quanto Deus Triuno, o “Façamos” também inclui a terra e as águas como coparticipantes do processo de criar um ser que possui elementos de baixo e de cima: da Terra e do Céu.

A criação do homem foi realizada por duas partes do Criador. Inicialmente Deus fez o homem em seu próprio coração, gerando seus filhos em seu próprio ventre. Somente depois de ser gerado em Deus é que esse mesmo homem foi inserido no tempo, sendo formado pela ação direta das mãos de Deus.

Para criar o homem, diferente da forma como foram feitas todas as outras coisas, Deus usou seu coração e suas mãos.

O céu não é apenas o seu destino final. O céu é acima de tudo a sua origem. Ir para o céu significa na verdade: ‘voltar para o céu’. É por isso que o crente sente saudades do céu, simplesmente porque ele já esteve lá e o espírito chora de saudade de estar na presença do amável Criador. “Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade" (Ec 3:11).

É por isso que quando você arranca uma árvore da terra, a árvore morre. É por isso que, quando você retira um peixe das águas, o peixe morre. Morrem porque são afastados daquele que o criou. A terra criou as árvores e as águas criaram os peixes. Quando a criação é removida do contato com seu criador a morte é certa. Assim também é com o homem: quando ele se afasta de Deus, seu caminho é a morte do espírito.

Foi assim que Deus criou o homem como um ser inocente em si mesmo. E essa pueril inocência o habilita com a capacidade de se relacionar positivamente com o seu Criador.

A relação de paz com o Criador norteia sua vivência de paz e harmonia com toda a criação. Nessa condição ideal, o homem é o único ser absolutamente livre para escolher entre a vida e a morte. O único ser com real condição de fazer escolhas perfeitas sem nenhuma influência de fatores externos.

Deus fez o homem com habilidades especiais. Dentro do homem, Deus inseriu o poder de dominar e conquistar. Infelizmente o homem perdeu a perfeição do uso de ambas as habilidades. A queda certamente deturpou esse processo de dominação, mas não o destruiu. Hoje o homem domina a terra e vem expandindo sua área de dominação para os mares e o céu.

O homem é um ser abençoado e presenteado com todas as outras criações de Deus. Todas as plantas são para alimentar o homem e todos os animais são propícios para alimentar o Rei da Criação. Antes da lei de Moisés era assim: tudo era fonte de alimento para o homem. Somente mais tarde, com o advento do cerimonialismo judaico legislado por Moisés surgiu a divisão entre animais puros e impuros.

A bênção final é a perpetuação da espécie: o homem tem a missão de “frutificar e multiplicar” a sua raça.

É também no sexto dia da criação que através da formação da mulher, Deus institui o casamento como a mais sublime forma de união entre seres humanos de sexo diferente. Na visão bíblica não existe nada que seja mais sagrado na estrutura social do que o matrimônio. É através dele que o homem vai alcançar os mais elevados níveis de afetos de natureza física e anímica. É através do matrimônio que a homem irá perpetuar o domínio da humanidade sobre a terra mediante a multiplicação de seus habitantes.

O homem aparece no fim do sexto dia da criação, proporcionalmente no fim do período de 250 milhões de anos. É nesse tempo que o Homem de Neanderthal é posicionado dentro desse período histórico através de registros fósseis que apresentam fragmentos de ossos muito parecidos com ossos humanos, datados de épocas muito anteriores ao registro bíblico que apontam a presença de Adão na história quando inserido no Jardim do Éden.

O denominado Homem de Neanderthal é datado para aproximadamente 100 mil anos atrás e outro registro fóssil, o Homem de Pequim é datado para 2 milhões de anos atrás. Esses fósseis posicionam a criação do homem para o fim do sexto dia, e tanto o Homem de Neanderthal quanto o Homem de Pequim, embora estejam posicionados cronologicamente em um tempo anterior ao tempo de Adão no Éden, em um universo de 250 milhões de anos também estão no fim do período. Afinal, o que são 2 milhões de anos em um período de 250 milhões?

