terça-feira, 28 de julho de 2020

A CRIAÇÃO DO HOMEM E DA MULHER

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Estudamos passado para entender o presente.

Lemos o jornal de hoje para prever o futuro.

Jesus diz algo extremamente revelador em

 

Lucas 17:26,27

26 E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.


27 Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos.

Essa é a chave hermenêutica para entender os nossos dias, o futuro da humanidade e o tempo do fim.

O que Jesus diz é simples: Quando em nossos dias estiver acontecendo as mesmas coisas que aconteciam nos dias de Noé significa que a volta do Filho do Homem está às portas.

 

Guarde isso: Os eventos dos dias de Noé é o maior sinal para o tempo do fim.

 

O segredo dos últimos dias da nossa era será revelado enquanto entendemos os últimos dias da era ante-diluviana.

 

Concluímos que o segundo e definitivo fim do mundo só será entendido e previsto quando entendermos o primeiro fim do mundo.

 

Existe pouco texto bíblico sobre os dias de Noé.

Apenas o capítulo 6 de Genesis fala desse tempo.

Os primeiros 6 capítulos de Gênesis envolvem milhões de anos de história. Milhões de anos, ocultos nas entrelinhas de cada único versículo.

 

Por isso, para compreendermos o capítulo 6 precisamos entender com profundidade, o que aconteceu nos 5 capítulos anteriores.

Entender os 6 primeiros capítulos da Bíblia é fundamental para entender a Bíblia toda.

 

Vamos começar por eventos que antecederam a criação do Jardim do Éden.

 

DEUS CRIOU O HOMEM FORA DO JARDIM

Gênesis 1:26-31

26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.


27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.


28 E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.


29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.


30 E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.


31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

 

Antes de plantar o Jardim no Éden, Deus formou o homem e a mulher. Foram formados no mesmo dia, na mesma hora.

Todavia a formação do Homem é diferente da formação da mulher.

Vemos em Genesis 1.27  - “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”, a mulher é criada no mesmo nível de criação que o homem, todavia em outro versículo, é revelado que houve um cuidado especial na formação do homem.

Genesis 2.7 – “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

É apenas nas narinas do homem que Deus soprou o fôlego de vida.

Ou seja, todos os espíritos gerados em Deus antes da fundação do mundo foram ocultados dentro do homem e não dentro da mulher.

 

Homem e mulher foram criados fora do jardim, no mesmo dia e na mesma hora, todavia na formação do homem houve um processo criativo diferente da formação da mulher.

 

O primeiro homem ainda do lado de fora do Éden viveu com sua mulher e recebeu uma ordem expressa de Deus.

Na verdade, ele recebeu 1 ordem com várias implicações.

 A ordem dada por Deus a eles foi: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; dominai...” (Gn 1.28).

Notemos que essa ordem de Deus foi dada ao homem enquanto este e sua mulher estavam do lado de fora do Éden.

Ou seja, quando homem e mulher foram criados o Jardim do Éden ainda não existia.

 

FRUTIFICAI

Frutificar é produzir frutos. Uma árvore frutifica quando produz frutos a partir de si mesma.

Produzir frutos é produzir resultados a partir de si mesmo.

Frutificar é fecundar a semente: é ter filhos.

 

MULTIPLICAI-VOS

Multiplicar é fazer com que a semente frutificada também repita o ato da frutificação. Quem tem filhos, que tenha netos, bisnetos, etc.

Ao proferir essa ordem, Deus tem a intenção de povoar todo o planeta criado.

 

ENCHEI A TERRA

Encher a terra é conseqüência da obediência à ordem anterior, a ordem de multiplicar.

Encher a terra fala de habitar todo o espaço territorial geográfico do planeta.

Encher a terra é não se aglomerar em um lugar só. É povoar todos os rincões do planeta.

Vemos aqui, logo no início do texto bíblico, uma sugestão de que Deus não gosta de cidades.

Depois dessa primeira sugestão nós vemos por toda a Bíblia que Deus sempre condenou a idéia que o homem tinha de se aglomerar todos no mesmo lugar.

A Torre de Babel é um exemplo clássico.

Depois vemos a condenação de varias cidades no vale onde estava Sodoma e Gomorra, a condenação de todas as grandes metrópoles do mundo antigo: Babilonia, Assíria, Petra, Nínive, Roma e a própria Jerusalém.

 

O conceito de cidade traz consigo a competição pelo lucro e por conseguinte a abundância de injustiça social.

