segunda-feira, 12 de agosto de 2019

GALILEU, A INQUISIÇÃO E O CORRETO POSICIONAMENTO DA TEOLOGIA FRENTE À CIÊNCIA



A interpretação dos 11 primeiros capítulos de Genesis está longe de ser uma unanimidade entre os estudiosos da Bíblia. Na verdade, cada estudioso tem seu próprio pensamento e alguns cientistas respeitam esse texto apenas como poesia e outros como filosofia. 


E como se não bastasse essa imensa confusão interpretativa, sempre surgem novas correntes de pensamento. 


Sábios são aqueles que além de ver poesia e filosofia, enxergam também um texto científico carregado de literalidade.


O texto inicial das Escrituras trata da criação do universo material até o estabelecimento do mundo pós-diluviano. Esse texto é certamente o bloco de interpretação mais complicado de todas as Escrituras e definitivamente um dos mais ricos.


Alguns liberalistas atuais consideram esse bloco das Escrituras um mito e a lacuna entre ciência e fé só vai se alargando!

O erro é pensar que fé e ciência tratam de assuntos diferentes. O erro é pensar que o cientista tem que se libertar da influência da teologia para se dedicar à pesquisa sem a suposta pressuposição de crendices. Também é errado pensar que aqueles que professam a fé em Deus devem considerar desnecessário o trabalho dos teólogos que se debruçam sobre a solução do paradoxo entre fé e ciência. 


O caos interpretativo de Gênesis está intimamente ligado à preguiça e ao preconceito e é exatamente a preguiça intelectual e o preconceito religioso que se tornaram o pai e a mãe da ignorância tanto de cientistas quanto de teólogos.

É a busca por um Cristianismo transcendente, perseguidor do entendimento da natureza de Deus que deve ser motivação para a busca do conhecimento.

Cristo está além das paredes do templo físico e o Evangelho deve permear todo o conhecimento humano. 


O pensamento da filosofia, da química, da biologia, da física e da astrofísica deve ser impactado pelo conhecimento da natureza e os propósitos do Criador, afinal tudo que existe, existe porque Deus assim o fez. 


Não podemos nos enclausurar em uma teologia de portas fechadas, antes devemos abrir a porta para agregar novas descobertas e entender que a sutil verdade das Escrituras nos é revelada através de camadas, e que a profundidade do entendimento nos espera na próxima investida.

A escalada do conhecimento se faz por uma escada infinita, tão ilimitada quanto a infinita sabedoria do Criador. 


Podemos nos deleitar em interpretar o Apocalipse a partir das novas fotos do Hublle. Podemos compreender a missão do profeta Elias a partir do deslocamento no espaço tempo, segundo a Relatividade Geral de Einstein. Podemos entender a teologia de Paulo a partir do Princípio da Incerteza de Heisenberg.


Em 1616 a Igreja (Tribunal do Santo Ofício) pronunciou-se contra a Teoria Heliocêntrica que afirmava que o Sol era o centro imóvel do Universo. Segundo a dogmática do cristianismo de então, a terra era o centro do universo e tudo o mais se movia em torno dela. 


Para a igreja daquela época o cientista Galileu Galilei estava teologicamente errado e, por seus pensamentos, em 1642, morreu condenado pela Igreja Católica. Após sua morte todas as suas obras foram censuradas e proibidas.

Naquele mundo governado pela vaidade religiosa, a igreja usava textos bíblicos para racionalizar acerca de assuntos científicos e não permitia o uso da metodologia científica para comprovação de qualquer coisa que segundo sua conveniência fosse ruim para os negócios da igreja.


Para combater a teoria de Galileu que dizia que a terra girava em torno do sol, os religiosos daquele tempo usavam o seguinte texto bíblico: “Digam entre as nações: O Senhor reina! Por isso firme está o mundo, e não se abalará, e ele julgará os povos com justiça” (Sl 96:10). Esse era o texto predileto pelos inimigos da ciência de Galileu.


Como outra evidência a igreja da época apontava para o evento em que Josué ordenou que o sol se detivesse no meio do céu. Segundo o argumento da igreja, a Bíblia como texto inerrante, deixava claro que era o sol que se movia ao redor da terra, caso contrário a ordem de Josué deveria ter sido dada à terra e não ao sol.