Cada hora do dia de 24 horas equivale a mais de 10 milhões de anos. 250 (milhões de anos) dividido por 24 (horas) dá o resultado de 10.416.667 (é o que equivale cada hora do dia em relação a 250 milhões de anos). É o mesmo que dizer que o Homem de Pequim apareceu na história às vinte e três horas onze minutos e cinquenta e um segundos (23:11:51) do sexto dia da criação, e que o Homem de Neanderthal apareceu na história às vinte e três horas cinquenta e nove minutos e cinquenta e sete segundos (23:59:57) do sexto dia da criação, e que finalmente o Adão do Éden com apenas 6 mil anos de história, apareceu em cena às vinte e três horas cinquenta e nove minutos cinquenta e nove segundos e cinco milésimos de segundo (23:59:59:005).

Adão é realmente a última coisa que Deus faz, nos últimos milésimos de segundo do último dia de trabalho da semana.

O homem veio à existência por carinhoso processo de evolução, onde as habilidosas mãos do Criador esculpiram ‘no barro’ cada órgão, cada membro, cada osso e dispôs cada coisa em seu perfeito lugar. Não foi por um passe de mágica. Foi um genial processo evolutivo que tem na base genealógica os macacos, que possuem 99,4% dos genes humanos.

Ao longo do processo os primeiros chipanzés aprenderam a ficar de pé, o que liberou suas mãos para fabricarem utensílios e se projetarem em direção das engenharias de construção de habitações. Há 2,5 milhões de anos os fósseis comprovam que esses seres pré-adâmicos, em função da evolução da anatomia passou por uma formidável expansão da inteligência cerebral, o que possibilitou a comunicação através de linguagem simbólica (por exemplo os hieróglifos encontrados em cavernas que foram habitadas por eles na antiguidade). Depois vieram a organização de grupos sociais, o método da agricultura, a domesticação de animais, a vida cultural e a prática de sepultamento de seus mortos.

Quem são esses chamados pré-adamitas? Quem são esses seres anteriores a Adão? Será que Adão foi contemporâneo dos últimos deles?

A datação de 100 mil anos ou de 2 milhões de anos é a evidência cabal que sustenta a existência de uma raça anterior à criação do Adão no Jardim do Éden.

Uma raça que precedeu o Adão bíblico, que no tempo certo, no exato momento do ápice de sua evolução, recebeu em suas narinas o sobro vivificante da centelha do Criador. O que era apenas um corpo físico animado pela alma da mãe terra (feito do barro), recebeu o espírito que havia sido gerado antes da fundação do universo.

Um integrante daquela raça pré-adâmica, finalmente estava pronto e evoluído para ser o Adão das Escrituras e habilitado para receber em seus lombos todos os espíritos gerados em Deus. Quando o Criador soprou o fôlego de vida em suas narinas, foram inseridos de forma mística em Adão todos os espíritos que foram criados, os que já nasceram e os que estão por nascer, e entre eles estavam você e eu. Por isso que quando Adão pecou, todos nós pecamos juntamente com ele. Afinal nós estávamos lá, compondo a totalidade do primeiro homem (2Co 5.14). Assim como Levi estava no corpo de seus antepassados (Hb 7.10) todos nós estávamos no corpo de Adão. Quando Adão pecou, pecamos todos (Rm 5.12).

Será que os membros dessa raça primordial eram seres humanos? Certamente não! Embora ainda não tenha sido registrado um nome para identificar aqueles animais que existiam em tempos anteriores à criação do primeiro homem, podemos para fins de identificação chamá-los de pré-adamitas.

Esses eram certamente seres parecidos com os homens, com forma física parecida com a de um ser humano, todavia não eram homens. Eram criaturas que entraram na história desse planeta e certamente evoluíram sobre e a hierarquia dos animais.