 

Encher a terra é morar longe uns dos outros. Por isso, ao entrar na Terra Prometida, Deus ordenou que cada família procurasse um rumo, morando longe umas das outras e que se reunissem no templo durante as festas anuais.

 

SUJEITAI

Significa literalmente: submeter e fazer com que o submetido se torne dependente ou submisso por meio de violência ou de persuasão.

Sujeitar sugere domínio.

 

Mas, note algo importante: só se sujeita algo que se lhe está opondo.

 

Nesse ponto surge em nossa mente um questionamento muito óbvio!

 

Porque o homem deveria sujeitar uma terra onde não houvesse oposição?

E dessa pergunta surge a mais intrigante de todas as perguntas:

- “o que estava causando oposição ao homem criado?”

 

DOMINAI

O texto bíblico diz que tudo foi dado ao homem. O homem deveria dominar sobre o que recebeu de Deus e não ser dominado.

Dominar as coisas e não permitir ser dominados por elas.

O homem deveria estabelecer domínio sobre suas posses e não permitir que suas posses estabelecessem domínio sobre ele.

 

O reino animal e vegetal foi entregue ao homem e sobre esses reinos o homem tinha a capacidade adequada e a habilidade ideal, conferida por Deus para dominar com eficácia.

 

 

DOMINAI, SUJEITAI, ENCHEI A TERRA, FRUTIFICAI e MULTIPLICAI-VOS

 

Essas foram as comissões que Deus conferiu ao homem e à mulher quando foram criados do lado de fora do Jardim do Éden.

Quanto tempo o homem viveu do lado de fora do Jardim é impossível precisarmos. Também é impossível datar quantas gerações viveram no planeta, tendo Adão como o Grande Governador do mundo anterior ao Éden.

A arqueologia nos apresenta uma série de evidências que provam irrefutavelmente a existência de civilizações muito mais antigas do que a cronologia Bíblica de Genesis capítulo 5 nos sugere.

 

Contra evidências não há argumentos.

Existem artefatos arqueológicos e evidências de que o mundo anti-diluviano era uma sociedade avançada tecnologicamente e que já existia um mundo com sociedade pulsante muito mais antiga do que 1600 anos que a cronologia de Genesis 5 nos apresenta.

 

O que sabemos pelas Escrituras é que o homem foi formado fora do Jardim e juntamente com sua mulher deu origem a uma civilização.

Essa civilização estava sendo desafiada por algo, alguém ou um reino a quem eles, como representantes da imagem e semelhança de Deus deveriam dominar e sujeitar.

E isso envolvia a terra toda, sendo esse o motivo da ordem: “enchei a terra”.

 

Foi isso que o homem e a mulher fizeram ou tentaram fazer, pois depois de passar uma quantidade desconhecida de tempo do lado de fora do Jardim, o homem foi retirado daquele lugar e levado para o interior de um lugar de delícias, chamado de Jardim do Éden.

 

Sua mulher não foi com ele. Tanto que do lado de dentro do jardim o homem se sentiu só e outra mulher lhe foi dada.

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Cesar de Aguiar



https://www.youtube.com/watch?v=gMAKDpmrZ_4&t=529s



segunda-feira, 13 de julho de 2020

A PRÉ-EXISTÊNCIA DO HOMEM



Qual o propósito da sua existência? Qual é a sua missão?
O homem é mais antigo do que o Universo.
O homem foi criado antes do Universo e por eras se relacionou com Deus e com Ele foi combinado tudo aquilo que você deveria fazer com a sua vida.



sexta-feira, 29 de maio de 2020

O PECADO E A DESONRA DO MUNDO É O SEU PECADO E A SUA DESONRA

Um período de 400 anos vividos sob a humilhação de serem escravos no Egito foi tempo mais que suficiente para destruir todos os sonhos e expectativas de um povo que trazia em sua história a marca da promessa.

Um tempo de demasiada escassez de alimentos deu início à espiral descendente que arrastou Israel para sua mais profunda experiência de derrota. Tudo começou com um amistoso convite de José que na ocasião era o vice-rei do Egito. Em busca de dias melhores, as setenta pessoas da família do neto de Abraão mudaram de endereço. Saíram de Canaã em direção ao reino dos Faraós.

Após 400 anos a população hebréia ultrapassava a soma de mais de 2 milhões de pessoas. Mais de dois milhões de escravos! Depois da morte de José, lentamente os israelitas foram sendo domesticados e mudaram o status de convidados do Faraó para escravos do império.