Se pensarmos dentro das limitações espaciais e fundamentados numa interpretação literal a igreja daquele tempo estava com a razão!

Ao afirmar que era a terra se movia, para aquela Igreja, Galileu era um herege de fato! 


Todavia o seu telescópio provou o contrário! 


O próprio Galileu queria separar ciência de religião e em própria defesa pronunciava que “as Escrituras nos dizem como ir para o céu, não como estão indo os céus”. Para ele a igreja deveria ensinar as pessoas a como ir para o céu e que deixassem a ciência em paz, afinal a ciência queria mostrar apenas “como estão indo os céus”.


O impasse entre Galileu e Igreja durou centenas de anos. Esse episódio teve seu fim em 1992 quando o Vaticano se retratou publicamente aceitando como correta as descobertas de Galileu.

Finalmente a igreja deu a mão à palmatória. Todavia demorou demais para pedir perdão pelo assassinato de um dos maiores cientistas da história da humanidade.


Que isso sirva de aviso aos estudiosos de ontem e de hoje: nem sempre as Escrituras devem ser interpretadas de forma literal. 


Cabe ao exegeta usar a correta ferramenta de hermenêutica para perseguir o significado real do texto. Para cada texto cabe a sensibilidade de escolher a correta ferramenta ou até várias ferramentas hermenêuticas.


Acerca do evento de Josué, podemos virar essa página interpretando o texto de forma equilibrada, pois até hoje, ao nos referirmos ao início e ao fim de um dia dizemos que “o sol nasceu” e “o sol se pôs”, mesmo sabendo que é a terra que se move e não o sol! Uma simples questão do uso coloquial das palavras.

Desde os tempos de Salomão, essa forma de se referir ao dia e à noite não mudou muito! “O sol se levanta e o sol se põe, e depressa volta ao lugar de onde se levanta” (Ec 1.5).


A hermenêutica bíblica deve fornecer as ferramentas a serem usadas para equilibrar a teologia com a descoberta irrefutável de Galileu e com todas as descobertas científicas efetivamente comprovadas.


Se a Bíblia tem texto para mostrar uma terra imóvel no espaço, ela também tem texto para mostrar o contrário: “Ele transporta montanhas sem que elas o saibam, e em sua ira as põe de cabeça para baixo” (Jó 9.5). Esse texto nos apresenta uma terra solta girando no espaço.


No primeiro momento, novas descobertas científicas sempre chocam os conceitos da teologia, mas não deveria ser assim. Afinal, se a ciência é verdadeira, certamente vai se equilibrar com o Espírito das Escrituras.

Cabe ao exegeta ter paciência para novamente se debruçar sobre a Palavra e avaliar a nova descoberta científica. 


As Escrituras nos motivam a avaliar as profecias (1Co 14:29), então, que façamos o mesmo com as novas descobertas da ciência. Que sejam julgadas pela marreta da Palavra de Deus.


Condenação sem escrutínio é sinal de preguiça intelectual e intolerância religiosa. Todavia receber uma informação e não julgar sua veracidade diante da Palavra de Deus, também é uma forma errada de se viver a fé (1Jo 4:1).

Talvez nunca iremos chegar em um consenso ou mesmo na construção da teoria do tudo. O fato esmagador é que nossa mente nunca alcançará a mente de Deus. Todavia a certeza de se não alcançar a plenitude não deve ser motivo para não caminharmos na direção do conhecimento dos mistérios da criação.

O deleite do estudioso é avançar na interpretação teológica e se debruçar sobre as Escrituras filtrando toda ciência do mundo, tendo a Palavra como irrefutável sustentáculo de todo conhecimento e verdade. 


Convém ao estudioso saber que a “água que é demasiadamente pura não tem peixe”. Esse é o trabalho do teólogo: lançar redes em águas profundas e pescar os melhores peixes. Saber que toda a água é suja, mas a Palavra de Deus é filtro!


Ciência e fé não devem se contradizer. Devem se completar!


Que algo fique claro, e nisso todos concordamos: Não sabemos direito como o universo foi criado, mas já temos certeza do porquê o universo veio a existir.

A missão da teologia é se ocupar com o “Quem” e o “Porquê”, e a missão da ciência é se ocupar do “Quando” e o “Como”.


