domingo, 16 de julho de 2023

HIERARQUIA DOS SERES CRIADOS


 


Existem Nove Ordens de seres Celestiais:

·         Serafins,

·         Querubins,

·         Tronos,

·         Dominações,

·         Potestades,

·         Virtudes,

·         Principados,

·         Arcanjos e

·         Anjos.

A Carta de Paulo aos Efésios e aos Colossenses mencionam 5 ordens:

Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes e Principados.

 

Os Evangelhos citam 2 ordens: Arcanjos e Anjos.

 

O Velho Testamento cita 2 ordens: Querubins e Serafins.

 

Os Coros ou Ordens Angélicas

se caracterizam entre si de acordo com o grau de santidade e glória,

de forma que os mais elevados

dominam sobre os inferiores,

e juntos, servem ao Soberano propósito de Deus

e atuam nos mundos criados.

Essas ordens são distribuídas em três hierarquias.

 

PRIMEIRA HIERARQUIA

·         Serafins

·         Querubins

·         Tronos

 

SEGUNDA HIERARQUIA

·         Dominações

·         Potestades

·         Virtudes

 

TERCEIRA HIERARQUIA

·         Principados

·         Arcanjos

·         Anjos



Cesar de Aguiar - teolovida@gmail.com






domingo, 9 de julho de 2023

OS MISTÉRIOS DO NUMERO 1000

         É fácil localizar o número mil. 

Ele aparece seis vezes no Livro de Apocalipse, dando a entender que existe um período de 6.000 anos, antes que o sétimo dia de descanso (1.000 anos=1 dia) – o Sábado Milenar – aconteça, com o regresso do Senhor Jesus Cristo à terra.

         Alguns comentaristas costumam dividir as eras de mais ou menos mil anos, conforme os acontecimentos bíblicos e mundiais.

1º Período – De Adão até 3.000 a.C.

2º Período – Do dilúvio até a chamada de Abraão mais ou menos 2000 anos a.C.

3º Período – Dos patriarcas até o Egito/Moisés, posse da Terra Prometida, Juizes, até Davi – 1.000 a.C.

4º Período – Reis, período interbíblico, cativeiro babilônico, até 70 d.C.

5º Período – Igreja, apostasia da Igreja, a metade da Era das trevas, mais ou menos 1.000 anos d.C.

6º Período – Renascença, Reforma até a era da Internet – mais ou menos 1.000 anos, incluindo a União Européia.

7º Período – Reinado Milenar de Cristo.

         O sétimo milênio, este em que agora vivemos, bem pode ser o da Segunda Vinda de Cristo. O palco já está pronto.

domingo, 2 de julho de 2023

OS MISTERIOS DO NUMERO QUARENTA


Este é o número do teste. A primeira vez em que ele aparece é em Gênesis 5:13, idade de um homem.

Ele aparece sem os 800 a ele atados em Gênesis 7:4, quando o dilúvio inundou a terra durante quarenta dias e quarenta noites (Gênesis 7:17). 

Esaú tinha quarenta anos quando tomou uma esposa errada. 

Isaque tinha quarenta anos quando recebeu Rebeca por esposa. 

Os filhos de Israel são testados por quarenta anos no deserto, até que todos os rebeldes tivessem morrido. 

Moisés passou quarenta dias e quarenta noites jejuando no Monte Sinai, onde recebeu as Tábuas da Lei. 

Elias jejuou durante quarenta dias e quarenta noites (1 Reis 19:8). 

Jesus Cristo jejuou quarenta dias e quarenta noites, antes de iniciar o seu ministério terreno. 

O homem curado em Atos 4:22, tinha mais de quarenta anos de idade, limite para alguém receber cura, naquele tempo. 


Daí surgiu o ditado popular: “A vida começa aos quarenta”.


As referências aos filhos de Israel no deserto, onde ficaram por quarenta anos são muitas. Vejam algumas delas em Hebreus 3:9; 17; Números 14:33,34; Deuteronômio 2:7; 8:2. De Moisés jejuando por quarenta dias e quarenta noites temos  Deuteronômio 10:10. 

A terra de Israel é obrigada a descansar no período de quarenta anos, em Juizes 3:11 e 8:28. O sacerdote  Eli governou o povo por quarenta anos, conforme Juizes 8:28 e em Samuel 14:18.