O corpo de cada hebreu sofria com o trabalho escravo, todavia sua maior dor não era a provocada pelas chicotadas sob o causticante sol do Egito. O maior sofrimento vinha da humilhação que os inferiorizava e castrava sonhos, ideais e a possibilidade de construção da desejada nação soberana, conforme prometida a Abrão, o pai de todos eles.

Massacrados pela adversidade da situação, cada israelita tinha uma particular razão para se desviar da fé no Deus Invisível. Gerações inteiras passaram toda a vida como escravos. Nasceram e morreram com seus corpos presos às correntes. O bisavô, o avô e o pai nasceram escravos e certamente iriam morrer como tal. Após um longo período de fé frustrada, o descendente daquela genealogia não possuia mais heróis e nem mesmo uma pequena história de milagre operado pelo Deus que prometeu grandes coisas a Isaque e a Jacó. Com o tempo aprenderam a amar as correntes que os prendiam na mesma proporção em que se esqueciam do Deus Verdadeiro.

Com todas as prerrogativas em contrário ainda haviam uns poucos que mantinham acesa a divina chama. No íntimo de alguns sofredores, o espírito da fé Abraâmica não foi completamente destruída. Ainda haviam homens que não viviam para o presente nem para o futuro. Aguns poucos extraordinários, pela fé, tendo seus corações purificados das paixões e da loucura, exerciam domínio sobre o próprio corpo mantendo subjugado os sentidos do corpo físico. Viviam acorrentados ao tempo, todavia livres na eternidade, onde em apaixonada oração carregavam o fardo espiritual de uma nação inteira.

Ainda que milhões de pessoas nasceram e morreram sem ver esse dia, após 400 anos de agonia, Deus interveio de forma definitiva na história da Sua nação escolhida.

O Êxodo é a história do que Deus fez em 40 anos.

Moisés é de longe o maior líder de toda história da humanidade. O que ele fez em 40 anos muitas nações não conseguiram fazer, mesmo após centenas de anos. Moisés liderou uma nação de escravos e deu a eles leis sociais, leis jurídicas, leis políticas, construiu o tabernáculo e fundou a religião judaica. Deu a uma geração de escravos a posse de uma vasta extensão de terra para estabelecimento da sonhada nação.

Transformou uma nação de escravos em uma nação de guerreiros que conquistaram toda a planície de Canaã. Diante dos milagres operados no Egito era naturalmente esperado que a história de Israel fosse diferente daquela que viveram. Esperava-se uma espiral ascendente, todavia não foi isso o que aconteceu! Mesmo diante de tantas manifestações milagrosas a história de Israel continuou marcada por rebeldia e afastamento de Deus. As derrotas sofridas e as desgraças sociais enfrentadas pelo povo judeu na maioria das vezes não serviu de professor. O povo sempre cometia os mesmos erros e eram punidos da mesma forma pelos habituais pecados de estimação. O maior erro de Israel não eram os erros em si, mas a não evolução. Não aprender com os erros é pior do que o erro praticado. Existem duas maneiras de se alcançar a sabedoria. Uma é pela experiência e a outra é pela reflexão. A experiência é dolorosa e em um momento de descuido pode até vir a matar o homem, por isso, na escola da vida devemos exercitar o aprendizado com os próprios erros, afinal o preço que se paga pelos erros cometidos é alto demais para não serem aproveitados. A vida é um livro que deve ser lido e sua leitura deve produzir efeitos práticos, reação e mudança.

Houveram várias reformas ocasionais. Homens como Gideão, Samuel e Davi tentaram resgatar a verdadeira adoração a Deus, todavia essas reformas nunca foram eficazes em reverter o mal que o pecado causou na estrutura da nação.

Embora todas as tentativas tenham sido frustradas, a chama da fé nunca se apagou do coração dos mais piedosos, que assumiam de forma silenciosa um enorme peso sobre os próprios ombros aceitando a missão de serem os olhos pelos quais o Redentor chorava pelo seu próprio povo. O amor de Deus chora diante da sua inexorável justiça. Amor e Justição são atributos do caráter de Deus e jamais veremos o amor anulando a justiça ou a justiça relativizando o amor.

A atual sociedade faz novas perguntas ao texto bíblico! Perguntas que nunca foram feitas nos tempos dos protagonistas das histórias da Bíblia. ‘Por que Deus sendo amor permitiu que os israelitas sofressem sob o jugo de Faraó?’ Acontece que a definição que a atual sociedade tem de ‘amor’ é um conceito esvaziado e distorcido. Antes de questionarmos: ‘Por que Deus sendo amor fez o que Ele fez’, devemos questionar se a definição que temos de amor é de fato uma definição correta.

Nos dias atuais um pai amoroso é aquele que paga a fiança para tirar o filho assassino da cadeia. Isso não é amor, é egoísmo. O verdadeiro amor aceita os aguilhões da justiça. Entende que a evolução do caráter é superior ao conforto do corpo físico. Deus puniu Israel objetivando a evolução de uma nação inteira. Enquanto a justiça punia o amor chorava. Justiça continuou sendo justiça, e o amor continuou sendo amor, ambos na mesma medida.

As calamidades de Israel objetivaram o amadurecimento de uma nação que deveria possuir características transcendentes ao tempo. O fracasso tem o poder de quebrantar as almas pequenas e engrandecer as grandes da mesma maneira que uma ventania apaga o fogo da vela e atiça o fogo da floresta.

Sempre houve mulheres e homens piedosos que pediam perdão pelo coletivo e oravam com sinceridade pelo milagre de dias melhores. Os santos se penitenciavam diante de Deus pelos pecadores. Aceitavam a culpa coletiva e oravam por todos.

O pecado e a desonra do mundo é o seu pecado e a sua desonra. No momento que aceitamos ser a causa do nosso próprio caos ganhamos o poder de nos tornarmos também a causa da solução. Somos a morada de Deus e o Templo do Espírito Santo. O autoconhecimento, razão da evolução humana, vem da comparação de nós mesmos com a pessoa de Jesus. Dentro de cada crente está a luz do mundo, a única luz capaz de iluminar o trajeto que o espírito deve trilhar. Quem lê o passado e prevê o futuro vive o presente como se fosse a eternidade em sua plenitude.

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Cesar de Aguiar



sexta-feira, 10 de abril de 2020

O HOMEM DO FUTURO VIVENDO O PRESENTE

“Deus constrói o seu templo no nosso coração sobre as ruinas das igrejas e das religiões” (Ralph Waldo Emerson).

Os dias do Profeta Ageu são muito semelhantes aos nossos dias. Apesar das mudanças sociais e políticas estabelecidas após a revolução industrial o homem continua essencialmente o mesmo ser histórico. Mudou o cenário, mas a peça é a mesma. Mudou a fala dos atores, mas 
a essência da história continua tudo igual.
“Não há nada de novo debaixo do sol” (Ec 1.9), afinal mudaram os tempos, mas o homem continua o mesmo de sempre. A ganância é a mesma. A cobiça é a mesma. A sede pelo poder é a mesma. Se a trajetória do protagonista não muda, a história permanece a mesma. É um ciclo vicioso.

O mundo passou por uma reformulação nas comunicações, na forma de construção das 
cidades, na velocidade da mobilidade urbana. Em função do capital e do poder os 
protagonistas da história focaram seus esforços na evolução das coisas enquanto mantinham o ser aprisionado aos mesmos vícios de sempre. Privilegiaram o desejável a despeito do indispensável. 

A construção das coisas é uma evolução desejável enquanto a construção do homem deveria ser a evolução indispensável.

Os automóveis, aviões e a energia elétrica são avanços tecnológicos consideráveis. Todavia qualquer um de nós poderia viver sem esses avanços, afinal trata-se de invenções do último século e antes dessas invenções a humanidade viveu a maior parte de sua história.

Quando não temos carros ou não podemos viajar de avião passamos por um certo 
desconforto, mas isso não nos mata. Todavia viver sem um Ser Humano verdadeiramente humano é um atestado de que a trajetória da humanidade não logrou sucesso em seus milhares de anos de história. Significa que nossos erros e a falta de arrependimento e mudança faz com que uma geração repita os mesmos erros da geração anterior.

Infelizmente percebemos que o avanço da tecnologia é muito mais rápido que a evolução humana. E o pior: em função do avanço das máquinas o homem tem se tornado cada vez mais desumano. Armas de guerra e uma economia agressiva escravizadora da liberdade de pensamento e expressão, são meras manifestações do que o homem é em seu mundo interior.

O mundo mau é a imagem e semelhança do homem mau.

Uma evolução meramente exterior e sem correspondência com o lado de dentro do 
homem só produz cansaço espiritual. Do que adianta ter um plano telefônico de ligação ilimitada se não conseguimos conversar abertamente com a mulher que está no travesseiro ao lado? De que adianta ter um carro com 280 cavalos de potência se não conseguimos nos locomover até a varanda para brincar com o filho? Se a evolução não acontecer primeiro do lado de dentro, qual a real necessidade dela evoluir do lado de fora?