Até os dias de hoje a teoria que diz que o homem evoluiu a partir dessa espécie não passou da barreira que divide o fato da suposição. Até hoje se busca o chamado ‘elo perdido’, sem nunca encontrar. E não o encontrará, pois o Criador fez o homem de forma ímpar. São seres diferentes, mesmo entendendo que os pré-adamitas são uma raça anterior ao Adão bíblico.

Pré-adamitas e Adão são seres diferentes. Com 99,4% dos genes humanos os pré-adamitas não são seres humanos. O 0,06 faltante da equação é o que diferencia quem é homem de quem não é homem.

Exatamente o número 6 que na numerologia judaica é apontado como o número do homem.

 

A SOMA DOS DIAS

 

“Quando um mesmo evento é visto de dois referenciais, mil ou bilhões de anos podem ser vistos como dias, depende do referencial de observação” (Albert Einstein).

É entendendo e aceitando esses fatos que podemos concluir que pelo referencial temporal de Deus a Criação durou Seis Dias. Todavia pelo referencial temporal do homem, a contagem dos anos foi muito maior.

A contagem do tempo feita por Deus e a contagem feita pelo homem estão ambas corretas e é tudo uma questão de ponto de observação. Onde o observador está? Na terra ou num nível superior de realidade?

Até o dia em que Adão pecou, só havia Deus para contabilizar o tempo. O que aconteceu entre a criação do homem em Gênesis 1.27 até o dia em que Adão e sua mulher foram expulsos do Jardim em Gênesis capítulo 3 trata-se de uma contagem de tempo impossível de ser realizada através dos relatos bíblicos e ainda sem elementos científicos que ofereçam a datação precisa.

O que temos de relatos arqueológicos são evidências da existência de civilizações anteriores à contagem de tempo oferecida pela cronologia das Escrituras (aproximadamente 6.000 anos).

Nossa história contada desde a saída do homem do jardim (aproximadamente 6.000 anos) até os dias atuais é apenas uma gota no oceano da imensa história desse planeta que data uma idade de 4,5 bilhões de anos.

Ainda se usarmos apenas a datação do aparecimento dos fósseis (os que foram encontrados até o momento) do Homem de Neanderthal e do Homem de Pequim; o primeiro datado para aproximadamente 100 mil anos e o outro datado para 2 milhões de anos continuaremos com um impasse colossal. O que é 6.000 diante de 100.000 anos ou mais (!): o que são seis mil anos diante de dois milhões de anos?

O que sustentamos é a existência de inúmeras civilizações até a evolução do homem perfeito e pronto para receber o sopro do Criador.

Que civilizações foram essas? A ciência ainda não evidenciou a existência de nenhuma delas, todavia os relatos das mitologias de todas as religiões sugerem a existência de raças ancenstrais. Até mesmo Platão falou sobre a civilização Atlante em seus diálogos "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".

Platão escreveu que Atlântida era uma poderosa potência naval localizada "para lá das Colunas de Hércules", que por seu poderio militar veio a conquistar muitas partes da Europa Ocidental e África nos anos 9000 anos antes da era de Solon (aproximadamente 9600 a.C.). Após o fracasso de invadir Atenas, Atlântida afundou no oceano "em um único dia e noite de infortúnio".

Naturalmente entendemos que todo esse relato necessita da descoberta de evidências que o corrobore. Todavia a razão nos ensina a máxima popular: “Onde há fumaça, há fogo”, ou seja, mesmo que não seja exatamente da forma como foi descrito por Platão que teve acesso apenas à tradição oral, é inegável que civilizações de elevada evolução social, militar e tecnológica existiram em tempos ancestrais ao relato da criação do homem no Gênesis.

A história bíblica, quando compreendida a partir da medição do tempo de acordo com as frequências de luz previstas pela Teoria do Big Bang, concorda com as descobertas científicas ao mesmo tempo que concorda com os 6 dias de 24 horas.

 

DEUS CRIA USANDO O MÉTODO EVOLUCIONISTA

 

Para criar o universo Deus fez opção de dias sucessivos e não um HAJA instantâneo. Esse é o ‘modus operandi’ de Deus que se repete na nossa própria história e caminhada com Ele.

