domingo, 28 de setembro de 2025

ARCANJO

 



Os arcanjos são poderosos, todavia em determinados momentos de acirrada batalha os anjos podem vir a reivindicar ajuda divina.

Judas 9 – “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda”.

 

O PRÍNCIPE DA PÉRSIA

Daniel 10:13,14

Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.
Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.
 

O anjo que fala com Daniel vem lutando contra outros anjos, um é chamado de ”o príncipe da Pérsia”.

E no versículo 20 é mencionado o ”príncipe da Grécia”.

 

Daniel 10:20 – “E ele disse: Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”.

 

Miguel é citado como um dos ”primeiros príncipes’‘.

”um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me”.

 

Miguel é novamente mencionado novamente em

 

Daniel 12:1 – “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro”.


ARCANJO CITADO PELO NOME NAS ESCRITURAS

Daniel 10:13

Mas o prínci­pe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias. Então MIGUEL, um dos príncipes supremos, veio em minha ajuda, pois eu fui impedido de continuar ali com os reis da Pérsia.  

 

Daniel 12:1

Naquela ocasião MIGUEL, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto.  

 

Judas 1:9

Contudo, nem mesmo o arcanjo MIGUEL, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: “O Senhor o repreenda!”  

 

Apocalipse 12:7

Houve então uma guerra nos céus. MIGUEL e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. 

 

 

QUEM É MIGUEL?  

Miguel é identificado como o “príncipe” do povo de Deus.

Aquele que liberta esse mesmo povo do poder da opressão de reinos rivais.

Daniel 10.21 – “Mas eu te declararei o que está registrado na escritura da verdade; e ninguém há que me anime contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe”.

 Embora seja chamado de Príncipe, Miguel não pertence ao coro dos Principados. Miguel é um Arcanjo.

Judas 1:9 – “Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: ‘O Senhor te repreenda’”. 

“Arcanjo”

O termo ARCANJO é composto por duas palavras gregas:

Arkhaggelos

Arkhos -  principal, primeiro

Aggelos -  mensageiro

Dessa forma percebemos que o Arcanjo está abaixo da posição dos Principados e ao mesmo tempo acima da posição dos Anjos.

É o Arcanjo que recebe as instruções vindas dos Principados e as repassam aos Anjos.

A palavra Arkhos dá origem à palavra arqueologia, que é a ciência que estuda as coisas antigas. Arkh + Angel pode ser traduzido por ANJO MAIS ANTIGO. O primeiro anjo a ser criado. 

O Arcanjo Miguel.

A palavra Hebraica “Miguel” é composta por três palavras:
MI = Quem
CHA = Como
EL  = DEUS

Literalmente significa, “Quem é como Deus?”.

1 Tes. 4:16 - “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”.

 Miguel é o Arcanjo que atua sobre o povo de Israel e também os que são o Israel espiritual de Deus, aqueles que se converteram a Jesus Cristo.

 Dessa forma concluímos que cada nação tem um Príncipe, e que somente o povo de Deus possui um Arcanjo, que embora esteja um nível abaixo na hierarquia, está no mesmo nível de poder e autoridade que os Principados.




Cesar de Aguiar

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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

LIVRO DE LAMENTAÇÕES (PRANTOS SOBRE JERUSALÉM):


- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus que estavam no exílio babilônico.

- Por quem foi escrito (autor)? Jeremias (*).

- Em qual momento histórico? Logo após a queda de Judá e envio dos sobreviventes para o exílio babilônico.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus precisava de alguma forma li-dar com a questão da destruição da nação.

- Para quê este livro foi escrito? Para declarar que a ira de Deus contra seu povo foi justa; e, para defender os profetas que predisseram esta catástrofe.



Cesar de Aguiar

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domingo, 14 de setembro de 2025

JEREMIAS (“O SENHOR DERRUBA”)




- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus do Reino do Sul (Judá).