É dessa forma que procuramos reatar o casamento entre a ciência e a fé.

“Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém” (Rm 11.36).

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Extraído do livro GENESIS DESVENDADO

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

CIÊNCIA E RELIGIÃO: DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO


Viajando pelo conhecimento da história, novas descobertas científicas obrigaram os teólogos a reverem seus modelos de interpretação das Escrituras. 
É evidente que foi essa constante tentativa de equilibrar conceitos científicos e bíblicos que causou o real choque entre a teoria científica e a exegese bíblica. E quase sempre os exegetas bíblicos deram a mão à palmatória revendo sua grade de interpretação.


Houve um tempo em que ciência e fé andavam de mãos dadas. Muitos cientistas caminharam na direção de uma explicação para a origem de todas as coisas e tinham as Escrituras como fonte de motivação e explicação do universo. 

A estrada partia da Bíblia para a ciência e essa estrada conduziu o homem para a escuridão da ignorância estabelecendo uma guerra aberta entre cientistas e religiosos. 


Era um mundo governado por religiosos tiranos na terra e um deus tirano no céu. 


O progresso científico foi paralisado por um tempo e evoluiu apenas quando se inverteu essa equação: quando a ciência passou avançar com liberdade e os exegetas bíblicos passaram a buscar o equilíbrio entre as informações científicas e o texto sagrado.


Isaac Newton, James Clerk Maxwell, Nicolau Copérnico e tantos outros! 


O Teólogo Charles Darwin revolucionou o entendimento da criação material. É dele a Teoria da Seleção Natural, que explica a Evolução das Espécies como método de adaptação dos seres vivos ao meio em que vivem e suas mutações sofridas com o passar do tempo. Darwin caminhou na direção certa e por isso trouxe uma nova luz para os exegetas livres de preconceitos religiosos.

César de Aguiar

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

A CENTRALIDADE DA CRUZ DE CRISTO NO PLANO CÓSMICO


A maneira mais adequada de se identificar a pessoa de Deus é afirmando que Ele criou todas as coisas.
Ele planejou, projetou e chamou à existência as coisas que ainda não existiam; e todas elas, sob seu comando, irresistivelmente vieram à existência. 


Essa é a premissa elementar que nos leva a identificar o Supremo Criador do Universo.

Todavia, antes de criar o universo, o Supremo Arquiteto fez outra coisa, sem a qual a equação que explica o funcionamento de tudo, não iria funcionar. 
Em tempos imemoriais e muito antes da criação material Deus providenciou um evento central que sustenta o universo inteiro. 
Esse evento é certamente a variável que falta nas equações da física moderna. 
Se quisermos entender de forma plena a origem do universo, somos obrigados a compreender de antemão a centralidade da Cruz de Cristo no plano de Deus para a sustentação e funcionamento dos mundos criados. 


Não compreendendo o papel central da Cruz de Cristo na sustentação do paradoxo, o universo nunca será plenamente compreendido e a Cruz de Cristo nunca terá a devida glória que merece. 

César de Aguiar

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

EXISTE IMPREVISTO PARA DEUS?


Jeremias 7:31 – “Construíram o alto de Tofete no vale de Ben-Hinom, para queimarem em sacrifício os seus filhos e as suas filhas, coisa que nunca ordenei e que jamais me veio à mente”.

Esse texto coloca diante de nós um ato de extrema maldade praticado por pais e mães que adoravam deuses esquisitos. A atitude desses pais nos leva a pensar sobre o que se passava em suas cabeças no momento em que tomaram a decisão de queimar seus próprios filhos em um ritual de louvor a esses deuses infernais.

Perceba que esse texto do Profeta Jeremias é ambientado em um momento histórico imediatamente anterior ao cativeiro babilônico. O povo de Israel estava tão distante do Deus Verdadeiro, que perderam completamente a afeição natural e o senso de consciência. O amor materno e paterno ficou obscurecido a ponto de, como sintoma de uma grave doença espiritual, terem a capacidade de oferecerem suas crianças como holocausto ao Deus Baal.

A ideia é tão assustadora que a boca de Jeremias profetiza de forma exclamatória: “coisa que nunca ordenei e que jamais me veio à mente”. Esse é o ponto do texto ao qual queremos nos ater para compreender essa fala do Onisciente.