A criação parte do céu e se consuma na terra. Nossa vida com Deus parte da Terra e se consuma no céu e durante o processo é evoluído em nós o caráter de Cristo.

O que concluimos acerca de todo o conhecimento do mundo é que as especulações e descobertas não possuem poder para produzir consolo para alma do homem. Ao contrário da revelação das Escrituras, a ciência não confere paz. Somente na revelação da Palavra de Deus a alma aflita pode descansar.

A ciência avança na mesma velocidade que avança a reta do tempo. Antropologia, História, Arqueologia, Física, Anatomia, e todas as demais subdivisões da ciência tem dado sua contribuição para o desenvolvimento do pensamento humano. Mas nenhuma cadeira acadêmica conseguiu afrontar de forma definitiva a credibilidade da criação do universo por parte de Deus. Quando uma teoria surge, uma outra é destronada. Quando se considera uma nova descoberta, percebe-se que não há nada de novo debaixo do céu.

Teorias mirabolantes são substituídas por outras. Mas tão certo quanto o ar que respiramos, que em todas as eras do desenvolvimento do pensamento humano, o homem somente encontrou vida abundante na sua relação de intimidade como o Criador.

Não adianta conhecer a profundidade da natureza das coisas, se não conhecemos bem a natureza do homem. Se conhecemos mais acerca de tecnologia do que do funcionamento do espírito, indica que estamos indo mal em nossa história e que fazemos uso errado das coisas. Evoluir as coisas e não evoluir o homem é uma evolução burra. Trata-se de uma evolução duvidosa e que não serve para nada.

Se voce entende mais acerca do funcionamento do seu celular do que da sua vida de intimidade com seu Criador, certamente sua vida está trilhando um caminho muito errado.

Diante da fé em Deus a ciência e a tecnologia perdem seu poder de eficácia. Tudo murcha diante da Cruz de Cristo.

Ao se sentir seguro nos braços do Deus Altíssimo, o homem descansa.

Em Cristo a ciência deixa de ser uma ferramenta usada para responder perguntas e gerar fé, passando ser instrumento de deleite e confirmação daquilo que já se sabia. “O fim de toda aprendizagem é conhecer a Deus, e, mediante esse conhecimento, amá-lo e ser como Ele é” (Jonh Milton).

A ascensão espiritual não deve ser protelada. Quanto mais tempo demorarmos nessa tarefa, tanto maior será nosso desconforto na alma.

A superfície do Lago das Águas Primordiais determina o que acontece na nossa percepção de mundo, e a humanidade, ao responder aos sinais do mundo superior (a superfície do Lago), faz o tempo dilatar ou encolher em função do compromisso com os serviços do Reino de Deus.

Se nossa resposta não for positiva, imediata e eficaz, o Reino aumentará sua pressão sobre nós, até que decidamos alcançar esse reino para ser nossa propriedade:

“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10).


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

 

 

 

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

UM DIA QUINTO


E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes criaturas marinhas, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. E foi a tarde e a manhã, o dia quinto” (Gn 1.20-23).

 

O quinto dia da criação iniciou-se aproximadamente a 450 milhões de anos e preparou a alvorada do dia seguinte há cerca de 200 mil anos.

Os insetos e as sementes se desenvolveram primeiro, e depois de aproximadamente 40 milhões de anos surgiram os primitovos ancestrais da vida animal, os anfíbios que abriram o caminho para o aparecimento dos répteis – ancestrais diretos dos dinossauros, 60 milhões de anos depois.

Os dinossauros foram soberanos sobre a Terra por 165 milhões de anos, dominando o planeta a partir do seu surgimento há 230 milhões de anos e se extinguindo há 65 milhões. Conviveram não pacificamente com os dinossauros os primeiros mamíferos surgidos há 200 milhões de anos e as aves há aproximadamente 150 milhões de anos.