Saul reinou por quarenta anos (Atos 13:21) e pelo mesmo espaço de tempo reinaram Davi e Salomão (1 Reis 2:11 e 11:42).  

Geralmente esse período de quarenta anos tem sido uma espécie de teste usado por Deus a fim de determinar algo importante no porvir.

Este número deve ter uma profunda significação na vinda do Senhor Jesus Cristo, na qual professo crer e aguardar. 

Como os judeus tornaram para Jerusalém dos árabes em 07/06/1967, se juntarmos a essa data quarenta anos teremos 07/06/2007 – ou seja quarenta anos do último teste dado por Deus à sua Igreja para que obedeça o seu “Ide e Pregai”. 


Será? 


Bem, ninguém pode marcar datas...



quinta-feira, 29 de junho de 2023

OS DIAS DA CRIAÇÃO


“No entanto, se descobrirmos uma teoria completa, ela deverá, no devido tempo, ser compreensível... por todos... Então todos seremos... capazes de participar da discussão da questão do porquê nós e o universo existimos.


Se encontrássemos uma resposta para isso, seria o triunfo máximo da razão humana – pois então conheceríamos a mente de Deus”.

(Stephen Hawking)

 


BERESHIT BARA ELOHIM ET HASHAMAYIM VEET HAARETZ

בְּרֵאשִׁ֖ית

 

“Em princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia. Havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia por sobre a face das águas” (Gn 1.1,2).

As palavras ‘Céus’ e ‘Águas’ são traduções de uma palavra que possui uma mesma raiz da palavra hebraica: HAMÅYM (הַמָּיִם:); e quando esse trecho nos apresenta a natureza da atividade do Espírito de Deus sobre a face das águas, somos convidados a mergulhar numa compreensão mais profunda a respeito da Criação.

A ação ativa do verbo ‘mover’, descrita pela expressão “se movia”, em algumas traduções aparece como ‘pairava’, referindo-se à atividade do Espírito Santo. Todavia essa palavra também pode ser traduzida pelo verbo ‘vibrar’. Ou seja: se movia = pairava = vibrava, onde no hebraico, o verbo é conjugado no tempo presente – MËRACHEFET (מְרַחֶפֶת).

Quando nos recorremos à antiga sabedoria hermética nos deparamos com seu terceiro princípio, que é ‘O Princípio da Vibração’: “Nada está parado; tudo se move; tudo vibra”. “Desde o TODO, que é Puro Espírito, até a forma mais grosseira da Matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada” (O Caibalion, por Três Iniciados).

Entenda que o movimento vibratório do Espírito Santo é tão rápido que o uso das palavras ‘pairar’ e ‘mover’ são perfeitamente adequadas para transmitir a calma e a serenidade implícita no contexto da criação. Todavia, sabemos que não houve nenhuma calmaria a nível atômico, afinal tudo vibrava em uma velocidade inimaginável.

Assim como no exemplo hermético da roda, que de tão rápida passa a impressão de estar parada, também podemos usar o exemplo da luz, que parece estar parada enquanto ilumina um ambiente. Todavia sabemos que a luz é a criação que se move mais rapidamente em todo o universo.

É por isso que a melhor palavra para definir a atividade do Espírito Santo sobre a superfície do Lago das Águas Primordiais é o verbo ‘VIBRAR’: “... e o Espírito de Deus vibrava sobre a face das águas”.

Anteriormente informamos que as palavras ‘Céus’ e ‘Águas’ são traduções de uma palavra que possui uma mesma raiz do hebraico: HAMÅYM (הַמָּיִם:). A partir desse conhecimento podemos interpretar que onde está escrito: “No princípio criou Deus os Céus”, pode perfeitamente ser traduzido por: “No princípio criou Deus as águas distantes”, e onde está escrito: “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”, pode perfeitamente ser traduzido por: “o Espírito de Deus vibra sobre a face das águas”.

Analisando esse texto sob o olhar da Física Quântica, os “Céus” se tornam algo muito maior do que apenas o céu azul que contemplamos sobre nossas cabeças, e a ‘terra’ passa a ser uma entidade maior que apenas o planeta no qual habitamos.

Entenda que no texto hebraico a palavra ‘céu’ está no plural. “Céus” (no plural) transcende nossa concepção de carta celeste e dialoga com a moderna ciência, que explica a existência de universos multidimensionais (multiverso), criados como um campo de ondas permeado com cordas de energia.