- Por quem foi escrito (autor)? Jeremias.

- Em qual momento histórico? Desde o tempo dos últimos reis de Judá (Israel já havia sido destruída pelos assírios) até sua queda e exílio babilônico, quando se travava no meio do povo de Deus uma longa batalha entre a adoração idólatra de deuses estrangeiros e a adoração ao Senhor.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus precisava refletir sobre o significado do seu exílio.

- Para quê este livro foi escrito? Para registrar os castigos de Deus sobre os pecados do seu povo e para despertar nos fiéis à aliança a esperança da restauração final de Judá e do relacionamento privilegiado do povo com seu Deus.


Cesar de Aguiar


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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

LIVRO DE ISAIAS (“O SENHOR É SALVAÇÃO”)



- Para quem foi escrito este livro? Para os judeus dos reinos de Israel e Judá.
- Por quem foi escrito (autor)? Isaías.
- Em qual momento histórico? 20 anos antes da queda de Israel diante dos assírios e 140 anos antes da queda de Judá diante dos babilôni-cos, quando os governantes estavam levando o povo de Deus à ruína moral.
- Por que este livro foi escrito? Porque o povo de Deus havia se tornado como as de-mais nações e perdido a perspectiva de justiça, de amor e de paz (características do reino de Deus), e tentaram estabelecer o seu próprio reino.
- Para quê este livro foi escrito? Para registrar as profecias de como Deus iria castigar com severidade os pecados do seu povo e como iria salvar os poucos que se mantivessem fiéis à aliança.


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


domingo, 7 de setembro de 2025

A AVENTURA CONTINUA

 



A aventura de Elizeu e Geazi ainda não finalizou! O mais interessante ainda está por vir!

“Quando o exército sírio avançou sobre eles, Eliseu orou: ‘Senhor, peço-te que os cegues’. E assim foi. Eliseu foi ao encontro deles e lhes disse: ‘- Vieram por caminho errado; não é esta a povoação que vos interessa. Venham comigo e levar-vos-ei ao homem que procuram’. E Elizeu conduziu todo o exército a Samaria! Assim que chegaram, Eliseu orou de novo: ‘- Senhor, abre-lhes os olhos agora para que vejam’. O Senhor assim fez, e os soldados constataram que estavam em Samaria, a capital de Israel! O rei de Israel, ao vê-los, gritou para Eliseu: ‘- Oh, senhor, mato-os? Mato-os?’ Eliseu respondeu: ‘- De maneira nenhuma! Iríamos matar prisioneiros de guerra? Dá-lhes de comer e de beber, e manda-os embora’. O rei preparou-lhes uma grande festa, e depois deixou-os irem ter com o seu rei. Após isso, os comandos sírios suspenderam as investidas sobre a terra de Israel” (2 Rs 6:18-23).

Quando o exército Sírio percebeu que haviam sido descobertos, imediatamente avançaram sobre o povo de Deus. Percebendo a investida do inimigo, novamente Eliseu orou pela intervenção do Senhor. Todavia Eliseu orou diferente!

Com a evolução da situação, a prece de Eliseu se tornou inversa à prece anterior.

Na primeira oração Eliseu rogou que Deus abrisse os olhos de Geazi. Na segunda ele rogou para que Deus cegasse os olhos do exército sírio.

Primeiro Eliseu rogou para que Deus afinasse a espessura do Véu da Realidade para que Geazi pudesse enxergar os demais ocupantes daquele lugar. Na segunda oração Eliseu rogou a Deus que engrossasse o Véu, a ponto dos soldados sírios nada mais verem daquela realidade.

Deus atendeu a oração do seu Profeta.

O Véu da Realidade se tornou tão espresso, que os sírios perderam completamente o raciocínio lógico passando a perceber a manifestação de outra realidade.