É nesse período definitivo para o planeta que aconteceram os eventos descritos no quinto dia.

 

A ÁGUA NO CENTRO DO ENTENDIMENTO

 

A água está no centro de todas as cosmogonias mais importantes das tradições religiosas da humanidade.

Para a religião egípcia, babilônica, judaica, hindu, e tantas outras, a água sempre é apresentada como fonte da vida material.

Não é diferente na concepção cristã, que vê a água sob a mesma perspectiva judaica, e bem mais! Na doutrina cristã a água é carregada de significado e de um poderoso simbolismo místico. O cristão nasce “da água e do espírito” (Jo 3.5) e em razão do seu arrependimento e escolha racional de mudança de vida, se submente ao sacramento do batismo com água.

Para o fiel religioso e místico, a água é muito mais que uma composição química de hidrogênio e oxigênio. Ela é o elemento que marca definitivamente o primeiro passo da caminhada cristã apelando para significados cada vez mais profundos.

O gelo e o vapor não é água, embora os três estados físicos sejam quimicamente a mesma coisa. O gelo é água dura e o vapor é água que voa. Um é pesado, o outro é mais leve que o ar. O gelo é água que boia na água. O vapor é um estado que a água não pode conter. Tudo serve como uma metáfora profunda sobre o caráter misterioso da Trindade Divina.

Aquele que que não tem preconceito de conhecer as tradições religiosas percebe na água um caráter místico e metafísico, digno de ser meticulosamente estudado.

Os eventos milagrosos da vida de Jesus passam a ter significados profundos quando compreendemos as implicações simbólicas de algumas de suas ações. Acalmar a tempestade e o mar ou mesmo andar sobre as águas indica domínio sobre o mundo dos submersos no Oceano das Águas Primordiais. Indica também seu senhorio sobre o agente que produziu a vida no quinto dia da criação.

Certamente no simbolismo dos tres estados da água e traçando um paralelo com as Tres Personalidades da Trindade, Jesus é o gelo que pode ser esmagado, como Ele mesmo foi em sua crucificação. O gelo que boia e não se afunda quando anda sobre as águas de um mar revoltoso.

 

Deus conferiu à água o poder da gestação das sementes que chegaram ao nosso planeta no transcorrer do terceiro dia. Sob a ordem da voz do Criador a água gerou a vida, pois assim como a Terra, sob Deus a água também é autônoma.

As águas que estão acima do céu visível é o ovário do universo e dele procedeu em meio a intenso louvor a produção das sementes que ao chegarem ao nosso planeta foram responsáveis pela formação da vida: “Que os mais altos céus o louvem e também as águas que estão acima do céu” (Sl 148.4).

A ciência aponta que nesse período geológico aconteceu o aparecimento dos seres multicelulares especificamente nas águas dos mares. Aconteceu a fantástica multiplicação dos seres aquáticos e sua espetacular evolução para forma de aves.

Nadar e voar são atividades similares, pois acontecem em ambientes adequados onde o peixe ou a ave pode se movimentar livremente para todas as direções.

O homem, limitado pelo solo e pela ausência de asas ou a capacidade de sobreviver sem oxigênio no estado gasoso, não é autossuficiente para, como os peixes e as aves, cada um em seu domínio, ser livre para se movimentar em todas as direções espaciais.

Os peixes passaram a habitar as densas águas de baixo, enquanto as aves passaram a dominar as vaporosas águas de cima. Os peixes ‘voando com suas nadadeiras’ e as aves ‘nadando com suas asas’.

Os mares e os oceanos do nosso planeta ainda permanecem pouco conhecidos e pouco explorados pela humanidade. Sabemos mais sobre o espaço sideral do que sobre o fundo dos oceanos.

 

O FANTÁSTICO MUNDO SUBMARINO

 

A existência de grandes criaturas marinhas é citada em vários textos das Escrituras, deixando em aberto a possibilidade para elaboração de teorias (às vezes conspiratórias), acerca de uma civilização de seres fantásticos (ou não tão fantásticos assim!), vivendo ocultados pelas profundezas das fossas submarinas.

