segunda-feira, 5 de setembro de 2016

NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS


Tomar um versículo isolado das Escrituras e fazer dele uma doutrina é uma atitude irresponsável e muito perigosa, pois induz a igreja a errar pelo excesso ou pela omissão.
Pelo excesso quando cria-se regras que Deus não estabeleceu.
Pela omissão quando se deixa de estudar todo o contexto do trecho citado.
O excesso acontece em lugares onde a liberdade cristã não existe e o povo para se manter perto da divindade precisa de criar regras que excedem àquelas que Deus já estabeleceu. Dessa forma, dizendo que “Deus mandou” aquilo que “Deus não mandou”, anula-se a graça e torna o homem o centro do processo de redenção.
A omissão acontece quando a Palavra de Deus não é levada a sério e os líderes não se dedicam a estudar para ensinar corretamente.
Quem não estuda as Escrituras de forma disciplinada peca por omitir a prática correta dos ensinamentos das Escrituras. Quem não entende as normas que obedece, corre o risco de ser escravizado pelo legalismo.

Vamos ler o texto inteiro para ambientar as palavras de Jesus.

Mateus 7:1-6

"Não julgueis, para que não sejais julgados.
Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.
Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.
Não deis o que é santo aos cães. Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem."

Paul Washer diz o seguinte: “Quando as pessoas me dizem: não julguem para não serem julgados, eu respondo: Não distorçam as Escrituras para não serem iguais ao diabo”.
Quem não gosta de ser julgado geralmente é quem quer viver uma vida sem limites. Sem obedecer a nenhuma regra. Ou quem que por via de regra já se considera o dono da razão.
Quem vive de maneira transparente geralmente não se importa com as pedras lançadas! Fazem como Jacó (Gênesis capítulo 28): Pegam as pedras e usam como travesseiro. Quando acordam pegam as pedras e fazem um altar. Descansam e adoram!

Agora vamos ressaltar os pontos principais do texto.

a)    O que está sendo proibido aqui é o julgamento hipócrita.
Jesus está se dirigindo a uma plateia especialista em ver defeito nos outros.
A pregação de Jesus ordena que a balança usada para pesar o irmão seja a mesma usada para pesar a si mesmo.
Não há proibição de julgar! A proibição é de julgar hipocritamente.

b)    Se você enxergou um argueiro no olho do irmão, observe sua própria vida. Se houver argueiro no seu olho, retire. Mas depois que seu olho estiver limpo, é sua função limpar o olho do irmão.
O desejo de Jesus é prevenir que relacionamentos hipócritas se estabeleçam na comunidade da fé.
É uma questão de lógica! Como uma pessoa com um tronco de árvore interceptando seus olhos pode ao menos tentar remover um cisco do olho do irmão?

c)    No versículo 6 temos uma dica de Jesus a respeito da necessidade de se julgar.
“Não lance jóias a porcos ou cães!”
Mas, quem são os porcos e cães? Eu preciso identificar os cçães e os porcos, caso contrário eu não saberei pra onde ou para quem jogar minhas jóias!
Para não jogar coisas preciosas a cães e porcos, eu preciso saber definir quem são os cães e os porcos.
Ou seja, para não profanar as coisas de Deus “é necessário avaliar, analisar, examinar e decidir – melhor dizendo: EU TENHO QUE JULGAR a vida, o comportamento e as declarações das pessoas ao meu redor” (Augustus N. Lopes).

Julgar com amor e respeito é parte essencial da vida cristã. Julgar as coisas sob a interpretação da Palavra de Deus significa zelo com as coisas de Deus.
“Quem nunca julga contribui para que o erro se propague, para que as pessoas continuem no erro. São pessoas sem convicções. Elas se tornam coniventes e cúmplices das mentiras, heresias e atos imorais e anti-éticos dos que estão ao seu redor” (Augustus N. Lopes).

"A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro" (1Tim 5:22).

