sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O NOVO NASCIMENTO


1 E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.

2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.

3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim étodo aquele que é nascido do Espírito.

9 Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?

10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?

11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.

12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?

13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.

14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;

15 Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.


O homem é um ser incompleto até que encontre a Cristo.
Na verdade o homem não se conhece antes de conhecer a Cristo. Ele só está habilitado a encontrar a si mesmo após ter se encontrado com Jesus.
Quando sabemos quem Jesus é, nós somos apresentados a quem nós somos. Em Cristo o homem é apresentado a si mesmo.
Arrependimento é isso: o resultado do choque entre o que eu sou e o que Cristo é.

O eu formal, estereotipado, fabricado em função dos ajustes sociais, quando colocados diante de Jesus são imediatamente confrontados.

Tudo aquilo em que você se tornou em função da sua criação, da sua vida social, da relação com os amigos, do resultado moral dos problemas da vida, tudo que você é passa a ser submisso ao caráter de Cristo.
Depois que você conhece a Jesus, o Evangelho passa a confrontar e influenciar tudo na sua vida.
Historicamente a religião tenta religar o homem a Deus traçando caminhos adequados. Pavimentam estradas com informações que objetivam levar o homem para o céu.
Sutilmente a religião substitui Jesus e se torna senhor da alma do homem.
A religião passa a dizer ao homem o que ele deve fazer e como se comportar. A religião diz que se o homem fizer aquilo que ela manda, ele vai ter paz com Deus.
Dessa forma o homem deposita sua confiança na religião e se sente confortável. Sua alma descansa por acreditar que agora que ele está fazendo tudo certinho, e por isso Deus vai aceita-lo. Mas isso dura apenas por um tempo. Diante das provações da vida essa auto indução mental não se mantém.
É um erro ensinar que para encontrar a Cristo, o homem deve primeiro encontrar uma religião, ou uma igreja institucional.
Cristo não é um ídolo. Cristo é o Deus Vivo. O Homem Ressurreto.
Acerca disso o Mestre nos alertou: “não servis a dois senhores, pois há de aborrecer um em função de agradar o outro”.
Não há como servir a Cristo e à religião institucionalizada.
A igreja institucional tem se tornado um senhor muito mais carrasco que o próprio diabo.
Aquele que conhece a Cristo, naturalmente se “desinstitucionaliza”.
Perde a vontade de ser comandado na mesma medida que perde a vontade de comandar.
A vida em Cristo “deshierarquisa” tudo.
Cristo é o lugar onde aprendemos com as  crianças o significado do reino dos céus.
Cristo é o lugar onde senhores lavam os pés de seus empregados.

A Bíblia fala constantemente do novo:
Novo céu, nova terra, nova aliança, nova criação, novo homem, novo nome, nova Jerusalém, novo cântico... e NOVO NASCIMENTO.
Todas essas citações ocorrem em função da qualidade daquilo que é novo. O novo na Bíblia é sempre apresentado como melhor.
Nada contra os velhinhos, mas, Jesus apresenta os novinhos (as crianças) como a classe de pessoas que têem a melhor compreensão acerca do que é o Reino de Deus.


NICODEMUS

Nicodemus tem poder!

Ele era um homem que tinha poder nas mãos. E o poder dele era manifestado na cultura que possuía.
“Cultura é poder, pois quem tem cabedal intelectual tem a condição de se elevar numa posição de liderança em suas relações humanas”.
O indivíduo que tem cultura tem mais valor do que quem tem dinheiro no bolso, pois o dinheiro pode ser roubado ou perdido. A cultura é agregado de quem a possui.


Nicodemos tem posição social!

Ele é um mestre. Um rabi.
Ele é membro do Sinédrio.
Sinédrio é o senado judaico, que funcionava como supremo tribunal dos judeus, que impunha na vida nacional e cívica a obediência à lei de Moisés.
O Sinédrio era composto por 71 membros que possuíam elevada relevância no contexto social.
O senado judaico estava inserido num momento social e político onde as pessoas não faziam distinção entre vida religiosa e vida social. O governo do povo era estabelecido pelos preceitos do Velho Testamento.
A Torá mandava no comportamento da sociedade e as pessoas eram obrigadas a cumprir a lei sob pena de sanções do estado. Por causa disso os membros do Sinédrio eram as pessoas que decidiam questões religiosas, teológicas, criminais, comportamentais de toda a população.
Nesse período histórico o “patrão” do mundo era o Império Romano.
O Imperio Romano para manter a paz e a boa relação com os seus governados, permitia que os judeus pudessem manter suas leis e rituais, desde que, a liderança mantivesse instrumentos de contenção de levantes, motins e rebeliões contra o governo romano.