- Será que até aquele momento da história humana, Deus nunca tinha concebido a ideia de que um pai ou uma mãe poderia oferecer seu próprio filho em sacrifício a um deus estranho? Será que Deus foi tomado de surpresa? Será que Deus não sabia?


Vamos responder logo: - É claro que Deus sabia.


Mas como explicar essa aparente contradição?

Vejamos a história de Israel para perceber que essa prática já existia em um tempo anterior aos dias de Jeremias. Existem relatos dessas práticas datados de bem mais de 100 anos anteriores aos dias de Jeremias.

No reinado de do Rei Acaz temos o seguinte relato: “No ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá. Tinha Acaz vinte anos de idade quando começou a reinar, e reinou dezesseis anos em Jerusalém, e não fez o que era reto aos olhos do Senhor seu Deus, como Davi, seu pai. Porque andou no caminho dos reis de Israel, e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel” (2 Reis 16:1-3).

Também no governo de outro Rei de Israel somos aterrorizados por essa cena de filme de terror. No reinado de Oséias encontramos outro relato dessa prática pavorosa: Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, para o provocarem à ira” (2 Reis 17:17).

Ainda no livro do Levítico, escrito por Moisés, existe uma ordem clara de Deus acerca dessa prática, indicando que essa ideia já havia sido concebida em tempos muito anteriores aos dias de Jeremias: "Não entregue os seus filhos para serem sacrificados a Moloque. Não profanem o nome do seu Deus. Eu sou o Senhor” (Lv 18.21).
Voltemos à exegese do texto de Jeremias: “Construíram o alto de Tofete no vale de Ben-Hinom, para queimarem em sacrifício os seus filhos e as suas filhas, coisa que nunca ordenei e que jamais me veio à mente”.

A palavra hebraica: “LEB”, em função do contexto pode ter dois significados. Ela pode ser traduzida por MENTE ou CORAÇÃO.

Esse texto é mais bem traduzido quando a palavra hebraica ‘LEB’ é traduzida por ‘CORAÇÃO’ em substituição à palavra mente. Tudo fica em perfeita harmonia com o equilíbrio das Escrituras quando esse texto é traduzido da seguinte forma “coisa que nunca ordenei e que jamais me veio ao coração”.

Substituindo a palavra “mente” pela palavra “coração” passamos a ter uma nova abordagem do texto. A palavra “coração” dá um sentido de sentimento e não de racionalidade. Perceba que algo que “jamais me veio ao coração” pode ser harmoniosamente traduzido por: “nunca desejei” ou mesmo “nunca quis que acontecesse”. “(...) coisa que nunca ordenei e que nunca quis que acontecesse”.

Enfim, Deus nunca é surpreendido por nada. Ele sabe o fim desde o começo!


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César de Aguiar
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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A ONISCIÊNCIA DE DEUS E O ESQUECIMENTO

Isaías 43:25 – “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”.


Sem um conhecimento abrangente das Escrituras é impossível compreender esse versículo de forma eficiente. Para perfeita compreensão, nós devemos ler esse versículo sob a influência do espírito das Escrituras.

Uma análise do contexto nos leva a perceber que Deus está tratando do relacionamento com um povo que Ele escolheu para chamar de Seu. Trata-se de uma conversa muito pessoal entre Deus e a Sua nação escolhida. Nessa conversa, o Senhor expressa um profundo desejo de que o Seu povo se arrependa de seus maus caminhos. Deus expressa sua vontade: Ele quer que seu povo se volte para Ele.

Os versículos 25 e 26 de Isaías 43 faz uso de linguagem antropomórfica. Deus está usando uma característica humana para traduzir um sentimento comum aos seres humanos. Como o ser humano não compreenderia o que de fato se passava na mente do Criador, Deus resolve a questão usando uma linguagem que o homem entenderia. 

Todas as passagens bíblicas onde Deus é apresentado como aquele que vai se esquecer dos nossos pecados pode ser interpretada assim: Deus jamais vai permitir que o conhecimento daquele pecado cometido viesse exercer qualquer influência sobre a saúde de nossa relação com Ele. Para Deus, o pecado após ser perdoado, perde o seu efeito condenatório. Sem o efeito condenatório o dano não tem razão para ser lembrado. Enfim, o que não precisa ser lembrado pode ser esquecido.