A única maneira de Timóteo conseguir obedecer a esse conselho de Paulo era exercendo julgamento!
O cristão deve julgar sim!
Mas deve-se cumprir algumas condições:

a)    devemos nos examinar primeiro.

b)    devemos nos colocar sobre o mesmo juízo com o qual estamos julgando os outros, compreendendo humildemente que somos falhos e podemos ser vítimas do mesmo erro.


c)    Devemos ser motivados pelo amor e não pela auto promoção sobre o erro alheio. Nossa intenção deve ser ajudar e consertar aquilo que está fora de lugar.

d)    Nunca devemos julgar pessoas. Devemos julgar suas obras e suas palavras.

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. João 7:24

Para se fazer justiça tem que haver um julgamento!

Pv 21:3 - "Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício".

O certo e o errado só é distinguido pelo julgamento sensato.

Ml 3:18 - "Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve".
1 João 4:1 - "Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo."

Se o cristão não desenvolver o seu senso crítico, ele será levado por todo vento de doutrina.
Pensar não é pecado!
Hoje está havendo uma campanha pelo não julgamento, dizendo que afrontar falsas doutrinas e falsos mestres é falta de amor cristão. Mas e quanto aos fiéis que estão sendo enganados? Não julgar os falsos mestres não seria uma falta de amor com os fieis enganados?
Essa campanha pelo não julgamento é obra de satanás, que sempre tentou maquiar a palavra de Deus. Essa invenção de proibir o julgamento é uma artimanha satânica, que quer tirar da igreja a Espada do Espírito.
Pelo que todos sabemos, uma Espada é usada para matar falsa doutrina. Mas tem crente usando sua espada para descascar laranja. Tem outros que nunca a tiram da bainha, ou nem sabe que tem uma espada, e o pior de tudo: tem espada, sabe pra que serve, mas não sabe usar!


ITs 5:21 - "Examinai tudo. Retende o bem."

Examinar é julgar!

I Co 5:11 - “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; Com o tal nem aínda comais.”
II Co 11:13 - “Porque tais falsos apóstolos, são obreiros fraudulentos, transfigurando- se em apóstolos de Cristo.”

Se nos for proibido julgar, como poderemos nos livrar desses laços?
Julgue. Julgue sim!

Com sabedoria e amor.

(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 07)

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M.e. César de Aguiar

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A ÁRVORE DAS SEPHIROTHS E A JUSTIÇA REMUNERATIVA


Deus não é obrigado a abençoar ninguém.

Deus age segundo a Justiça e a Misericórdia. A remuneração não se trata de pagamento, mas de Graça, de deliberação de Boa Vontade, de ato de Misericórdia.

Os seres humanos nunca compreenderão a matemática que Deus usa para a distribuição de recompensas aos homens, a ponto de alguns considerarem que Deus está “pagando” pelos atos de bondade que os homens praticam.

Ninguém gera crédito com Deus. Não existe caderneta de poupança no céu e Deus não paga juro a ninguém.

Tudo é de Deus. Os homens são de Deus. E os homens foram criados para o bem. O salário que os homens recebem por seus atos não tem a ver com “contabilidade salarial”. O salário que os homens recebem por seus atos é o resultado de ação e reação: Aquilo que o homem planta, o homem colhe.
Agindo bem, o homem vai bem. Agindo mal, o homem vai mal.

Deus é Justo em manter a ordem do ciclo da existência. Deus criou um universo que sob Ele é absolutamente autônomo.

O homem merece o castigo, pois o mal que pratica é crime em relação ao objetivo de sua criação elementar: o homem foi criado para o bem. Se não pratica o bem, o homem está ferindo o conceito mais elementar de sua criação.
O homem não merece o bem que recebe, pois é obrigação primária do homem, praticar o bem, afinal, para isso ele foi criado.
A Misericórdia de Deus, A Graça de Deus, todavia premia o homem. E isso é uma premio alinhado com a Boa Vontade deliberada por Deus, absolutamente sem nenhum merecimento humano.

Deuteronômio 7:9-10
Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.
E retribui no rosto qualquer dos que o odeiam, fazendo-o perecer; não será tardio ao que o odeia; em seu rosto lho pagará.