O Evangelista João nos deixa entender que Nicodemos ouviu falar das coisas que Jesus ensinava e fazia. Mas provavelmente Nicodemus ouviu Jesus falar e viu Jesus fazer algumas coisas.
O texto pressupõe que a atitude de Nicodemos foi pensada. Afinal Nicodemos era um homem que só fazia coisas meticulosamente planejadas.
Ele tinha uma reputação a zelar. Suas ações eram observadas e copiadas por uns, mas também eram observas e criticadas pela maior parte.
Qualquer passo em falso que Nicodemos desse, poderia significar o mal da sociedade e até mesmo o seu próprio mal. Nicodemus é um político e tem que seguir o fluxo da maioria.
Nicodemus pensou, examinou até que um dia, não suportando mais a curiosidade, ele decidiu: “- não dá mais! Eu tenho que matar essa curiosidade. Tenho que ficar cara a cara com esse Jesus.”
E Nicodemos planeja tudo, afinal ele é politicamente correto.
E tudo foi feito com muita diplomacia, afinal Nicodemos é um homem preocupado com cada ação que executa. Elé é meticuloso com cada passo que dá.
A sua auto preservação promove um encontro noturno. O encontro não se deu na luz do dia. Nicodemus não quis correr riscos de que sua atitude fosse condenada pela sociedade.
Ele não queria que sua atitude fosse encarada de forma negativa pelos seus compatriotas.

Pensando em todas essas nuances, Nicodemos arranjou um encontro com Jesus onde sua própria conveniência é mantida.
“- Eu quero um encontro com Jesus, mas eu tenho que manter a minha vida blindada. Afinal eu sou o Nicodemos!”

O encontro de Jesus com Nicodemos com certeza produziu um efeito permanente, todavia débil. O efeito foi pra toda vida, mas não foi efetivo a ponto de mudá-lo.

No capitulo 7 de João nós temos um texto onde menciona o Sinédrio se reunindo para decidir se deviam condenar Jesus à morte.
Nesse texto Nicodemos pondera em defesa a Jesus. Todavia a defesa de Nicodemos não é pessoal. Ele faz uma defesa neutra.

“- acaso nossa lei permite condenar um homem sem que primeiro seja ouvido?”

Nicodemos vai até onde pode ir. Ele vai apenas até onde o pescoço dele estica.
Nos limites da lei!
Nesse texto Nicodemos mostra claramente que nele havia apenas admiração por Jesus.
Ele não assume uma defesa apaixonada por Jesus. Ele omite a verdade de já ter se reunido com Cristo. Ele não diz: “Eu já me encontrei com ele e sei quem ele é!”
Quando Jesus morreu,um outro membro do Sinédrio, José de Arimatéia reclama o corpo de Jesus e o Evangelho diz que Nicodemos foi com ele levando 100 libras de aloés para ungir o defunto.
Nicodemos é alguém perito em erguer monumentos a profetas mortos.
Não tem coragem de enquanto o profeta está vivo erguer a voz e se posicionar a favor dele: “Eu o conheço e creio nas suas palavras!”
O melhor que pode fazer é levar especiarias para perfumar o defunto.

Nicodemos faz jus ao nome.
Nico o Demos = imagem do povo.

Um indivíduo que vive para preservar a imagem. Vive da aparência, das externalidades, da estética moral, comportamental, religiosa.
Nicodemos não permite que as verdades interiores se manifestem.
“- Afinal assumir publicamente a fé pode ser perigoso para minha imagem.”

No diálogo entre Jesus e Nicodemos vamos perceber a forma que Jesus desconstrói a imagem de Nicodemos.
A imagem do povo! Nico o Demos


2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.

Nicodemos apresenta um argumento lógico.
Causa efeito.
Física simples.
Física material.
Física do lado de fora.
Física mensurável.