Note que se fosse cegueira física eles entrariam em desespero gritando: ‘estamos cegos, estamos cegos’. Mas os soldados não reclamaram disso. Pelo contrário, ficaram gratos e confiantes quando Eliseu se aproximou deles dizendo: “Vieram por caminho errado; não é esta a povoação que vos interessa. Venham comigo e levar-vos-ei ao homem que procuram. Elizeu conduziu todo o exército a Samaria!”.

Aqueles guerreiros foram naquele lugar para matar Eliseu e no imediato momento seguinte passaram a se comportar como se Eliseu e aquele lugar fossem completamente desconhecidos.

O que aconteceu com a inteligência daquela corporação militar?

A única explicação é que sendo transportados para uma realidade paralela, esqueceram-se completamente do que estavam fazendo ali. Na cabeça daqueles soldados, Eliseu tinha deixado de ser seu inimigo e passou a ser seu ajudador.

Será que Eliseu os hipnotizou? Certamente que não!

Os olhos que enxergam o mundo físico são os olhos do corpo físico. Os olhos que enxergam o mundo espiritual são os olhos do corpo espiritual. Os olhos do corpo físico por mais espetaculares que sejam ainda são imensamente inferiores aos olhos do corpo espiritual, afinal, tudo que é físico trata-se de uma cópia imperfeita.

Os olhos do corpo físico podem ser manipulados pela mente. O Véu da Realidade tem espessura proporcional à sua consciência cósmica. Ele se engrossa e se torna delgado em função da sua conexão com o plano espiritual superior.

Para o exército sírio, o tecido mudou de espessura em um rápido espaço de tempo, por duas vezes sequenciadas, sob a demanda de Eliseu. “E Elizeu conduziu todo o exército a Samaria! Assim que chegaram, Eliseu orou de novo: ‘Senhor, abre-lhes os olhos agora para que vejam’. O Senhor assim fez, e os soldados constataram que estavam em Samaria, a capital de Israel!”

Os Olhos de Geazi foram abertos enquanto os olhos do exército foram fechados. Os olhos de Geazi passaram enxergar a realidade enquanto a percepção do inimigo mergulhou em uma fantasia maior ainda.

O que aconteceu a seguir foi uma vitória à moda de Sun Tzu. “A maior vitória pertence àquele que vence sem desembainhar sua espada” (Sun Tzu).


 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


 

 

 

 

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

LIVRO DE CANTICO DOS CANTICOS

- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Salomão.

- Em qual momento histórico? Durante o reinado de Salomão.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisava ter em mente que Deus preza o amor conjugal lícito e a instituição da fa-mília (este livro se refere ao amor conjugal e revela as três qualidades mais desejáveis do amor entre um homem e uma mulher: autodoação, desejo e compromisso).

- Para quê este livro foi escrito? Para mostrar ao povo da aliança que Deus preza o amor conjugal lícito e a instituição da família; também para refletir o próprio amor de Deus por nós.


 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com

domingo, 31 de agosto de 2025

LIVRO DE ECLESIASTES (“AQUELE QUE REÚNE A COMUNIDADE DA ALIANÇA” ou “O PREGADOR”):





 - Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Salomão.

- Em qual momento histórico? Durante o reinado de Salomão.

- Por que este livro foi escrito? Porque era preciso defender a fé em Deus (e o autor faz isso através de respostas e argumentos negativos). No final, ele chega à conclusão de que a fé em Deus é o único caminho para a realização humana.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar ao povo da aliança “como as pessoas de-vem viver (6.12) num mundo onde o bom Criador (3.11, 14) e justo Juiz (3.17) soberanamente ordena que coisas ‘más’ sucedam igualmente aos que são re-tos (7.13, 14) bem como aos iníquos e não de acordo com o merecimento pessoal de cada um (8.14; 9.1). O dom do contentamento deve ser exercido não apenas diante da opressão humana (3.22 – 4.3), mas também diante da futilidade e da morte (9.7-10) que Deus im-pôs sobre a raça humana em razão do pecado”.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O SOCORRO VEM PELA PERCEPÇÃO DA REALIDADE

 





A mente de Geazi não conseguia perceber a salvação, afinal, dentro dele não havia uma fé inabalável.  Quando o vislumbre do exército inimigo se revelou como um panorama de destruição real e imediata, o servo do Profeta correu até Eliseu buscando por socorro.