Salmos 58:11 – “Então dirá o homem: Deveras há uma recompensa para o justo; deveras há um Deus que julga na terra”.

Como criaturas de Deus, a humanidade deve prestar reverência e obediência incondicional a Deus. E Deus não deve nada ao homem em função da sua obediência.
A verdade é que Deus não fica devendo nada a ninguém. E Deus não que inclusive, que os homens pensem que Ele os está devendo qualquer coisa.
A retribuição acontece em função da graça e da generosidade de Deus fundamentada em Promessa e Acordo.
A Justiça Retributiva se faz em função de uma aliança que Deus firmou com a humanidade. É a aliança que estabelece a bênção e a maldição.
Esta Aliança estabelece os princípios relacionais entre o Deus Infinito e o homem finito. Entre o Deus Eterno e o homem mortal. Os limites desse relacionamento são explicados pelos termos da Aliança.
Finalmente, a aliança é um pacto da Graça, onde Deus satisfaz a si mesmo por sua Própria sede de justiça.



·         UM EXEMPLO DE REMUNERAÇÃO

Como exemplo de justiça remunerativa, vamos analisar em conjunto dois textos das Escrituras:

Êxodo 20:5-6

Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam,
mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

A maldição se manifesta até a terceira ou a quarta geração.
A terceira emanação de Deus é “BINAH”, que significa COMPREENSÃO.
A quarta emanação de Deus é “HESED”, que significa MISERICÓRDIA.
Todavia a bênção é por 1000 gerações.
A maldição, antes de ser aplicada passa pelo crivo da Compreensão. Se o homem perde nessa instância, automaticamente ele recorre  para a próxima instância, que é a Misericórdia.
Deus é tardio em punir, todavia é Bondoso em galardoar!

Marcos 10:28-30

E Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos, e te seguimos.
E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho,
Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.

São 10 emanações da Árvore da Vida. 10 Sephirots.
Jesus prometeu a Pedro 100 vezes mais.
Mas como assim? Porque Pedro receberia uma retribuição de 100 vezes?
E 100 vezes de que?
!!!!
Cem vezes é a medida da emanação de Deus para a humanidade!
100 vezes 10 emanações.
100 x 10= 1.000.

Mil gerações.
Mil gerações a partir de Pedro!

Você está entre essas 1000 gerações que iniciaram em Pedro?
E quando somar a milésima geração depois dessa palavra de Cristo a Pedro, o que virá?

Eu creio que após a milésima geração depois de Pedro acontecerá o fim.

Façam suas contas!

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Me. César de Aguiar

(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 06)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A JUSTIÇA DE DEUS E A PRESTAÇÃO DE CONTAS

 O conceito de prestação de contas é importado do mundo secular.
No mundo corporativo presta-se conta de tudo. Diretores de empresas, gerentes e prefeitos sabem muito bem o que é isso.
Mas em relação à Justiça de Deus, o que isso significa? Existe prestação de contas?

Mateus 12:36 – “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo”.
Hebreus 13:17 – “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil”.

Romanos 14:12 – “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.

Analisando esses textos e debruçando o olhar sobre a história do Cristianismo podemos concluir que a igreja moderna fala mais de prestar conta aos homens do que prestar contas a Deus.
Aos homens devemos o respeito. Ás autoridades devemos nos submeter e até mesmo prestar conta de nossos atos. Todavia é a Deus que devemos temer como autoridade última. É a Ele que definitivamente prestaremos contas.
Deus é o juiz último. É diante Dele que acontecerá o último e definitivo julgamento. Em última instância é a opinião de Deus que devemos temer.

Justiça Distributiva
Deus é reto no cumprimento das leis que Ele estabeleceu abaixo de Si mesmo.
Quando Deus se relaciona com Suas criaturas, a Seu critério, Ele distribui punição e recompensa.

Isaías 3:10-11
Dizei ao justo que bem lhe irá; porque comerão do fruto das suas obras.
Ai do ímpio! Mal lhe irá; porque se lhe fará o que as suas mãos fizeram.