Todavia sabemos por definição que perdoar não é esquecer. O dito popular: ‘quem perdoa, esquece’, não é verdadeiro! Perdoar é outra coisa: perdoar é riscar a cédula de dívida.Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2:14).

Quando oferecemos perdão devemos imitar a forma de Deus agir. As ofensas que sofremos devem ser perdoadas e ainda que nos lembremos delas, devemos ser firmes em nossa decisão de manter o perdão ativo. Com o tempo, essa decisão naturalmente nos leva a pensar cada vez menos no evento que causou o dano. Quando a lembrança do mal te assaltar, mantenha a decisão de perdoar.
Perdoar é um milagre que resolvemos realizar várias vezes sobre o mesmo evento. Nas palavras de Tertuliano: “Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se. Você quer ser feliz para sempre? Perdoe”.

O esquecimento é natural quando se decide perdoar setenta vezes sete (Mt 18:32). Embora a ofensa não seja excluída de “nosso HD”, o tempo vai apaziguando os ânimos e cicatrizando as feridas.

Faça como Deus faz: risque a cédula de dívida e continue seguindo em frente, com o coração pronto para uma nova ferida!

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César de Aguiar
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sábado, 28 de janeiro de 2017

A ONISCIÊNCIA DE DEUS E O MUNDO A NOSSA VOLTA

Deus conhece de forma absoluta todas as possibilidades para todos os eventos da natureza e das relações humanas.
Isaías 55:9 - Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

O mesmo conhecimento que Deus tem a nível cosmológico Ele também tem a nível psicológico em relação ao homem.
Salmos 139:1,2
SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

A limitação permite ao homem observar somente as manifestações externas da vida. Deus conhece a essência oculta das intenções, pois penetra nas profundezas do coração humano. “Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Sm 16.7).

Deus sabe o caminho das intenções humanas.
Salmo 119:168  - Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti.

Deus conhece perfeitamente o lugar onde os homens vivem.
Salmo 33:13  - O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens.

Deus sabe quantos dias o homem viverá (Sl 37.18).
Salmo 37:18 - O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.

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M.e. César de Aguiar
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domingo, 22 de janeiro de 2017

A INVISIBILIDADE DE DEUS E A IGREJA

Deus se torna visível para os homens através da igreja, o corpo de Cristo. ´

A obra que Jesus começou tem continuidade através da vida dinâmica da igreja.

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pe 2:9).

Através da igreja o mundo verá quem Deus é!

O mundo precisa ver a face de Deus estampada na vida da igreja.

Certo jovem procurou um pastor e contou a ele muitos fatos ruins acerca de sua própria vida. O jovem finalizou dizendo: “onde estava Deus quando eu sofria todas essas coisas?”
O pastor prontamente respondeu: “Deus estava onde sempre esteve. Na beira do caminho te esperando de volta para a casa do Pai”. Agora, quem não estava lá era eu! 
Me perdoe por não ter sido a igreja de Cristo na hora em que você mais precisou.

É assim que é!
Quando a igreja deixa de cumprir o seu papel o nome de Deus é blasfemado. 

E embora a blasfêmia seja um pecado do blasfemador, a culpa da blasfêmia é imputada à igreja que não cumpriu o seu papel.

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M.e. César de Aguiar
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sábado, 21 de janeiro de 2017

NO CÉU VEREMOS O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO?


Mateus 5:8 – “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”.

1 João 3:2 – “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”.

Veremos a Deus! Essa é a promessa das Escrituras.
Mas como o veremos?

Apocalipse 4:3 – “E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda”.