Nicodemos usa a mesma física que é utilizada para fazer cadeira e pra mandar o homem à lua. Nicodemos usa a física que constrói um robô e o envia a marte.

Deus está do lado de fora dessa física.
Essa física tem a capacidade de governar o cosmos mas não tem nenhuma aplicabilidade para mudar o coração do homem.

Os sinais a que Nicodemos se refere tem efeitos tão esmagadores que a única explicação lógica é que a causa original é o próprio Deus. “Sinal como esse somente Deus pode fazer”.

Essa é a fé da religião: a fé explicada pela causa e efeito.

Como teólogo eu tenho uma grande insatisfação com livros de teologia que apresentam “PROVAS DA EXISTENCIA DE DEUS’’.

Esses escritores olham para fora de si mesmos e citam o universo e todas as coisas criadas e todas as interconectividades entre elas. E por apresentarem provas tão irrefutáveis eles concluem: “dado a tão esmagadora quantidade de evidências (isso é efeito), só podemos concluir que Deus existe (causa)”.
É assim que nasce o Deus para ser acreditado. Um Deus do lado de fora, que criou uma quantidade esmagadora de evidências acerca de sua existência. As pessoas olham para fora de si mesmas e batem no peito dizendo: “eu acredito em Deus”.

Esse Deus acreditado não é o meu Deus!
Esse Deus apenas acreditado vive fora de mim.
Esse Deus acreditado não muda nada em mim.
O deus acreditado somente faz as pessoas elegerem dias e horas para pagar promessas, para fazer campanhas.
Essa fé no deus acreditado torna as pessoas supersticiosas e amedrontadas com o possível castigo.
O deus da fé popular é aquele que precisa de sacrifício humano e que barganha bênçãos em troca de ofertas.
Um Deus para ser acreditado. Esse é o Deus de Nicodemos.

Quem é imaginado do lado de fora não vive do lado de dentro. Da alma. Do ser.

Jesus ouve a argumentação do doutor da lei e não ajuda nem um pouco o coitado do Nicodemos.


3- “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Jesus tira o foco do Deus para ser acreditado, o Deus de causa e efeito, o Deus do lado de fora. E chama tudo pra dentro: pro útero.

A lógica de causa e efeito não explica a relação de Deus com o homem.
A física não mensura a qualidade da relação possível entre Deus e o homem.


4- “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”

Nicodemus faz uma pergunta idiota. Jesus poderia dizer a Nicodemos:
“- você tá de bincadeira comigo, né cara? Você acha que eu estou falando de ressuscitar a sua mãe?”

É óbvio que Nicodemos entendeu o que Jesus falou.
Ele era de notória inteligência e conhecia os textos do Velho Testamento que falavam que o Messias daria uma nova vida a Israel.

A atitude de Nicodemos se chama AUTO ENGANO.

A lógica que cria um Deus para ser acreditado é a mesma lógica que inventa dentro de nós considerações que mantem Deus do lado de fora de nossas vidas.
Todas as vezes que somos impactados pela mensagem do Evangelho, sempre tem algo dentro de nós que diz: “- agora não. Espere mais um pouco. Mas e se...”

A lógica de Nicodemos beira a imbecilidade: “- pode um homem já velho voltar ao ventre de sua mãe?”
Nicodemos cria dificuldades para discernir o que é fácil e simples. E todos nós fazemos o mesmo!

Qual é o argumento que você usa para dificultar a obra do Espírito que quer fazer o Filho de Deus nascer dentro de você?


5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim étodo aquele que é nascido do Espírito.

Novamente Jesus não ajuda a Nicodemos!
A única maneira de Jesus explicar a Nicodemos acerca da essência da sua mensagem é desconstruindo a imagem do “Deus para ser acreditado”.
Jesus desconstrói o conceito do deus do lado de fora.
O deus dos templos.
O deus das imagens.

Jesus passa a apresentar a Nicodemos o Deus que faz morada dentro do homem.
Segundo Jesus, a única maneira de se relacionar com Deus é se tornando uma pena que é levada para onde o vento a quiser conduzir.
É uma situação de total dependência.
É a humildade de nunca dizer a Deus o que Deus deve fazer.

É aceitar que o caminho Dele, é o único caminho e que todas as outras possibilidades são apenas caminhos de morte.