O homem não é digno da benção que recebe, mas merece a punição que lhe é aplicada. A Justiça Divina é obrigada a punir o mal, mas não é obrigada a recompensar o bem, pois o homem foi criado para o bem, e não para o mal.
Dessa forma, toda benção que emana de Deus é fruto exclusivo da graça e não do merecimento humano.

Veja isso na Parábola do Escravo Inútil.

Lucas 17:7-10
"Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe dirá, quando ele chegar do campo: ‘Venha agora e sente-se para comer’?
Pelo contrário, não dirá: ‘Prepare o meu jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso você pode comer e beber’?
Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado?
Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’ ".

Existe uma corrente que diz que Deus pune o pecador com o objetivo de reforma-lo. Essa interpretação precisa ser objeto de meditação para não incorrermos no erro de colocar os Atributos de Deus em conflito.
Veja bem! Aqui devemos perceber dois Atributos de Deus: Sua Misericórdia e Sua Justiça. Reformar o pecador tem a ver com a Misericórdia. E Misericórdia não se alinha com merecimento. A reforma do pecador não é emanação da justiça, é emanação da misericórdia.
Dessa forma concluímos que o principal motivo da punição não é a reforma do pecador. O principal motivo da punição é a satisfação do direito.
Reformar o pecador é a Misericórdia de Deus pegando carona em Sua Justiça.

Punir o pecador tem a ver com a Justiça. A manutenção da ordem do universo. A definitiva manutenção do direito e da justiça.

(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 05)

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M.e. César de Aguiar


terça-feira, 24 de maio de 2016

A REVELAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS EM JESUS CRISTO

                                                              Romanos 3:25-26

"Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus".

Cristo morreu para satisfazer a justiça de Deus.
Cristo foi justo e por isso seu sacrifício é adequado.
Cristo se torna justificador, porque o motivo da sua morte era esse: Pagar o preço, assumir a pena, cumprir a justa condenação pelos pecados de toda a humanidade.

A morte de Cristo não é para perdoar pecados. 
É para cumprir a pena da condenação dos pecadores.

Se a cruz tratasse de perdão de pecados, Cristo não precisava ter morrido.
A cruz trata de pagamento.

A cruz não perdoa pecados. A cruz pune os pecados.

Mas a cruz não pune os pecadores. 
A cruz perdoa os pecadores que se arrependem.

O Padrão de Justiça

Jesus tinha uma fórmula para Sua pregação:
“vocês ouviram o que foi dito... eu porém vos digo”.

Os líderes religiosos do tempo de Jesus se consideravam o próprio padrão de justiça. 
A Parábola do Publicano e do Fariseu exemplifica bem isso.

Mateus 5:20 

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”.

Na definição de Jesus, verdadeira retidão não é a que os homens julgam como correta, baseada apenas na aparência das ações. 
Verdadeira retidão é aquela que jorra do coração e que se comunica com a verdade revelada nas Escrituras.

Lucas 16:15 

"E disse-lhes: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação".

A Justiça de Deus e a Auto Justiça Humana
Não somos salvos por nossa própria justiça.
Só podemos ser salvos pela Justiça que é de Cristo.

Quando o homem tenta se aproximar de Deus pela via das boas obras e esforço pessoal, na verdade esse homem está cometendo o maior de todos os pecados:
O pecado a Auto Justiça.

Somos salvos por um presente de Deus. 
Somos salvos pela Misericórdia de Deus.


Fazer da auto justiça um caminho para a salvação é equivalente a rejeitar o maior presente de Deus para a humanidade. 
É equivalente a excluir a necessidade da morte de Cristo. 

(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 04)

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Me. César de Aguiar

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A REVELAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO

      O Antigo Testamento está repleto de testemunhos acerca da real manifestação da justiça de Deus para o mundo dos homens. Notemos algumas implicações.

1-    Deus deseja revelar sua justiça ao mundo através da nação de israel.
Deuteronômio 4:5-8

5 - Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. 
6 - Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida. 
7 - Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o SENHOR nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? 
8 - E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?


2- Deus revela sua justiça ao mundo através de Sua Palavra.