A sensação de impotência e de medo dominava o rapaz.

Eliseu estava impávido diante da situação.

Com serenidade o profeta respondeu: "Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs 6:16).

Tudo que Geazi via era o que estava sendo projetado pelo seu inconsciente no tecido do Véu da Realidade.  Geazi não entendeu nada, pois estava preso ao mundo dos sentidos. Estava acorrentado à esmagadora realidade da física material.

Nada é mais compreensível que a atitude de Geazi, pois diferente de Elizeu, Geazi não era um profeta de verdade.


Um Profeta de verdade vibra em outra frequência, escrevendo música para ouvidos bem treinados e habilmente preparados. Entender o que um Profeta diz não é tarefa para qualquer um.

Eliseu já estava habituado a ver o que ninguém mais estava vendo. Seus olhos espirituais já haviam sido ativados na ocasião da viagem de Elias.

Naquele momento em que Geazi estava claramente descontrolado em seus sentidos, Eliseu, vendo a aflição de seu aprendiz, orou para que Deus abrisse os seus olhos.

Deus atendeu a oração de seu Mensageiro e abriu os olhos de Geazi. O que aquele rapaz viu não foi uma ilusão de ótica criada com a finalidade de acalmá-lo. Também não foi fruto de sua imaginação controlada por um Profeta hipnotizador.

Geazi viu apenas o que já estava lá o tempo todo. Caiu o pano da realidade e o aprendiz passou assistir aquilo que acontece quando os atores não estão representando seus papeis sobre a ilusão do palco.

O mundo espiritual é real (!) e Geazi viveu sua primeira experiência sensorial com ele.

Quando seus olhos se abriram, ele viu além do Véu da Realidade.

Viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo.

Essa é a verdadeira realidade: estamos imersos em um universo habitado por imaterialidade. Um mundo espiritual, povoado por anjos, seres espirituais de grande poder e autoridade, com missões específicas sendo executadas no espaço e no tempo do nosso universo. Seres investidos de poder, que trabalham no hiato do equilíbrio entre as forças da luz e das trevas.

Você, como protagonista da própria história, o que vai fazer com esse conhecimento?


 Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com

domingo, 24 de agosto de 2025

LIVRO DE PROVÉRBIOS (“DITADOS” ou “DITOS SÁBIOS”):


- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Diversos autores (Salomão, Agur, Lemuel, etc), sendo que foi Salomão quem liderou a compilação do livro, bem como compôs a maioria dos provérbios.

- Em qual momento histórico? Durante o reinado de Salomão.

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisava preservar a sabedoria que adquiriu em seu relacionamento com Deus e sua Lei.

- Para quê este livro foi escrito? Para ensinar que o temor a Deus conduz à sabedoria e a obediência aos Seus princípios é a forma segura de viver; que a vida deve ser vivida para a glória do Criador; e, que há uma ordem moral para toda a criação, e as violações dessa ordem apenas conduzem a conseqüências adversas.


 Cesar de Aguiar


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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

UM DIA DE DESESPERO NA VIDA DO APRENDIZ DE PROFETA

 



Naquele dia o aprendiz acordou cedo e foi dar uma conferida na situação. Andou pelas campinas a procura de algum sinal de desgraça, e o que ele encontrou foi realmente aquilo procurava. Foi procurar coisa ruim e encontrou exatamente o que estava procurando. Quem vive a vida com a expectativa de que as coisas vão piorar, geralmente recebem como prêmio de sua expectativa, a piora das coisas.

Napoleão Bonaparte estava com a razão quando dizia: “Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota”.