...da água e do espírito

Durante toda minha vida cristã eu ouvi uma explicação objetiva sobre os elementos água e espirito.
Segundo o que eu aprendi água simbolizava o batismo nas águas e espirito significava o batismo no Espírito Santo.
O dia do batismo nas águas e o dia do batismo no Espírito Santo.

Água e Espírito nesse contexto devem ser interpretados de outra forma!
Agua e espírito é Gênesis.


“O Espírito de Deus pairava sobre as águas”.

Esse texto indica a contribuição do Espirito Santo em gerar a vida em um universo que estava sendo criado por Deus.
O que Jesus diz a Nicodemos é peculiar a alguém que conhece o Velho Testamento: “Assim como houve uma criação no sentido físico, também existe uma criação no sentido espiritual”.

No Gênesis vemos a obra do Espírito em o criar o mundo através da Palavra de Deus, que chama à existência as coisas que não existiam.
O mesmo espírito e a mesma palavra de Deus trabalham para a criação de um Novo Homem.

É Genesis. É criação.
Numa dimensão é carne. Noutra dimensão é espírito.
É outra criação. De dentro pra fora!

O Novo Nascimento não pertence ao mundo físico.
Não é batismo nas águas ou qualquer outro ritual.
Não adianta criar auto engano para fugir da soberania da palavra de Deus.

O Novo Nascimento é um processo espiritual no homem interior que transforma o homem velho em nova criatura.

Não existe manual ou cartilha para o novo nascimento.
4 passos para o novo nascimento... isso não é evangelho.
Não pertence ao mundo de causa e efeito.

Nós não somos o vento.
O nascido de novo é levado pelo vento.

‘’tu não sabes...”
Jesus diz isso a um Nicodemos que chegou dizendo:
“Mestre, sabemos...”



9 – “Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?”

Nicodemos ainda não está satisfeito. Ele quer uma resposta técnica.
Como bom especialista (teólogo, psicólogo, sociólogo, pedagogo...) quer entender tudo a partir da lógica.
Ao invés de mergulhar, Nicodemos quer uma aula sobre o processo.
Filosofia do processo!

Quando não da mais para fugir da verdade, Nicodemos quer uma aula sobre como funciona o milagre de Deus no interior do homem.



10- “Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?”

O que é mais chocante sobre Jesus é a verdade.
Ninguém brinca com Ele.
Ninguém tem tapume.
Podemos tapear os homens com o nosso discurso - mas a Deus ninguém engana!

Jesus não está nem aí pros títulos de Nicodemos.
Agora Jesus é educadamente agressivo, primeiro Jesus cita o título de Nicodemos e logo em seguida se admira da ignorância dele.
Jesus entrega a Nicodemos um chapéu de burro.

“Nicodemos, voce não sabe. Mas pescadores do mar da galileia souberam. Prostitutas souberam. Lunáticos souberam.
Endemoninhados saem do transe e ficam sabendo.
Crianças sabem.”

Jesus esta conduzindo Nicodemos para um lugar onde ele não terá mais saída.
Jesus trata com a verdade.

A partir desse ponto da conversa Jesus passa a falar sobre si mesmo.
Jesus se insere no processo do Novo Nascimento.
Temos água e espírito = criação.

Agora temos Jesus = o Verbo Vivo.
A Palavra de Deus encarnada.

Jesus entra no processo. Jesus é a Palavra de Deus.
O Evangelho sob a unção do Espírito gera vida. Gera a nova vida.
Uma vida isenta de medos.
A consciência se desneurotiza.
O diabo seca, pois temos certeza da vitória absoluta de Cristo sobre toda treva.
A superstição acaba.


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M.e. César de Aguiar

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A EVOLUÇÃO CULTURAL DE LILLITH E O MUNDO PÓS MODERNO

Guerra de Sementes - aula 06

SEMIRAMIS
 
Semíramis numa ilustração italiana do século XVIII















Segundo a mitologia antiga, Semiramis reinou sobre a Pérsia, Assíria, Armênia, Arábia, Egito e toda a Ásia. Foi fundadora da Babilônia e de seus jardins suspensos. Foi endeusada e subiu ao céu em forma pomba, após entregar a coroa do reino ao seu filho, Tamuz.