Salmos 25:8 – “Bom e reto é o SENHOR; por isso ensinará o caminho aos pecadores”.


3- Deus revela Sua Justiça através do cumprimento de suas promessas.

Neemias 9:7-8
7 Tu és o SENHOR, o Deus, que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão.
8 - E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele a aliança, de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo.


4- Deus revela Sua Justiça no julgamento dos inimigos de Israel

Salmos 96:13 – “Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade”.


5- Deus revela Sua Justiça em relação aos pecados do Seu povo

Esdras 9:15 – “Ah! SENHOR Deus de Israel, justo és, pois ficamos qual um remanescente que escapou como hoje se vê; eis que estamos diante de ti, na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na tua presença, por causa disto”.


5- Deus revela Sua Justiça em meio a Sua Ira

Salmos 11:5 – “O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma”.
Salmos 7:11 - “Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias.


6- Deus revela Sua Justiça em relação ao pobre e aflito

Salmos 140:12 – “Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado”.


7- Deus revela Sua Justiça quando demonstra misericórdia

Salmos 116:5-6 – “Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia. O SENHOR guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me livrou”.


8- Deus revela Sua Justiça quando salva pecadores

Salmos 98:2-3 – “O SENHOR fez notória a sua salvação, manifestou a sua justiça perante os olhos dos gentios. Lembrou-se da sua benignidade e da sua verdade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus”.
Isaías 53:11 – “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si”.


Alguns concluem que a Justiça de Deus se manifesta no julgamento, e que o Amor de Deus se manifesta na salvação dos pecadores. Mas não é bem assim! O amor e a justiça de Deus são manifestadas em ambos predicados: tanto no julgamento quanto na salvação.
A justiça de Deus é a causa tanto da condenação quanto da salvação do homem.

O homem é salvo por causa do amor de Deus e também é condenado por esse amor. O Homem é julgado pela justiça de Deus, mas também é condenado pela mesma justiça.

(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 03)

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Me. Cesar de Aguiar

sexta-feira, 8 de abril de 2016

ABRAÃO E A JUSTIÇA DE DEUS

Gênesis 18:23-33
E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?
Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela?
Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
Então disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles.
E respondeu Abraão dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
Se porventura de cinqüenta justos faltarem cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
E continuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? E disse: Não o farei por amor dos quarenta.
Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: Se porventura se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.
E disse: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor: Se porventura se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei por amor dos vinte.
Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez.
E retirou-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar.

O atributo da Justiça é a base legal onde Abraão sustenta sua petição rogando a Deus pela salvação das cidades do vale de Sodoma e Gomorra. Quando Abraão intercede por essas cidades, ele está em primeiro lugar articulando uma oração baseada no conceito de Justiça Divina.
Deus ia agir com justiça. Ele ia agir consistentemente com Seu caráter.

Deus sabia o que iria fazer desde o princípio, mas sua relação intima com Abraão produz um diálogo onde YHWH quer ensinar a Abraão algo sobre seu próprio caráter. Deus quer ensinar a Abraão quem Abraão é. Deus está ensinado que o auto conhecimento é o caminho pavimentado para o conhecimento do Divino.

50 justos.
45 justos.
40 justos.
30 justos.
20 justos.
10 justos.

Se houvessem 10 pessoas tementes a Deus aquelas cidades não teriam sido destruídas!

Mas porque Abraão parou no número 10?
A historia conta que se houvessem 10 pessoas a história teria sido outra. Todavia haviam 4 pessoas justas! O que será desses 4 justos?
Havia menos de 10 pessoas justas e as quatro foram removidas. E finalmente somente 3 foram salvas, porque a mulher de Ló voltou atrás.
Isso nos ensina um princípio espiritual:

Oração para mudar destino de cidades e nações devem ser produzidas por mais de 10 pessoas justas.
História se muda pela oração de no mínimo 10 pessoas justas pelo mesmo motivo.

Em outro momento da história, o testemunho negativo de 10 espias manteve Israel por 40 anos no deserto. O testemunho positivo de 2 espias foi a garantia para que Josué e Calebe entrassem na terra prometida.