Quando analisamos a vida de Jó, geralmente só conseguimos notar a presença de um homem muito justo e santo que ficou na linha de tiro entre Deus e o Acusador. Mas havia um grande problema com Jó!

Embora fosse abençoado por Deus em tudo o que fazia, aquele Patriarca era consumido pelo medo de perder tudo que tinha. “Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu” (Jó 3:25).

O medo de perder o levou a perder.

 

NÃO TEMAS

 

A expressão “não temas” é uma das mais comuns e repetidas das Escrituras. Devido às várias versões que temos da Bíblia, a quantidade de “não temas” varia um pouco, mas trata-se de muita repetição!

Parece que a intenção do Espírito Santo é deixar bem frisado que sob o Véu da Realidade não existe nada a se temer.

Na Bíblia de Jerusalém a expressão ‘não temas’ aparece 47 vezes, na Almeida Corrigida Fiel aparece 84 vezes e na João Ferreira de Almeida Atualizada são 92 aparições.

A todo o momento e em diversas situações Deus está dizendo aos seus filhos: “- não temas”.

Fuja do medo!

“Nada a temer, senão o correr da luta. Nada a fazer, senão esquecer o medo” (Milton Nascimento).

O medo cria um mundo de ilusão e como um ímã atrai para a realidade aquilo do que se tem medo.

Jó experimentou isso: o que ele temia lhe sobreveio.


 Cesar de Aguiar


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domingo, 17 de agosto de 2025

LIVRO DE SALMOS (CANTICOS)



- Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Diversos autores (David, Moisés, Salomão, etc).

- Em qual momento histórico? Desde a época de Moisés (90), passam pela experiência de Davi (51) e vão até a época posterior ao exílio dos nos judeus na Babilônia (126).

- Por que este livro foi escrito? Porque o povo da aliança precisa preservar a memória de suas experiências individuais ou coletivas com Deus e sua Palavra.

- Para quê este livro foi escrito? Para diversas finalidades, tais como: Louvor (ex: 8, 24, 29, 33, 47-48); Lamentos (ex: 25, 39, 51, 86, 102, 120); Ações de Graças (ex: 18, 66, 107, 118, 138); Cânticos de Confiança (ex: 23, 121, 131); Salmos Reais (ex: Sl 20-21, 24, 45, 93); Salmos Sapienciais (ex: 1, 37, 49).


Cesar de Aguiar


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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

LIVRO DE JÓ



 - Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.

- Em qual momento histórico? Indefinido.

- Por que este livro foi escrito? Porque era preciso se opor aos conceitos tradicionais sobre a difícil questão do sofrimento humano em con-fronto com a afirmação que Deus é bom e justo.

- Para quê este livro foi escrito? Para que a raça humana compreenda que Deus é sobe-rano e recompensa aqueles que lhe pertencem, apesar dos tempos de aperto e dor (O leitor aprende que Jó sofreu não porque era um dos piores dentre os homens, mas porque era um dos melhores, e que a sua provação veio a glorificar o seu Deus).


Cesar de Aguiar


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domingo, 10 de agosto de 2025

APRENDIZ QUE SE TORNA PROFETA DEVE ABRIR OS OLHOS DA PRÓXIMA GERAÇÃO


 

“E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” (2Rs 6:17).

Imediatamente após Elias entrar no ‘carro de fogo’, e viajar no tempo e no espaço para dar continuidade à sua missão, Eliseu assumiu o posto de profeta de Israel preenchendo de forma plenamente satisfatória a lacuna formada pela falta de Elias.

Ao ser elevado de posto, Eliseu passa a ter o seu próprio Aprendiz.

O que rapidamente concluímos é que Elias foi muito bem-sucedido ao escolher seu aluno. Todavia, Eliseu, ao contrário de Elias, e talvez por falta de critérios mais rígidos, escolheu um aprendiz que não chegava nem perto do que ele era, enquanto aluno de Elias.