A Enciclopédia Britânica cita Semiramis como uma personagem histórica, alguém que de fato existiu!
Ela é a primeira suma-sacerdotiza de uma religião.
Ela era casada com Ninrode a quem a Bíblia referencia como fundador de Babilônia e de muitas outras nações (Gênesis 10:8-14).

Conta a história que Semiramis esperava um filho quando Ninrode morreu. Quando o filho nasceu, ela declarou que o menino era uma reencarnação de Ninrod, o marido que acabara de falecer.

Essa criança se chamou Tamuz.
Quando ele era moço saiu para uma caçada na mata. Na mata ele foi morto por um javali.
Semíramis reuniu todas as mulheres da Babilônia e foram jejuar e chorar por Tamuz.
Depois de 40 dias de jejum e clamores, milagrosamente Tamuz voltou à vida e reapareceu aos babilônios. A partir de então Semíramis passa a ser adorada como a Grande Mãe - a doadora da vida.
A partir desse mito desenvolveu-se na Babilônia uma religião do culto chamado "culto à mãe com a criança". Nesse culto a mãe era adorada por trazer o filho de volta à vida.
Apocalipse 17: 5 - "E na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra."

No livro da Revelação vemos que na Babilônia se originaram as abominações e as prostituições espirituais.

Satanás estava no passado adulterando a verdade sobre "a semente da mulher" para desviar a atenção do homem quando a verdadeira semente viesse!

Esse mito da mãe com a criança se repete em todas as culturas antigas.


ASTARTE



Astarte era conhecida como deusa dos Sidônios (I Reis 11:5). Era a mais importante deusa dos fenícios. Era filha de Baal, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.
O nome Astarte significa "a mulher que faz torres".





CIBELE

Cibele ou Cíbele era uma deusa grega designada como "Mãe dos Deuses" ou Deusa mãe, simbolizava a fertilidade da natureza.

Acerca da deusa Cibele, o poeta romano Ovidio (43 A.c -18 D.c) escreve que ela é guardadora das torres.
As imagens de escultura representam Cibele com uma coroa em forma de duas torres sobre sua cabeça.



TRES MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DA MESMA FORÇA DAS TREVAS

Semíramis, Astarte e Cibele são três manifestações de um demônio mais antigo: Lillith.

Muita coincidência com nosso mundo moderno!

Nos EUA, maior potência econômica e militar do mundo moderno existe uma Estátua imensa localizada na maior cidade do mundo.

É em Nova York que está localizada a Estátua da Liberdade, símbolo maior dos EUA. Essa estátua possui 7 "raios" sobre sua cabeça.
O WTC era uma construção com 7 torres, naturalmente uma representação de cada um dos raios da coroa da Estátua da Liberdade.

Das 7 torres, duas vieram abaixo.

Na verdade, no mundo do ocultismo, o WTC é conhecido como um mega templo, detalhadamente construído para servir como um mega sacrifício humano aos demônios que se alimentam da angústia, agonia, tristeza e toda sorte de sentimentos relacionados à maldade humana.

Nesse contexto facilmente identificamos a Estatua da Liberdade como uma representação de Semíramis.

Na Estatua da Liberdade temos a mulher segurando um livro onde está talhada a data da independência dos Estados Unidos: 4 de julho de 1776.

Um livro com uma data de nascimento.
Pensemos juntos: O que tem em um livro?
- Palavras.

Muito sutil o significado! Uma mulher com a Palavra nos braços. Uma mulher dando a luz à Palavra e a um povo inteiro.
A Estátua da Liberdade simboliza que a criança que nasceu nos braços da mãe.
É Tamuz nos braços de Semíramis. É o menino Jesus (a Palavra Viva, nos braços de Maria).

Observem que a Estatua da Liberdade segura o livro com a mão esquerda , assim como Semiramis segura Tamuz em suas representações.

Para quem gosta de “coincidências” escrevo mais uma!
Em 1912 foi escrito e gravado um soneto numa placa de bronze e fixado no pedestal da Estatua da Liberdade. O soneto se chama “The New Colossus”.