Somado à interpretação de universos multidimensionais, podemos promover um encontro do texto de Gênesis com a oração de Esdras: “Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora” (Nm 9:6). O ‘exército dos céus’, conforme citado no texto, se refere às hierarquias angélicas, que em suas atividades distintas, desempenham a finalidade de louvar a Deus, como também dito nos Salmos: “Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos” (Sl 148:2). Perceba que existem “Céus”, e que neles habitam seres de categorias superiores em força e no uso da inteligência, ou seja, em cada dimensão, ou em cada mundo superior, existe um nível diferente de manifestação da criação.

Ao contrário de ‘céus’, que aparece no plural, a palavra ‘terra’ nos é apresentada no singular. Nesse sentido, ‘terra’ é o universo manifestado. Enquanto Céus (plural) é a criação etérea, quântica e subatômica, Terra (singular) é o universo tangível percebido pelos os sentidos físicos.

O verbo ‘mover’ ou ‘vibrar’, está no tempo presente, afirmando de forma contundente que a criação não é um evento ancestral, procedida no passado. O Verbo no presente indica que a criação é permanente no tempo e que o tempo é a ilusão que acorrenta os homens à história. A criação se realiza no tempo ‘agora’, como resultado da vibração do Espírito de Deus.

Deus não é limitado ao tempo. Presente, passado e futuro são vistos por Ele simultaneamente ao mesmo tempo. Quando o Criador pronunciou: “Haja”; sua ordem não foi dada no limite do império do tempo, ou seja, Deus não disse Haja nem no passado, nem no presente, nem no futuro, Deus disse “Haja” e tudo continua no processo contínuo de criação.

Deus criou um multiverso com regras naturais e espirituais, que se correspondem. Sob Deus o multiverso é autônomo enquanto regido por essas regras.

O Eterno é Deus desde antes da Criação (Sl 90.2), e nada que foi criado poderá tomar seu lugar, mesmo nos mais íntimos arroubos de prepotência de qualquer uma de suas criações. Afrontando o crescimento da ideologia panteísta afirmamos que absolutamente nada na criação pode ser adorado no lugar de Deus, ou além Dele.

Deus é distinto de sua criação e por isso afirmamos que Ele não faz parte dela, melhor dizendo, Deus não foi criado juntamente com a criação. O conceito bíblico de Deus não é meramente filosófico. Não se trata de um Ser inventado por outro Ser que assiste o desenrolar de fatos como um telespectador que se diverte diante de uma tela de cinema. O conceito do Deus Bíblico e Verdadeiro é o único conceito de Deus, pois Ele é o único Deus que existe.

Deus não é parte da sua criação, todavia é imanente a ela, regendo e controlando.

A melhor definição para a palavra ‘Imanente’ é: ‘permanecer dentro’, ou seja, por ser maior que sua criação, tudo o que existe cabe em Deus e por isso Ele ocupa o posto daquele que é o Único digno de receber louvor e adoração.


Cesar de Aguiar 

retirado do livro Genesis Desvendado

Kindle Amazon

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

B’RESHIT


B’RESHIT é a primeira palavra das Escrituras Hebraicas e também o nome do seu primeiro compêndio. O que na Torá tem esse nome, na nossa Bíblia é conhecido como Gênesis. Seu significado mais difundido: “No Princípio”, é a expressão que originalmente nomeia o primeiro livro do Pentateuco.

A teologia da criação começa com essa palavra. Uma análise semântica do termo B’RESHIT, tem por si só, o poder de elucidar o motivo de ser da criação do Universo. A partir do estudo de apenas esse vocábulo, somos convidados a pensar o contexto bíblico de forma semelhante a Santo Agostinho, que dizia: “No Antigo Testamento o Novo repousa oculto; no Novo Testamento, o significado do Antigo torna-se claro”.

Uma análise da palavra B’RESHIT, apenas na esfera do Antigo Testamento é um desperdício de sabedoria! Sem uma análise bíblica contextual, envolvendo também os escritos do Novo Testamento, torna impossível trazer ao palco a decodificação da complexidade teológica do termo. O que aqui afirmamos é que B’RESHIT tem muito mais a dizer do que somente aquilo que estamos comumente habituados a ouvir. Todavia, para exaurirmos o máximo da primeira palavra do Gênesis devemos tomar como texto base as exegeses do Novo Testamento, onde a Bíblia explica a Bíblia, esclarecendo definitivamente os mistérios do termo Hebraico.

