“Então o Senhor Deus disse à
serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais
que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos
os dias da tua vida” (Gn
3.14).
A palavra ‘serpente’ não está no plural, mas a dupla condenação revela
que se travava distintamente de dois seres.
A cobra recebeu a punição de rastejar sobre o próprio ventre e de ser
conhecida como o mais maldito animal, dentre todos os animais da face da terra.
Todavia o destino desse animal não será de condenação eterna. No governo
milenar de Cristo (Is 11.8,9), após pagar pelo erro de ter sido médium do
diabo, esse animal será restituído em seu status primário.
O maior castigo estava reservado para outra serpente! A Serpente que se
chama diabo recebeu a maldição de comer pó.
Sabemos que cobra não come pó! Tudo que ela come, pode até ter gosto de
pó, mas não é pó.
Então, de que pó Deus está falando?
Deus disse a Adão: “tu és pó” (Gn 3.19).
Pó é a matéria prima da carne do homem e o diabo se alimenta das obras
da sua carne. “Porque as obras da carne
são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas,
dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas
semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que
os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5:19-21).
O diabo só é forte quando é bem alimentado.
Ele não tem força na vida do homem que não o alimenta.
Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com
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