O Novo Colosso

Não como o gigante bronzeado de grega fama,
Com pernas abertas e conquistadoras a abarcar a terra
Aqui nos nossos portões banhados pelo mar e dourados pelo sol, se erguerá
 Uma mulher poderosa, com uma tocha cuja chama


É o relâmpago aprisionado e seu nome
Mãe dos Exílios. Do farol de sua mão
Brilha um acolhedor abraço universal; Os seus suaves olhos
Comandam o porto unido por pontes que enquadram cidades gémeas.

"Mantenham antigas terras sua pompa histórica!" grita ela
Com lábios silenciosos "Dai-me os seus fatigados, os seus pobres,
As suas massas encurraladas ansiosas por respirar liberdade

O miserável refugo das suas costas apinhadas.
Mandai-me os sem abrigo, os arremessados pelas tempestades,
Pois eu ergo o meu farol junto ao portal dourado."

Emma Lazarus - 1883


“se erguerá uma mulher poderosa, com uma tocha cuja chama é o relâmpago aprisionado e seu nome : Mãe dos Exílios”

Aqui fica bem claro que ela realmente é a representação da mãe dos céus.

Veja mais:

“Pois eu ergo o meu farol junto ao portal dourado”


A Estátua está erguendo a tocha.
A tocha é o farol.
O farol está sendo erguido aos céus.
O poema está dando a referencia de que o portal dourado está nos céus, o que é naturalmente uma referência a um portal que levaria o homem até Deus.

A grande revelação é que a palavra BABEL significa exatamente isso: “portal de Deus” (bab – el).
Além de ser uma representação de divindades satânicas, a Estátua da Liberdade é uma referencia à Torre de Babel.


CONSTANTINO

Constantino teve que medir forças políticas com o General Maxêncio para se tornar imperador.

Os imperadores do império romano portavam 2 coroas: a coroa de imperador e a coroa de pontifex maximus (sumo-sacerdote) significando total autoridade política e religiosa.

Para obter o apoio dos cristãos, Constantino prometeu cristianizar o império caso vencesse o General Maxencio. Os cristãos acharam aquilo algo fantástico, e entenderam como resposta de Deus às suas orações. Por isso apoiaram Constantino.
Numa última batalha, no ano 312, Constantino venceu e, como imperador e pontifex maximus, declarou o cristianismo como a religião oficial do império.

Muitos se tornaram "cristãos" para agradar o imperador.
Para um povo que adorava centenas de deuses, isto não era difícil! Jesus era apenas mais um Deus a ser inserido no panteão dos deuses pagãos.
Estes “convencidos” ao cristianismo nunca "nasceram de novo", e bem cedo começou a se formar um sincretismo do cristianismo com o paganismo.
As imagens deuses pagãos foram sendo sutilmente reintroduzidas com nomes cristãos. As doutrinas satânicas foram sendo inteligentemente misturadas ao ensino do Evangelho.
Havia dezenas de lendas, mitos e histórias antigas que precisavam apenas serem atualizadas e contextualizada na nova religião que surgia pelas mãos de Constantino.

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M.e. César de Aguiar

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O JOIO E O TRIGO

Guerra de Sementes - aula 04


24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;

25 Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

26 E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.

27 E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?

28 E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?

29 Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.

30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.



Tanto no texto Aramaico como no texto Hebraico, a palavra traduzida para “Campo” é “Shadêh” e a palavra traduzida para  “semente” é  “Zerá” que literalmente significa “sêmen”.
A Palavra "Shadêh (Campo)" sempre alude à mulher, pois "shadêh" tem a mesma raiz de "Shad" que é "seio".
Portanto, a parábola do “Joio” e o  “Trigo” alude às relações da “Serpente” e Adão com a mesma mulher, que nesse tempo se chamava Isha.
O Campo produziu o Joio e o Trigo, uma metáfora para os “Gêmeos” Caim e Abel.
Jesus e João Batista chamavam alguns membros da religião dos frariseus de “víboras” e “filhos da “serpente”.
Literalmente o versículo diz: “Serpentes! Raça de víboras…” 

"Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno? (Mateus 23:33)".

Jesus nos apresentou uma nova raça: os Reptilianos.
Ao proferir essas palavras contra os da sinagoga de satanás, Jesus estava dando “nome aos bois”. Jesus como profundo conhecedor de toda a literatura judaica estava identificando as pessoas acerca das quais o Zohar falava.