Ao desvendar o motivo do uso de parábolas em suas preleções, Jesus disse a seus discípulos que falava daquela maneira “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo” (Mt 13:35). Note que em cumprimento ao ministério de Mestre, Jesus afirmou que veio publicar “coisas ocultas desde a criação”. Essa revelação é um facho de luz apontando para o texto de B’RESHIT.  Quando afirma que veio revelar “coisas ocultas” ou mistérios profundos que ainda estavam em segredo, aguardando por sua vinda, Jesus concorda que a revelação de Deus é progressiva, e que a compreensão humana também o é.

Realmente, o texto do Antigo Testamento se reconhece como uma revelação incompleta e provisória, deixando implícito principalmente do texto profético, a necessidade da vinda do Messias para que as Escrituras antigas fossem finalmente decifradas. “O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que Ele seja glorificado” (Is 61:1-3). O próprio Jesus anuncia o cumprimento dessa profecia em Si mesmo: “Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir" (Lc 4:20,21).

Conforme dito pelo Apóstolo Paulo, na “plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4), para trazer ao mundo a plena revelação do seu propósito que é o de concretizar o cumprimento da promessa feita aos patriarcas. O escritor de Hebreus alude ao fato de “haver Deus provido coisa superior” (Hb 11.40) através de uma Nova Aliança, objetivando o aperfeiçoamento dos primitivos rudimentos da Aliança Antiga.

B’RESHIT (בְּרֵאשִׁית) é formada pela preposição prefixa B’ (ת) seguida pelo substantivo RESHIT. As terminações IT e UT formam conceitos substantivos abstratos a partir de conceitos substantivos concretos. RESHIT é um substantivo abstrato do substantivo concreto que é ROSH. Dessa forma, ROSH é um morfema, ou seja, a menor unidade linguística possuidora de significado, e que, pelo acréscimo da terminação IT, forma a palavra RESHIT.

Outro fato importante é perceber a falta do artigo na construção da palavra hebraica. Na língua portuguesa, ‘artigo’ é uma palavra que se antepõe ao substantivo e serve para determiná-lo, de forma definida ou indefinida, sendo que os ‘artigos definidos’ sempre são as palavras independentes: o, a, os, as, que determinam o substantivo com precisão. Já os artigos indefinidos são: ‘um, uma, uns, umas’, que determinam imprecisamente o substantivo.

Diferente do português, no hebraico o artigo nunca aparece como palavra autônoma independente.  Ele sempre está afixado dentro da palavra substantiva. Perceba que se o artigo estivesse incluído na palavra B’RESHIT, a construção da palavra seria BARESHIT. A ausência do artigo presente na palavra B’RESHIT aponta um norte para o entendimento desse termo, tornando-o muito especial para a Cristologia. Não limitado a isso, B’RESHIT se torna ainda mais especial quando percebemos que seu uso no texto faz parte de uma formação de frase única nas Escrituras: B’RESHIT BARA’ ELOHIM, que literalmente deve ser traduzido por: “Em princípio criou Deus”. A tradução dessa oração nos é comumente apresentada como: “No princípio criou Deus”, mas não é assim que sugere esse grupo de palavras, afinal a palavra do texto original é B’RESHIT e não BARESHIT. O correto é o uso do ‘EM’ em detrimento do ‘NO’.

BARA é um verbo hebraico de significado singular! Ele é empregado exclusivamente para designar os atos de Deus na criação, e nunca para outra finalidade que não seja os atos criativos do Eterno. Finalmente a palavra ELOHIM significa ‘Deus’, todavia no plural, sendo uma menção clara à unidade da Santíssima Trindade.

Em uma de suas possíveis traduções, a frase B’RESHIT BARA’ ELOHIM significa literalmente: “Em princípio a Santíssima Trindade criou...”. Todavia, como veremos adiante, essa fração de Gênesis esconde ainda muito mais conteúdo abaixo da superfície das palavras.

Comecemos pelos significados da palavra ROSH, que é o étimo de RESHIT.

a-     Cabeça de homem ou de animal, chefe, líder; metrópole, cidade líder, topo de montanha;

b-     Primeiro, principal de alguma coisa, plenitude. 