Nessa visão o apóstolo João está diante do trono de Deus e nem mesmo ali Deus foi visto. O que João viu foi um resplendor provocado pelo brilho de pedras preciosíssimas envolto por um arco-íris. O que entendemos dessa experiência de João é que Deus é espírito e, por isso, é invisível.
Fica então a aparente contradição: Um texto diz que veremos a Deus como Ele é, outro diz que o que foi visto não é Deus mesmo, mas a glória Dele.
Como resolver essa dificuldade bíblica?
Para entendermos isso precisamos voltar ao Jardim Éden. Naquele lugar Deus aparecia a Adão e falava com ele todos os dias. Uma relação de intimidade diária.
Mas isso foi antes da queda do homem. Depois do pecado, o homem foi expulso do jardim e a porta foi guardada por dois querubins e uma espada flamejante.
Antes do pecado o homem via a Deus. Depois do pecado, Deus passa a fazer uso de teofanias para se apresentar ao homem.
Em Cristo somos redimidos em vida mas continuamos como pecadores numa forma carnal provisória até o dia da glorificação do corpo. Estamos em um processo evolutivo de adquirir a imagem de Cristo em nós. E enquanto estivermos presos a esse processo de evolução espiritual, o que é pleno ainda não se manifestará.
Mas um dia iremos ao céu e lá, totalmente limpos do pecado, teremos o mesmo status da pureza de Adão dentro do Jardim do Éden.
Deus Pai é “invisível aos olhos mortais” dos pecadores, mas não aos seres imortais. Os remidos no Céu “contemplarão a Sua face”.  

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M.e. César de Aguiar
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sábado, 14 de janeiro de 2017

TRAMARAM A MORTE DE DEUS DENTRO DA CASA DE DEUS

As profecias do Antigo Testamento vaticinavam que a reconstrução do templo era pré-requisito para o início do reinado de Cristo.
O templo construído por Salomão havia sido destruído pela invasão babilônica e as profecias diziam que o templo deveria ser reerguido.
Isso estava predito nas profecias de Ageu e Malaquias.

Nesse ponto é necessário que se diga que o Templo era muito mais do que uma construção física: ele representava os sentimentos mais profundos de um povo que precisava ligar o passado ao futuro.

O templo era a base da identidade da nação judaica. Uma nação que precisava afirmar que Deus não havia esquecido sua aliança.

Mais a frente na história esse povo foi convidado a entender que o templo físico era meramente uma figura do corpo de Jesus, que seria destruído, mas que iria ressuscitar no terceiro dia. E que a ressurreição faria Dele a pedra fundamental de um templo não feito por mãos humanas.
Pedras vivas. Finalmente a exegese biblica leva a todos a entender que os crentes seriam a nova morada de Deus - a Igreja.

Aquele povo reconstruiu o templo. Conforme a profecia!
E pouco mais de 400 anos depois  da sua reconstrucão o proprio Jesus Cristo entrou dentro dele.

Pedro disse a Jesus: “- Senhor,  olha a grandeza dessa construção!”
Jesus respondeu: “- Pedro, eu destruirei esse templo e em três dias o reconstruirei. E dessas pedras Deus levantará filhos de Abraão.”

Jesus falava da igreja.

Os judeus que nao entendiam o Evangelho consideraram isso uma blasfêmia e chamaram Jesus de Belzebu.

CORREMOS O MESMO RISCO HOJE.

Corremos o risco de fazer construções físicas esplendorosas, e nos esquecer que o verdadeiro templo somos nós.

Corremos o risco de dar mais importância à construção física do que ao verdadeiro templo.

Corremos o risco de coisificar pessoas e personificar coisas.

O templo é apenas uma 'coisa' enquanto as pessoas são o verdadeiro templo.

400 anos após a reconstrução do Templo, Jesus estava em Jerusalem. 
E DENTRO DO TEMPLO QUE FOI CONSTRUIDO PARA A GLÓRIA DE DEUS, OS JUDEUS TRAMARAM A MORTE DE JESUS.

Quiseram matar Deus, dentro da casa de Deus.

E hoje está tudo muito igual! Tramam a morte de Jesus dentro das igrejas que supostamente foram construídas para Ele.
E matam a Jesus quando pregam uma mensagem que não é o Evangelho.
E matam a Jesus quando valorizam mais os rituais do que a essência do amor ao próximo.

RECONSTRUIRAM O TEMPLO E DEDICARAM O TEMPLO A DEUS, MAS LOGO DEPOIS TOMARAM O TEMPLO DE VOLTA.

"- O TEMPLO É NOSSO." É o que sempre dizem.

A PONTO DO PRÓPRIO DEUS, NA PESSOA DE JESUS CRISTO, ENTRAR NO TEMPLO E OS JUDEUS INTENTAREM SUA MORTE.

Hoje, você é a casa de Deus.

Reconstrua o templo para Deus.
Entregue o templo a Deus.

E não mate a graça de Deus dentro de você.