O Zohar diz:

"Eles constroem sinagogas e escolas rabínicas que contém o rolo da Torah com uma coroa no topo, mas fazem isto por amor e si mesmos e não por amor ao Criador".

Gênesis 3:14, 15 - "Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Aqui, vemos que há sobre a terra, duas linhagens genéticas distintas: A dos filhos da serpente, e a dos filhos da luz.
Vejamos o texto bíblico que fala do nascimento de Caim e Abel.


Gênesis 4:1
Bíblia Hebraica Stuttgartensia
E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão. 
אֶת חַוָּה 
ET CHAVÅH 
4a 5Eva,
יָדַע 
YÅDA 
2CONHECEU
וְהָאָדָם 
VËHÅÅDÅM 
1E 3Adão
וַתֵּלֶד 
VATELED 
11e 12teve {lit.: deu à luz}
וַתַּהַר 
VATAHAR 
8e 9(ela) 10concebeu
אִשְׁתּוֹ 
ISHËTO 
6sua 7mulher,
קָנִיתִי 
QÅNYTY 
17Alcancei {alter.: consegui}
וַתֹּאמֶר 
VATOMER 
15e 16disse:
אֶת קַיִן 
ET QAYN 
13a 14Caim,
אֶת יְהוָה: 
ET YHVH: 
18do 19SENHOR
אִישׁ 
YSH 
20um 21varão.


Genesis 4.2
E teve mais a seu irmão Abel: e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. 
אֶת אָחִיו 
ET ÅCHYV 
{(o)} seu irmão
לָלֶדֶת 
LÅLEDET 
{(a) dar à luz}
וַתֹּסֶף 
VATOSEF 
{e continuou}
רֹעֵה 
ROEH 
pastor de
וַיְהִי הֶבֶל 
VAYËHY HEVEL 
e foi Abel
אֶת הָבֶל 
ET HÅVEL 
Abel:
הָיָה 
HÅYÅH 
foi
וְקַיִן 
VËQAYN 
e Caim
צֹאן 
TSON 
ovelhas, {lit.: ovelha}
אֲדָמָה: 
ADÅMÅH: 
terra.
עֹבֵד 
OVED 
lavrador da


“e continuou a dar a luz”, sugerindo claramente que se trata de um parto único, dando a luz a duas crianças – Gêmeos.

Eva diz: “Alcancei do Senhor um varão”. Eva acreditava que o primeiro a nascer era o filho da promessa de redenção. Todavia, ela estava enganada. O primeiro a nascer foi Caim, o que era do maligno desde o princípio.

1 João 3.12 – “Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas”.

Acerca de Judas Iscariotes, Jesus diz algo semelhante:

João 17.12 – “Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse”.

A parábola do trigo e o joio, diz:

“O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente em seu campo...”

Este semeador é o PRIMEIRO ADÃO plantando os filhos do Reino.

“Mas dormindo os homens, veio o inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se.”

O outro semeador é o diabo, plantando seus filhos no campo.
Ambos os agricultores, tanto Deus quanto o diabo, plantaram seus filhos.
Os frutos das duas sementes estão misturados e se espalharam pelo mundo afora.
Todavia guardam as respectivas diferenças em seu gênero porque são de naturezas diferentes.
Podem nascer juntas e conviverem lado a lado; porém, o trigo produzirá trigo, e o joio produzirá joio.


O MUNDO DO LADO DE FORA DO JARDIM

O apóstolo João expressa uma máxima sobre o mundo do lado de fora do jardim:
1 João 5.19 – “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno”. 
“O mundo jaz no maligno”.

 A palavra jaz significa: “o que resta ou o que repousa”. Jaz é uma palavra muito usada para se referir a pessoas mortas e enterradas, expressando a idéia de que tudo está definido.
O texto diz: O mundo jaz no maligno. Ou o mundo está enterrado no maligno. Ou o mundo está definitivamente controlado pelo mal.

Voltemos a pergunta:
Quem manteve o domínio sobre o mundo do lado de fora do Jardim?

Será que Lillith se tornou a governadora do mundo exterior ao Éden?

