domingo, 29 de dezembro de 2024

A PARTÍCULA DE DEUS

 


“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus vibrava sobre a face das águas” (Gn 1.2).

O Mar de Higgs é um campo de força que exerce influência sobre tudo que existe.

A força desempenhada por um elemento ao atravessar o Campo de Higgs é denominada de massa. Pelo conceito do Mar de Higgs, a massa não existe em si mesma. Ela subsiste na interação com esse campo de força invisível, pois para se afirmar como massa, depende da interação com o campo.

Subsistir significa, nesse sentido, ter uma vida em nível inferior, que, para se afirmar como existente, depende de uma força maior que a sustente e a viabilize.

É nesse sentido que entendemos que nós não existimos. Apenas Deus existe. Tudo o mais emana da vida Dele. Deus É e tudo mais subsiste a partir de Sua emanação.

Não existimos. Nós subsistimos. Apenas Deus existe. Deus É.

Na verdade subsistimos, pois, se não houver algo ou Alguém para sustentar o paradoxo quântico do universo nos ‘emprestando’ a vida, estaríamos fadados à escuridão da não criação.

A Bíblia apresenta um propósito para o Universo.

Não cremos em algo, mas em Alguém. Ele É um Ser que interage com sua criação, que está presente em todos os lugares, preenchendo o universo com Sua glória enquanto sustenta em Si mesmo todas as coisas.

A partícula que decifra todo o universo é a Onipresença do Deus que o criou. “Porque NELE vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17.21). “E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).

Cientistas motivados pela negação da existência de Deus são motivo de piada para os teólogos. Quanto mais tentam provar que Deus é uma abstração, mais próximos chegam da conclusão irrefutável de que Ele é o Supremo Arquiteto do Universo. Subsistimos por Ele.

Textos complicados das Escrituras são interpretados pela ciência. O CERN é uma ferramenta da exegese bíblica. Ciência e fé se aproximam, quando o assunto é o verdadeiro Deus.

Existem leis que regem o mundo físico à nossa volta e a Lei da Gravidade é uma delas. Todavia a própria gravidade está sujeita ao Campo de Higgs. Ela existe em função desse campo de força, e é o Campo de Higgs que estabelece a forma e a força que a gravidade irá exercer sobre os corpos.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 


 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

AS CORDAS SÃO A MANIFESTAÇÃO DAS SEFIROTS

 



Os textos sagrados do Judaísmo (O Sepher Yetzirah e O Zohar), descrevem a criação do universo, revelando que antes de tudo, o Eterno escondeu Sua Luz Infinita, quando de forma preliminar criou um espaço despojado de Sua Presença.

No vácuo do universo sem forma e vazio o Eterno estabeleceu os pilares do Cosmos através da emanação de um pequeno raio da Sua Luz Divina, uma ‘Corda’ de Sua ilimitada energia. Essa corda inicial emanou as outras Dez Sefirots.

As Cordas da Árvore da Vida estão de forma dinâmica trazendo existência a tudo o que existe nos mundos. Nunca parou a atividade porque a voz do Criador continua ecoando “HAJA”.

A Árvore das Sefirots no meio do Jardim do Éden é a manifestação do Todo, que através de 11 frutos manifestam ao multiverso tudo o que existe na consciência do Criador.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 



domingo, 22 de dezembro de 2024

SUPERCORDAS PARA A SINFONIA DO UNIVERSO

 


A Cabalá nos ensina que o multiverso é composto por dez dimensões ou dez níveis de criação. O Sefer Yetzirá nos apresenta um intrigante conceito de que as sephirots são emanações do Criador, que juntas constituem a totalidade da existência em todas as hierarquias da criação.

Cada uma dessas dez dimensões, além de definirem o mundo manifestado e os mundos superiores, atuam como arquétipos que orientam a evolução do homem na direção do Uno, que habita fora do tempo, do espaço e dos limites de Sua criação.

De Einstein a Hawking, a comunidade científica vem perseguindo o mesmo objetivo da Cabalá: receber o conhecimento que unificaria todas as coisas em uma única e simples explicação.

Nessa caçada o cientista busca uma equação e o discípulo busca uma transcendência.

Apesar da impressionante diversidade de elementos criados e de vida animada, por detrás do véu da realidade, existe uma unidade que se manifesta de forma silenciosa e invisível, porém implícita em toda a Criação. É como se todas as coisas estivessem unidas por uma cadeia invisível e indissolúvel, que possui a habilidade de extinguir toda a noção de separatividade. Cada célula e cada átomo seria uma partícula formadora de uma única mesma coisa, completa e irreparável.

Esse corpo cósmico seria o reflexo perfeito da personalidade absoluta do Criador. Um corpo místico, composto por todas as sephirots.

Essa é a noção neotestamentária de ‘O Corpo de Cristo’, que tem em si o poder de exaltar cada plano da criação a seu devido lugar a nível multiuniversal.

Nos anos 80 a Física realizou um grande avanço na direção de elucidar esse enigma que era da Ciência e da Cabalá. Os complexos cálculos matemáticos dos físicos John Schwarz e Michael Green trouxeram para o palco da comunidade científica a ‘Teoria das Supercordas’ ou ‘Teoria das Cordas’, com a promessa que essa nova teoria unificaria a gravidade, o eletromagnetismo, a força nuclear fraca, a força nuclear forte e a mecânica quântica.

Seria ela a introdução ou a conclusão da Teoria da Grande Unificação?

Até o advento da Teoria das Cordas, a matéria elementar era entendida como minúsculas partículas individuais e independentes.

A nova teoria propõe que os componentes de tudo são na verdade, ínfimos filamentos vibrantes, como cordas de um instrumento.

Da mesma maneira que as vibrações das cordas de um violão produzem diferentes notas musicais, as distintas vibrações das cordas do multiverso geram diferentes tipos de partículas e forças.

A comunidade científica logo se debruçou sobre as afirmações dessa teoria, principalmente depois que perceberam que muitas das antigas e das novas descobertas da ciência descansavam perfeitamente na cama preparada pela Teoria das Cordas.

Parece que agora temos a chave que abre a porta do templo do universo, todavia é uma chave codificada! Ela gira a fechadura, mas não aciona o mecanismo.

Não aciona ainda! Afinal, ainda faltam mais cálculos. Ainda falta mais explicação para essa intricada ciência.

Os antigos rabinos nos ensinaram que o Eterno criou todos os mundos por intermédio das Dez Sefirots: Keter, Hochma, Bina, Hesed, Guevurá, Tifereth, Netzah, Hod, Yesod e Malchut. Somada às Dez Sephirots de emanação direta, existe uma Sephirat oculta: Daath, que se situa abaixo e entre Hochma e Bina.

Daath é o conhecimento do bem e do mal; a mente coletiva que se formou a partir das demandas humanas. Daath é o portal que Eva, auxiliada pela bruxaria da Serpente, tentou acessar no Éden objetivando evoluir sem a necessidade de escalar os degraus da Escada de Jacó, ou seja, sem depurar a personalidade no patamar de cada fruto da Árvore da Vida.

11 Sephirots.

Curiosamente os cientistas que elaboraram a Teoria das Cordas, sem se basearem no estudo da Cabalá, afirmam existir dez dimensões, que, na realidade são onze. Os cientistas afirmam que para que as cordas construam a estrutura do nosso universo, elas obrigatoriamente devem vibrar em onze dimensões. 10 dimensões perceptíveis e 1 absolutamente occulta.

Conforme o mundo que nos é manifestado, podemos perceber três dimensões espaciais e uma dimensão temporal, todavia os modelos da Física apontam a existência de outras sete dimensões.

A sabedoria contida no estudo das Sefirots e no escopo da Teoria das Cordas afirmam essencialmente o mesmo conceito através de abordagens diferentes.

Uma rosa é sempre uma rosa, ainda que lhe troquemos o nome. O nome pode mudar, todavia as explicações seguem na mesma direção.

A Teoria das Cordas é uma descoberta científica que os cabalistas conhecem há milênios e quando um físico teórico estuda as Supercordas, na verdade ele está estudando a Cabalá enquanto valida para a humanidade a veracidade da sabedoria rabínica.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

O BÓSON DE HIGGS

 


Em 1964, o físico britânico Peter Higgs previu a existência de um campo de força que envolve todo o universo. Entretanto, naquele tempo não existia aparelhamento tecnológico para testar a teoria.

Para apreciar a confirmação da descoberta, o mundo aguardou o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) em meados de 2008. Em março de 2013, provou-se que a partícula interagia, decaía e se comportava de acordo com as formas preditas pelo Modelo Padrão, elaborado por Higgs. Experiências no LHC indicaram a existência daquela partícula, que passou a ser chamada de Bóson de Higgs.

Até então ninguém entendia por que algumas partículas subatômicas tinham muita massa e outras tinham pouca ou nenhuma. Ao longo da pesquisa científica todas as partículas fundamentais, foram sendo encontradas, uma a uma, todavia a dúvida continuava: por que alguns elementos são mais pesados que os outros?

Inicialmente acreditava-se tratar do tamanho das partículas fundamentais que compõe a matéria, todavia essa conclusão não demorou a cair por terra.  Descobriu-se que todas as partículas subatômicas têm o mesmo tamanho. Naquele tempo o grande problema da física era: o que confere massa à matéria?

Alguns teóricos chegaram a prever a existência de algo que conferisse massa à matéria, mas não sabiam exatamente o que era! 

Quando o CERN divulgou a teoria que explicava a origem da massa das partículas subatômicas através da confirmação da existência do Bóson de Higgs, essa descoberta foi logo tratada como o Santo Graal da física.

Pelos avanços produzidos por suas descobertas, em 2013 o cientista belga François Englert e Peter Higgs foram premiados com o Prêmio Nobel de Física.

O Campo de Higgs é formado por Bósons de Higgs e toda a matéria está mergulhada neste campo de força, que ocupa todo o espaço, e está presente em cada milímetro quadrado da criação.

A massa dos objetos existe e é percebida pelos sentidos devido a interação das partículas fundamentais com o Campo de Higgs. Sem a existência do campo, não haveria átomos, não haveria moléculas, não haveria planetas, não haveria estrelas, não haveria reações químicas, não haveria vida.

Sem o Campo de Higgs haveria apenas o caos. As partículas fundamentais viajariam pelo espaço, na velocidade da luz e sem nenhuma ordem. Elas se chocariam uma às outras e o universo estaria fadado à desintegração!

Devido ao fato do bóson permitir que as demais partículas possuam diferentes massas, fora da comunidade científica, o Bóson de Higgs é mais conhecido pelo nome de Partícula de Deus (do original ‘God Particle’). Segundo o físico brasileiro Marcelo Gleiser, o surgimento desse título ocorreu devido a um livro do físico Leon Lederman.

Laderman propôs à sua editora o título ‘Goddamn Particle’ (Partícula Maldita), que era um título totalmente contrário a um vínculo positivo com o Criador. Esse título objetivava manifestar sua frustração em não ser ele a pessoa a ter encontrado o Bóson de Higgs. Todavia Lederman, por razões comerciais, aceitou a opinião de seus editores e mudou o termo para Partícula de Deus. Certamente, para além da intenção dos editores, essa mudança foi a ação do próprio Deus alterando o curso das coisas enquanto dava nome a uma de suas mais arrojadas criações.

Para entender o que o Bóson tem de divino, precisamos compreender que “No princípio” da criação, nada tinha peso, afinal tudo era energia. Na aurora do Universo, a matéria era apenas uma coleção de partículas subatômicas se movendo à velocidade da luz.

A criação obedeceu a um delicado toque de ordem do Criador.

No alvorecer do universo tudo era caótico e as partículas estavam espalhadas por todo o espaço, que se expandia em uma incrível velocidade. Com o avanço dos eventos, os ‘bósons’ se uniram da mesma maneira que o vapor se une e se transforma em água líquida. A Partícula de Deus formou uma espécie de ‘tinta invisível’ que se misturou às águas do universo, que naquele momento era uma complexa sopa de quarks-glúons.

O Lago das Águas Primordiais foi colorido com essa ‘tinta invisível’, formando junto com o universo um único mar invisível - o Mar de Higgs, que é um campo de força com a capacidade de organizar todas as partículas da criação.

Sobre o Mar de Higgs, o Espírito de Deus tangia as cordas do multiverso que vibravam para produzir a música da criação. Enquanto bailavam ao som da mais primitiva sinfonia, os átomos se organizavam no ritmo das cadeias do balé da gênese.

Do alto de seu trono, enquanto assistia ao espetáculo que havia escrito e produzido, o Criador “viu que era bom” e se alegrou, satisfeito com a sua obra.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

domingo, 15 de dezembro de 2024

TUDO CAMINHA PARA A UNIDADE

 


Em todos os mundos ecoa uma mesma mensagem em forma de música e poesia! Cantada num idioma ainda não decifrado, a poesia do universo comunica o chamado do Criador ao coração de toda a Sua criação.

Da mesma maneira que essa voz indecifrável chamou a uma ação específica cada animal que adentrou na Arca de Noé, essa mesma voz chama todos os moradores do universo para irem a um lugar especial. Um lugar que não pode ser explicado, nomeado ou descrito.

A voz que os ouvidos não decifraram, que as mentes não interpretam e que a boca não consegue traduzir. O chamado dessa voz pode apenas ser sentido, mas nunca racionalizado, pois pertence ao inconsciente coletivo. Essa é a voz do Criador chamando todos os filhos de volta para casa. Para a unidade.

A palavra ‘universo’, do Latim ‘universum’, literalmente significa ‘tudo junto’, ‘o uno’ ou ‘tornado um’. ‘Unidade’ é o verdadeiro sentido da palavra ‘universo’.

Tudo que estava junto no mesmo ponto, que cientificamente chamamos ‘singularidade’, foi disperso e separado na imensidão do que chamamos ‘espaço’.

Tempo e espaço são propriedades do nosso universo e ele se separa na velocidade da expansão. Todavia o Uno, nos limites da separatividade quer seguir o exemplo do Filho Perdido da Parábola de Lucas: trilhar um caminho de volta para casa. Voltar a ser singularidade no Corpo Cósmico de Cristo.

Todos os mundos criados, com exceção do nosso universo, já evoluíram e se encontram redimidos pelo Cristo Cósmico. Esses seres elevados estão agora em uma grande arena assistindo a redenção do último mundo, o nosso. “Portanto, também nós, considerando que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, desembaracemo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos está proposta” (Hb 12.1).

Tudo está Nele e por isso Ele está no Tudo; e o Tudo quer voltar a ser um único ponto, a fagulha primordial da energia do Criador. O Tudo quer habitar o lugar sem espaço, onde não existe relógio para contabilizar as horas.

Deus está no universo como sustentador de toda criação. Deus está na terra, recebendo adoração de todos os seres criados. Deus está no céu dos céus, coordenando todas as coisas a partir do Monte da Congregação. Deus está no inferno, manifestando sua ira e seu juízo. Deus está no mar do esquecimento, apagando do universo aquilo que foi tratado pelo sacrifício da Cruz de Cristo. Deus está no crente, habitando intimamente o espírito daquele que nasceu de novo.

O homem não consegue fugir de Deus.

O homem deve fugir para Deus.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

 



quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

ELE ESTÁ EM TUDO E TUDO ESTÁ NELE

 


“Porventura sou eu Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor” (Jr 23.23,24)

Tempo e espaço são propriedades do universo que Deus criou.

Deus não é limitado ao tempo, por isso reconhecemos Sua eternidade.

Deus não é limitado ao espaço, por isso Ele está presente em todo lugar do universo com todas as propriedades do seu Ser.

Diante da magnífica presença do Criador, o Rei Salomão confessa: “Na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado” (1Rs 8.27).

Quando o salmista diz: “Porque o Senhor é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses” (Sl 95:3), a referência não é à estatura de Deus. Nesse texto, a palavra ‘grande’ está aplicada no sentido de Deus ser transcendente à compreensão humana. Em outras palavras: ‘Deus é muito grande para a compreensão de nossa pequena inteligência’! A Sua presença em todos os lugares não está vinculada às suas dimensões espaciais, mas à Sua própria existência, que confere vida a tudo que existe.

Deus está em todos os lugares e todos os lugares estão em Deus. Tanto o universo visível manifestado aos sentidos, quanto os mundos invisíveis à percepção humana; todo o mundo físico e todo o mundo espiritual estão contidos dentro Dele.

Deus está em todos os lugares de forma dinâmica e não meramente como espectador de sua criação, todavia com um modo específico de agir para cada lugar.

Embora não exista lugar especial para Deus, existem lugares onde está o Seu prazer e lugares onde está Sua ira. Existem lugares onde está Sua glória, assim como existem lugares onde está o Seu esquecimento. Entretanto, se para Deus não existem lugares especiais, para o ser humano tem!

Cabe ao homem definir e criar esses lugares especiais: seu lugar secreto de oração, seu lugar para meditação e estudo, seu lugar para descansar a alma nos braços da natureza.

Quando o homem encontra seu lugar no mundo físico, naturalmente cria uma correspondência com realidades superiores. Ele encontra um lugar adequado para seu corpo espiritual.

Cada átomo do universo é uma partícula indissolúvel do próprio Criador. No Big Bang, uma quantidade limitada de energia foi emanada de Deus e essa energia foi responsável pela produção de toda a matéria do universo.

Quando se esmaga um átomo qualquer, o resultado do processo é a produção de energia, afinal ela é a matéria prima do átomo.

O Tudo é indestrutível. Ele sempre viaja para a unificação. O Universo é cíclico, e é assim porque tudo caminha para a Unidade. Ele é regido por uma lei soberana, sancionada para todos os mundos. Do mais alto ao mais baixo nível de criação, essa lei atua como uma corda que passa por todas as contas do colar. Toda a criação tem um sentido, um motivo de existir, uma razão de ser. O universo tem uma rota e tudo caminha para um objetivo final.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

domingo, 8 de dezembro de 2024

O SUPREMO CONTROLE

 



O tempo não tem influência sobre Deus.

Quem Deus é e o que Ele planejou não pode ser modificado senão por Ele mesmo.

O que Ele modifica, o faz porque assim foi planejado por Ele mesmo.

Podemos até não entender como isso funciona, mas essa não compreensão indica apenas que Ele é o Criador e que nós somos Suas criaturas. “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre” (Dt 29:29).

Existem coisas que Ele não vai revelar e quem somos nós para dizer a Ele o que fazer? “Ai daquele que contende com o seu Criador! O caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes?” (Is 45:9).

Deus não aprende nada que já não saiba.

Deus nunca se esquece.

Antes da criação do universo, na ausência do tempo, Deus já era Quem sempre foi!

A inteligência humana é incapaz de alcançar o entendimento do que é ser eterno, pois não existe nada no universo físico que sirva de exemplo palpável e que auxilie o homem nessa compreensão.

A existência de Deus é algo totalmente diferente da nossa existência. Em relação aos homens, Ele é o Totalmente Outro.

Deus se aproxima de nós apenas pela pessoa de Jesus. Sem o mistério da encarnação, nunca nos aproximaríamos Dele de verdade, e Ele nunca poderia ser percebido pelos nossos sentidos espirituais.

Jesus nos tornou mais interessantes para Deus e tornou Deus mais interessante para nós.

Como supremo pontífice, Jesus construiu uma ponte que leva os homens até Deus, e que traz Deus até aos homens.

Os seres humanos norteiam suas vidas pela ditadura das horas. Tudo tem seu tempo determinado! Mas aos olhos de Deus, qualquer período é percebido como algo que tivesse acabado de acontecer.

Deus é ilimitado em relação ao tempo. Isso é Eternidade.

Deus é ilimitado em relação ao espaço. Isso é Onipresença.

 

Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

O TEMPO SEGUNDO O HOMEM MAIS SÁBIO QUE JÁ EXISTIU

 


“O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol. Haverá algo de que se possa dizer: ‘- Veja! Isto é novo!?’ ‘- Não!’ Já existiu a muito tempo, bem antes da nossa época” (Ec 1.9,10).

Salomão está concordando que o tempo é relativo e que sua percepção depende da posição do observador. Perceba a sabedoria de Salomão na exegese desse texto. 

“O que foi” – tempo passado.

“tornará a ser” – tempo presente.

“o que foi feito” – tempo passado.

“se fará novamente” – tempo presente.

Para quem está fora do Livro, assistindo tudo ao mesmo tempo, “o que foi” e o que “tornará a ser”, trata-se de um mesmo evento.

Todavia a humanidade, que está do lado de dentro do Livro, com suas vidas escritas no tecido do tempo, percebe os acontecimentos como uma sequência ordenada de fatos.

 

“não há nada de novo debaixo do sol”.

Passado, presente e futuro não é novidade para quem escreveu o livro.

 "Veja! Isto é novo!?”

Não! Já existiu a muito tempo, bem antes da nossa época”.

 “nossa época” fala da percepção presente do ser humano, cuja vida está escrita no Livro do Tempo.

“já existiu a muito tempo” fala de como Deus percebe o tempo.

 Os olhos de Deus estão sobre o Livro do Tempo. Ele é o seu Escritor. Nesse Livro estão escritas todas as coisas. Não existe passado, presente ou futuro, exceto para quem vive a história de fatos enfileirados.

Para os protagonistas do Livro, existe uma sequência de acontecimentos, todavia o Escritor é soberano em relação ao livro que escreveu. Ele está do lado de fora e tem a caneta na mão, e também o poder e o direito de se inserir na história.


Cesar de Aguiar 

teolovida@gmail.com

retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA 

domingo, 1 de dezembro de 2024

O LIVRO DOS DIAS

 


 

“O Deus dos milagres está, em certo sentido, acima do que conhecemos como ciência. Isso não quer dizer que milagres não aconteçam, somente que eles estão fora do que é comumente chamado de ciência” (Michio Kaku).

 

Deus assiste a história do universo como um tevente assiste o mesmo filme pela centésima vez. Todavia, diferente do telespectador, Deus é o protagonista, atuando no tempo, não limitado ao presente, ao passado ou ao futuro.

O tempo é uma propriedade do universo diferente do eletromagnetismo ou a gravidade. Ele surgiu no cosmos como resultado da equação formada pelo diálogo das leis que governam o universo autônomo.

De forma soberana Deus É fora do tempo, podendo inserir suas notas em qualquer posição do pentagrama, modificando a música em qualquer compasso.

Para o Eterno o tempo não é uma mera sucessão de acontecimentos. Ele vê toda a história como um quadro animado, onde passado, presente e futuro são para Ele uma única coisa (Is 46.10).

Santo Agostinho de Hipona (354 – 430) disse sobre o tempo: “o mundo não foi feito no tempo, mas com o tempo”. Antes da criação do universo, o tempo simplesmente não existia.

“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente” (Albert Einstein). Nós sentimos o peso do tecido do tempo, e com passar dos anos sentimos que os aniversários trazem consigo a esmagadora certeza de que a matéria densa que compõe a embalagem da nossa alma, caminha para a desintegração. 

Por mais que compreendamos essa frase de Einstein, isso não muda o fato de que é no tempo que o nosso corpo físico existe. Para a humanidade, não há nada mais real e mais assustador do que o tempo! Estamos condenados à prisão dos dias.

A reta do tempo segue em direção ao futuro e não há como sair, exceto pelo portal da sepultura.

O tempo é uma nave onde viajamos juntos em direção ao futuro. Parece-nos que percorremos um longo caminho e que temos um grande caminho a percorrer. Entramos na nave no dia do nosso nascimento e estamos viajando desde então. Para nós, trata-se de sucessividade de acontecimentos; para o Criador é uma pintura que está em curso. Um quadro que o Pintor ainda não terminou.

 

O que é, já foi;

e o que há de ser, também já foi;

e Deus pede conta do que passou (Ec 3.14,15).

 

Para a percepção da maioria, a nave do tempo nunca estaciona, nunca acelera e nunca reduz a velocidade. Todavia, como veremos, não é bem assim! Einstein brincava com essa propriedade do tempo dizendo: “Coloque a mão na chama de um fogão por um minuto, e parece que foi uma hora. Sente-se junto daquela pessoa especial por uma hora, e vai parecer que foi só um minuto. Isto é relatividade”.

Como já dissemos anteriormente, tempo e espaço são dois lados da mesma moeda, e se manifestam como incógnita variável diante da luz constante.

Percebemos nosso movimento no tempo mas não percebemos nosso movimento no espaço quando estamos em posição de inércia. Todavia, mesmo com o corpo parado continuamos nos movendo. Nos movemos até mesmo quando nosso corpo descansa adormecido sobre a cama.

Mesmo que não percebamos o movimento, as leis da física não deixam de funcionar só porque as ignoramos.

Não existe movimento no tempo sem que exista, simultaneamente movimento no espaço. O que a física preconiza é que a velocidade do tempo influencia a nossa percepção do espaço e vice-versa!

Podemos ter a impressão de não deslocamento no espaço, todavia continuamos nos movendo no tempo e o tempo não para, e por isso, o movimento também não para.

Mesmo quando inertes, o espaço nunca é o mesmo, afinal o planeta está em constante movimento pelo espaço sideral. É impossível que o tempo passe sem que o espaço mude e vice-versa.

Nunca estaremos no mesmo lugar por duas vezes, afinal, para nós, todo o tempo é novo e todo lugar é novo.

 

O LIVRO DOS DIAS OU O LIVRO DO TEMPO

 

“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu Livro antes de qualquer deles existir” (Sl 139.16).

O Tempo é um grande livro e o exercício de viver é virar suas páginas numa velocidade inimaginável.

Para ser mais claro, viramos as páginas do Livro do Tempo a 300 mil quilômetros por segundo, na velocidade da luz. Essa é a velocidade da nave da tempo. A vida viaja na velocidade da luz!

É nas páginas do livro chamado Tempo que nossa história está escrita. Existem páginas que foram escritas desde antes a nossa inserção no tempo, mas também existem páginas escritas contando a nossa trajetória após nossa saída da história.

Como em um livro, as letras não se apagam na medida em que as lemos. Elas continuam escritas, para traz ou para frente.

Nesse imenso livro, tudo está escrito: Passado, Presente e Futuro são capítulos acessíveis sem distinção.

Para Deus, Abraão e você estão vivendo agora. No livro escrito pelo Criador, Adão e o Apóstolo Paulo ainda existem absolutamente vivos no tecido do universo. Jesus confirmou isso ao dizer: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para Ele vivem todos (Lc 20.38).

No Livro do Tempo, da forma como é visto pelos olhos de Deus, tudo é Agora.

Temos a limitada percepção do momento presente. Mas para Deus, nosso passado continua existindo e acontecendo agora, e o nosso futuro continua existindo e acontecendo agora.

Nossa percepção é o presente, nossas lembranças são o nosso passado, nossas expectativas estão no nosso futuro. Mas para Deus tudo é presente! Por isso o salmista declarou: “Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces” (Sl 139.4).


Cesar de Aguiar


teolovida@gmail.com


retirado do livro CRIAÇÃO DESVENDADA