Para satisfazer a vaidade e o deleite dos sentidos o homem perdeu a nobreza da sua 
condição humana.

O Livro de Ageu é um convite à reflexão acerca dessas coisas mais triviais da nossa vida. 

Ageu nos convida examinar nossas prioridades a fim de verificar se o nosso interesse está principalmente em Deus acima dos nossos próprios prazeres; a levantar a cabeça e retomar a caminhada mesmo diante de uma situação de oposição ou situação desanimadora; confessar a 
Deus nossas derrotas e retomar a caminhada de fé; acreditar no controle absoluto de Deus sobre todas as situações da vida e agir corajosamente; descansar na segurança das mãos de Deus confiantes de que tudo coopera para o bem dos que o amam.

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Cesar de Aguiar


sábado, 21 de março de 2020

CORONAVÍRUS: OS DOIS LADOS DE UMA PRAGA ANUNCIADA PELO PROFETA ISAÍAS


Nunca antes na história recente da humanidade uma profecia foi cumprida de forma tão perfeita.

Isaías: 26. 20. Vem, povo meu, entra nas tuas casas, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a praga. 21. Pois eis que o Senhor está saindo do seu lugar para castigar os moradores da terra por causa da sua iniqüidade; e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos.

A praga chamada coronavírus atingiu o planeta de forma global e os governantes orientaram seus súditos a permanecerem trancados dentro de suas casas.

Essa profecia de Isaias não é uma palavra de maldição pelo contrário é uma mensagem de esperança.

Esperança para aqueles que entenderam que esse é um momento perfeito para cultuarmos a Deus como igreja de verdade. Igreja sem paredes e portas.

Uma igreja universal do lado fora das paredes de tijolos e longe dos muros que a religião e as instituição ergueram para separar e classificar a fé.

Entenda que esse é o momento perfeito para reconexão com Deus e com a família. Reconexão com os amigos e com os irmãos espalhados por todo o globo terrestre.

Pessoas no mundo inteiro estão em oração ao mesmo tempo e a Terra nunca  vibrou numa frequência tão homogênea.

Os olhos de Deus estão se voltando pra essa nave chamada Planeta Terra e certamente estamos viajando para uma nova dimensão de entendimento da fé.

Conforme a profecia, os ímpios perecerão. Todavia os que clamarem o nome do Senhor serão salvos.

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Cesar de Aguiar


terça-feira, 17 de dezembro de 2019

O OITAVO DIA DA CRIAÇÃO


Justino Mártir
Os primeiros cristãos tinham o Domingo como o primeiro dia da semana, mas não só isso. Eles também consideravam o domingo como o oitavo dia, dando a essa interpretação uma conotação espiritual que simbolizava o mundo recriado após a Ressurreição de Jesus. 

Esse conceito de Oitavo Dia, chamado de Dia do Senhor, era para eles entendido de forma somente simbólica e por isso aceitavam sem resistência a definição do calendário regular, considerando que o Oitavo Dia não tinha efeito sobre a semana de sete dias em termos de Calendário. 


Um dos Pais da Igreja, Justino Mártir escreveu: “o primeiro dia após o Sabbath, permanecendo como o primeiro de todos os dias, é chamado, porém o oitavo, conforme o número de todos os dias do ciclo e, assim continua sendo o primeiro". Assim a igreja primitiva e a pós-primitiva consideravam os dias da semana: para eles, a semana possuía duas definições, uma antes e outra depois de Cristo. 


Até nos dias de hoje a Igreja Católica preserva esse conceito de Oitavo Dia. Um período de oito dias, iniciando e terminando num Domingo ou iniciando e terminando em qualquer outro dia da semana seguinte (semana de 7 dias), é chamado de uma oitava (oitava litúrgica). 


Por muitos séculos essa foi uma marca espiritual deveras importante do calendário litúrgico (principalmente) da Igreja Católica Apostólica Romana, o qual ainda é observado atualmente, embora a ocorrência dessa prática tenha muito se reduzido. 


Tomara que o mundo não se esqueça desse conceito importante e verdadeiro do espírito do Cristianismo. Tomara que a igreja ensine essa verdade ao mundo. 


Foi no Oitavo Dia da Criação que o Plano de Redenção foi elevado ao seu mais alto patamar.