Pouco podemos afirmar acerca disso! Todavia, uma compreensão acerca da história das religiões nos leva a uma conclusão impactante.
A história nos mostra a evolução do conceito de divindade no mundo antigo, e sempre no centro do processo está uma divindade de natureza feminina.
Tudo começa com Lillith que evolui para Semiramis. De Semiramis a Ishtar.

Com o acontecimento da Torre de Babel, cada língua adotou a mesma deusa com nomes diferentes: Isis, Diana, Artemis, Astarte, Cybele – todas eram adoradas e todas tinham uma história em comum.
Todas eram conhecidas como a Mãe de Deus e Rainha dos Céus.

Jeremias 7.18 - Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.



17 Mas certamente cumpriremos toda a palavra que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus, e oferecendo-lhe libações, como nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes, temos feito, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e então tínhamos fartura de pão, e andávamos alegres, e não víamos mal algum.

18 Mas desde que cessamos de queimar incenso à rainha dos céus, e de lhe oferecer libações, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome.

19 E quando nós queimávamos incenso à rainha dos céus, e lhe oferecíamos libações, acaso lhe fizemos bolos, para a adorar, e oferecemos-lhe libações sem nossos maridos?

20 Então disse Jeremias a todo o povo, aos homens e às mulheres, e a todo o povo que lhe havia dado esta resposta, dizendo:

21 Porventura não se lembrou o Senhor, e não lhe veio ao coração o incenso que queimastes nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, vós e vossos pais, vossos reis e vossos príncipes, como também o povo da terra?

22 De maneira que o Senhor não podia por mais tempo sofrer a maldade das vossas ações, as abominações que cometestes; por isso se tornou a vossa terra em desolação, e em espanto, e em maldição, sem habitantes, como hoje se vê.

23 Porque queimastes incenso, e porque pecastes contra o Senhor, e não obedecestes à voz do Senhor, e na sua lei, e nos seus testemunhos não andastes, por isso vos sucedeu este mal, como se vê neste dia.

24 Disse mais Jeremias a todo o povo e a todas as mulheres: Ouvi a palavra do Senhor, vós, todo o Judá, que estais na terra do Egito.

25 Assim fala o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, dizendo: Vós e vossas mulheres não somente falastes por vossa boca, senão também o cumpristes por vossas mãos, dizendo: Certamente cumpriremos os nossos votos que fizemos de queimar incenso à rainha dos céus e de lhe oferecer libações; confirmai, pois, os vossos votos, e perfeitamente cumpri-os.

26 Portanto ouvi a palavra do SENHOR, todo o Judá, que habitais na terra do Egito: Eis que eu juro pelo meu grande nome, diz o SENHOR, que nunca mais será pronunciado o meu nome pela boca de nenhum homem de Judá em toda a terra do Egito dizendo: Vive o Senhor DEUS!

27 Eis que velarei sobre eles para mal, e não para bem; e serão consumidos todos os homens de Judá, que estão na terra do Egito, pela espada e pela fome, até que de todo se acabem.

28 E os que escaparem da espada voltarão da terra do Egito à terra de Judá, poucos em número; e todo o restante de Judá, que entrou na terra do Egito, para habitar ali, saberá se subsistirá a minha palavra ou a sua.

29 E isto vos servirá de sinal, diz o Senhor, que eu vos castigarei neste lugar, para que saibais que certamente subsistirão as minhas palavras contra vós para mal.

O texto transmite a idéia de que Astarote era uma "consorte" de Jeová. Percebemos que a mistura do paganismo que exalta uma deusa com o culto do verdadeiro Rei do céu, o Senhor Jeová, levou à combinação de Deus e Astarote. 
Essas deusas carregavam em suas respectivas mitologias, que pouco diferiam uma da outra, basicamente a mesma historia:
Existe o deus que se junta à deusa e geram um filho, sempre transmitindo o pensamento de sagrada família.
O símbolo da família sagrada persistiu pelos tempos. Até que veio o catolicismo romano e sua imagem tomou a versão mais conhecida hoje: A sagrada família católica: José, Maria e o menino Jesus.
Todavia o centro da sagrada família se populariza sempre na figura da mãe, como personagem principal.


A rainha dos céus de hoje, nada mais é que uma evolução cultural de Lillith – aquela que ficou do lado de fora do jardim para tornar o mundo um lugar que jaz no maligno.

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M.e. César de Aguiar