Se substituirmos cada um dos significados das palavras na tradução do texto, chegaremos a resultados fascinantes. Vejamos:

a-     “Em Cabeça de Homem criou Deus” – uma referência clara ao mentor da criação do Universo e uma alusão direta a Cristo que é, enquanto Filho do Homem, aquele que detém o título de Cabeça da Igreja (Ef 5.23).

b-     “Em Primeiro criou Deus” – uma referência a Jesus que é o primogênito de toda a criação (Cl 1.15).

Os demais sinônimos da palavra serviriam igualmente para descrever a personalidade, a missão e a pessoa do Messias profetizado e o Cristo, encarnado Filho de Deus, na pessoa histórica de Jesus de Nazaré. Ele é o ‘Chefe’, o ‘Líder’ e assim é chamado pelo título de “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores” (Ap 19.16). Ele é a ‘Metrópole e Cidade Viva’, onde cada um de seus discípulos se torna uma pedra viva na construção: “Chegando-vos para Ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1Pd 2:4,5).

Ele é o ‘Topo da Montanha’, o lugar místico onde o fiel se encontra com o Deus Vivo. Perceba que em toda a Bíblia os homens que tiveram um profundo encontro com Deus fizeram isso no topo de uma montanha. Após a travessia do Mar Vermelho, Moisés se encontra com Deus no Topo do Sinai. Antes disso, o quase sacrifício de Isaque também ocorreu no topo de uma montanha, em Moriá. Elias desafiou os profetas de Baal no Monte Carmelo enquanto Jesus foi tentado no Monte Quarantânia e se transfigurou diante de Pedro, Tiago e João no Monte Tabor. Sempre existe uma montanha como palco dos eventos mais definitivos da vida dos grandes homens de Deus. Simbolicamente a Montanha é uma figura do próprio Filho de Deus, pois é Nele que temos a possibilidade de nos encontrarmos profundamente com o Criador do Universo. Não é mais em um monte físico! Na dispensação da graça, o encontro acontece mediado pelo Filho de Deus (1Tm 2.5), a nossa Montanha, nosso ponto de encontro com o Eterno.

Agora vejamos a palavra RESHIT:

a-     Primeiro;

b-     Autor em condição, posição, dignidade ou autoridade;

c-      Primeiros frutos, primogênito;

d-     Princípio.

Pelo fato de ROSH ser a palavra original, alguns significados se repetem. Usando o mesmo método anterior podemos encontrar essas possíveis traduções:

a-     “Em Autor criou Deus” – uma menção ao Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12.2).

b-     “Em Princípio criou Deus” – onde a palavra princípio excede o significado temporal, passando a ser uma força, um princípio ativo de onde todo o poder emana.

Os rabinos judeus não são unânimes quanto ao significado de B’RESHIT, e isso é realmente o esperado, afinal eles não possuem a ferramenta no Novo Testamento, nem aceitam a Cristo como o Messias que haveria de vir. Devido a isso, a exegese rabínica não possui elementos para concluir a interpretação do termo.

Herbert Edward Ryle, importante estudioso do Antigo Testamento nos oferece um caminho interessante! Segundo ele, a ausência do artigo na palavra B’REESHIT, dá uma significação indefinida ao contexto de Gênesis 1:1: “No princípio” sugere uma ideia temporal, referindo-se ao ‘início do tempo’. Todavia se trocarmos o “No princípio” e usarmos a literalidade da tradução: “Em princípio”, a ideia de temporalidade desaparece, deixando a oração em aberto, podendo ser uma referência tanto quanto ao tempo, ou quanto a qualquer outra coisa.

O Apóstolo João toma essa discussão em seus escritos do Novo Testamento em vários dos seus textos.

“NO PRINCÍPIO era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1:1); “E me disse mais: ‘Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, O PRINCÍPIO e o fim. A quem sentir sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida’” (Ap 21:6). A intenção de João é clara! O Apóstolo intenciona deixar explícito uma Cristologia consistente com os eventos da criação.

A abertura do quarto Evangelho é visivelmente um plagio intencional da abertura do primeiro livro da Torá. Em seu texto, João usa a mesma estrutura textual utilizada por Moisés: começando pelo “princípio” para logo em seguida referir-se à luz e finalmente à palavra criadora. Segundo João, Jesus é “o princípio” da criação, conforme o Gênesis, e mais! Jesus também é o agente da nova criação. Ele é o Senhor do Tempo, mas também é Senhor dos Senhores, atuante sobre coisas e pessoas.