A história da humanidade foi mudada após 10 justos orarem a Deus pedindo justiça. Noé é o décimo depois de Adão. Os 9 antecedentes de Noé, todos homens justos, oraram pela justiça de Deus e quando esse número somou 10 orações, o dilúvio foi o evento que reiniciou a história da humanidade.

“Onde houverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu me farei presente”, assim disse Jesus. Entre menos de 10 pessoas Jesus se faz presente, mas atende individualmente a oração de quem a produziu.
Oração feita por menos de 10 pessoas, a Justiça Divina se torna a nível pessoal e individual.
Daí a necessidade de orações disciplinadas e realizadas com objetividade em grupo. O mundo mudará quando as reuniões de oração forem mais cheias do que os shows de artistas do meio gospel. 

2 Pedro 2:6-9
6 E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7 E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis
8 (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas);

9 Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados.


(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 02)

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Me César de Aguiar

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

DEUS É A JUSTIÇA

Romanos 9:20 – “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?”

Justiça, em relação aos homens, é a conformidade a um padrão de leis e códigos.
Mas a que leis e códigos Deus está sujeito?
Nenhum!
Não há lei acima de Deus, à qual ele deve estar sujeito. Não existe um princípio superior a Deus. Não há nada fora da natureza de Deus que possa move-lo um mínimo grau.
Deus não está sujeito a qualquer coisa fora de Si mesmo. Deus é o padrão. O mais elevado padrão pelo qual todas as outras leis são julgadas.
Deus não vive de acordo com leis. Deus é Justiça.
As leis dos homens devem ser um caminho inspirado na Justiça de Deus para o estabelecimento da paz e da ordem entre os humanos.

Deus não é definido pelo termo “justo”.
O termo “justo” é definido pelo caráter de Deus.
As razões de Deus não são julgadas por nenhum padrão de justiça externo a Ele mesmo.
Deus estabelece o padrão de justiça.

Quem disser que Deus é Justo, deve obrigatoriamente compreender que acima de qualquer outra definição Deus É a Justiça.

O homem não tem direito de dizer que Deus é injusto. Por um simples motivo: o homem é criatura, Deus é o Criador.
Esse tipo de questionamento é oriundo da mente de alguém que não conhece os atributos de Deus.

(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 02)
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César de Aguiar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A JUSTIÇA DE DEUS

Lamentações 1:18 – “Justo é o Senhor, pois me rebelei contra o seu mandamento; ouvi, pois, todos os povos, e vede a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeiro”.

A Justiça de Deus é a mais natural expressão de Sua Santidade, pois todo pecado é uma afronta à Santidade de Deus.
A oposição de Deus ao pecado é demonstrada em Seu tratamento com Suas criaturas através da manifestação de Sua Justiça.
Todavia antes que Deus manifeste sua Justiça existe um caminho divino entre a ofensa e a punição:

a-        Deus é Sabedoria. Isso implica que antes de manifestar justiça Deus sabe todo o histórico do crime e o julga como Supremo Juiz.

b-        Deus é Compreensão. Isso implica que a Justiça será manifestada mediante julgamento Sábio. Mas será levado em conta as motivações de quem praticou a ofensa.

c-         Deus é Misericórdia. Isso implica que a Justiça será aplicada de forma Sábia, Compreensiva e com toda Misericórdia. A Justiça de Deus leva em conta a Bondade manifesta em Cristo, que levou sobre si nossas ofensas.

Observe quantos atributos de Deus foram citados para o caminho entre a ofensa e a punição. Para a manifestação da Justiça de Deus, existe um equilíbrio entre os atributos de Santidade, Sabedoria, Compreensão, Misericórdia e Bondade.
Deus não é um atributo só, mas o equilíbrio de todas as características da sua santa personalidade.
Perceber isso é algo que deve motivar nosso louvor a Deus. Saber que todos os atributos de Deus são positivos em relação a nós, deve produzir uma sensação de paz e descanso. 


(A JUSTIÇA DE DE DEUS - PARTE 01)
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M.e. César de Aguiar