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M.e. César de Aguiar
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

OS MISTERIOS DO NUMERO DEZ

O número dez é facilmente localizável na Bíblia. 

O décimo homem depois de Adão foi Noé, o pai dos gentios. Talvez por isso é que os gentios estejam ligados ao número dez. 

Em Gênesis 10 se inicia o primeiro reino gentílico, o qual terminará com dez nações, conforme a visão de Daniel. 

Gênesis 10 trata da genealogia dos gentios. 
Em Atos 10, temos a abertura da porta do evangelho de Cristo ao gentios, no Novo Testamento. 

Em João 10:16, Jesus fala das ovelhas que não são do aprisco de Israel. 

A chamada missionária à pregação do evangelho se encontra em Romanos 10. 

Em Apocalipse 10, o Senhor põe os seus pés na terra e toma posse do reino entregue aos gentios por causa da incredulidade do povo judeu. 

Dizem alguns eruditos em história bíblica que as dez tribos de Israel foram espalhadas pelo Ocidente, dando origem à Europa e às Américas.

A primeira vez em que o número dez aparece na Bíblia é em Gênesis 5:14 (5+1+4=10). 

Os anos de vida de Cainã foram cento e dez, aparecendo aqui o número dez pela primeira vez. 

Antes da entrega das tábuas da lei, todos os povos eram gentios. A divisão dos povos, segundo o Novo Testamento, é feita entre gentios, judeus e igreja. 
Antes da lei, Abraão era apenas um gentio incircunciso. 

Depois o número dez aparece na Bíblia  em Gênesis 16:3 (1+6+3=10). 

Em Gênesis 18:32, o número dez é encontrado em Sodoma e Gomorra, cidades não habitadas pelos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, mas pelos cananeus (gentios). 

O número dez aparece três vezes em Gênesis 24:10,22,55,  quando dez camelos saem e diz-se que Rebeca recebeu jóias pesando dez siclos, enquanto a mãe e o irmão desta pediram que Rebeca ficasse pelo menos dez dias ainda em casa com a família.

O número dez sempre se refere aos gentios. 

O último povo que governará a terra sob a égide da União Européia será uma federação de dez nações. 
Um reino unido de gentios, representado pelos dez artelhos  da estátua do sonho de Nabucodonosor, o mesmo reino representado pelos dez reis de Apocalipse 17. 

O primeiro reino gentílico foi estabelecido pelo caçador Ninrode, o número treze depois de Adão. 
A lei do domínio gentílico sobre o mundo, desde a apostasia do povo judeu, é tão certa como a lei da gravidade. 
Esse domínio começou com o cativeiro babilônico e deve perdurar até a volta do Senhor Jesus Cristo. 

Jerusalém foi sitiada por Nabucodonosor no dia dez do décimo mês (2 Reis 25:21) o que mostra claramente que DEZ é o número dos gentios.


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Dr. Peter Ruckman




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domingo, 8 de janeiro de 2017

A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO E A VAIDADE GOSPEL

O ano é 520 aC.
Dario subiu ao trono persa e é nesse ano que Ageu e Zacarias começaram a profetizar.
Logo no início do governo de Dario a mente do povo começou a despertar para algo urgente que estava acontecendo em seu tempo.
Eles se lembraram das profecias de Amós e voltaram a ler os rolos das profecias de Jeremias e Ezequiel.
E porque se voltaram para a Palavra de Deus Escrita, de repente a mensagem profética se tornou algo urgente. Deus levantou um homem: AGEU.
Ao se voltarem para a Palavra, milagrosamente o desejo pela Palavra se tornou algo urgente.

TOMARA QUE ESSE ESPÍRITO PROFETICO TOME SUA VIDA HOJE.
TOMARA QUE VOCE OLHE A SUA VOLTA E TENHA A SENSIBILIDADE PARA PERCEBER QUE ESTAMOS VIVENDO O TEMPO DO FIM.
TOMARA QUE A PALAVRA PROFÉTICA SEJA PRIORIDADE NA VIDA DESSA GERAÇÃO!