O Leviatã, um ser incrível apontado como possuidor de mais de uma cabeça (Sl 74.14), Raabe, um ser marinho poderoso sempre citado por sua conexão com a altivez e o orgulho, sendo uma metáfora para o reino dos faraós (Sl 89.10; Is 51.9) e o Tanin descrito como o dragão do mar (Is 27.1).

Segundo o Zohar, o Tanin (ou Hatanyn) foi a serpente (ou dragão) que surgiu a partir do cajado que Arão jogou ao chão diante de faraó e seus feiticeiros.

Segundo o Êxodo, Moisés pediu que Arão jogasse o cajado na frente do Faraó. O cajado de Arão se transformou em ‘tanin’ e devorou os cajados dos feiticeiros do Egito que haviam se transformado em ‘taninim’. A palavra ‘tanin’ em árabe, idioma muito próximo ao aramaico, significa dragão.

Segundo as Escrituras é inegável a existência de seres fantásticos ainda não catalogados pela zoologia.

Em muitas culturas primitivas esses seres incríveis são citados e aceitos como criaturas reais. Todavia, para a displicente sociedade moderna a citação desses seres é mera mitologia, afinal a moderna sociedade pensa que por viver na era tecnológica, é sabedora dos profundos mistérios do mundo e mesmo sabendo quase nada acerca dos mares, o homem sorri e diz que a Bíblia conta histórias de fantasia. Intitula de fantasia aquilo que não possuem propriedade científica para refutar.

O crente sabe o mais importante: as grandes criaturas marinhas, por mais assustadoras que sejam, estão sob o domínio de Deus, existindo como ferramenta para servir os sábios propósitos do Criador.

Jonas experimentou o ‘ventre’ de uma criatura que possuía em seu interior a capacidade de preservar a vida humana por mais de dois dias completos. No livro de Jonas (1:17) o texto bíblico afirma que o profeta fora engolido por um ‘grande peixe’. Já no Novo Testamento (Mt 12.40) lemos que Jonas fora engolido por uma ‘baleia’. Acontece que a expressão hebraica traduzida como ‘baleia’, no original significa: ‘grande monstro marinho’. A palavra grega não significa ‘baleia’, mas ‘criatura marítima’, podendo também significar, ‘algum grande peixe’. Isso não significa que o grande peixe que engoliu Jonas não tenha sido uma baleia! A certeza que temos é que não se tratava de nenhum dos outros grandes animais marinhos citados nas Escrituras, pois, esse grande peixe é meticulosamente distinguido da ‘serpente’ do mar (Am 9:3), que também é chamada "Leviatã" (Is 27:1) e também do ‘monstro das profundezas’ (Jó 7:12; Sl 74:13; Ez 32:2) e de todas as outras.

O ‘grande peixe’ da história de Jonas é entre outras possibilidades uma das “grandes criaturas marinhas” citadas no texto do quinto dia da criação.

 

A PRIMEIRA BÊNÇÃO

 

No fim do quinto dia temos a primeira benção que Deus liberou para nosso mundo e os primeiros abençoados são os animais aquáticos e as aves.

Trata-se da bênção da procriação, um poder que Deus estendeu posteriormente aos animais e, depois, à humanidade. “E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra”. A procriação é uma ordem direta com caráter de bênção. Por isso a natureza criada luta pela sobrevivência e pela perpetuação da espécie. A natureza está obedecendo à mais primitiva ordem de Deus: “frutificai e multiplicai-vos”.

A reprodução ou o poder de se reproduzir, seguido do direito de nascer é a primeira bênção anunciada por Deus. Que os homens do nosso tempo entendam que o milagre do Nascimento deve ser respeitado, admirado e aceito como um ato de generosidade do Criador.