O Oitavo Dia é a manifestação final do Criador após sua caminhada entre os seres humanos. Cristo andando por esse planeta, obteve vitória definitiva sobre a criação que Ele mesmo fez.


“Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra” (Ec 11:2). O mal que se estabeleceu sobre a terra foi destruído porque os dias da Criação não foram repartidos entre seis ou sete dias, mas em oito. 


Vivemos no Oitavo Dia e temos a esperança de que “se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará” (Hb 2:3). 


A vitória já se deu na eternidade, e hoje a igreja deve estabelecê-la na temporalidade.

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do livro: GÊNESIS DESVENDADO



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terça-feira, 29 de outubro de 2019

O HERMON, O JORDÃO E A CRIAÇÃO DO UNIVERSO


No norte de Israel existe uma concentração de montanhas chamada de Colinas de Golan. Com 2.814 metros de altitude, uma dessas montanhas é chamada de Montanha Nevada. É o Monte Hermon que tem o seu pico quase sempre coberto de neve, enquanto as terras ao redor queimam pelo sol de verão.

Nas encostas do monte Hermon nasce o mais importante rio de Israel. Quando o calor chega de forma abrupta nessa montanha, a neve derrete e corre para o sul através do sinuoso Rio Jordão. Essas águas chegam ao Mar de Tiberíades, mais popularmente conhecido como Mar da Galiléia. 

Com a chegada dessas águas no Mar da Galiléia, o lugar se enche de vida e tudo ao redor viceja. Saindo dali, essas águas continuam correndo sinuosamente em direção ao ponto mais baixo da Terra que está a 400 metros abaixo do nível do mar. Um imenso lago chamado de Mar Morto, onde nenhum tipo de vida evolui. 

As águas oriundas do Monte Hermon formam o Rio Jordão que por sua vez formam o imenso Mar da Galiléia.
É no Monte que tudo começa!

O TRONO DE DEUS E O CIRCULO NAS ÁGUAS

No mais alto céu ao norte, onde se assenta o Todo Poderoso, existe uma montanha chamada de O Monte da Congregação (Is 14.13). Do Trono de Deus e do Cordeiro nasce um rio. As águas nascem na presença do Senhor e alegram todo o lugar: “Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo” (Sl 46:4). Essas águas vivas desaguam num imenso mar de cristal. O que João e Daniel viram foi uma mistura de água e fogo (Dn7:9,10; Ap 22.1; Ap. 4.6). 

O que é físico serve de metáfora do que é espiritual. 

O Monte Hermon é o equivalente físico do Monte da Congregação e o Mar da Galiléia é a manifestação física do Lago de Cristal, o Mar das Águas Primordiais.
Em um determinado momento da intenção do Criador, no meio do Mar de Cristal foi aberto um círculo. Intencionalmente esse círculo buscava a extremidade das trevas. 

Salomão quando escreveu Eclesiastes estava no último ciclo de sua vida. Aquele era o momento em que o Rei se encontrava na plenitude da sua sabedoria. Em um de seus textos do Livro do Pregador, Salomão falava de uma sabedoria muito profunda, para além do universo material. 

Nesse texto ele falava sobre o início de todas as coisas: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra” (Ec 11.1,2).

Deus lançou seu pão sobre as águas. O impacto do pão formou o círculo. Uma onda sobre as águas vivas, oriundas do Trono do Altíssimo. 

O pão lançado na superfície do lago, e o lago com suas águas calmamente paradas teve seu destino mudado para toda eternidade. 

A perturbação na água causada pelo impacto do pão causou um movimento de ondas em forma de circunferência, que se afastavam harmonicamente do ponto do impacto ao centro.





O pão de Deus tem nome: Ele é Jesus! O próprio Cristo que se intitula por esse nome eterno. “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:48). 

O pão que movimenta as águas e dá origem a todas as coisas porque Ele é o criador de todas elas. “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hb 1:2), “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1:1-3).

As Águas do Mar de Cristal são as Águas Primordiais. A partir da matéria prima das Águas Primordiais o Criador trouxe à existência todas as coisas.

E tudo foi feito conforme o texto de Eclesiastes: “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra” (Ec 11:2). 

Tudo foi criado e estabelecido em seis dias, com um dia para descanso. 

A soma de sete dias é o prefácio da história de todas as coisas. O oitavo dia é o Milagre.

Desde o início, tudo foi perfeitamente projetado, incluindo até mesmo a necessária saída de socorro para o sabido colapso. 

Deus incluiu na criação o que Salomão referencia como Oitavo Dia. 

O texto de Eclesiastes vem com uma provisão profética incluída no plano inicial da criação: “e ainda até com oito”, deixando implícito que havendo um mal sobre a terra, um oitavo dia da criação já estava providenciado.


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No próximo post: O OITAVO DIA DA CRIAÇÃO

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Do Livro GENESIS DESVENDADO
De Cesar de Aguiar

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Gênesis Desvendado: A revelação dos profundos mistérios da criação estudados em consonância com a ciência e a tradição judaica.




Contato com o Autor: 
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

BIG BANG, EDGAR ALAN POE E OS SEGREDOS DO ETERNO


“O Big Bang clama por uma explicação divina. Obriga à conclusão de que a natureza teve um princípio definido. Apenas uma força sobrenatural, fora do tempo e do espaço, poderia te-la originado. O Deus da Bíblia é também o Deus do genoma. Pode ser adorado na catedral ou no laboratório. Sua criação majestosa, explêndida, complexa e vela não pode guerrear consigo mesma” (Francis Collins).

O livro Eureka é um trabalho literário espetacular. Escrito pelo ilustre estadunidense Edgar Allan Poe, esse livro foi publicado em 1848. 


Esse intrigante trabalho é um testemunho de que Allan Poe possuía talentos que transcendiam sua fama de grande cronista. 


Nesse livro que tem como subtítulo "Um poema em prosa" e, também, "Ensaio sobre o universo material e espiritual", Poe aborda a natureza do universo, envolvendo, em sua discussão, elementos que transitavam pela filosofia e pela ciência. 


Em Eureka, o escritor dizia o que pensava acerca da maneira como o universo foi criado e ligava o material ao espiritual, tratando os dois níveis de criação como se fosse uma coisa só composta por duas partes. Na concepção do autor, o universo foi criado por Deus sem que nenhuma matéria pré-existente houvesse. Para Poe, antes de todas as coisas surgirem à existência, o universo inteiro era uma partícula primordial explosiva. 


Poe buscava uma resposta e ele estava no caminho certo.


Eureka é um livro inspirador em todos os sentidos. Inspirador por causa do que Allan Poe escreveu e muito mais ainda porque o escritor ousou pensar sobre todas essas coisas. 


Isso também é o que faremos. Iremos buscar respostas tendo a Bíblia como lâmpada para os pés durante a caminhada (Sl 119:105). 


Sabemos que nem tudo é pra ser plenamente conhecido (Dt 29:29). 


Deus tem segredos infinitos para serem revelados. 


Alguns desses segredos nos são revelados agora, mas ainda existem um infinito de mistérios para que pela eternidade possamos “conhecer, e prosseguir em conhecer ao Senhor” (Os 6:3).  


“Nem tudo precisa ser revelado. Todo mundo deve cultivar um jardim secreto” (Lou Salomé). Quando escreveu essa frase a escritora russa se direcionava especificamente a seres humanos, todavia podemos com certeza afirmar que o Criador também tem seu ‘jardim secreto’, e, não nos revelou tudo de uma vez. Ele guardou muita revelação para recebermos durante a eternidade, onde vamos viver em níveis superiores de criação, perseguindo o conhecimento de Deus. “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus” (Rm 11:33).


De nossa parte temos o prazer que a coragem nos dá para buscar respostas (Os 6:3). 


Sabemos que nunca conseguiremos saber de tudo, mas o que isso importa? Será que a resposta é superior à pergunta? Onde está o prazer do estudioso? Na resposta ou na formulação de novas questões? 


Eu entendo que o prazer do conhecimento não está na linha de chegada, mas na vitória sobre cada obstáculo do caminho. 


Cada nova pergunta indica que evoluímos em relação à resposta anterior. Cada resposta traz consigo, em seu íntimo, a base para formulação de um novo questionamento, mais arrojado, com certeza. 


As únicas coisas que iremos conseguir de fato, com uma eternidade inteira de dedicação aos estudos, será aumentar a quantidade de perguntas e evoluir a qualidade delas.

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Do Livro GENESIS DESVENDADO
De Cesar de Aguiar
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Gênesis Desvendado: A revelação dos profundos mistérios da criação estudados em consonância com a ciência e a tradição judaica.



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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A ÁRVORE DA VIDA ÀS AVESSAS


Esse mundo é provisório e imperfeito. 


A responsabilidade da igreja é tornar nítida a imagem do Criador. É polir o espelho. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3.18). 



Deus não criou a imperfeição. Tudo que foi criado foi feito de forma bela. Nada é mais belo que Aquele que criou todas as coisas. 


Deus é o perfeito paradigma da beleza. 


Toda a beleza subsiste Nele, e é Ele quem empresta beleza a tudo que há.


Ele é o Belo e não havia nada criado que fosse tão belo quanto Ele. 


Para ver a beleza em sua forma mais plena, Deus sempre olhava pra Si mesmo. E para se enxergar, Deus construiu um espelho de nitidez perfeita. Feito por Suas próprias mãos Deus chamou esse espelho pelo nome de Adão.


Feito à Sua imagem e semelhança, o homem foi essencialmente construído para refletir a imagem de Deus. 


O único ser criado como capaz de refletir a imagem do Criador é o Ser Humano. Todavia o pecado comprometeu a fidelidade do espelho. O pecado sujou onde o Criador Se contemplava todas as tardes, enquanto visitava o homem no Jardim. 


O pecado privou a Deus de Se contemplar todo dia.  


A aparência perfeita do homem foi destruída: o espelho foi manchado. 


Com o advento do pecado Deus não podia mais ver aquilo que é mais belo que tudo que existe: a Sua própria imagem, refletida na coroa de Sua criação.


A igreja deve assumir o seu papel diante do plano de redenção. O mundo e o universo serão modificados quando a igreja desempenhar o seu papel. 


Dentro do tempo a igreja mostrará da eternidade.


Quando a Igreja Invisível voltar a refletir a imagem do Criador, ela manifestará a glória da perfeição do mundo eterno de Deus em um mundo imperfeito.


A exposição pública de Cristo Crucificado é absolutamente suficiente para atrair o mundo à salvação. Nada além da Cruz.


A igreja não pode se cansar de expor a verdade acerca da Cruz de Cristo. 


Somente o Evangelho, e nada mais, é capaz de reinserir o homem ao cumprimento de sua missão primordial.


No Jardim do Éden existiam duas árvores. E as duas se perderam do mundo físico: A Árvore da Vida e a Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Ambas não se encontram mais visíveis no planeta Terra. Desapareceram logo após o homem e sua mulher serem expulsos do Jardim. 


No dia em que foram expulsos, nada mais seria como havia sido até então. 


O mundo imperfeito mostrou sua cara feia ao homem e desde então todos nós vivemos nesse mundo, até agora. 


Esse é o mundo das imperfeições, lugar onde tudo é ao contrário. Um lugar borrado pela sujeira do pecado do homem.


Dentro do Jardim a Árvore da Vida era de uma beleza indescritível. Todavia seu reflexo produz uma imagem invertida no nosso mundo.


No mundo imperfeito a Árvore da Vida tem outra aparência: ela é um madeiro seco, sem vida e instrumento de morte. 


No mundo imperfeito a Árvore da Vida não está no meio de um jardim, mas no meio de duas outras árvores secas. 


O lugar não pulsa vida como no Éden. O cheiro de sangue invade o ambiente no topo árido da montanha do Gólgota. 


Na palestina do século primeiro Jesus morreu nesse madeiro. Expirou pendurado nessa árvore da vida, às avessas. 


Foi ele quem disse que cada um de seus seguidores deveria tomar sua cruz e segui-lo! Quem se deixa crucificar e morre nesse madeiro, viverá para sempre.


A cruz é: do lado de cá, o que a Árvore da Vida era, do lado de lá.


Por causa da nossa desobediência no Jardim, a mais pura beleza foi comprometida no mais íntimo de sua essência. 


No Jardim do Éden, tudo que era Belo tinha o poder de produzir vida. No nosso mundo, a beleza geralmente produz morte. Veja que pessoas encantadas pela suposta beleza desse mundo geralmente se alienam da necessidade de se ter Jesus. 


Do lado de cá, no nosso mundo, a feiura da cruz, o escândalo da cruz, é o único caminho de volta para nosso verdadeiro lar. 


Dentro do Jardim o homem podia livremente consumir o fruto da Árvore da Vida. Fora do Jardim, o fruto que me concede a vida eterna está na viagem da morte para a vida, que fazemos por meio daquele que disse: “minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida” (Jo 6.55).

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Cesar de Aguiar
teolovida@gmail.com

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Gênesis Desvendado: A revelação dos profundos mistérios da criação estudados em consonância com a ciência e a tradição judaica.





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