Nesse tempo, alguns governadores colocaram em dúvida o decreto de Ciro, e enviaram a Dario um documento solicitando confirmação das ordens do soberano da Persia.
Dario respondeu dizendo que as obras da reconstrução do templo deveriam ser reiniciadas e que fosse dado aos hebreus todo material necessário para término das obras.
Nesse momento difícil, Zorobabel é o homem da política. É o guardião dos interesses do povo de Deus. Ele contorna a crise e de forma brilhante consegue derrotar os inimigos sem sacar a espada.
Por causa do sucesso das estratégias de Zorobabel, muitos judeus dessa época chegaram a pensar que ele era o Messias prometido. 
Nessa época muitos profetas (falsos, naturalmente) diziam que Zorobabel era o Messias esperado.

TUDO É TENTAÇÃO E LAÇO PARA O POVO DE DEUS. ATÉ MESMO QUANDO DEUS LEVANTA UM GRANDE LÍDER PARA CUIDAR DOS INTERESSES DA NAÇÃO.

Até mesmo quando Deus levanta homens proeminentes para a causa do reino, muitos são tentados a endeusar essa pessoa. Foi assim a abordagem da nação israelita em relação a Zorobabel.

Naquele tempo foi Zorobabel, hoje é o pastor, é o bispo, é o apóstolo, é o cantor gospel...
Basta alguem fazer um ato importants que sempre vai haver uma turma pra endeusar e virar fã.

Mania de cristficar os zorobabéis...

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M.e. César de Aguiar
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leia o livro: 

GÊNESIS DESVENDADO

A revelação dos profundos mistérios da criação estudados em consonância com a ciência e a tradição judaica.




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

NÃO QUEREMOS SAMARITANOS NO TEMPLO DO SENHOR

Quando os judeus foram exilados na Babilônia, suas terras foram ocupadas por um pessoal que a partir daquele momento passaram a ser seus maiores inimigos. Esse povo eram os Samaritanos.

Esses invasores se apossaram da terra dos israelitas e desejaram adquirir os sagrados costumes religiosos dos hebreus. Quando os judeus voltaram para suas terras, o que eles encontraram foram posseiros que queriam se identificar religiosamente com os judeus e cooperar na reconstrução do templo.

Os samaritanos queriam mais do que a terra dos judeus. Queriam também a religião deles!
Nessa ocasião haviam dois homens de Deus que estavam encarregados do trabalho de reconstrução do Templo. Esses homens eram Zorobabel e Josué.

Zorobabel era o governador do povo judeu. Uma pessoa da linhagem real de Davi que foi encarregado por Ciro de reconstruir a nação de Israel e o templo.

Josué era o Sumo Sacerdote.

Esses dois homens não aceitaram a cooperação dos samaritanos. Eles não queriam que pessoas que não eram da religião verdadeira dessem palpites nas coisas de Deus. Eles lutavam para que a apostasia não entrasse no seio da nação israelita.

A hostilidade foi tão grande que os samaritanos, por não alcançarem seus objetivos de participarem da reconstrução da nação com o status de iguais, foram até ao imperador Ciro dizendo que Zorobabel estava tramando um levante para derrubar a dominação persa.

Sabe o que aconteceu?

Por causa desse falso testemunho dos samaritanos as obras de reconstrução ficaram paradas por mais de 16 anos.

Zorobabel fez apenas as fundações do Templo e por causa da atitude maliciosa dos samaritanos a confusão se instalou. Sob a ordem de Ciro as obras pararam.

Com as obras de reconstrução do templo paradas, o que o povo fez?

Naturalmente cada um foi cuidar de sua própria vida!

Desanimaram e foram construir suas próprias casas deixando a Casa de Deus em segundo plano.

A HISTORIA NÃO MUDOU!
SOMOS ASSIM ATÉ HOJE!!!
COMEÇAMOS BEM NA OBRA DO SENHOR ATE QUE APARECE A PRIMEIRA DIFICULDADE.

LUTAMOS UM POUCO, MAS LOGO EM SEGUIDA DESANIMAMOS E VAMOS CUIDAR DE NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS, DEIXANDO DE LADO OS PLANOS SUBLIMES QUE DEUS TEM PRA NÓS.

A mensagem do profeta Ageu veio para esse povo, para essa era.
As profecias de Ageu tem como pano de fundo um povo desanimado e amedrontado.

Certamente estudar as profecias de Ageu irá mudar muita coisa em sua vida!


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M.e. César de Aguiar

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