Elias escolheu bem o seu sucessor; já Eliseu...!

Certamente por achar os métodos de Elias duros demais, Eliseu não quis aplicar a mesma metodologia com Geazi.

Eliseu foi livre para fazer a escolha que fez, todavia foi refém de sua escolha por toda a vida.

Geazi foi um aprendiz bem descrito por Platão, quando esse diz: “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.

O Antigo Testamento narra de forma sublime uma das aventuras do aluno do Grande Profeta e seu mediano aprendiz. Conta-se um episódio em que o profeta Eliseu e Geazi estavam encurralados pelo exército inimigo.

Ben-Hadade, rei da Síria, cercou a cidade de Samaria com todo seu poderio militar.  Naquele tempo a Síria travava guerra contra Israel e o Senhor sempre dava livramento ao seu povo por intermédio da profecia de Eliseu. Deus sempre revelava a Eliseu, previamente, as estratégias de Ben-Hadade (2 Rs 6:9,10).

Conforme relatado, o exército sírio, durante a noite cercou a cidade onde Eliseu e Geazi se encontravam. Ao perceber a situação Geazi entrou em desespero.

Diferente de Eliseu, Geazi era desprovido de coragem. “E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos?” (2 Rs 6:15).


 Cesar de Aguiar


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retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

LIVRO DE ESTER





 - Para quem foi escrito este livro? Para os israelitas.

- Por quem foi escrito (autor)? Autor Desconhecido.

- Em qual momento histórico? Quando parte do povo de Israel ainda se encontra no exílio persa (o império persa sucedeu o império babilônico).

- Por que este livro foi escrito? Porque os judeus que ainda estava no exílio foram condenados à morte por um decreto real.

- Para quê este livro foi escrito? Para relatar o livramento divino aos judeus fiéis à aliança (e, também, explicar a origem da celebração do Purim).


Cesar de Aguiar


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retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

domingo, 3 de agosto de 2025

PROFETA E VIDENTE


 

Viajando 160 anos para o passado dos tempos de Eliseu, entre 1056 e 1004 A.C. (período de 52 anos) encontramos os dias em que viveu o profeta Samuel. A Bíblia fala desse tempo usando os seguintes termos: “Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente” (1 Sm 9:9).

Analisando o texto percebemos que o termo ‘Profeta’ é uma evolução do termo Vidente. Ou seja: ser um Vidente é a condição anterior ao posto de Profeta. No original hebraico, identificamos existência de duas palavras usadas para definir a missão desses homens destemidos.

A primeira palavra é ‘Roeh’ que no Antigo Testamento ocorre por 6 vezes. ‘Roeh’ significa ‘vidente, ou visão, ou aquele que vê’.

A segunda palavra é ‘Nabi’ que no Antigo Testamento ocorre por 316 vezes. ‘Nabi’ significa ‘porta-voz, ou alto falante, ou profeta’.

Nos dias de Samuel quando alguém ia consultar a Deus, ia com a seguinte intenção: ‘- Vamos ao ‘Roeh’ (ao vidente). Vamos naquele que pode enxergar nosso destino e nos dizer se nos daremos bem ou mal em nossas vidas. Vamos ao Vidente e busquemos aprovação para nossas pretensões egoístas’.

Com o tempo esse termo evoluiu, e a palavra Roeh parou de ser utilizada. O povo entendeu que um profeta não era apenas aquela pessoa capaz de ver além do Véu da Realidade, e que suas funções excediam muito a mera previsão de futuro. Um profeta era o porta-voz de Deus. Era aquele que comunicava a voz de Deus ao povo e que tinha a função de exortar, consolar e (também) predizer o futuro.

Eliseu provou que estava pronto para ver Além do Véu da Realidade e que possuia a condição preliminar para ser reconhecido como Profeta. Todavia sua jornada estava apenas começando! Eliseu tinha um grande caminho a percorrer, afinal, enxergar Além do Véu da Realidade é apenas o primeiro degrau. O próximo degrau é descobrir o que fazer com esse conhecimento.