A exegese de João abre nossos olhos para perceber que Jesus é o mentor e principal agente criador em Gênesis, entretanto é com a exegese paulina que chegamos definitivamente ao significado de B’RESHIT.

Nesse texto escrito aos santos da igreja de Colossos, Paulo desejava que definitivamente, Jesus Cristo fosse compreendido como Deus Soberano sobre todas as coisas e que aqueles crentes abdicassem de suas superstições religiosas.

A exegese rabínica realizada pelo apóstolo Paulo está presente no texto de Colossenses 1:15-19. Paulo tomou uma única palavra e aproveitou dela todos os seus significados e aplicou cada um desses significados a Jesus, mostrando que o B’RESHIT é mais que uma referência temporal. Para o Apóstolo dos Gentios B’RESHIT é uma pessoa!

Esse tipo de exegese usada pelos autores do Novo Testamento não é uma exceção. Pelo contrário, esse método interpretativo sempre foi muito usado pelos rabinos e pelos mestres judeus. João e Paulo o conheciam muito bem!

“O qual é imagem do Deus invisível, o PRIMOGÊNITO de toda a criação; porque Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele. Ele é a CABEÇA do corpo, da igreja; é o PRINCÍPIO e o PRIMOGÊNITO dentre os mortos, para que em tudo seja PREEMINENTE. Porque foi do agrado do Pai que toda a PLENITUDE Nele habitasse” (Cl 1.15-19).

Os sentidos de ‘autor’, ‘dignidade’, ‘autoridade’, ‘chefe’, estão presentes no espírito do texto, mostrando que Paulo não se esqueceu de nada. Inclusive quando menciona que “Nele foram criadas todas as coisas”, o sentido é o de uma imensa metrópole onde “todas as coisas, visíveis e invisíveis” foram criadas e continuam “subsistindo por Ele”.

Há também uma menção subliminar acerca do Calvário, o Monte da Crucificação. Quando Paulo escreve que Ele é “o primogênito dentre os mortos”, essa é uma inteligente menção ao ‘topo da montanha’ – o Gólgota, lugar onde Jesus consumou a obra de sua vida.

Todos os significados que apresentamos para as palavras ROSH e RESHIT, Paulo aplica ao texto de Colossenses, intencionando definir a Cristo a partir de todos os predicados da palavra B’RESHIT.

O Apóstolo dos Gentios transferiu para Cristo todas as prerrogativas do Deus Criador. Ao explicar a força motora da criação, Paulo afirma que Jesus é a fonte de todo poder e que todas as hierarquias superiores, “sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades”, estão sob sua majestade.

A redenção de uma nova humanidade foi efetivada “por Ele e Nele”. Ele é o Senhor! Sua primazia sobre a criação se evidencia na forma de uma irrefutável soberania sobre tudo e sobre todos. 

João e Paulo estão certos de que B’RESHIT significa “em Cristo”.

Para os maiores escritores do Novo Testamento, Gênesis 1:1 deve ser lido assim:

“Em Cristo criou Deus os céus e a terra”.

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Do Livro Criação Desvendada 
de Cesar de Aguiar

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

OS MISTERIOS DO NUMERO TREZE



Este número apresenta algo ruim, 85% das vezes em que aparece na Bíblia.

Há treze palavras na inscrição da meretriz de Apocalipse 17 (na BKJ).

Há treze letras no nome de Judas Iscariotes (na BKJ).

Ele é mencionado em João 13:11. Em Gálatas 3:13, Paulo nos fala da “maldição da lei”.

Dessa maldição somos libertos em Atos 13:39: “E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê”.

Há 39 livros no Velho Testamento (3X13) e no último livro deste, o último verso termina com a palavra maldição (Malaquias 4:6).

Jesus menciona treze tipos de males existentes no coração do homem (Mateus 15:19 – BKJ).

Levítico menciona treze animais imundos.

Em  Marcos 1:13, encontramos Satanás tentando o Senhor Jesus Cristo.

O número de chibatadas que se aplicavam no Velho Testamento era de 40 menos uma, portanto 39, ou seja 3X13.

São treze os deuses Baal mencionados na Bíblia.

O rei da Assíria (um tipo de Anticristo) é mencionado também treze vezes.

O número 666 aparece em Esdras 2:13, referindo-se ao número os filhos de Adonicão, nome que significa “homem da rebelião”.

Em Apocalipse 2:13 Satanás  é mencionado.

A superstição popular sobre a malignidade do número treze tem fundamento na  Bíblia.

Paulo escreveu treze epístolas e este fato para nós, os cristãos bíblicos, já é suficiente para neutralizar a malignidade do número treze.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

OS MISTERIOS DO NÚMERO DOZE

 

O número doze é um dos mais fáceis de se localizar na Bíblia.

Existem doze nações salvas na eternidade, visto como em Deuteronômio 32:7, lemos que o Senhor Deus estabeleceu as fronteiras das nações, conforme o número das tribos de Israel.

São doze os filhos de Israel e eles têm doze distintivos de pedra no peito que lembram os de Êxodo.

Há doze meses em um ano.

Jesus escolheu doze apóstolos em seu ministério terreno.

Lemos que doze estrelas estão coroando a mulher de Apocalipse 12, a qual representa a nação de Israel (e não Maria, como diz a hierarquia romana) com suas doze tribos

Lemos que há doze portas para as tribos, doze fundamentos na cidade, para os apóstolos, doze tipos de frutos na Árvore da Vida para a cura das nações, as quais são numeradas em doze, como as tribos.

O Livro de Daniel tem doze capítulos que tratam da salvação de Israel durante a Tribulação.

Em Gênesis 12 o primeiro homem é chamado para fora do povo gentílico, a fim de iniciar o povo judeu.

Seria bom examinar os livros, Números 12 e Apocalipse 12, a fim de constatar como o número doze se refere à nação de Israel.


quinta-feira, 5 de maio de 2022

O PAPEL DOS ANJOS NOS PLANOS DE DEUS

O papel dos anjos no plano eterno de Deus

Anjos e homens são os únicos seres de inteligência elevada que foram criados por Deus.

 Deus criou os anjos sendo mais poderosos que os homens. Todavia são os homens que são imagem e semelhança de Deus.

No tempo atual somos inferiores aos anjos, mas após nossa absoluta redenção

seremos superiores aos anjos a ponto de julga-los. 

Os anjos são para nós uma mensagem de que o mundo espiritual existe e que ele funciona de forma dinâmica o tempo todo.

 

Nós lemos nos salmos o poeta ENCORAJANDO OS ANJOS a louvarem a Deus.

Salmo 148:2 – “Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos”.

 

Em toda as Escrituras encontramos os anjos realizando os decretos de Deus.

·         Os anjos levam mensagens às pessoas. 

·         Os anjos executam juízo de Deus. 

·         Os anjos derramam taças da ira de Deus sobre a terra.

  Na segunda vinda de Jesus, os anjos virão junto com ele.

 Os anjos fazem a patrulha da terra

 Zacarias 1:10,11 – “Então respondeu o homem que estava entre as murtas, e disse: Estes são os que o Senhor tem enviado para percorrerem a terra.E eles responderam ao anjo do Senhor, que estava entre as murtas, e disseram: Nós já percorremos a terra, e eis que toda a terra está tranqüila e quieta”.

 

·         Os anjos guerreiam contra forças demoníacas

 Quando Cristo voltar, será um Arcanjo, quem vai anunciar sua vinda.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

OS ANJOS PODEM MORRER



Os anjos são dotados de juízo moral

2 Pedro 2:4 – “Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”.

Judas 1:6 – “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia.”

 

Os anjos que se rebelaram contra a vocação original foram punidos por Deus.

Como pecaram em estado de eternidade, não tiveram segunda chance para uma redenção.

Os homens são seres tricótomos possuem dois corpos (um corpo físico e um corpo espiritual) e uma alma.

Os anjos são seres dicótomos (possuem um corpo espiritual e uma alma). Quando pecaram, mataram o corpo espiritual, e hoje aguardam a condenação da alma.

Os homens, por causa do corpo físico são mais fracos que os anjos. Todavia aquilo que nos enfraquece, se tornou a nossa salvação, pois quando pecamos morremos no espírito, todavia permanecemos vivos na carne. O novo nascimento em Cristo nos torna vivos para Deus através da ressurreição do espírito.

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Cesar de Aguiar


 


quinta-feira, 21 de abril de 2022

A CRIAÇÃO DOS ANJOS

 Quando os anjos foram criados?

Todos os anjos foram criados antes do sétimo dia da criação.

Gênesis 2:1 - “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados”.

Êxodo 20:11 -  “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”.


Todos os anjos foram criados até o sexto dia da criação.

 

Gênesis 1:1,2 nos dá uma pista sobre qual dia da criação os anjos foram criados.

“No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia”.

No primeiro dia os céus e a terra foram criados.

Mas a terra é apresentada sem forma e vazia.

Um contraste claro com os céus que imediatamente após serem criados foram povoados com todos os seres celestiais e organizados dentro de suas hierarquias.

 

Jó 38:6,7 – “Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?”

Se os anjos de Deus rejubilavam enquanto o Senhor fundava as bases da terra é porque naturalmente eles já haviam sido criados e organizados antes da terra.

 Os anjos estão presentes e atuantes criação da terra.

 Essa é a primeira criação.

 Quando Cristo foi introduzido no mundo, multidões de anjos cantaram e jubilaram.

 Essa é a recriação do mundo.


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Cesar de Aguiar

quinta-feira, 14 de abril de 2022

OS ANJOS NÃO EXISTEM DESDE SEMPRE

 Anjos são seres criados

Salmos 148:2 – “Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos”.

Salmos 148:5 – “Louvem o nome do Senhor, pois mandou, e logo foram criados”.

 

Os anjos não são auto existentes.

Somente Deus possui vida em Si mesmo.

Todos os outros seres tem vida emanada da vida de Deus.

 

Os anjos não existem desde sempre.

Houve um momento em que Deus criou todos os anjos que existem.

Neemias 9:6 – “Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora”.

 

A Bíblia nos informa quem criou os anjos e para que foram criados.

Colossenses 1:15-17

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.

E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”.

 

Jesus criou os anjos e definiu toda a hierarquia organizacional que os regulamenta.

 

Os anjos foram criados por Jesus e por causa de Jesus.

 

Existe um plano arquitetado pela Trindade Divina, onde os anjos são seres com papéis fundamentais.

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Cesar de Aguiar

quinta-feira, 7 de abril de 2022

OS MISTERIOS DO NUMERO NOVE

O número nove parece estar ligado à produção de frutos. É um número que nos faz lembrar Abraão, aos noventa e nove anos de idade, quando Deus fez com ele o pacto. Cristo disse que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer produz muito fruto” (João 12:24). O fruto do Espírito Santo apresentado em Gálatas 5:22-23, está assim dividido: três são interiores, três são exteriores e três são teocêntricos. Notamos que há nove dons do Espírito Santo na 1 Coríntios 12, referindo-se a poder e ao caráter conforme Gálatas 5:22-23.

Em Gênesis 9:9 temos um pacto: “E eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência, depois de vós”. Este pacto foi feito com Noé  e os seus três filhos. Mais tarde, Deus fez outro pacto com Abraão, quando este contava noventa e nove anos (Gênesis 17:1 – 1+7+1=9) Não é interessante? Ora, é dito que Abraão já era “amortecido” por causa da idade, mas mesmo assim ele produziu fruto. Lemos sobre as novecentas carruagens de ferro em Juizes 4:3. O leito de Ogue, rei de Basã tinha nove côvados de comprimento (Deuteronômio 3:11). Na era dos patriarcas esse número era muito importante. Em Gênesis 5, encontramos o número novecentos pelo sete vezes, em um só capítulo. Quando estudamos o número cinco mencionamos o May-Day, “o quinto mês”. Pelo visto há um fundo verdade em toda superstição. Contudo somente a Palavra de Deus é a verdade absoluta.

Lembramo-nos aqui das noventa e nove ovelhas obedientes e de uma que se extraviou. Jerusalém foi destruída no nono mês (jeremias 52:4-6) A Bíblia foi picotada em Jeremias 36:23, no nono mês. Nove é o período de gestação para que as mulheres produzam fruto.

A visão de Pedro aconteceu na hora nona (Atos 10:9-17). Em Ezequiel 24, lemos a respeito do nono ano, mas estas citações nada têm a ver com a produção de frutos. A melhor significação para o número nove é que ele é o triplo de três.

Contudo na maior parte das vezes o número nove apresenta boas conotações na Bíblia. As citações em que ele aparece indicam vidas mais longas dos seus personagens.


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Dr. Peter Drucker