 

TODOS OS DIAS DA CRIAÇÃO SE RESUMEM EM JESUS

 

O primeiro dia da criação, em função da invenção da luz, é uma metáfora do nascimento histórico do Senhor, pois em Cristo, a luz de Deus invadiu o mundo dos homens.

O segundo dia é a hora da grande batalha, por isso nos remete à morte de Cristo e à guerra travada entre a luz e as trevas.

O terceiro dia é a correspondência do ministério terreno de Jesus, focado na revelação do Evangelho, conhecido como a Boa Semente. Se no terceiro dia da criação as sementes foram produzidas na imensidão do espaço, no ministério de Cristo, o terceiro dia é a semente do céu que faz brotar filhos para Deus.

Perceba que a morte de Jesus (segundo dia) acontece na correspondência dos dias da criação, antes de seu ministério terreno (terceiro dia). A sequência parece desfocada da cronologia temporal, todavia assim se deu a história da Redenção! Jesus é o Cordeiro morto antes da fundação do mundo, ou seja, sua morte aconteceu fora do tempo, antes da invenção do relógio. Antes de realizar seu ministério terreno, sua morte já havia satisfeito a justiça de Deus. Jesus morreu muito antes que o tempo fosse inventado, muito antes de ter nascido no mundo dos homens.

Assim como o sol rompe a cortina de poeira cósmica e beija a face da terra, também o quarto dia da criação é uma representação da ressurreição e ascensão de Cristo – é quando o Sol da Justiça emerge de sua humilhação e ocultação na terra para ocupar seu lugar no Céu dos Céus – no centro de controle dos mundos criados. O Sol do mundo físico parte do alto para baixo; o Sol da Justiça desce à terra para sua humilhação, todavia por sua vitória se projeta de baixo para cima.

Chegamos ao quinto dia da criação, que é a revolução das águas. Esse dia representa a vinda do Espírito Santo (caracterizado por aquele que repousa sobre as águas ativando a evolução da vida).

Com a vinda do Consolador a história da Igreja de Cristo pôde começar. Sugestivamente em seu ministério, Jesus chamou seus discípulos de “pescadores de homens” (Mt 4.19).

Na cronologia da criação entendemos que as aves um dia foram peixes. Do mar para os céus. De peixes para aves. Aqueles que estavam mergulhados no Lago das Águas sob o trono do Altíssimo, ganham ‘asas’ e voam ao encontro do Senhor, nos ares. “Logo em seguida, nós, os que estivermos vivos sobre a terra, seremos arrebatados como eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E, assim, estaremos com Cristo para sempre!” (1Ts 4.17). Da água para o céu. Do mundo manifestado para o mundo das ideias. Da densidade das águas de baixo para a liberdade das águas de cima.

O quinto dia da criação fala da história da igreja. E o sexto dia sobre o que falará? Naturalmente respondemos que, se a obra da criação de Deus está conectada com a obra de recriação de todas as coisas, o sexto dia fala da redenção do homem na parousia, o estado perfeito de todas as coisas.

No sexto dia da criação Deus formou o homem. Entenda isso: Deus forma, o diabo deforma, a igreja reforma, mas somente Cristo transforma. No sexto dia da obra de Cristo o fiel irá receber um novo corpo pela ressurreição e ser ascendido a níveis superiores de realidade.

Vem a manhã, a tarde e a noite, e o sétimo dia está à espera da igreja, que viverá a eternidade do descanso do Criador, onde o passado e o futuro serão cristalizados em um eterno presente.

É certo que o sublime relógio irá soar a hora final dos mundos criados pelo Absoluto Senhor do Universo. Aquele que permanece incompreensível às inteligências finitas manifestará mais uma pequena fagulha do seu poder; e nessa hora misteriosa conheceremos mais uma impressão do Pensamento Divino, a manifestação do Logos.  O que nos espera é mencionado de forma sublime pelo Apóstolo Paulo. O maior filósofo do cristianismo não conseguiu ocultar seu deslumbramento ao escrever:

"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Co 2:9).



Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA