quinta-feira, 31 de março de 2022

AS CORDAS DIMENSIONAIS E A VISÃO DE EZEQUIEL

 “E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ez 1.12).

As cordas dimensionais foram tangidas pelo Espírito Santo e suas vibrações sobre a face das águas conduziu o processo da criação.

Os Seres Viventes, conforme contemplados pelo profeta, seguiam sempre em frente, assim como o tempo e a expansão.

Os Seres não refaziam nada, não se viravam, não se arrependiam, não voltavam atrás. Seus movimentos eram como os ponteiros do relógio, sempre na mesma direção, na trajetória de evoluir pelo eterno recomeço da fluidez eterna.

O fim foi fixado desde o começo e o começo foi fixado no fim, ligados ponto a ponto um ao outro, como o perímetro de um círculo em expansão, como o uroborus - a serpente que engole a própria cauda.

Presos um ao outro como a chama é presa à brasa, como o feto no ventre é preso à mãe pela corda que liga o fim e o começo; e o começo ao fim.

Assim o Senhor fez! Ele é o Uno. Fora Dele não há um segundo. Antes do Um, o que contar?

O que acontecia no céu, ocultado pelo véu da realidade manifestada era replicado no mundo da matéria densa; “assim na terra como no céu”. Tudo o que se formou e que existe possui um valor relativo perfeito no mundo das ideias, postulado que nada é absoluto, senão o Eterno, o Uno.

Conforme a capacidade de entendimento do aluno, os mistérios tomam as mais variadas formas da mesma verdade eterna.

Perceba que uma pintura de Monet é interpretada pelos olhos do ignorante como um desperdício de tinta em um amontoado de borrões coloridos. Todavia aos olhos evoluídos, a percepção da mesma pintura, remete o observador a lugares, sentimentos e abstrações da profundidade da alma.

No espaço infinito que abrange todas as realidades possíveis das emanações do Criador, as milhares de possibilidades são verdades relativas reveladas segundo o nível de compreensão de cada iniciado.

Enquanto Ezequiel vê Seres Viventes, o estudioso do século XXI pode perceber as nuances das Forças Cósmicas. São visões diferentes de equivalências eternas, apresentadas em línguas dirigidas a audições diferentes. “Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça” (Mc 7.16) “em sua própria língua” (At 2.8).

“Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas” (Ez 1.20).

Ezequiel continuou a descrição da sua visão, falando de rodas e aros; uma figura de forma circular. Quem está atento ao livro imediatamente será remetido ao conceito da onda provocada pelo Pão que foi lançado sobre a face do Lago das Águas Primordiais.

O Espírito de Deus vibrando sobre as águas do lago aos pés do Trono do Altíssimo conduzia as decisões que orientavam os passos dos quatro Seres Viventes que representam as quatro forças.

“E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças” (Ez 1.22).

Trata-se do lado superior do Lago, o verdadeiro firmamento! A face das águas aos pés do trono do Altíssimo. Esse é o lado superior do Lago das Águas Primordiais. A expressão ‘cristal terrível’ fala do intenso brilho da superfície das águas, onde a absoluta glória de Deus é refletida.

Esses super-anjos são os quatro querubins designados por Deus para guardarem e sustentarem o nosso universo. São eles que em primeira instância guardam os quatro cantos do Universo, mas também sustentam os quatro cantos da terra com suas quatro estações do ano.

Eles são a forma espiritual daquilo que a ciência chama de quatro forças fundamentais que sustentam todo o funcionamento do universo.

“E, andando eles, ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam as suas asas” (Ez 1.24).

Os Querubins responsáveis pelo funcionamento do Universo são a personalidade espiritual das Forças que comandam a máquina do cosmo. Sua área de atuação é no mundo submerso, abaixo da superfície do Lago das Águas Primordiais. Todavia, não limitados ao tempo e ao espaço, eles também fazem o contato entre o mundo da superfície do lago e o nosso universo.

Imaginem a cara de estupefação de Ezequiel! Anjos rompendo a superfície das águas do Lago de Deus, e por um momento, os sons da terra e do céu se misturando. Vozes como de muitas águas, a voz do Onipotente e o burburinho de um exército pronto para a batalha. Na mistura dos sons da eternidade com os sons do universo criado forma-se uma nova categoria de vibração que se dissipa na medida que, rompendo as águas cada vez mais profundas, através de suas ondas vão formando seres de matéria proporcionalmente mais densa que a dos seres da superfície.

Jacó viu anjos que subiam e desciam por uma escada. Anjos que faziam uma trilha entre o céu e a terra. Anjos que trafegavam nas duas dimensões: no tempo e na eternidade. Seres que, por frequentarem os dois mundos têm a habilidade de atuarem como mensageiros e controladores do princípio espiritual que espelha a realidade manifestada.

Os últimos versículos do texto do capítulo 1 de Ezequiel são os mais impressionantes.

“E ouviu-se uma voz vinda do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas. E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante a de um homem, na parte de cima, sobre ele” (Ez 1:25,26).

Ezequiel continua descrevendo sua visão apresentando o trono que está acima da superfície do Mar de Cristal. De pedra de safira era a aparência do trono e sobre ele se assentava alguém que possuía o aspecto de um homem que observava tudo: O Cristo homem. O Verbo que existia desde antes da criação de todas as coisas.

Na visão do trono o profeta percebe um arco-íris no Monte da Congregação, com as mesmas sete cores que são peculiares aos arco-íris visíveis em dias de chuva no nosso planeta. “Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1:28).

Na habitação de Deus, Ezequiel viu uma ligação com a habitação dos homens. Isso é um sinal do cuidado do Criador para com suas criaturas. O mesmo fenômeno que abrilhanta os céus em dias de chuva em nosso planeta é visto junto ao Trono, de onde o Livro do Tempo é contemplado.

No céu do planeta assolado pelo dilúvio, ao fazer aliança com Noé, Deus estabeleceu o significado do seu arco.

No céu da terra, o arco aponta uma flecha para o infinito, para a habitação de Deus.

O Arqueiro tencionou o arco de sete cores formando um desenho geometricamente perfeito. Ele disparou a flecha assumindo a possibilidade de errar o alvo (note que o significado literal da palavra pecado é ‘errar o alvo’). Até mesmo porque, ninguém além Dele tinha a cura para a doença do pecado. Assumiu a responsabilidade porque já estava definido que somente o sacrifício do próprio Deus teria eficácia para satisfazer Sua perfeita justiça. 

Quem está afundado nas trevas da turbidez deve tomar carona na flecha que aponta para a superfície. Na viagem rumo à consciência do Uno, haverá obrigatoriamente uma ascensão na escala da evolução. O que era realidade em tempos já vividos passa a ser compreendido como sombras.

A evolução espiritual traz consigo a percepção de que aquilo que antes era tomado por realidade, na verdade eram sombras.

A viagem sobre os lombos da flecha nos conduz a um continuado despertar, um ininterrupto estado de iluminação.

Cada movimento rumo à superfície, cada estádio percorrido, traz consigo a impressão de que fomos finalmente iluminados, e com essa impressão vem a tentação de nos envaidecermos na autovalorização.

Cuide-se de que o Eterno seja a sua única fonte de motivação. Tome cuidado com o desejo de crescimento. Se o Eterno for sua única fonte de força e dedicação, tu crescerás na beleza do amor e desejo pelo Criador. Todavia, se fizer do desejo pelo crescimento a sua motivação, tu te tornarás frio, calculista, morto pela letra e escravizado pela imensa vontade de projeção pessoal.

A flecha é uma nave e viajamos na sua carona. A maturidade alcançada pela soma dos estágios vencidos na viagem sobre flecha, nos leva a concluir com o filósofo que diz: “só sei que nada sei”, e que a plenitude da luz só será percebida quando rompermos o limite das águas, onde a consciência absoluta será alcançada após a final devastação da matéria densa.

Quem se assenta no Trono? Quem é semelhante a um homem?

O lago pertence a Ele! O universo pertence a Ele!

“Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas” (Rm 11.36).

Ele é Jesus. O Deus Vivo.

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Cesar de Aguiar

do livro Gênesis Desvendado

quinta-feira, 24 de março de 2022

AS QUATRO FORÇAS E A VISÃO DE EZEQUIEL

Durante o cativeiro babilônico, o Sacerdote Ezequiel assistiu de camarote os primeiros segundos do Big Bang e sua visão profética foi logo registrada no primeiro capítulo do livro que leva seu nome.

Ezequiel descreveu sua visão usando elementos que eram peculiares ao seu tempo e a sua profecia começa apontando a procedência geográfica daquele fenômeno. O que Ezequiel vê procede do norte: “Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte” (Ez 1:4). Em toda a Bíblia, o Norte sempre é apontado como ponto cartesiano da morada do Altíssimo (Jó 37.22; Is 14.13).

“Olhei... uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo” (Ez 1:4).

Diante de uma explosão tão poderosa, nada é mais adequado do que ver aquilo que foi visto! O que na descrição do profeta é entendido como vento tempestuoso, a ciência descreve como o deslocamento de uma grande expansão. O que o profeta descreve como uma grande nuvem, a ciência entende como a primordial formação das nuvens do mais abundante dos elementos químicos do universo: o Hidrogênio.

Constituindo aproximadamente 75% da massa elementar do Universo, o mais denso dos elementos, é altamente inflamável e ao mesmo tempo é a matéria prima mais abundante do composto H2O, que mais tarde se formaria a partir do titânico encontro com o Oxigênio.

“... e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo” (Ez 1:4).

Os cientistas afirmam que o Universo veio à existência a partir da explosão de um superátomo primordial. Todavia existe algo que a ciência não consegue explicar: como as quatro forças que regem o universo, estavam presentes naquela singularidade?

No momento da explosão, onde estavam a Gravidade, a Força Nuclear Fraca, o Eletromagnetismo e a Força Nuclear Forte? Em que lugar (?) e como (?) as Forças Elementares se enroscavam sobre si mesmas?

Foi por causa da ausência dessa explicação que, em 1.999, a Teoria do Big Bang foi amplamente desacreditada na comunidade científica.

Uma pena que a ciência ainda não tenha se rendido à sabedoria da Palavra de Deus! O que a ciência não consegue responder, a Bíblia responde. E nos parece que Deus desejou muito que a humanidade soubesse disso, afinal, essa revelação foi dada por três vezes a Ezequiel (Ez 1.4; 1.27; 8.1,2).

“E vi-a como a cor de âmbar, como a aparência do fogo pelo interior dele ao redor, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e um resplendor ao redor dele” (Ez 1:27).

Conforme a visão, o fogo de cor âmbar percorria o corpo de um Ser Extraordinário. Algumas versões das Escrituras traduzem a palavra ‘âmbar’, pela expressão ‘metal brilhante’ ou ‘metal reluzente’. Diante de tal descrição é impossível não mencionar a aparência de Jesus conforme João escreveu no Apocalipse: “E os seus pés, semelhantes ao metal reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha” (Ap 1:15).

O âmbar é uma resina fóssil que, embora não seja um mineral, é por vezes considerado como uma gema. Essa resina oriunda de árvores e plantas leguminosas possui incríveis propriedades elétricas. A palavra que na língua grega corresponde ‘âmbar’ é a palavra ‘elektron’.

Até a época de Ezequiel, o único material onde os homens podiam observar empiricamente os fenômenos elétricos, era no âmbar. Por isso a palavra âmbar era associada diretamente à eletricidade. É dessa palavra que surgiram tantos outros termos ligados a ela: ‘eletricidade’, ‘elétrica’, entre outras.

A afirmação de que o resplendor do fogo que envolvia o corpo do Ser Extraordinário era cor de âmbar é extremamente significativa, pois na época de Ezequiel, o âmbar era o único material onde a eletricidade podia ser observada. 

O que Ezequiel viu foi um glorioso campo magnético formado por correntes elétricas – uma explosão de energia.

A ciência, com sua forma cambaleante de explicar os primeiros milionésimos de segundo da origem do universo afirma que no Big Bang tudo explodiu, exceto “uma coisa” (Ez 1.4) inexplicável: uma força tão poderosa que se manteve firme, até mesmo porque essa força infinitamente poderosa era a causa física da explosão.

No documentário científico “O Primeiro Segundo do Big Bang” de Lawrence Krauss e Michio Kaku, essa força é simbolizada por uma pedra preciosa, curiosamente de cor âmbar. Duvido muito que os cientistas tenham lido Ezequiel capítulo 1!

É por isso que podemos perceber que os modelos científicos usados para explicar o milagre da criação concordam com a descrição de Ezequiel. No discurso da ciência, essa pedra âmbar se quebra em quatro pedaços iguais, noutras palavras, essa força se divide em quatro forças iguais.

“... e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo...” (Ez 1.27). Perceba que o campo magnético gerado pelo fogo que Ezequiel viu, percorria ‘dos lombos para cima e dos lombos para baixo’. Sob a luz da Física identificamos as duas polaridades (para cima e para baixo): negativa e positiva de uma pilha elétrica. Tudo é formado por átomos e os átomos são energia pura.

No Apocalipse Jesus refere a Si mesmo como sendo o “Alfa” (Ap 1.11), o primeiro e a origem de tudo que vem após Ele. É muito comum interpretarmos esse texto fazendo menção ao alfabeto grego cuja primeira letra é ‘Alfa’. Entretanto podemos ampliar esse conceito que Jesus designou sobre Si mesmo.

‘Alfa’ é um conceito que excede a interpretação da primeira letra do alfabeto grego.

Um núcleo de um átomo de Hélio, no vocabulário científico é chamado de partícula Alfa.  O gás Hélio é o segundo elemento químico mais abundante no universo, perdendo apenas para o hidrogênio e é encontrado principalmente nas estrelas, onde corresponde por 20 % de sua matéria.

No interior do nosso Sol, cada átomo de hidrogênio possui um próton e um elétron em órbita. No núcleo do Astro Rei, a gravidade e o calor são tão intensos que os átomos se fundem, gerando imensa quantidade de energia. Imediatamente após essa fusão, dois prótons viram nêutrons e dois elétrons somem. Nas estrelas, o Hélio nasce a partir desse fenômeno físico-químico.

Ao nascer, a aproximadamente 4,6 bilhões de anos, o Sol tinha um estoque de hidrogênio pronto para queimar durante 10 bilhões de anos. Quase a metade do gás já se acabou, transformando-se em Hélio. Daqui a 5,4 bilhões de anos, quando o Hidrogênio se acabar, o Sol vai queimar o hélio que foi gerado. Nosso sistema planetário terá luz por mais 1 bilhão de anos e o clima se transformará em um inferno, pois a queima do hélio gera mais calor que a queima do hidrogênio.

Nessa era o sol se esquentará a ponto de destruir toda a vida que porventura existisse em nosso planeta.

Com isso em mente podemos compreender que era a isso que Jesus se referia quando se apresentou como o Alfa. Muito mais que uma referência ao alfabeto grego, Ele apontava para a Resplandecente Estrela da Manhã (Ap 22.16), e a Luz do Mundo (Jo 8.12). Era uma referência a uma força atômica que está na base de toda a vida. O Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o hidrogênio e o hélio.

“E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem” (v.5).

Ezequiel faz uma descrição para muito além da imaginação. Trata-se da aparência de uma espécie de super-anjo que possuía quatro rostos e quatro asas, com dois pés direitos com aparência de pés de bezerro. Seus pés eram na cor e no brilho do cobre polido e as suas mãos se ocultavam por debaixo das asas.

Imediatamente a atenção de Ezequiel é despertada para o modo de andar Daquele Ser Extraordinário. O Ser Fantástico caminhava sempre em frente. Não se virava e decididamente mantinha seu passo sempre na mesma direção.

A plural repetição do número Quatro é claramente digna de observação. Tratava-se de quatro Seres Viventes, cada um deles possuía quatro rostos e quatro asas. A soma total sempre é Quatro: quatro rostos de leão, quatro rostos de boi, quatro rostos de águia e quatro rostos de homem.

Nesse ponto é necessário refletirmos um pouco sobre a matéria da Gematria Hebraica que envolve o uso do número Quatro nas Escrituras. Permeando a numerologia simbólica de toda Escritura, o número 4 possui referências diversas.

Na superfície do texto sabemos que Judá é o quarto filho de Jacó e é justamente da Tribo de Judá que surge o Leão da Tribo de Judá. Outra citação é o aparecimento do Quarto Homem como a Teofania presente na fornalha de fogo, onde foram lançados os amigos de Daniel.

O Antigo Testamento está cheio de referências ao número 4, e todas elas apontam para Jesus.

“E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços” (Gn 2.10). Perceba que existe algo atípico nessa descrição, pois geralmente rios menores se unem para formar um rio maior, mas o texto de Gênesis aponta o contrário! Ou as águas dos rios corriam no sentido inverso, contrariando a lei da gravidade (...), ou realmente nos deparamos com um rio maior se dividindo e se tornando em quatro rios menores.

Nos instantes mais primitivos do Universo existia uma única Força.

Essa é a força que causou origem de tudo, sendo a única coisa não afetada pelo poder da Grande Explosão.

Segundo a ciência, nos primeiros instantes essa força se dividiu em 4 Forças. Simbolicamente um rio maior, se dividindo em quatro rios menores.

Os quatro rios do Éden citados em Genesis capítulo 2 eram: Tigre, Eufrates, Gion e Pison. Dois desses quatro rios, o Gion e o Pison desapareceram de nossa geografia cartografada. Os rios Tigre e Eufrates nascem nas montanhas ao leste da Turquia e, depois de atravessarem esse país e também o norte da Síria, correm pelo interior do Iraque, onde formam uma grandiosa planície fluvial até confluírem e desembocarem no golfo Pérsico.

Faça uma análise: um grande rio se divide em quatro rios menores. Dois rios desparecem do mapa, enquanto os outros dois são caudalosos até os dias atuais. Agora volte sua reflexão para as Forças Controladoras do Universo: curiosamente, ainda de forma muito amadora, o homem consegue controlar duas dessas forças: a Gravidade e o Eletromagnetismo (o Tigre e o Eufrates).

O pequeno controle que o homem estabelece sobre a força da gravidade permite o banho de chuveiro com água encanada e viagens espaciais a bordo do módulo lunar. Já o mínimo controle da ciência sobre o eletromagnetismo permite a navegação pela internet e as conversas em tempo real, via telefone celular.

A Força Nuclear Fraca e a Força Nuclear Forte (o Gion e o Pison) são tão misteriosas para a ciência quanto os dois rios que desapareceram dos mapas da região do Éden.

E a saga do 4 continua!

São quatro Evangelhos, que apresentam cada um, através de seu estilo literário, uma nuance do caráter de Jesus. De forma muito específica no Evangelho de Mateus Jesus é apresentado como Leão, devido sua Realeza. No Evangelho de Marcos Jesus é apresentado como Boi, devido seu Serviço. No Evangelho de Lucas Jesus é apresentado como Homem, devido sua Humanidade e no Evangelho de João, Jesus é apresentado como Águia, devido a sua Divindade. Os Evangelhos apontam para o Ser Extraordinário de quatro faces.

Estudando o quarto dia da criação, percebemos que é nesse dia que as 12 constelações do zodíaco passam a serem visíveis no céu. É o número da terra (simbolizado pelo número 4) apontando para o número do governo de Deus (simbolizado pelo número 12).

O número da terra é o 4, simbolizado pelos quatro pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste), o que literariamente na Bíblia é chamado de quatro cantos da terra.

O número 12 representa, entre outras coisas a excelência do governo divino: 12 meses do ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Cristo.

O número 3 refere-se ao céu, pois existem 3 véus de realidade, que podem ser entendidos como 3 céus. “Conheço um homem... foi arrebatado ao terceiro céu” (2Co 12:2). A união entre o céu e a terra é o cumprimento final do plano de Deus. A perfeita harmonia ocorrerá quando os céus e a terra se fundirem em 3 (céu) + 4 (terra) = 7 (estado perfeito).

Quando o número 4 (terra) multiplica o número 3 (Reino de Deus) o resultado é o número 12, que é o número da Perfeição Governamental Eterna.

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Cesar de Aguiar 

do livro Gênesis Desvendado

quinta-feira, 17 de março de 2022

OS PRIMEIROS SEGUNDOS DO UNIVERSO SEGUNDO AS ESCRITURAS

“Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; Ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro” (Is 45.18). Esse versículo parece contradizer Gênesis 1, versículo 2 que diz que a terra era informe e vazia. Todavia não há contradição quando compreendemos o primeiro dia da criação. Especificamente os primeiros segundos da criação!

A nucleossíntese elementar foi iniciada no Universo já em seu primeiro segundo de vida. Toda a criação começou a partir das primeiras moléculas de hélio e hidrogênio.

A expressão bíblica: “Separação entre águas e águas” (Gn 1:6) fala desse fenômeno físico-químico, visto que o hidrogênio se organizou em nuvens no firmamento cósmico relampejando a energia da grande explosão. O hidrogênio majestosamente organizado aguardava pelo encontro com outros átomos e outras moléculas.

No futuro do infante Universo, a água se formaria a partir desse encontro: o choque entre nuvens de hidrogênio e oxigênio (H2O).

Nos momentos mais primitivos do cosmo, a terra era sem forma e vazia: um caos com um aspecto de sopa de elementos químicos. Naquele momento a tarefa do Espírito de Deus era organizar a bagunça cósmica.

Antes que o primeiro segundo virasse os ponteiros do relógio do tempo como é percebido em nosso planeta, matéria e energia era uma coisa só. E todas as Quatro Forças do Universo estavam embrulhadas em um único lugar.

Antes de se completar o primeiro segundo de existência, o universo já havia se expandido em um espaço de aproximadamente um bilhão de quilômetros e a Energia Inicial da explosão fragmentou o ‘embrulho’ das Quatro Forças Elementares em: Eletromagnetismo, Força Nuclear Fraca, Força Nuclear Forte e Gravidade.

As forças que sustentam todo o universo material ao se ‘desenrolarem’ daquele mistério criativo passaram atuar direta e ativamente sobre o funcionamento de tudo o que existe em cada ponto distante do universo.

Antes da Grande Explosão, todo o Universo cabia na ponta de um alfinete sendo uma singularidade infinitamente pequena. Naquele ponto singular, as Quatro Forças estavam enroladas sobre si mesmas confinadas em um único lugar.

Naquele momento, as leis da Relatividade ainda não poderiam ser aplicáveis, afinal, a Luz, única constante do universo, ainda não havia se estabilizado e o cosmo se expandiu mais rápido que ela mesma. Imediatamente após o Big Bang, a primeira força a se desdobrar das demais foi a Força da Gravidade.

A Força da Gravidade é a mais fraca das Forças Cósmicas, mesmo sendo a interação de mais longo alcance entre as quatro. Ela tem influência sobre toda a matéria e sobre toda energia em todos os pontos do Universo dependendo exclusivamente da massa dos objetos para estabelecer sua interação. Por causa de seu longo alcance, a Gravidade é responsável pelos fenômenos de abrangência cósmica como Buracos Negros, a expansão do Universo e a organização de galáxias inteiras. Ela também é responsável pelos fenômenos do dia a dia, como a aceleração que uma maçã atinge ao se desprender do galho até tocar o solo. A Gravidade está presente no nosso dia a dia planetário e cósmico.

A Força Eletromagnética atua na interação dos prótons e elétrons com alcance ilimitado em todo o cosmo. Não fosse o eletromagnetismo atuando sobre a Gravidade, toda a massa do universo, inclusive nosso corpo físico seria uma única massa aglomerada em torno de toda a massa do universo. Por ser mais forte que a Gravidade, o Eletromagnetismo garante a coesão independente dos corpos.

Lembre-se de que tudo no universo é composto por átomos e por isso a maior parte da matéria é composta de espaços vazios (recorde-se do modelo atômico e perceba a distância entre prótons, elétrons e nêutrons). É o Eletromagnetismo que impede você de atravessar paredes ou de permanecer incólume após uma bala de fuzil atravessar seu corpo.

Mais poderosa que a Gravidade e o Eletromagnetismo, A Força Nuclear Fraca atua em alguns fenômenos na escala do núcleo do átomo, tais como o decaimento beta. No interior do núcleo atômico acontecem fenômenos ligados à estabilidade nuclear, como a radioatividade e o decaimento de partículas nucleares; a Força Fraca é a responsável pelo equilíbrio desse tipo de interação.

A Força Nuclear Forte é bem mais poderosa que a Gravidade, que o Eletromagnetismo e a Força Nuclear Fraca. É ela quem suporta a coesão nuclear. É ela que mantém os átomos unidos. É ela quem sustenta o paradoxo da matéria.

Perceba que o eletromagnetismo é repulsivo quando partículas possuidoras da mesma polaridade estão próximas umas das outras. O núcleo atômico é basicamente constituído de nêutrons (que não possuem carga elétrica) e prótons (que possuem carga elétrica positiva). Se o núcleo atômico possui prótons ocupando um espaço apertado, fazendo com que repousem muito próximos uns dos outros, o que deveria acontecer? Use a lógica do eletromagnetismo e entenda que por terem cargas elétricas idênticas os prótons deveriam se repelir. Polos idênticos se repelem enquanto polos opostos se atraem.

Obedecendo a lei do eletromagnetismo, o núcleo atômico deveria perder sua estabilidade e coesão pela ação do afastamento dos prótons do núcleo.

Sem a existência de uma força maior que o eletromagnetismo, a existência da matéria seria algo impossível.

A explicação para que os prótons se mantenham coesos e a matéria exista de forma organizada, é a atuação de uma força mais intensa, atuando no sentido oposto à força do eletromagnetismo.

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Cesar de Aguiar

do livro Gênesis Desvendado

sábado, 2 de janeiro de 2021

OS DOIS LADOS DO ESPELHO

 

Ao fitarmos a descrição do Lago das Águas Primordiais podemos reconhecer nele, os dois lados do espelho. O espelho perfeito e o espelho imperfeito.

Aquele espelho borrado pelo nosso pecado e que após a nossa queda no Jardim passou a refletir o mundo ao contrário.

O mundo perfeito é o lado do Trono de Deus - a superfície das águas.

O lado sem nitidez é o nosso mundo que foi submerso após a desobediência a Deus.

Após o evento catastrófico do Jardim, o mundo saiu da superfície do lago e se afundou sob as águas do Mar de Cristal.

Na superfície das águas tudo é espiritual e tudo se sobrepõe à materialidade.

Abaixo da superfície tudo é material e passa a ser visto a partir do inconsciente coletivo, denominado Véu da Realidade.

Submerso às águas do Lago das Águas Primordiais, toda a visão da Eternidade é obscurecida pela refração das imagens vistas sob as águas. O nosso mundo é a visão do mergulhador, que de olhos abertos sob as águas olha para o mundo exterior. Quanto mais profunda for sua aventura, maior será a obscuridade da sua visão, até que finalmente, envolvido pela turbidez das águas, passe a nada mais enxergar, senão a escuridão a sua volta.

Do nosso lado, a imagem do mundo real é refletida num espelho sem nitidez. Segundo as escrituras, um espelho de bronze fundido.

Jó foi interrogado pelo próprio Deus: “pode ajudá-lo a estender os céus, duros como espelho de bronze?” (Jó 37.18).  Naturalmente a referência é a Idade do Bronze, cerca de 3.000 a.C.

As primeiras superfícies planas construídas com a capacidade de refletir imagens surgiram há cerca de cinco mil anos na Suméria, onde hoje é a região do Iraque atual. 

Os espelhos antigos não produziam imagens nítidas, pois eram feitos em placas de bronze polidas com areia.

Saindo da Suméria, esses pesados espelhos de metal chegaram às mãos dos povos gregos e romanos e a partir de então foram disseminados em alguns países da Europa até se tornarem plenamente conhecidos em todo o continente Europeu no final da Idade Média. Nas palavras do Engenheiro Hélio Goldestein, da USP: “Até por volta do século 13, os espelhos eram feitos de metal polido, ligas de prata ou bronze com dureza suficiente para aguentar o processo de polimento mecânico e não se riscar facilmente”. Apenas no início do século 14 surgiram os primeiros espelhos de vidro desenvolvidos por artesãos da cidade de Veneza, na Itália, que de forma brilhante desenvolveram uma liga de estanho e mercúrio que ao ser aplicado sobre uma superfície de vidro plano, formava uma fina camada refletora na superfície oposta do vidro.

Como ficaram conhecidos a partir de então, os espelhos venezianos se tornaram imediatamente famosos em função da qualidade da reflexão das imagens.

Durante muitos anos os espelhos venezianos dominaram o mercado de espelhos. Todavia havia um grande problema no seu processo de fabricação. O custo era extremamente alto e a produção causava problemas de saúde nos artesãos, que se contaminavam com o mercúrio, metal pesado, altamente cancerígeno. 

Somente no século dezenove foram desenvolvidas novas técnicas para espelhar o vidro com prata química, excluindo a necessidade do mercúrio. Essa nova técnica, mais barata, mais simples e muito mais segura, popularizou o mercado de espelhos por todos os países do mundo.

O espelho de bronze é o parâmetro de Jó. Afinal, aquele era o único espelho que Jó conhecia. Um espelho sem qualidade, sem imagem nítida. Uma perfeita metáfora do mundo visto sob a turbidez das águas. “os céus, duros como espelho de bronze”.


Cesar de Aguiar

do livro Genesis Desvendado

terça-feira, 28 de julho de 2020

A CRIAÇÃO DO HOMEM E DA MULHER

ASSISTA ESSA AULA EM VÍDEO


Estudamos passado para entender o presente.

Lemos o jornal de hoje para prever o futuro.

Jesus diz algo extremamente revelador em

 

Lucas 17:26,27

26 E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.


27 Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos.

Essa é a chave hermenêutica para entender os nossos dias, o futuro da humanidade e o tempo do fim.

O que Jesus diz é simples: Quando em nossos dias estiver acontecendo as mesmas coisas que aconteciam nos dias de Noé significa que a volta do Filho do Homem está às portas.

 

Guarde isso: Os eventos dos dias de Noé é o maior sinal para o tempo do fim.

 

O segredo dos últimos dias da nossa era será revelado enquanto entendemos os últimos dias da era ante-diluviana.

 

Concluímos que o segundo e definitivo fim do mundo só será entendido e previsto quando entendermos o primeiro fim do mundo.

 

Existe pouco texto bíblico sobre os dias de Noé.

Apenas o capítulo 6 de Genesis fala desse tempo.

Os primeiros 6 capítulos de Gênesis envolvem milhões de anos de história. Milhões de anos, ocultos nas entrelinhas de cada único versículo.

 

Por isso, para compreendermos o capítulo 6 precisamos entender com profundidade, o que aconteceu nos 5 capítulos anteriores.

Entender os 6 primeiros capítulos da Bíblia é fundamental para entender a Bíblia toda.

 

Vamos começar por eventos que antecederam a criação do Jardim do Éden.

 

DEUS CRIOU O HOMEM FORA DO JARDIM

Gênesis 1:26-31

26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.


27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.


28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.


29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.


30 E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.


31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

 

Antes de plantar o Jardim no Éden, Deus formou o homem e a mulher. Foram formados no mesmo dia, na mesma hora.

Todavia a formação do Homem é diferente da formação da mulher.

Vemos em Genesis 1.27  - “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”, a mulher é criada no mesmo nível de criação que o homem, todavia em outro versículo, é revelado que houve um cuidado especial na formação do homem.

Genesis 2.7 – “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

É apenas nas narinas do homem que Deus soprou o fôlego de vida.

Ou seja, todos os espíritos gerados em Deus antes da fundação do mundo foram ocultados dentro do homem e não dentro da mulher.

 

Homem e mulher foram criados fora do jardim, no mesmo dia e na mesma hora, todavia na formação do homem houve um processo criativo diferente da formação da mulher.

 

O primeiro homem ainda do lado de fora do Éden viveu com sua mulher e recebeu uma ordem expressa de Deus.

Na verdade, ele recebeu 1 ordem com várias implicações.

 A ordem dada por Deus a eles foi: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; dominai...” (Gn 1.28).

Notemos que essa ordem de Deus foi dada ao homem enquanto este e sua mulher estavam do lado de fora do Éden.

Ou seja, quando homem e mulher foram criados o Jardim do Éden ainda não existia.

 

FRUTIFICAI

Frutificar é produzir frutos. Uma árvore frutifica quando produz frutos a partir de si mesma.

Produzir frutos é produzir resultados a partir de si mesmo.

Frutificar é fecundar a semente: é ter filhos.

 

MULTIPLICAI-VOS

Multiplicar é fazer com que a semente frutificada também repita o ato da frutificação. Quem tem filhos, que tenha netos, bisnetos, etc.

Ao proferir essa ordem, Deus tem a intenção de povoar todo o planeta criado.

 

ENCHEI A TERRA

Encher a terra é conseqüência da obediência à ordem anterior, a ordem de multiplicar.

Encher a terra fala de habitar todo o espaço territorial geográfico do planeta.

Encher a terra é não se aglomerar em um lugar só. É povoar todos os rincões do planeta.

Vemos aqui, logo no início do texto bíblico, uma sugestão de que Deus não gosta de cidades.

Depois dessa primeira sugestão nós vemos por toda a Bíblia que Deus sempre condenou a idéia que o homem tinha de se aglomerar todos no mesmo lugar.

A Torre de Babel é um exemplo clássico.

Depois vemos a condenação de varias cidades no vale onde estava Sodoma e Gomorra, a condenação de todas as grandes metrópoles do mundo antigo: Babilonia, Assíria, Petra, Nínive, Roma e a própria Jerusalém.

 

O conceito de cidade traz consigo a competição pelo lucro e por conseguinte a abundância de injustiça social.

 

Encher a terra é morar longe uns dos outros. Por isso, ao entrar na Terra Prometida, Deus ordenou que cada família procurasse um rumo, morando longe umas das outras e que se reunissem no templo durante as festas anuais.

 

SUJEITAI

Significa literalmente: submeter e fazer com que o submetido se torne dependente ou submisso por meio de violência ou de persuasão.

Sujeitar sugere domínio.

 

Mas, note algo importante: só se sujeita algo que se lhe está opondo.

 

Nesse ponto surge em nossa mente um questionamento muito óbvio!

 

Porque o homem deveria sujeitar uma terra onde não houvesse oposição?

E dessa pergunta surge a mais intrigante de todas as perguntas:

- “o que estava causando oposição ao homem criado?”

 

DOMINAI

O texto bíblico diz que tudo foi dado ao homem. O homem deveria dominar sobre o que recebeu de Deus e não ser dominado.

Dominar as coisas e não permitir ser dominados por elas.

O homem deveria estabelecer domínio sobre suas posses e não permitir que suas posses estabelecessem domínio sobre ele.

 

O reino animal e vegetal foi entregue ao homem e sobre esses reinos o homem tinha a capacidade adequada e a habilidade ideal, conferida por Deus para dominar com eficácia.

 

 

DOMINAI, SUJEITAI, ENCHEI A TERRA, FRUTIFICAI e MULTIPLICAI-VOS

 

Essas foram as comissões que Deus conferiu ao homem e à mulher quando foram criados do lado de fora do Jardim do Éden.

Quanto tempo o homem viveu do lado de fora do Jardim é impossível precisarmos. Também é impossível datar quantas gerações viveram no planeta, tendo Adão como o Grande Governador do mundo anterior ao Éden.

A arqueologia nos apresenta uma série de evidências que provam irrefutavelmente a existência de civilizações muito mais antigas do que a cronologia Bíblica de Genesis capítulo 5 nos sugere.

 

Contra evidências não há argumentos.

Existem artefatos arqueológicos e evidências de que o mundo anti-diluviano era uma sociedade avançada tecnologicamente e que já existia um mundo com sociedade pulsante muito mais antiga do que 1600 anos que a cronologia de Genesis 5 nos apresenta.

 

O que sabemos pelas Escrituras é que o homem foi formado fora do Jardim e juntamente com sua mulher deu origem a uma civilização.

Essa civilização estava sendo desafiada por algo, alguém ou um reino a quem eles, como representantes da imagem e semelhança de Deus deveriam dominar e sujeitar.

E isso envolvia a terra toda, sendo esse o motivo da ordem: “enchei a terra”.

 

Foi isso que o homem e a mulher fizeram ou tentaram fazer, pois depois de passar uma quantidade desconhecida de tempo do lado de fora do Jardim, o homem foi retirado daquele lugar e levado para o interior de um lugar de delícias, chamado de Jardim do Éden.

 

Sua mulher não foi com ele. Tanto que do lado de dentro do jardim o homem se sentiu só e outra mulher lhe foi dada.

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Cesar de Aguiar



https://www.youtube.com/watch?v=gMAKDpmrZ_4&t=529s



segunda-feira, 13 de julho de 2020

A PRÉ-EXISTÊNCIA DO HOMEM



Qual o propósito da sua existência? Qual é a sua missão?
O homem é mais antigo do que o Universo.
O homem foi criado antes do Universo e por eras se relacionou com Deus e com Ele foi combinado tudo aquilo que você deveria fazer com a sua vida.



sexta-feira, 29 de maio de 2020

O PECADO E A DESONRA DO MUNDO É O SEU PECADO E A SUA DESONRA

Um período de 400 anos vividos sob a humilhação de serem escravos no Egito foi tempo mais que suficiente para destruir todos os sonhos e expectativas de um povo que trazia em sua história a marca da promessa.

Um tempo de demasiada escassez de alimentos deu início à espiral descendente que arrastou Israel para sua mais profunda experiência de derrota. Tudo começou com um amistoso convite de José que na ocasião era o vice-rei do Egito. Em busca de dias melhores, as setenta pessoas da família do neto de Abraão mudaram de endereço. Saíram de Canaã em direção ao reino dos Faraós.

Após 400 anos a população hebréia ultrapassava a soma de mais de 2 milhões de pessoas. Mais de dois milhões de escravos! Depois da morte de José, lentamente os israelitas foram sendo domesticados e mudaram o status de convidados do Faraó para escravos do império.

O corpo de cada hebreu sofria com o trabalho escravo, todavia sua maior dor não era a provocada pelas chicotadas sob o causticante sol do Egito. O maior sofrimento vinha da humilhação que os inferiorizava e castrava sonhos, ideais e a possibilidade de construção da desejada nação soberana, conforme prometida a Abrão, o pai de todos eles.

Massacrados pela adversidade da situação, cada israelita tinha uma particular razão para se desviar da fé no Deus Invisível. Gerações inteiras passaram toda a vida como escravos. Nasceram e morreram com seus corpos presos às correntes. O bisavô, o avô e o pai nasceram escravos e certamente iriam morrer como tal. Após um longo período de fé frustrada, o descendente daquela genealogia não possuia mais heróis e nem mesmo uma pequena história de milagre operado pelo Deus que prometeu grandes coisas a Isaque e a Jacó. Com o tempo aprenderam a amar as correntes que os prendiam na mesma proporção em que se esqueciam do Deus Verdadeiro.

Com todas as prerrogativas em contrário ainda haviam uns poucos que mantinham acesa a divina chama. No íntimo de alguns sofredores, o espírito da fé Abraâmica não foi completamente destruída. Ainda haviam homens que não viviam para o presente nem para o futuro. Aguns poucos extraordinários, pela fé, tendo seus corações purificados das paixões e da loucura, exerciam domínio sobre o próprio corpo mantendo subjugado os sentidos do corpo físico. Viviam acorrentados ao tempo, todavia livres na eternidade, onde em apaixonada oração carregavam o fardo espiritual de uma nação inteira.

Ainda que milhões de pessoas nasceram e morreram sem ver esse dia, após 400 anos de agonia, Deus interveio de forma definitiva na história da Sua nação escolhida.

O Êxodo é a história do que Deus fez em 40 anos.

Moisés é de longe o maior líder de toda história da humanidade. O que ele fez em 40 anos muitas nações não conseguiram fazer, mesmo após centenas de anos. Moisés liderou uma nação de escravos e deu a eles leis sociais, leis jurídicas, leis políticas, construiu o tabernáculo e fundou a religião judaica. Deu a uma geração de escravos a posse de uma vasta extensão de terra para estabelecimento da sonhada nação.

Transformou uma nação de escravos em uma nação de guerreiros que conquistaram toda a planície de Canaã. Diante dos milagres operados no Egito era naturalmente esperado que a história de Israel fosse diferente daquela que viveram. Esperava-se uma espiral ascendente, todavia não foi isso o que aconteceu! Mesmo diante de tantas manifestações milagrosas a história de Israel continuou marcada por rebeldia e afastamento de Deus. As derrotas sofridas e as desgraças sociais enfrentadas pelo povo judeu na maioria das vezes não serviu de professor. O povo sempre cometia os mesmos erros e eram punidos da mesma forma pelos habituais pecados de estimação. O maior erro de Israel não eram os erros em si, mas a não evolução. Não aprender com os erros é pior do que o erro praticado. Existem duas maneiras de se alcançar a sabedoria. Uma é pela experiência e a outra é pela reflexão. A experiência é dolorosa e em um momento de descuido pode até vir a matar o homem, por isso, na escola da vida devemos exercitar o aprendizado com os próprios erros, afinal o preço que se paga pelos erros cometidos é alto demais para não serem aproveitados. A vida é um livro que deve ser lido e sua leitura deve produzir efeitos práticos, reação e mudança.

Houveram várias reformas ocasionais. Homens como Gideão, Samuel e Davi tentaram resgatar a verdadeira adoração a Deus, todavia essas reformas nunca foram eficazes em reverter o mal que o pecado causou na estrutura da nação.

Embora todas as tentativas tenham sido frustradas, a chama da fé nunca se apagou do coração dos mais piedosos, que assumiam de forma silenciosa um enorme peso sobre os próprios ombros aceitando a missão de serem os olhos pelos quais o Redentor chorava pelo seu próprio povo. O amor de Deus chora diante da sua inexorável justiça. Amor e Justição são atributos do caráter de Deus e jamais veremos o amor anulando a justiça ou a justiça relativizando o amor.

A atual sociedade faz novas perguntas ao texto bíblico! Perguntas que nunca foram feitas nos tempos dos protagonistas das histórias da Bíblia. ‘Por que Deus sendo amor permitiu que os israelitas sofressem sob o jugo de Faraó?’ Acontece que a definição que a atual sociedade tem de ‘amor’ é um conceito esvaziado e distorcido. Antes de questionarmos: ‘Por que Deus sendo amor fez o que Ele fez’, devemos questionar se a definição que temos de amor é de fato uma definição correta.

Nos dias atuais um pai amoroso é aquele que paga a fiança para tirar o filho assassino da cadeia. Isso não é amor, é egoísmo. O verdadeiro amor aceita os aguilhões da justiça. Entende que a evolução do caráter é superior ao conforto do corpo físico. Deus puniu Israel objetivando a evolução de uma nação inteira. Enquanto a justiça punia o amor chorava. Justiça continuou sendo justiça, e o amor continuou sendo amor, ambos na mesma medida.

As calamidades de Israel objetivaram o amadurecimento de uma nação que deveria possuir características transcendentes ao tempo. O fracasso tem o poder de quebrantar as almas pequenas e engrandecer as grandes da mesma maneira que uma ventania apaga o fogo da vela e atiça o fogo da floresta.

Sempre houve mulheres e homens piedosos que pediam perdão pelo coletivo e oravam com sinceridade pelo milagre de dias melhores. Os santos se penitenciavam diante de Deus pelos pecadores. Aceitavam a culpa coletiva e oravam por todos.

O pecado e a desonra do mundo é o seu pecado e a sua desonra. No momento que aceitamos ser a causa do nosso próprio caos ganhamos o poder de nos tornarmos também a causa da solução. Somos a morada de Deus e o Templo do Espírito Santo. O autoconhecimento, razão da evolução humana, vem da comparação de nós mesmos com a pessoa de Jesus. Dentro de cada crente está a luz do mundo, a única luz capaz de iluminar o trajeto que o espírito deve trilhar. Quem lê o passado e prevê o futuro vive o presente como se fosse a eternidade em sua plenitude.

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Cesar de Aguiar



sexta-feira, 10 de abril de 2020

O HOMEM DO FUTURO VIVENDO O PRESENTE

“Deus constrói o seu templo no nosso coração sobre as ruinas das igrejas e das religiões” (Ralph Waldo Emerson).

Os dias do Profeta Ageu são muito semelhantes aos nossos dias. Apesar das mudanças sociais e políticas estabelecidas após a revolução industrial o homem continua essencialmente o mesmo ser histórico. Mudou o cenário, mas a peça é a mesma. Mudou a fala dos atores, mas 
a essência da história continua tudo igual.
“Não há nada de novo debaixo do sol” (Ec 1.9), afinal mudaram os tempos, mas o homem continua o mesmo de sempre. A ganância é a mesma. A cobiça é a mesma. A sede pelo poder é a mesma. Se a trajetória do protagonista não muda, a história permanece a mesma. É um ciclo vicioso.

O mundo passou por uma reformulação nas comunicações, na forma de construção das 
cidades, na velocidade da mobilidade urbana. Em função do capital e do poder os 
protagonistas da história focaram seus esforços na evolução das coisas enquanto mantinham o ser aprisionado aos mesmos vícios de sempre. Privilegiaram o desejável a despeito do indispensável. 

A construção das coisas é uma evolução desejável enquanto a construção do homem deveria ser a evolução indispensável.

Os automóveis, aviões e a energia elétrica são avanços tecnológicos consideráveis. Todavia qualquer um de nós poderia viver sem esses avanços, afinal trata-se de invenções do último século e antes dessas invenções a humanidade viveu a maior parte de sua história.

Quando não temos carros ou não podemos viajar de avião passamos por um certo 
desconforto, mas isso não nos mata. Todavia viver sem um Ser Humano verdadeiramente humano é um atestado de que a trajetória da humanidade não logrou sucesso em seus milhares de anos de história. Significa que nossos erros e a falta de arrependimento e mudança faz com que uma geração repita os mesmos erros da geração anterior.

Infelizmente percebemos que o avanço da tecnologia é muito mais rápido que a evolução humana. E o pior: em função do avanço das máquinas o homem tem se tornado cada vez mais desumano. Armas de guerra e uma economia agressiva escravizadora da liberdade de pensamento e expressão, são meras manifestações do que o homem é em seu mundo interior.

O mundo mau é a imagem e semelhança do homem mau.

Uma evolução meramente exterior e sem correspondência com o lado de dentro do 
homem só produz cansaço espiritual. Do que adianta ter um plano telefônico de ligação ilimitada se não conseguimos conversar abertamente com a mulher que está no travesseiro ao lado? De que adianta ter um carro com 280 cavalos de potência se não conseguimos nos locomover até a varanda para brincar com o filho? Se a evolução não acontecer primeiro do lado de dentro, qual a real necessidade dela evoluir do lado de fora?

Para satisfazer a vaidade e o deleite dos sentidos o homem perdeu a nobreza da sua 
condição humana.

O Livro de Ageu é um convite à reflexão acerca dessas coisas mais triviais da nossa vida. 

Ageu nos convida examinar nossas prioridades a fim de verificar se o nosso interesse está principalmente em Deus acima dos nossos próprios prazeres; a levantar a cabeça e retomar a caminhada mesmo diante de uma situação de oposição ou situação desanimadora; confessar a 
Deus nossas derrotas e retomar a caminhada de fé; acreditar no controle absoluto de Deus sobre todas as situações da vida e agir corajosamente; descansar na segurança das mãos de Deus confiantes de que tudo coopera para o bem dos que o amam.

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Cesar de Aguiar