A primeira missão de Elizeu era fazer a si mesmo a seguinte pergunta: - E agora? O que eu vou fazer com o conhecimento profético?

Se a obtenção de conhecimento não melhorar a relação do homem com Deus, com ele mesmo, com o próximo e com a natureza, para que serve enxergar além da superfície do Lago das Águas Primordiais?

“Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas, quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas” (Lc 11:34).

 

Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA

quinta-feira, 31 de julho de 2025

OS OLHOS DO PROFETA PODEM VER


 


“Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará. E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes” (2 Rs 2:9-12).

Eliseu, aprendiz de profeta, tinha em Elias um Mestre da mais elevada experiência e capacidade. No dia em que Elias foi arrebatado no espaço e no tempo, Eliseu teve seus olhos abertos e pode contemplar o que ninguém mais viu.

Em função dos anos de estudo e diante da iminência de perder a companhia do professor, o aprendiz queria seu prêmio de formatura: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim”, e o Mestre impôs uma condição: “se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará”.

Eliseu estava diante da possibilidade do sim e do não. Tudo iria depender da sua resposta positiva ao ‘Se’ imposto pelo Profeta. Se os olhos de Eliseu fossem preparados o suficiente para enxergar além do Véu da Realidade, certamente ele iria receber aquilo que desejava o seu coração.

Todo o êxito da carreira de Eliseu dependia exclusivamente do seu sucesso naquele momento. Antes de Elias partir para realizar outra etapa de sua missão nesse planeta, Eliseu viveu o seu teste final. Ele era Aprendiz de Profeta e aquela era a avaliação definitiva.

Será que Eliseu tinha os olhos preparados para ver o mundo real?

“E sucedeu que, indo eles andando e falando...”

Eliseu andava ao lado de Elias e tudo parecia normal. O Aprendiz não tinha percebido nenhuma mudança na paisagem, todavia seus olhos já estavam abertos para verem além do Véu.  Enquanto andavam e conversavam foram surpreendidos por um Objeto Voador Identificado: “... um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho”.

“O que vendo Eliseu...”

O texto Sagrado não deixa dúvidas: os olhos de Eliseu foram abertos e ele viu. Em um instante o Aprendiz foi elevado à função de Profeta.

Perceba que a condição exigida por Elias para que Eliseu fosse seu sucessor, era que Eliseu enxergasse além da realidade dos sentidos físicos.

Ter os olhos abertos é requisito preliminar para ocupar a posição de Profeta de Deus.

domingo, 27 de julho de 2025

CURADO ALÉM DO VÉU DA REALIDADE

 



“Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente”.

Jesus curou o cego tão além da conta que foi necessária uma ‘revisão’ para baixar a capacidade da visão daquele homem. Perceba que ao executar a segunda etapa, Jesus faz o homem olhar para cima, objetivando naturalmente conferir a esse homem a primeira percepção sob o Véu da Realidade.

Na primeira vez, o ex-cego não olhou para cima. Ele olhou na horizontalidade e contemplou os homens tal qual eles são: como árvores. Na segunda vez Jesus orienta que ele olhe para cima, para o céu.

O curado de Betsaida olhou para o Céu e novamente somos remetidos ao Gênesis: “No princípio criou Deus o céu e a terra” (Gn 1:1). O homem olha para o céu e para todo o firmamento que está sob o Lago das Águas Primordiais: “E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi” (Gn 1:7).

Existe água em cima e existe água em baixo, e, mergulhados sob a turbidez das águas, todos nós percebemos a realidade de forma equivocada. Vemos os homens como bonecos de carne e cabelos, com alguns ossos aparentes; enquanto na verdade os homens são um complexo feixe de energia que se organiza sob o formato de ‘arvores que andam’.


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA